Questões de Concurso sobre Função poética

 
 
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Texto III


Vou-me Embora pra Pasárgada


Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei


Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconsequente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que nunca tive


E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio

Mando chamar a mãe-d’água

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Rosa vinha me contar

Vou-me embora pra Pasárgada


Em Pasárgada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir a concepção

Tem telefone automático

Tem alcaloide à vontade

Tem prostitutas bonitas

Para a gente namorar


E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

— Lá sou amigo do rei —

Terei a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada.


Manuel Bandeira


Fonte: Libertinagem disponível no Blog do professor Aulus


Mandagará Martins.


Sobre o texto III, assinale a alternativa CORRETA.


A

A função poética é a predominante, porque o objetivo do emissor é a construção da mensagem.


B

A função metalinguística predomina, uma vez que a intenção do texto é falar sobre si mesmo.


C

Predomina a função referencial, porque o eu lírico faz uma crítica a situação do Brasil.


D

Predomina a função conativa, porque o foco da mensagem é no referente.


E

Predomina a função emotiva, porque a ênfase do texto é dada no emissor da mensagem.

As funções da linguagem são o conjunto das finalidades comunicativas realizadas por meio dos enunciados da língua. Partindo dessa premissa, ao lermos o poema acima, podemos inferir que, além da função poética, há o predomínio da função:


A

Metalinguística da linguagem.


B

Referencial da linguagem.


C

Emotiva da linguagem.


D

Conativa da linguagem.


E

Fática da linguagem.

Quanto à função da linguagem, é CORRETO afirmar sobre o texto que:


A

Há o predomínio de declarações que apontam para a função emotiva ou expressiva da linguagem. Essa função se caracteriza pela linguagem centrada em si mesma.


B

Há o predomínio da função conativa da linguagem, pois o texto está centrado no receptor.


C

O texto não está estruturado com o foco de persuadir o leitor, mas sim de informá-lo, o que caracteriza o predomínio da função referencial da linguagem.


D

Ele está centrado na organização da linguagem através do argumento de autoridade da neurocientista, dando enfoque ao código, ou seja, há o predomínio da função metalinguística da linguagem.


E

No decorrer do texto, através do uso de conectivos de retomada, fica explícito o objetivo do emissor de manter-se conectado ao leitor, o que caracteriza a função poética da linguagem.

Tem como principal objetivo transmitir as emoções e sentimentos do emissor. Assim, a mensagem é pessoal e subjetiva, tendo como base a visão do emissor. Trata-se da seguinte função da linguagem:


A

tática.


B

poética.


C

conativa.


D

emotiva.


E

denotativa.

A Questão é Começar


Coçar e comer é só começar. Conversar e escrever também. Na fala, antes de iniciar, mesmo numa livre conversação, é necessário quebrar o gelo. Em nossa civilização apressada, o “bom dia”, o “boa tarde, como vai?” já não funcionam para engatar conversa. Qualquer assunto servindo, fala-se do tempo ou de futebol. No escrever também poderia ser assim, e deveria haver para a escrita algo como conversa vadia, com que se divaga até encontrar assunto para um discurso encadeado. Mas, à diferença da conversa falada, nos ensinaram a escrever e na lamentável forma mecânica que supunha texto prévio, mensagem já elaborada. Escrevia-se o que antes se pensara. Agora entendo o contrário: escrever para pensar, uma outra forma de conversar.

Assim fomos “alfabetizados”, em obediência a certos rituais. Fomos induzidos a, desde o início, escrever bonito e certo. Era preciso ter um começo, um desenvolvimento e um fim predeterminados. Isso estragava, porque bitolava, o começo e todo o resto. Tentaremos agora (quem? eu e você, leitor) conversando entender como necessitamos nos reeducar para fazer do escrever um ato inaugural; não apenas transcrição do que tínhamos em mente, do que já foi pensado ou dito, mas inauguração do próprio pensar. “Pare aí”, me diz você. “O escrevente escreve antes, o leitor lê depois.” “Não!”, lhe respondo, “Não consigo escrever sem pensar em você por perto, espiando o que escrevo. Não me deixe falando sozinho.”

Pois é; escrever é isso aí: iniciar uma conversa com interlocutores invisíveis, imprevisíveis, virtuais apenas, sequer imaginados de carne e ossos, mas sempre ativamente presentes. Depois é espichar conversas e novos interlocutores surgem, entram na roda, puxam assuntos. Termina-se sabe Deus onde.


(MARQUES, M.O. Escrever é Preciso, Ijuí, Ed. UNIJUÍ, 1997, p. 13).


Observe a seguinte afirmação feita pelo autor: “Em nossa civilização apressada, o “bom dia”, o “boa tarde” já não funcionam para engatar conversa. Qualquer assunto servindo, fala-se do tempo ou de futebol.” Ela faz referência à função da linguagem cuja meta é “quebrar o gelo”. Indique a alternativa que explicita essa função.


A

Função emotiva


B

Função referencial


C

Função fática


D

Função conativa


E

Função poética

Marque a alternativa com a predominância correta da função da linguagem de cada um dos textos seguintes:


I - "Você, amigo livro, é como cada pessoa que passa em minha vida, mas com uma diferença, sempre me recebe de braços abertos. A cada página sua folheada recebo mais um abraço, nem sinto a vida passar, porque Você é o melhor amigo de quem quer crescer como ser humano". (Renato Luiz de Oliveira Ferreira) - (Adaptado)

II - Educação é o ato de educar, de instruir, é polidez, disciplinamento. (...) O conceito de educação engloba o nível de cortesia, delicadeza e civilidade demonstrada por um indivíduo e a sua capacidade de socialização.


(https://www.significados.com.br/educacao/)


A

Poética e Apelativa.


B

Apelativa e Metalinguística.


C

Referencial e Emotiva.


D

Emotiva e Poética.


E

Metalinguística e Fática.

Marque a função da linguagem que predomina no período: "O brasileiro não lê, mas vez ou outra aparecem best-sellers por aqui".


A

Referencial.


B

Apelativa.


C

Fática.


D

Emotiva.


E

Poética.

Ano: 2021
Banca: Comissão permanente de Concursos - UFAM - COMPEC
Prova: COMPEC - UFAM - Médico Clínico Geral - 2021

Leia o poema “A Bailarina”, de João Cabral de Melo Neto:


1 A bailarina feita

de borracha e pássaro

dança no pavimento

anterior do sonho.


5 A três horas de sono,

mais além dos sonhos,

nas secretas câmaras

que a morte revela.


Entre monstros feitos

10 a tinta de escrever,

a bailarina feita

de borracha e pássaro.


Da diária e lenta

borracha que mastigo.

15 Do inseto ou pássaro

que não sei caçar.


Sobre o poema, fazem-se as seguintes afirmativas:


I. Nos versos 2 e 12, os termos “borracha” e “pássaro” significam, respectivamente, o material de que a bailarina é feita e a sua capacidade de dançar.

II. Sua função da linguagem é a poética e, por isso, se realiza com bastantes conotações.

III. Uma leitura possível para o termo “bailarina” é que ela representa a própria poesia.

IV. Na última estrofe (versos 13 a 16), o poeta expressa a sua incapacidade de se expressar em linguagem poética.

V. O poeta descreve um sonho que teve, deixando-o incapaz de dormir mesmo depois de três horas acordado.


Assinale a alternativa CORRETA:


A

Somente as afirmativas I, II e V são verdadeiras.


B

Somente as afirmativas I, III e IV são verdadeiras.


C

Somente as afirmativas I, III e V são verdadeiras.


D

Somente as afirmativas II, III e IV são verdadeiras.


E

Somente as afirmativas II, IV e V são verdadeiras.

Quanto à função da linguagem e ao tipo de texto, é correto afirmar que o texto de Raquel de Queiroz é predominantemente


A

expressivo e narrativo.


B

conativo e narrativo.


C

referencial e dissertativo.


D

Fático e descritivo.


E

Poético e injuntivo.

No Texto 03 “O assassino era o escriba”, no tocante às funções de linguagem, são predominantes:


A

Poética e fática.


B

Metalinguística e conativa.


C

Poética e metalinguística.


D

Fática e referencial.


E

Conativa e emotiva.

Quanto à “função poética” da língua citada no último parágrafo do texto, pode-se afirmar que:


I. Está centrada na própria mensagem.

II. Valoriza a informação pela forma como é veiculada.

III. Veicula sentimentos, emoções e julgamentos do emissor.

IV. Emprega expressões que mantêm o contato com o interlocutor.


Está correto o que se afirma apenas em


A

I e II.


B

I e III.


C

II e IV.


D

III e IV.

O objetivo de um ato comunicativo está vinculado à intenção do emissor. Dessa forma, de acordo com a natureza do discurso, a linguagem assume diferentes funções. A função da linguagem na publicidade classifica-se como


A

função emotiva.


B

função fática.


C

função poética.


D

função metalinguística.


E

função conativa.

A linguagem desempenha determinada função, de acordo com a ênfase que se queira dar a cada um dos componentes do ato de comunicação. Nesse sentido, a função predominante do texto é:


A

Emotiva, tendo em vista a reflexão do autor sobre a extinção dos livros impressos, com o uso reincidente da 1ª pessoa e sentimentos expressos do autor.


B

Conativa, pois o locutário é posto em destaque e é estimulado pela mensagem.


C

Referencial, porque a intenção principal do autor é informar o leitor sobre a possível utilização do livro sob a tela de um computador.


D

Fática, uma vez que não há intenção alguma de interação com o leitor.


E

Poética, por se tratar de uma crônica poética, traduzindo os sentimentos do autor sobre a possibilidade da extinção do livro impresso.

Considerando o contexto, as funções da linguagem que sobressaem nesse texto são:


A

Poética e Conativa.


B

Poética e Expressiva.


C

Fática e Referencial.


D

Fática e Metalinguística.

Vou-me embora p’ra Pasárgada foi o poema de mais longa gestação em toda a minha obra. Vi pela primeira vez esse nome Pasárgada quando tinha os meus dezesseis anos e foi num autor grego. [...] Esse nome de Pasárgada, que significa “campo dos persas” ou “tesouro dos persas”, suscitou na minha imaginação uma paisagem fabulosa, um país de delícias, como o de L’invitation au Voyage, de Baudelaire. Mais de vinte anos depois, quando eu morava só na minha casa da Rua do Curvelo, num momento de fundo desânimo, da mais aguda sensação de tudo o que eu não tinha feito em minha vida por motivo da doença, saltou-me de súbito do subconsciente este grito estapafúrdio: “Vou-me embora p’ra Pasárgada!” Senti na redondilha a primeira célula de um poema, e tentei realizá-lo, mas fracassei. Alguns anos depois, em idênticas circunstâncias de desalento e tédio, me ocorreu o mesmo desabafo de evasão da “vida besta”. Desta vez o poema saiu sem esforço como se já estivesse pronto dentro de mim. Gosto desse poema porque vejo nele, em escorço, toda a minha vida; [...] Não sou arquiteto, como meu pai desejava, não fiz nenhuma casa, mas reconstruí e “não de uma forma imperfeita neste mundo de aparências”, uma cidade ilustre, que hoje não é mais a Pasárgada de Ciro, e sim a “minha” Pasárgada.

BANDEIRA, M. Itinerário de Pasárgada. Rio de Janeiro: Nova Fronteira; Brasília: INL, 1984.

Os processos de interação comunicativa preveem a presença ativa de múltiplos elementos da comunicação, entre os quais se destacam as funções da linguagem. Nesse fragmento, a função da linguagem predominante é a


A

emotiva, porque o poeta expõe os sentimentos de angústia que o levaram à criação poética.


B

referencial, porque o texto informa sobre a origem do nome empregado em um famoso poema de Bandeira.


C

metalinguística, porque o poeta tece comentários sobre a gênese e o processo de escrita de um de seus poemas.


D

poética, porque o texto aborda os elementos estéticos de um dos poemas mais conhecidos de Bandeira.


E

apelativa, porque o poeta tenta convencer os leitores sobre sua dificuldade de compor um poema.

Não se pode dizer do poema que


A

é um texto descritivo.


B

seu gênero é lírico.


C

traduz as emoções da autora.


D

nele há palavras no sentido conotativo.


E

seu conteúdo é fortemente subjetivo.

Em qual das alternativas está o texto e a função da linguagem predominante nele:


A

Texto I – função metalinguística


B

Texto II – função poética


C

Texto III – função referencial


D

Texto IV – função fática


E

Texto V – função conativa

Assinale a opção correta em relação ao texto:


A

O poema mostra, de forma bem pessimista, as incertezas em relação à vida e como não podemos abandonar o passado;


B

Além da função poética, há o predomínio da função emotiva;


C

“Fugidias” pode ser interpretado como perenes;


D

Há no poema o predomínio da função metalinguística.

A voz que se expressa no poema é de um/uma:


A

sujeito poético.


B

narrador em 1ª pessoa.


C

narrador em 3ª pessoa.


D

personagem protagonista.

   
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