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Leia o texto abaixo, de Mário Quintana:
De como não ler um poema
Há tempos me perguntaram umas menininhas, numa dessas pesquisas, quantos diminutivos eu empregara no meu livro A Rua dos Cataventos. Espantadíssimo, disse-lhes que não sabia. Nem tentaria saber, porque poderiam escapar-me alguns na contagem. Que estas estatísticas, aliás, só poderiam ser feitas eficientemente com o auxílio de robôs. Não sei se as menininhas sabiam ao certo o que era um robô. Mas a professora delas, que mandara fazer as perguntas, devia ser um deles.
E mal sabia eu, então, que estava dando um testemunho sobre o estruturalismo – o qual só depois vim a conhecer pelos seus produtos em jornais e revistas. Mas continuo achando que um poema (um verdadeiro poema, quero dizer), sendo algo dramaticamente emocional, não deveria ser entregue à consideração de robôs, que, como todos sabem, são inumanos.
Um robô, quando muito, poderá fazer uma meticulosa autópsia – caso fosse possível autopsiar uma coisa tão viva como é a poesia.
Em todo caso, os estruturalistas não deixam de ter o seu quê de humano...
Nas suas pacientes, afanosas, exaustivas furungações, são exatamente como certas crianças que acabam estripando um boneco para ver onde está a musiquinha.
A partir da leitura do texto, considere as seguintes afirmativas:
I- A crônica tem como referencial as salas de aula e, mais especificamente, as aulas de Língua Portuguesa.
II- O poeta e a professora estavam de acordo sobre a importância dos diminutivos no texto literário.
III- A ironia presente na crônica tem como propósito a comparação entre a criança que estirpa seu boneco e o professor estruturalista.
IV- A sequência substantivo e verbo em autópsia/autopsiar é uma estratégia usada pelo escritor para a obtenção de um efeito sensorial.
Está CORRETO o que se afirma em:
I e II, apenas.
II e IV, apenas.
I e III, apenas.
III e IV, apenas.
O texto acima se trata de uma coluna jornalística. O objetivo principal dessa coluna é:
Apresentar uma interpretação da realidade para orientar o leitor sobre a importância de praticar atividade física, de modo que, as pessoas possam tirar as suas próprias conclusões.
Seu objetivo central reside na formação de opinião do leitor, sendo assim, o texto instrui o leitor de como evitar o sedentarismo, fazendo sugestões de algumas atividades que podem ser praticadas.
Apontar, com dados de pesquisas realizadas, as recomendações para combater o sedentarismo, e, além disso, cita as causas e consequências desse hábito.
Nenhuma das alternativas.
Considerando a fonte, a estrutura e a intenção, infere-se que o gênero do texto é:
Notícia.
Carta aberta.
Manual.
Dissertação escolar.
Narrativa romântica.
Quanto ao suporte, o Texto 5 é um gênero discursivo equivalente a um
blog.
outdoor.
placa de trânsito.
panfleto.
A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler.
A vida ao redor é a pseudorrealidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto – e raro – de crítica e público.
Disponível em: www.odevoradordelivros.com. Acesso em: 24 jun. 2014.
Os gêneros textuais podem ser caracterizados, dentre outros fatores, por seus objetivos. Esse fragmento é um(a)
reportagem, pois busca convencer o interlocutor da tese defendida ao longo do texto.
resumo, pois promove o contato rápido do leitor com uma informação desconhecida.
sinopse, pois sintetiza as informações relevantes de uma obra de modo impessoal.
instrução, pois ensina algo por meio de explicações sobre uma obra específica.
resenha, pois apresenta uma produção intelectual de forma crítica.
A frase “No que diz respeito________ tecnologia cada vez mais presente na vida dos cidadãos, começa-se ______pensar como ela pode favorecer os trabalhadores, dando ________ eles mais liberdade para desenvolverem suas atividades” é corretamente completada por:
à … a … a
a … à … à
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a … à … a
a … a … à
Tendo como referência os elementos que constituem os diversos gêneros textuais, pode-se afirmar que no conto Um Apólogo há marcas características de:
fábula.
biografia.
diário.
resenha.
carta.
Conto e novela são gêneros cada qual com suas especificidades, apesar de algumas características se assemelharem. Assinale a alternativa correta quanto às características do conto.
A palavra “conto” provém do verbo computare, que significa, em latim, “calcular”, “contar”. Assim, na Idade Média, o conto remetia a um relato simples que enumerava eventos.
O conto é uma narrativa longa que tem como objeto aventuras fabulosas e que renuncia, com isso, a qualquer aspiração realista.
Nos personagens do conto, geralmente, há profundidade psicológica e eles evoluem no tempo sócio-histórico.
O conto é uma narrativa enraizada na cultura real, sofisticada. Essa proveniência deixa suas marcas na própria forma da narrativa, fortemente marcada pela escrita.
Por meio da sua intenção informativa, o conto revela um parentesco com a notícia.
O texto é um exemplo do gênero:
artigo de opinião.
notícia.
resenha.
crônica.
Quanto ao gênero, o texto “E a tristeza dá samba” constitui
um artigo de divulgação científica, porque faz uma releitura de resultados científicos e da voz de especialistas a respeito de um tema social.
um artigo de opinião, pois trata de um assunto controverso com base na apresentação de opiniões convergentes e divergentes.
uma notícia, porque detalha o desenvolvimento de um acontecimento inusitado recente.
uma reportagem, pois apresenta explicações detalhadas a respeito de um fenômeno cultural brasileiro.