Questões de Concurso sobre Figuras e Vícios de Linguagem

 
 
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O recurso utilizado pelo autor para caracterizar a cidade está indicado corretamente em

A
“espaço público vivo” (l. 27) → antítese.

B
“a falsa harmonia” (l. 27 e 28) → pleonasmo.

C
“filha e irmã da imigração” (l. 10) → metáfora.

D
“lugar impessoal da massa” (l. 3) → eufemismo.

Assinale a opção que apresenta o pensamento que se apoia em uma estrutura diferente da antítese.


A

“Muitas pessoas perdem as pequenas alegrias enquanto aguardam a grande felicidade”.


B

"As coisas nunca são tão boas quanto esperamos, nem tão ruins quanto tememos”.


C

“Quem vive só de esperanças morrerá de fome”.


D

“O otimista diz que vivemos no melhor de todos os mundos possíveis. O pessimista teme que isso seja verdade”.


E

“Felicidade é um modo de viajar, não um destino”.

Literatura é uma das formas artísticas de representação da realidade e do imaginário. Para Ezra Pound (em Abc da literatura. São Paulo: Cultrix, s.d. p.32), “Literatura é linguagem carregada de significado. Grande literatura é simplesmente a linguagem carregada de significado até o máximo possível”.

Considerando os recursos semânticos utilizados pelos escritores para dar forma artística à linguagem, assinale a alternativa INCORRETA.


A

Antítese consiste em contrapor palavras ou frases de significado contrário, exigindo o emprego de antônimos.


B

Ironia consiste em exprimir o contrário do que se diz ou se pensa; o sentido real pode ser deduzido do contexto.


C

Metáfora é a comparação explícita de dois seres de natureza diferente com o propósito de ressaltar um deles.


D

Paradoxo é a figura em que se relacionam duas ideias ou conceitos que parecem opostos ou contraditórios.

A figura de linguagem utilizada para repetir uma ideia ou uma função sintática com a finalidade de enfatizar uma mensagem, denomina-se:

A
Prosopopéia

B
Metáfora

C
Antítese

D
Pleonasmo

No trecho, “A violência verbal é distributiva e não estamos sabendo contê-la.”, o vocábulo grifado pode ser substituído, sem perdas semânticas, por


A

ocultada.


B

eclipsada.


C

propalada.


D

dissimulada.

Imagem associada para resolução da questão

Nas duas primeiras frases, Veríssimo confere expressividade ao seu texto, ao fazer uso da seguinte figura de linguagem


A

metáfora


B

personificação


C

símile


D

eufemismo

Assinale a alternativa que corresponde a uma metáfora:

A
Agulha não tem cabeça.

B
Papel subalterno.

C
Vestido da bela dama.

D
Professor de melancolia.

O locutor pode indicar diferentes pontos de vista em uma asserção, atribuindo sua responsabilidade a outro enunciador. Para isso, pode utilizar-se da negação, de marcadores de pressuposição, do emprego de verbos que indiquem mudança ou permanência de estado, de certos operadores argumentativos, do futuro do pretérito com valor de metáfora temporal.

Essa definição de KOCH, BENTES e CAVALCANTE (2008) corresponde ao conceito de


A
polifonia.

B
intertextualidade temática.

C
intertextualidade tipológica.

D
intertextualidade explícita.

E
intertextualidade implícita.
“As luas de Londres... Ah, Jayme Ovalle, Manuel Bandeira! A lua de Londres era quadrada!” (5º§) O excerto anterior é um exemplo de figura de linguagem denominada

A
perífrase.

B
catacrese.

C
anacoluto.

D
apóstrofe.

A primeira estrofe da canção que serve de tema para a novela “A Regra do Jogo” diz: “O Sol há de brilhar mais uma vez / A luz há de chegar aos corações / Do mal será queimada a semente / O amor será eterno novamente.” (Nelson Cavaquinho e Élcio Soares)


Observa-se, neste trecho, a presença da seguinte figura de linguagem:


A

metáfora.


B

catacrese.


C

pleonasmo.


D

eufemismo.


E

onomatopeia.

Assinale a opção que indica a frase que apresenta uma metáfora cuja comparação está explicada.

A
“Não gosto nem um pouco do campo; é uma espécie de sepultura saudável”.

B
“A casa de um homem é o seu castelo, assim como a esposa é sua rainha”.

C
“Uma casa é uma máquina de morar, ou um esconderijo conveniente”.

D
"O ciúme é um latido que atrai os ladrões”.

E
“Um marido é um emplastro que cura todos os males das moças”.

Ao fazer uso do vocábulo "miopias", no primeiro parágrafo, o autor emprega esse termo no sentido:


A
irônico

B

cômico


C

metafórico


D

científico

De acordo com a construção dos referentes textuais no texto, pode-se afirmar que a expressão “duas qualidades”, no início do texto, contribui para a coesão textual exercendo um papel


A

de sumarizar a informação precedente.


B

catafórico, em uma remissão de novos referentes.


C

anafórico, permitindo o encadeamento das ideias de forma progressiva.


D

associativo e comparativo entre duas características mencionadas posteriormente.

No texto, emprega-se a linguagem figurada com o propósito de intensificar o sentido de uma informação em:

A
No mundo, foram vendidos 1,424 bilhão de smartphones em 2015; 200 milhões a mais que no ano anterior.

B
... felizes em mirar as “pessoas certas, transmitindo-lhes sua mensagem certa no momento certo”...

C
... a extorsão de dados com objetivos comerciais quase não é percebida como uma questão política...

D
... oferecem aplicativos a usuários que, em contrapartida, lhes entregam seus dados pessoais.

E
... cada clique derrama uma gota de informação de valor no oceano dos servidores refrigerados...

Releia o trecho a seguir.

“‘Está em todas as partes e em nenhuma’ [...]”

Leia as definições a seguir, retiradas do Aurélio versão 7.0 – eletrônica, e assinale aquela pertinente a esse trecho.


A
Paradoxo: “Conceito que é ou parece contrário ao comum; contrassenso, absurdo, disparate”.

B
Tautologia: “vício de linguagem que consiste em dizer, por formas diversas, sempre a mesma coisa”.

C
Metáfora: “tropo que consiste na transferência de uma palavra para um âmbito semântico que não é o do objeto que ela designa, e que se fundamenta numa relação de semelhança subentendida entre o sentido próprio e o figurado; translação”.

D
Ambiguidade: “que se pode tomar em mais de um sentido; equívoco”.

Ao contrário das figuras de linguagem, que representam realce e beleza às mensagens emitidas, os vícios de linguagem são palavras ou construções que vão de encontro às normas gramaticais. Os vícios de linguagem costumam ocorrer por descuido, ou ainda por desconhecimento das regras por parte do emissor. Na frase: “Eu não vi ele faz muito tempo”. O vício de linguagem que se observa é do tipo:


A

Solecismo.


B

Cacófato.


C

Arcaísmo.


D

Barbarismo.

A charge anterior apoia-se na estrutura de uma figura de linguagem, que é:

A
a hipérbole;

B
o eufemismo;

C
a catacrese;

D
o pleonasmo;

E
a metáfora.

Texto para responder às questões de 01 a 10.


O apagão poderá nos trazer alguma luz


Não tivemos guerra, não tivemos revolução, mas teremos o apagão. O apagão será uma porrada na nossa autoestima, mas terá suas vantagens.

Com o apagão, ficaremos mais humildes, como os humildes. A onda narcisista da democracia liberal ficará mais “cabreira”, as gargalhadas das colunas sociais serão menos luminosas, nossos flashes, menos gloriosos. Baixará o astral das estrelas globais, dos comedores. As bundas ficarão mais tímidas, os peitos de silicone, menos arrebitados. Ficaremos menos arrogantes na escuridão de nossas vidas de classe média. [...] Haverá algo de becos escuros, sem saída. A euforia de Primeiro Mundo falsificado cairá por terra e dará lugar a uma belíssima e genuína infelicidade.

O Brasil se lembrará do passado agropastoril que teve e ainda tem; teremos saudades do matão, do luar do sertão, da Rádio Nacional, do acendedor de lampiões da rua, dos candeeiros. Lembraremos das tristes noites dos anos 40, como dos “blackouts” da Segunda Guerra, mesmo sem submarinos, apenas sinistros assaltantes nas esquinas apagadas. O apagão nos lembrará de velhos carnavais: “Tomara que chova três dias sem parar”. Ou: “Rio, cidade que nos seduz, de dia falta água, de noite falta luz!”. Lembraremo-nos dos discos de 78 rpm, das TVs em preto-e-branco, de um Brasil mais micha, mais pobre, cambaio, mas bem mais brasileiro em seu caminho da roça, que o golpe de 64 interrompeu, que esta mania prostituída de Primeiro Mundo matou a tapa.

[...]

O apagão nos mostrará que somos subdesenvolvidos, que essa superestrutura modernizante está sobre pés de barro. O apagão é um “upgrade” nas periferias e nos “bondes do Tigrão”, nos lembrando da escuridão física e mental em que vivem, fora de nossas avenidas iluminadas. O apagão nos fará mais pensativos e conscientes de nossa pequenez. Seremos mais poéticos. Em noites estreladas, pensaremos: “A solidão dos espaços infinitos nos apavora”, como disse Pascal. Ou ainda, se mais líricos, recitaremos Victor Hugo: “A hidrauniverso torce seu corpo cravejado de estrelas...”.

[...] O apagão nos dará medo, o que poderá nos fazer migrar das grandes cidades, deixando para trás as avenidas secas e mortas.

O apagão nos fará entender os flagelados do Nordeste, que sempre olharam o céu como uma grande ameaça. O apagão nos fará contemplar o azul sem nuvens, pois aprendemos que a natureza é quando não respeitada. O apagão nos fará mais parcimoniosos, respeitosos e públicos. Acreditaremos menos nos arroubos de autossuficiência. O apagão vai dividir as vidas, de novo, em dias e noites, que serão nítidos sem as luzes que a modernidade celebra para nos fascinar e nos fazer esquecer que as cidades, de perto, são feias e injustas. Vai diminuir a “feerie” do capitalismo enganador.

Vamos dormir melhor. Talvez amemos mais a verdade dos dias. Acabará a ilusão de clubbers e playboys, que terão medo dos “manos” em cruzamentos negros, e talvez o amor fique mais recolhido, sussurrado e trêmulo. Talvez o sexo se revalorize como prazer calmo e doce e fique menos rebolante e voraz. Talvez aumente a população com a diminuição das diversões eletrônicas noturnas. O apagão nos fará inseguros na rua, mas, talvez, mais amigos nos lares e bares. Finalmente, nos fará mais perplexos, pois descobriremos que o Brasil é ainda mais absurdo, pois nunca entenderemos como, com três agências cuidando da energia, o governo foi pego de surpresa por essas trevas anunciadas. Só nos resta o consolo de saber que, no fim, o apagão nos trará alguma luz sobre quem somos.

JABOR, Arnaldo. O apagão poderá nos trazer alguma luz. Folha de S. Paulo, São Paulo, 15 de maio 2001. Extraído do site. <www.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1505200129.htm. Acesso em 14 out. 2016. (Fragmento)


Em "O apagão vai dividir as vidas, de novo, em dias e noites" há uma figura de linguagem denominada:


A

antítese.


B

eufemismo.


C

pleonasmo.


D

metáfora.


E

hipérbole.

Quais são, respectivamente, a figura sintática e o fenômeno semântico que ocorrem na oração “As cobras não comem o milho, mas sim as galinhas.”?


A

Elipse e antonímia.


B
Antonímia e elipse

C
Elipse e ambiguidade

D
Sinonímia e ambiguidade.

E
Ambiguidade e polissemia

Figuras de linguagem, também chamadas figuras de estilo, são recursos especiais de que se vale quem fala ou escreve, para comunicar à expressão mais força e colorido, intensidade e beleza.

Sendo assim, assinale a alternativa onde temos uma figura de linguagem chamada metáfora:


A

O rei dos animais foi generoso.(= leão).


B

As derrotas e as desilusões são amargas.


C

Foi o que vi com os meus próprios olhos.


D

Chorou rios de lágrimas.

   
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