Questões de Concurso sobre Estratégias argumentativas

 
 
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No trecho: De acordo com os agentes representantes das grifes americanas, a competitividade do produto brasileiro está na confiabilidade de entrega, na qualidade e no preço. Para validar essa afirmação sobre a reestruturação da indústria, qual é o recurso de argumentação utilizado?


A

Argumento de causalidade.


B

Argumento de testemunho ou autoridade.


C

Argumento apoiado no senso comum.


D

Argumento de comparação histórica e geográfica.


E

Argumento circular, em que a premissa comprova a si mesma.

No desenvolvimento do texto, a autora sustenta a tese de que não existe um modelo único de paternidade, utilizando, como estratégia argumentativa predominante,


A

a enumeração de diferentes comportamentos paternos observados socialmente.


B

a narração cronológica da evolução histórica da figura paterna.


C

a explicação científica baseada em teorias psicológicas.


D

a descrição idealizada do papel do pai na família tradicional.

Assinale a alternativa que NÃO apresenta uma estratégia empregada pelo autor na construção do texto.


A

Citação direta de ideias de terceiros.


B

Uso de uma experiência pessoal como mote.


C

Apresentação de dados de pesquisas e estatísticas sobre o tema.


D

Associação entre uma situação externa e a sua própria.


E

Reflexões nas quais inclui o leitor.

Assinale a estratégia argumentativa utilizada em “Vivemos em Lorena, mas podemos transitar em Londres, Paris, Estados Unidos, Rússia, Antártida, Terra do Fogo, Noruega, Índia, no planeta Marte, nas Galáxias infinitas, enfim, no Cosmos”.


A

Citação.


B

Gradação.


C

Alusão histórica.


D

Comprovação.

À luz das estratégias argumentativas utilizadas para sustentar o posicionamento do autor em defesa da estabilidade, leia os excertos a seguir, avalie as análises apresentadas:


I – “Nasci em Manaus, em 1971. A Zona Franca tinha apenas 14 anos de existência e começava a produzir seus efeitos benéficos na cidade. Mesmo sendo muito pobre, desde que me entendo por gente sempre quis ser cientista. Sonhava em estudar na Unicamp. O sonho tornou-se realidade em 1991.” (linhas 1 a 4) ⇒ Argumento de autoridade: o narrador-autor, com base no prestígio associado ao fato de ter estudado na Unicamp e de ser cientista, busca legitimar o seu ponto de vista, fazendo de sua formação acadêmica o principal fundamento da tese sobre a estabilidade.

II – “Lembro-me de uma ocasião em que, ao passar os produtos pelo caixa do supermercado, acabei perdendo a paciência com a funcionária, pois, pela milésima vez (obviamente uma hipérbole), precisava reclamar do preço errado.” (linhas 13 a 15) ⇒ Argumento por exemplificação: o episódio relatado é mobilizado como um caso, que ilustra a situação de trabalhadores submetidos a ordens questionáveis, servindo de base para a reflexão sobre coação econômica e para a defesa da estabilidade como mecanismo de proteção da ética no serviço público.

III – “Meus pensamentos já iam se dispersando quando me ocorreu outra dúvida, ainda mais incômoda: e se eu fosse casado e tivesse filhos? Será que a decisão seria tão fácil?” (linhas 31 e 32) ⇒ Raciocínio hipotético/contrafactual: ao se imaginar em outra condição (casado, com filhos), o narrador complexifica seu juízo inicial e introduz um cenário hipotético que evidencia o peso das responsabilidades familiares nas decisões éticas.

IV – “Sei que, para muitos cidadãos, a estabilidade parece um privilégio injustificável. Entretanto, sem ela, multiplicam-se os incentivos para que servidores cedam a pressões políticas e econômicas.” (linhas 43 a 45) ⇒ Argumento de causa e consequência: o autor menciona uma objeção à estabilidade e, em seguida, relaciona a ausência desse direito ao aumento de pressões indevidas sobre o servidor, estabelecendo um nexo causal entre falta de estabilidade e vulnerabilidade ética.

V – “Na volta para casa, carregando minhas compras, não parava de pensar no absurdo daquela situação. Errar o preço para mais, consistentemente, era um tipo de roubo. Por que ela faria aquilo? Eu era tão pobre quanto ela.” (linhas 21 a 23) ⇒ Argumento por generalização: ao considerar que o erro constante “para mais” configura “um tipo de roubo” e lembrar que também era pobre, o narrador formula uma conclusão geral sobre a desonestidade da funcionária, estendendo aquele caso específico a um julgamento amplo sobre o comportamento de trabalhadores em situação semelhante.


Assinale a alternativa CORRETA:


A

Apenas I, II e III estão corretas.


B

Apenas II, III e IV estão corretas.


C

Apenas I, II e IV estão corretas.


D

Apenas III, IV e V estão corretas.

Após a leitura do texto, analise as afirmativas a seguir a respeito das estratégias argumentativas e dos sentidos produzidos pelo texto.

I. Ao afirmar que os algoritmos "ditam boa parte dos nossos movimentos", o autor faz uso de linguagem não literal para intensificar a percepção de influência dos sistemas algorítmicos sobre a vida social.

II. A referência aos algoritmos de aprendizado de máquina funciona apenas como exemplificação técnica, não contribuindo para sustentar a tese central do texto.

III. A defesa de que valores éticos e democráticos devem prevalecer pressupõe que a incorporação dos algoritmos à sociedade não constitui um processo inteiramente neutro.

E correto afirmar que estão corretas a(s) afirmativa(s):


A

II, apenas.


B

II e III, apenas.


C

I, II e III.


D

I e III, apenas.


E

I e II, apenas.

Considerando as estratégias argumentativas empregadas no Texto 1, assinale a alternativa correta.


A

O texto estrutura-se exclusivamente por dedução, sem recorrer à refutação de pontos de vista anteriores.


B

A estratégia central é a dialética, com a apresentação de tese, antítese e síntese.


C

Predomina o raciocínio indutivo, uma vez que o autor parte de exemplos concretos para chegar a uma conclusão abstrata.


D

O autor utiliza a contra-argumentação ao refutar a visão de que a memória seria um "arquivo morto", apresentando em seguida sua tese contrária.


E

O texto vale-se exclusivamente de argumentos de autoridade para validar sua tese.

O Texto 3 utiliza a metáfora da "lente" para explicar o funcionamento da linguagem. Assinale a alternativa que melhor analisa essa estratégia argumentativa.


A

A metáfora da lente é inadequada ao propósito do texto, pois a linguagem não pode ser comparada a um objeto físico.


B

O autor recorre à analogia como estratégia didática, aproximando um conceito abstrato de uma experiência concreta para facilitar a compreensão.


C

A comparação entre linguagem e lente caracteriza uma antítese, já que lente e linguagem são opostas em sua natureza.


D

A metáfora funciona como argumento de autoridade, uma vez que se baseia em conhecimento científico da óptica.


E

O recurso à metáfora tem função meramente estética, sem contribuir para a progressão argumentativa do texto.

No texto, a referência a “pesquisas recentes” contribui para a construção argumentativa porque


A

compara diferentes formas de linguagem.


B

reforça a credibilidade da informação apresentada.


C

expressa uma avaliação subjetiva do autor sobre o tema.


D

apresenta um exemplo para facilitar a compreensão do leitor.

O Texto 2 apresenta a mudança de estratégia no desenvolvimento de robôs, defendendo a ideia de que o aprendizado de máquina é mais relevante do que a criação de robôs humanoides sofisticados. Para sustentar essa ideia central, há a mobilização do


A

argumento de autoridade, por fundamentar as ideias nas falas de especialistas ligados ao projeto de robótica.


B

argumento por exemplificação, por utilizar a descrição de uma situação concreta para sustentar a defesa do aprendizado de máquinas como eixo central do avanço da robótica.


C

argumento de senso comum, por recorrer a experiências cotidianas para convencer o leitor sobre a eficácia dos robôs simples.


D

argumento emocional, por buscar o interesse e a admiração do leitor por meio da narrativa de feitos surpreendentes das máquinas.

Em um dos trechos do poema, o autor recorre a uma sequência de substantivos abstratos para construir efeitos expressivos. Trata-se do excerto “piada, rancor, miragem”, no qual o recurso linguístico empregado estrutura-se pela


A

sinonímia cumulativa de termos equivalentes.


B

gradação lógica de causa e consequência.


C

enumeração intensificadora de núcleos nominais.


D

eufemização de conceitos negativos.

No texto 1A1, o emprego repetido da expressão O que faz do Brasil o Brasil consiste em uma estratégia empregada pelo autor para


A

reiterar o tema central do texto, encaminhando o leitor para uma resposta sobre o que caracteriza o Brasil na visão do autor.


B

reforçar a noção de que é praticamente impossível atribuir uma identidade ao Brasil.


C

intensificar a ideia de que certos personagens célebres são os melhores representantes do país.


D

evidenciar que a busca pela identidade nacional é o foco principal da história do Brasil.


E

convencer o leitor da necessidade de se definir o brasileiro.

Assinale a alternativa que identifica corretamente uma estratégia argumentativa empregada no texto:


A

Uso de dados estatísticos para fundamentar a tese defendida.


B

Apelo à experiência pessoal como forma de validação do argumento.


C

Predominância de linguagem coloquial para aproximar o leitor.


D

Estabelecimento de contraste entre modelos tradicionais e demandas contemporâneas para sustentar a necessidade de mudança.

Considere o trecho:

Não se questiona a utilidade do novo sistema. Questiona-se, isto sim, a ideia de que sua implantação, por si só, resolverá problemas cuja origem também está na organização dos processos de trabalho.

A estratégia argumentativa predominante nesse fragmento consiste em:


A

rejeitar integralmente uma posição anterior para substituí-la por outra incompatível.


B

recorrer a uma generalização baseada em diversos casos particulares explicitamente apresentados.


C

apresentar uma conclusão dedutiva cuja validade independe das premissas anteriormente formuladas.


D

reconhecer parcialmente um ponto favorável e, em seguida, delimitar o aspecto efetivamente submetido à crítica.


E

utilizar argumento de autoridade para comprovar que problemas organizacionais independem de soluções tecnológicas.

A estratégia argumentativa predominante utilizada pela autora consiste em


A

apresentar exclusivamente informações estatísticas para comprovar suas afirmações sobre a sororidade.


B

articular experiências pessoais, referências históricas e resultados de pesquisas para sustentar sua perspectiva.


C

estabelecer comparações entre diferentes correntes filosóficas para explicar as origens da rivalidade feminina.


D

utilizar somente referências acadêmicas para conferir maior autoridade aos argumentos apresentados no texto.

No parágrafo final do texto, a autora apresenta a declaração de Marcela Esteves como recurso para construir um argumento de:


A

Comparação.


B

Senso comum.


C

Autoridade.


D

Evidência estatística.

No último parágrafo, o autor afirma que:

"O desenvolvimento de uma comunidade mais justa depende menos da tecnologia em si e muito mais da forma como as pessoas escolhem agir diante dela."

A principal estratégia argumentativa utilizada nesse trecho consiste em:


A

estabelecer uma comparação entre dois fatores, valorizando a atuação humana em relação aos recursos tecnológicos.


B

apresentar dados estatísticos para comprovar a superioridade da tecnologia.


C

utilizar uma narrativa ficcional para exemplificar o problema discutido.


D

empregar uma sequência cronológica para explicar a evolução das tecnologias digitais.

Leia o Texto 2 para responder a questão

Texto 2

Tempo de sentir

Para escrever e, também, para ler, é preciso deixar de lado o celular

É sempre interessante ouvir o que dizem os escritores sobre seu processo criativo. Afinal, como as ideias se transformam em um texto? Recentemente, Itamar Vieira Junior, autor do premiado Torto Arado e de outras obras literárias, disse que “o celular é o grande inimigo de quem escreve” e acrescentou que, “no momento da escrita, todas as distrações precisam ser eliminadas”. O conselho, à primeira vista, pode parecer óbvio, mas, no fundo, é provocativo. Somos capazes de deixar de lado o celular?

Não apenas a escrita depende de sossego e concentração. Esses são requisitos também para uma boa leitura. Como adentrar o universo de um romance sem deixar de lado todo o resto? Às vezes, tenho a impressão de que muita gente lê a crítica ou o resumo do livro, mas não vive a experiência de sorver, uma a uma, as palavras e frases que compõem o tecido literário. [...]

Para escrever e, também, para ler, é preciso um pouco de solidão. Estar só é diferente de saber-se irremediavelmente só e desamparado. Coisas distintas. Esse estar só, no entanto, vai deixando de existir. Basta nos pegarmos sós que logo alcançamos o celular para saber se alguém nos enviou mensagem ou se, ao menos, publicou alguma novidade nas redes sociais. Com milhares de “amigos”, o que não nos falta são notícias.

No meio disso tudo, uma moça bonita ensina a usar o delineador (como parece fácil!), um sujeito engraçado mostra como limpar o ventilador, uma mocinha empoderada garante que qualquer um pode trocar o seu varal de teto, depois vêm os gatinhos, vídeos que já chegam com milhares de curtidas (seremos apenas mais um a dar o “like” para as fofuras) e, de repente tomamos conhecimento da morte do papa, de um bolo envenenado que matou várias pessoas, de um novo remédio para emagrecer – e isso sem falar nos anúncios, que se imiscuem até no meio das notícias. [...]

Estamos presos a esse hábito coletivo. Queremos informação rápida sobre uma infinidade de assuntos, alguns importantes, outros não, e estamos sempre com pressa. Quando diz que, para escrever, é preciso afastar o celular, Itamar Vieira Junior mostra como é difícil o seu ofício nos dias de hoje e, ao mesmo tempo, provoca o leitor: é preciso sair dessa rotina do celular também para ler um bom livro. E livro é livro, filme é filme, experiências diversas.

NICOLETI, Thais. Tempo de sentir. Folha de São Paulo, 30 abr. 2025. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/thais-nicoleti/2025/04/tempo-de-sentir.shtml. Acesso em: 04 jul. 2026.

No primeiro parágrafo, a autora menciona a declaração de Itamar Vieira Junior acerca do uso do celular durante a escrita. Nesse contexto, a estratégia argumentativa empregada consiste na


A

enumeração de fatos cotidianos.


B

referência à experiência pessoal da autora.


C

exemplificação de comportamentos sociais.


D

mobilização de um argumento de autoridade.

Informações que apresentam dados da realidade observável no texto, promovem, principalmente:


A

Estratégia argumentativa.


B

Apresentação de conclusões.


C

Elaboração de dados científicos.


D

Apresentação de refutação argumentativa.

Considerando-se o processo de progressão temática, o segundo parágrafo do Texto 2 é construído a partir de um recurso argumentativo baseado em


A

evidência por amostragem.


B

análise de dados estatísticos.


C

citação de discursos de autoridade.


D

comparação de elementos naturais.

 
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