Questões de Concurso sobre Figuras e Vícios de Linguagem

 
 
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A respeito do texto I, assinale a alternativa correta.


A

A figura de palavra conhecida como perífrase está ilustrada na frase “O mais renegado dos sete pecados capitais é uma emoção inerente à condição humana, por mais difícil que seja confessá-la.” (linhas de 10 a 12).


B

O pronome “a”, modificado para “la” (linha 12), refere-se à expressão “condição humana” (linhas 11 e 12).


C

A frase “Ao sentir inveja, a região do córtex singulado anterior é ativada” (linhas 22 e 23) é exemplo de linguagem figurada, com emprego da metonímia.


D

O primeiro parágrafo do texto é predominantemente dissertativo.


E

A expressão "baixa autoestima" (linhas 51 e 52) apresenta um contrassenso, um oxímoro, pois expressa um tipo de antítese.

Considere a frase conclusiva “Sim, 1984 é agora” do texto de Pondé para responder às questões 01 e 02.


Considerando que o romance 1984 de Orwell foi publicado em 1949, a constatação final, “Sim, 1984 é agora”, produz uma ironia por meio de


A

um subentendido que coloca o presente como uma negação do futuro construído por Orwell em sua obra.


B

um pressuposto de que a atualidade tem mais problemas do que Orwell, no passado, previu para o futuro.


C

uma ambiguidade que tanto atualiza uma trama ficcional do passado no presente quanto compara a atualidade com o passado.


D

uma atenuação da crítica feita tanto às práticas bem-intencionadas do presente quanto às previsões do passado.

O emprego das expressões “vão continuar valendo” (l.23) e “está enviando” (l.25), as quais indicam haver uma ação em curso, usualmente, deve ser considerado vício de linguagem.


C
Certo

E
Errado

Analise, no que se refere a vícios de linguagem, as assertivas seguintes.

I. Quando chegou, ele observou a faixa, na qual estava escrito: “Bem-vindos ao Carnaval florianense.”

II. Depois que ficou conhecido a nível nacional, aquele locutor esportivo ficou arrogante.

III. Astrobaldo intentou junto ao Tribunal de Justiça habeas corpus em favor de Raymundo Jamais.

IV. "Encaminho à Vossa Senhoria o relatório requerido". "Em razão disso, aguardo vosso parecer".

Assinale:


A

se corretas I, apenas


B

se corretas I, III e IV, apenas


C

se corretas III e IV, apenas.


D

se corretas I e IV, apenas.


E

se corretas I e III, apenas.

Imagem associada para resolução da questão

Um exemplo de metáfora, no Texto I, é:


A
“Tem pai que está sempre em casa, e outros, nunca.” (l. 31-32)

B
“Tem pai (...) que não sabe o que fazer com suas horas de folga.” (l. 32-34)

C
“Tem pai que é uma geleia, e uns que a gente nunca viu chorar na vida.” (l. 36-37)

D
“Pai que nos sustenta e pai que é sustentado por nós.” (l. 38-39)

E
“Que mora longe, que mora em outra casa, pai que tem outra família,” (l. 39-41)

Considere as imagens a seguir para responder a questão 12.

Imagem associada para resolução da questão


A

em especial, a passagem de beba para babe, em que se evidência o processo ideológico segundo o qual ao sorver o líquido, absorve-se também a cultura que se coloca por trás do discurso propiciado pela imagem do produto ou se mistura a ele (coca), o que é explicitado junto à primeira imagem com o rótulo como que carimbando o produto "não compre".


B

em especial, a passagem de beba coca cola, em que se evidência todo o processo ideológico segundo o qual ao sorver o líquido, mata-se a sede, o que é ratificado pela primeira imagem com o rótulo que deixa entrever o nome do produto.


C

em especial, a passagem de beba coca cola, por meio da qual não se evidência o processo de sorver simplesmente o líquido, mas de adquiri-lo a exemplo de também o fazê-lo em termos de bens culturais, o que é explicitado junto à primeira imagem que deixa entrever o nome do produto e o valor agregado a ele.


D

em especial, a passagem de beba para babe, junto ao qual não se pode evidenciar a intenção do autor quanto a sorver o líquido, trazendo o rótulo de uma famosa marca de produto, o que é explicitado junto à primeira imagem com o produto exibido parcialmente.

Veja o trecho: "no fim do espetáculo, uma das Maria-atrizes chorou depois da cena." (l. 9-10).
Considerando que o termo destacado representa toda a categoria das empregadas domésticas que atuam como atrizes no projeto do Teatro do Oprimido, é legítimo determinar que tal termo é exemplo de uma linguagem figurada que pode ser identificada como


A

metáfora


B

antítese.


C

metonímia.


D

eufemismo.


E

paradoxo.

Partindo do famoso slogan beba coca cola, o poema de Décio Pignatari (poeta concretista) se coloca como uma denúncia de caráter ideológico. Ao fazer isso, o autor trabalha com o trocadilho de palavras que se compõem dos mesmos segmentos fonéticos combinados diferentemente de modo a manter o ritmo. Trata-se de uma metamorfose a serviço de uma intenção que se manifesta em vários momentos, dentre os quais se pode destacar:


A

em especial, a passagem de beba para babe, em que se evidência o processo ideológico segundo o qual ao sorver o líquido, absorve-se também a cultura que se coloca por trás do discurso propiciado pela imagem do produto ou se mistura a ele (coca), o que é explicitado junto à primeira imagem com o rótulo como que carimbando o produto "não compre".


B

em especial, a passagem de beba coca cola, em que se evidência todo o processo ideológico segundo o qual ao sorver o líquido, mata-se a sede, o que é ratificado pela primeira imagem com o rótulo que deixa entrever o nome do produto.


C

em especial, a passagem de beba coca cola, por meio da qual não se evidência o processo de sorver simplesmente o líquido, mas de adquiri-lo a exemplo de também o fazê-lo em termos de bens culturais, o que é explicitado junto à primeira imagem que deixa entrever o nome do produto e o valor agregado a ele.


D

em especial, a passagem de beba para babe, junto ao qual não se pode evidenciar a intenção do autor quanto a sorver o líquido, trazendo o rótulo de uma famosa marca de produto, o que é explicitado junto à primeira imagem com o produto exibido parcialmente.

Em relação às expressões “Caixa de madeira” (l. 7) e “caixa de grandes asas” (l. 13), é CORRETO afirmar:

A
representam metonimicamente a escravidão.

B
referem-se ao porão em que vieram os escravos.

C
designam metaforicamente os navios usados pelos portugueses.

D
estão usadas em seu sentido denotativo indicando navio e porão.

E
referem-se conotativamente aos porões dos navios em que eram transportados os escravos.
A realidade é constituída por contrastes e também por semelhanças. A metáfora é uma das formas de estabelecimento de semelhanças por comparações. Qual das sentenças do Texto I, indicadas abaixo, apresenta uma metáfora?

A

“sabe-se lá por que arcaico crime por eles cometido.” (l. 2-3)


B

“O insone é um imortal de olheiras.” (l. 13-14)


C

“O momento mais temido pelo insone, (...) é a hora de ficar a sós...” (l. 16-17/20)


D

“Escolhia um filme desinteressante...” (l. 36-37)


E

“um murmúrio indiscernível,” (l. 40)

No que se refere a aspectos linguísticos do texto, assinale a opção correta.


A

O vocábulo “jovens” (l.5) é empregado, no texto, como substantivo.


B

O sujeito da forma verbal “identifica” (l.12) é “Carlos Alberto Ramos” (l.10).


C

A expressão “a despeito de” (l.23) é sinônima de apesar de.


D

Na linha 28, o emprego da preposição a, em “ao”, é exigência sintática do substantivo “norte”.


E

No texto, há elipse do objeto direto exigido pela forma verbal “oferecem” (l.32).

O jabuti assim fez, e sossegadamente, porque jabuti não se apressa em caso nenhum, botou os arreios no leitão, apertou o mais que pôde a barrigueira, montou muito devagar e lept! lept! fincou-lhe o chicote como quem surra burro bravo. – Coin! coin! coin! – berrava o pobre marquês.

Nesse trecho observa-se o uso repetido de um recurso de linguagem chamado


A

hipocorístico.


B

justaposição.


C

aliteração.


D

onomatopeia.


E

anadiplose.

Mário Quintana foi um dos maiores poetas modernistas brasileiros. Escreveu inúmeros poemas, como os que você lerá abaixo.

Imagem associada para resolução da questão

É possível afirmar pelo menos sobre um dos poemas lidos:


A

Apesar de modernista, o poeta não brinca com as palavras, mantendo sempre um tom de seriedade.


B

Os títulos escolhidos pelo autor estão trocados.


C

A expressão "passarinho" é uma incoerência gramatical.


D

Há um jogo claro de antíteses.

Quanto às figuras de linguagem, assinale a opção errada:


A

“Eu nunca mais vou respirar, se você não me notar” é um exemplo de hipérbole.


B

“Roma, a cidade eterna” é um exemplo de perífrase.


C

“O réu é um santinho” é um exemplo de ironia.


D

“Quero beber um copo d'água” é um exemplo de sinestesia.

Em A alternativa encontrada pelo ministro foi a de acrescentar (linhas 5 e 6), há uma elipse que faz referência à palavra


A

expressão.


B

elipse.


C

polêmica.


D

encontrada.


E

alternativa.

TEXTO 1

HORA DE MUDAR HÁBITOS

Elian Guimarães.

O mundo de hoje é um grande desafio. Para vencer num meio competitivo é preciso ser jovem, não necessariamente de idade, mas de mente, de cabeça. São pessoas dispostas a mudar, a trazer coisas novas e a engajar em novos nichos e mercados. É importante entender que ocorre uma situação sui generis no mercado, em que são percebidos três tipos distintos de consumidor. A geração acima de 45 anos, formada por consumidores dos quais já se conhecem hábitos de compra. São mais tradicionalistas, mas já têm a certeza do que querem e vão comprar.

Há o consumidor geração “X”, na faixa de 25 a 45 anos. É aquele que encontrou um período de transição política e cultural, de inflação alta, novos hábitos e valores. Esse consumidor, que surpreende a todo momento, já está habituado a mudanças e transformações no mercado.

Hoje, há a identificação de novo consumidor, o geração “Y”, de 18 a 25 anos, totalmente diferenciado. Já nasceu num país diferente. É essencialmente tecnológico. Lida desde cedo com computador, foi alfabetizado em idade diferente das outras gerações. É consumidor que exige novos produtos e serviços dentro desse novo mercado. Quando se fala de hábito de consumo é preciso falar do consumidor. São eles que pressionam a criação e concepção de novos serviços e produtos no mercado. E o empreendedor precisa saber a hora de mudar e essas transformações precisam ser percebidas pelo consumidor.

Algumas empresas persistem no modelo do passado e, com isso, vão perdendo mercado. Para não exagerar na dose, o empreendedor precisa acompanhar as tendências do momento. Transformar o pensamento em ideia. Ousar.

(Jornal Estado de Minas, 16/5/2010. Texto adaptado).

TEXTO 2

BRASIL: NEM X, NEM Y. GERAÇÃO XY

A chegada da geração Y ao mundo corporativo americano já suscitou centenas de análises no Brasil sobre os melhores métodos para atrair e reter os talentos dessa safra. Não abriu, contudo, espaço para uma questão essencial e anterior: temos no País realmente contingente significativo de profissionais da geração Y, da mesma maneira característica que há nos EUA? A resposta é não.

Jovens entre 20 e 30 anos com grande potencial de liderança, os Y, são ambiciosos, buscam dedicar-se a projetos que representem suas causas, reconhecimento e evolução rápida na carreira. Ao mesmo tempo, não lidam bem com restrições e se pautam pelo imediatismo: sem resultados palpáveis para seus projetos, tendem a dispersar.

As características têm fundamento na própria formação dos indivíduos Y. Eles contam com um perfil diferenciado frente à média: têm fluência em diversos idiomas, foram educados para desenvolver espírito empreendedor, contam com boa formação escolar e contabilizam períodos de vivência no exterior. São muitos. Nos EUA e em algumas regiões do Brasil.

Marcada por profissionais extremamente pragmáticos, a safra dos X reúne executivos cujas ações são orientadas pelo senso de oportunidade. São ágeis no aprendizado e bons empregados, daquele tipo que, em alguns segmentos, merecem o chamamento de “pé de bois”. Não é à toa. Eles têm como foco construir uma carreira sólida, para isso, dedicam-se ao trabalho e ao crescimento econômico, acumulam riquezas, planejam suas previdências – em grande parte por temer que seu futuro fique à mercê de incertezas econômicas que abalaram a vida daqueles que foram seus exemplos.

Foi em meio à dedicação ao trabalho e ao crescimento econômico dos profissionais da geração X que nasceram os jovens que hoje formam a safra dos Y. Eles são, em muitos casos, os filhos que assistiram aos pais trabalharem demais, sofrer com estresse, dedicar pouco tempo a temas não-corporativos e acumular riquezas para financiar a estabilidade e a elevada qualidade de educação dos herdeiros.

Em resumo, é possível dizer que boa parte da relação dos X com trabalho e dinheiro é o que molda hoje a postura dos Y frente à carreira, assim como o desejo deles por algo atrelado a valores, crenças e mais qualidade de vida.


< Disponível em http://www.usinadoconhecimento.com.br/ | Acesso em 16/05/10 > (Texto adaptado)

Marque a alternativa que NÃO constitui vício de linguagem:


A

É consenso geral que a geração Y inspirou-se na X.


B

Haverá sempre um elo de ligação entre as gerações X e Y.


C

O erário público foi objeto da palestra do empresário.


D

Foi uma pequena mudança que gerou uma grande transformação dentro do mercado.

Imagem associada para resolução da questão

As imagens acima representam respectivamente um 'santinho político' e um 'santinho religioso'. A metáfora está associada a uma delas, a saber:


A

ao 'santinho religioso', porque, assim como o político, o santo não tem poderes para atender as promessas solicitadas.


B

ao 'santinho político', porque o político assume a função do santo como alguém capaz de fazer 'milagres' diante das promessas feitas em benefício daquele que solicita.


C

ao 'santinho político', pois caso o candidato seja eleito poderá atender as promessas feitas assim como o santo o faz.


D

ao 'santinho religioso', pois todo candidato tem um santo protetor.

As charges, os cartuns, as tiras, as piadas, os poemas e tantos outros textos podem ser utilizados para questionarem a sociedade sobre o seu papel diante das injustiças sociais. Isso ocorre no texto abaixo. Assinale a alternativa que melhor evidência o problema social apresentado.


A

O preço das mercadorias aumenta muito nas festividades, por isso muitos não têm o que comer na virada do ano.


B

A falta de emprego e a má distribuição de renda geram vários problemas, entre eles a pobreza, a fome e a falta de moradia.


C

O governo deveria dar uma cesta básica para todas as pessoas no ano novo.


D

O pão, o café, o arroz, o feijão, a carne e tantos outros produtos aumentaram muito nos últimos tempos.

   
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