Questões de Concurso sobre Crônica

 
 
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No Texto XIV, ao opor algarismos e letras, o cronista adere ao ponto de vista dos números, já que, em sua perspectiva,


A

as letras se regulam pela retórica, enquanto os algarismos engendram uma miríade de possibilidades interpretativas.


B

as letras se guiam pelo paradigma qualitativo, enquanto os algarismos não se justificam em sua objetividade.


C

as letras demandam situacionalidade, enquanto os algarismos atestam a realidade de forma segura.


D

as letras validam os dados sociais, enquanto os algarismos legitimam estatísticas de forma subjetiva.


E

as letras operam em perspectiva ambivalente, enquanto os algarismos multiplicam os sentidos das frases.

Preencha os parênteses com Verdadeiro (V) ou Falso (F) e assinale a alternativa correta.


A crônica é tecida em forma de conversa em que o emissor, de forma didática, instrui o receptor, ( ) que fica na postura de ouvinte ( ), sobre como esse deve se posicionar, sendo uma pessoa isenta de falhas em relação à vida, ( ) colocando ordem na casa -existência - ( ) e livrando-se, assim, de somatização de patologias.( ).


A

V-V-F-V-V.


B

V-F-F-V-V.


C

V-V-V-V-V.


D

F-F-V-V-F.

Assinale a alternativa correta, considerando o texto.


A

O terceiro parágrafo mostra um cronista exaltando a vida.


B

O último parágrafo evoca o mar como grande mestre da vida do cronista.


C

O segundo parágrafo revela a decepção do cronista diante de um mar diferente daquilo que ouviu.


D

Em todos os parágrafos há descrições inverossímeis a respeito do mar.


E

O último parágrafo revela arrependimentos do cronista diante do mar.

Observe as frases.


1. Fomos ver o mar.

2. Era de manhã, fazia sol.

3. De repente houve um grito: o mar.


Assinale a alternativa que mostra uma afirmação correta.


A

Em 1, não há sujeito.


B

Em 2, há um período simples.


C

Em 3, a palavra “grito” é objeto direto.


D

“Sol” (2) e “mar” (3) exercem a mesma função sintática no contexto em que estão.


E

Em todas as frases há presença de adjuntos adnominais.

Analise as afirmativas abaixo sobre o texto.


1. A crônica mostra a força do mar na vida de um homem.

2. O cronista mostra arrebatamento e resiliência diante do mar.

3. A descrição do mar no primeiro parágrafo encontra abrigo ao longo do texto.

4. A experiência inicial do cronista com o mar permanece forte ao longo de sua vida.

5. A crônica mostra a incapacidade das pessoas de se maravilharem com a grandeza do mar.


Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.


A

São corretas apenas as afirmativas 2 e 3.


B

São corretas apenas as afirmativas 4 e 5.


C

São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4.


D

São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4.


E

São corretas apenas as afirmativas 3, 4 e 5.

A crônica é um gênero textual em que frequentemente é utilizada uma linguagem mais informal, próxima da oralidade. No texto 12A1-I, um exemplo do uso da linguagem informal está presente em


A

“Alguns fazem-no de maneira simples e direta” (primeiro período do segundo parágrafo).


B

“a estes se lê como quem mastiga com prazer grandes bolas de chicletes” (segundo período do segundo parágrafo).


C

“há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio” (quarto período do segundo parágrafo).


D

“Escrever prosa é uma arte ingrata” (primeiro período do texto).


E

“situações que, azar dele, criou porque quis” (segundo período do primeiro parágrafo).

O texto 12A4-I apresenta características de crônica, como


A

o distanciamento racional do autor em relação aos fatos apresentados e o emprego de recursos estilísticos literários.


B

a predominância do foco narrativo em terceira pessoa e o uso expressivo da pontuação.


C

a prosa poética caracterizada pela criação de imagens metafóricas e o predomínio do discurso direto.


D

a coexistência de reflexões a respeito de aspectos da vida em sociedade e o compromisso com a verdade jornalística, atrelada ao passado do autor.


E

o emprego de linguagem acessível ao leitor e a abordagem de fatos de um cotidiano predominantemente urbano.

A última frase do terceiro parágrafo “Um menino que levava na canoa um pedaço de pão e um livro, e voltava sem estudar nada, com vontade de dizer uma porção de coisas que não sabia dizer – que ainda não sabe dizer” mostra:


A

Um menino traquinas que fugia dos estudos.


B

Um modo de vida de pescadores que sobrevivem de conhecimento e pão.


C

Um cronista consciente de seu dever com aquilo que ainda não foi dito por ninguém.


D

Um cronista consciente de sua incapacidade de mostrar o quanto o mar o ensinava.


E

Um cronista que foi forjado por leituras no embalo do mar de sua infância.

Assinale a opção correta sobre a característica que classifica o texto como uma crônica.


A

Privilegia-se o conteúdo narrado por meio de linguagem objetiva.


B

Há ênfase na descrição do cenário e no detalhamento da narração.


C

Destaca-se um ponto de vista, utilizando-se de argumentos comprováveis para defendê-lo.


D

Nota-se uma apresentação de um tema social, a partir do apagamento de uma perspectiva individual sobre o assunto.


E

Adota-se a subjetividade a fim de explorar um tema relacionado à condição humana.

A grama do vizinho


Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco. Converso com mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem. De onde vem isso?

Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite. É uma das características da juventude, considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são, ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho. Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas.

Pra consumo externo, todos são belos, sexy, lúcidos, íntegros, ricos, sedutores. “Nunca conheci quem tivesse levado porrada/ todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo”. Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta overdose de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz de conta.

Nesta era de exaltação de celebridades – reais e inventadas – fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça. Mas tem. Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia.

Fonte: Martha Medeiros. Adaptado



As crônicas, gênero textual utilizado por Martha Medeiros, têm determinadas características que as definem como tal. Considerando essas características, muito presentes no texto, assinalar a alternativa INCORRETA.


A

Podem ter teor humorístico como forma de crítica a aspectos de sociedade, política, economia, entre outros.


B

Dependem muito de contexto, pois são produzidas a partir de determinada visão de mundo pelo autor. Com o tempo, há a possibilidade de elas se tornarem obsoletas.


C

Geralmente, tratam de acontecimentos corriqueiros, populares, com assuntos que podem se conectar facilmente a grandes audiências.


D

Podem ser jornalísticas, sendo produzidas para os meios de comunicação e utilizando temas atuais como um convite para reflexão.


E

São uma narrativa longa, com personagens fantásticos, similar aos contos, de linguagem rebuscada. É necessário, também, evitar o uso da primeira pessoa na narrativa.

A crônica urbana consolidou-se no Brasil a partir do século XIX como um gênero híbrido, situado entre o jornalismo e a literatura. Antonio Candido observa que sua força está em capturar a “poesia do banal”, revelando no cotidiano fragmentos de ironia, crítica social e reflexão existencial.


Assinale a alternativa que expressa adequadamente as características da crônica.


A

Produção extensa e erudita, voltada exclusivamente para demonstrações científicas de natureza objetiva.


B

Texto breve em tom coloquial, registrando cotidiano banal, com ironia crítica e observação social.


C

Ensaio filosófico de caráter abstrato, fundado em raciocínio lógico e argumentação rigorosamente conceitual.


D

Narrativa épica grandiosa, inspirada em feitos heróicos, exaltando batalhas de caráter histórico universal.


E

Texto jornalístico objetivo, limitado à transmissão factual, sem espaço para reflexão subjetiva crítica.

A professora Marilda selecionou para os estudantes do Ensino Médio a leitura da crônica “Ciao”, de Carlos Drummond de Andrade. Nela, o autor se despede da função de cronista de um jornal, referindo-se a si mesmo na terceira pessoa, como no trecho: “Pois chegou o momento deste contumaz rabiscador de letras pendurar as chuteiras (que na prática jamais calçou) e dizer aos leitores um ciao-adeus sem melancolia, mas oportuno. Creio que ele pode gabar-se de possuir um título não disputado por ninguém: o de mais velho cronista brasileiro".


Tendo em vista o tópico “elementos da narrativa”, entre as atividades da sequência didática, é relevante que a professora Marilda se detenha na questão


A

do distanciamento em relação a si mesmo alcançado pelo cronista no jogo narrativo.


B

da expressão exacerbada da subjetividade nas crônicas autobiográficas.


C

da verossimilhança atrelada à coerência interna no gênero “autobiografia”.


D

da desconfiança necessária ao leitor quando diante de um narrador em primeira pessoa.


E

da comparação entre a recepção crítica da crônica de Drummond pelos leitores da época e os da atualidade.

O elemento que caracteriza esse texto como uma crônica é a


A

defesa das opiniões da autora sobre um tema de interesse coletivo.


B

exposição sobre o uso de tecnologias nas práticas de escrita atuais.


C

abordagem de fatos do contexto pessoal em uma perspectiva reflexiva.


D

utilização de recursos linguísticos para a interlocução direta com o leitor.


E

apresentação de acontecimentos segundo a ordem de sucessão no tempo.

Em relação ao gênero textual, é correto afirmar que o texto é uma crônica descritiva, pois o autor descreve duas ideias sobre economia compartilhada.


C

Certo


E

Errado

O texto se caracteriza como uma crônica, porque, entre outros aspectos,


A

aborda um fato cotidiano em um texto curto e híbrido.


B

narra uma história com clímax e final surpreendente.


C

trata de um tema específico com argumentação forte.


D

descreve um cenário a partir de uma crítica social.

No trecho “E há os que sustentam que o analista continua clinicando, na Europa, onde a sua terapia do joelhaço, conhecida como ‘Thérapie du genou aux boules, ou le methode gaúchô’, tem grande facilidade e ele só tem alguma dificuldade com a correta tradução de ‘Pos se apeie nos pelego e respire fundo no mais, índio velho’, no começo de cada sessão.” (4º§), o autor apresenta um relato fictício com humor e exagero, típico da construção narrativa de uma crônica. Dessa forma, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.


I. “O texto é uma crônica, pois utiliza humor e exagero para relatar situações fictícias e explorar aspectos do comportamento humano.”


PORQUE


II. “O gênero crônica é caracterizado exclusivamente por narrativas longas e detalhadas que descrevem eventos cotidianos de forma realista.”


Assinale a alternativa correta.


A

A assertiva I é uma proposição falsa; a II é verdadeira.


B

A assertiva I é uma proposição verdadeira; a II é falsa.


C

As assertivas I e II são proposições verdadeiras, a II é uma justificativa correta da I.


D

As assertivas I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.

O texto em questão pertence ao campo jornalístico. A partir dessa informação, assinale a opção que apresenta corretamente o gênero a que ele pertence, além de trazer a justificativa adequada para isso.


A

O texto é um editorial, pois apresenta uma opinião do autor sobre o nascimento da ursa‑polar Nur e suas implicações ambientais.


B

O texto é uma reportagem, pois apresenta um relato detalhado e aprofundado, com entrevistas e análises sobre o impacto do nascimento de Nur.


C

O texto é um conto, pois narra um acontecimento fictício sobre o nascimento de uma ursa‑polar em um zoológico de São Paulo.


D

O texto é uma notícia, pois informa um fato recente de interesse público de forma objetiva e com linguagem direta.


E

O texto é uma crônica jornalística, pois traz uma reflexão subjetiva sobre o nascimento de Nur, com elementos narrativos e linguagem literária.

Analise as assertivas que seguem com base na leitura do Texto I e na sua relação com o contexto sócio histórico de produção e circulação do gênero crônica.


I- Por ser um gênero predominantemente ficcional e desvinculado do contexto histórico e social, a crônica não sofre influências das transformações culturais ou ideológicas do período em que é escrita.

II- O texto possui uma linguagem subjetiva, na qual o narrador transmite suas emoções e pensamentos, dando um caráter pessoal e introspectivo à narrativa.

III- O texto I narra, de forma objetiva, o encontro entre o narrador-personagem e um cão.


É CORRETO o que se afirma em:


A

I, II e III.


B

I e III apenas.


C

III apenas.


D

I apenas.


E

II apenas.

O texto acima é uma crônica. Assinale a alternativa que justifique corretamente sua classificação:


A

O texto contém uma narrativa longa e complexa, focada em uma história com muitos personagens e um enredo desenvolvido ao longo de capítulos.


B

Tem a finalidade de informar o público sobre acontecimentos recentes e relevantes. É um texto factual, impessoal, e objetivo, sem espaço para a opinião pessoal.


C

O texto contém versos e estrofes, com um foco maior em sonoridade, ritmo e emoções. É uma forma artística da linguagem com linguagem figurada e um caráter lírico.


D

O texto é uma narrativa curta, com personagens animais, que tem um ensinamento moral claro no final.


E

O texto é curto, reflexivo e subjetivo, características típicas desse gênero. Ele fala sobre coisas do cotidiano, de maneira leve e simples, sem um enredo complexo ou personagens.

 
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