Questões de Concurso sobre Gradação

 
 
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Considerando a figura de pensamentos, na frase de Martha Medeiros, abaixo, ocorre:


“Ausência física, ausência da voz e do cheiro, das risadas e do piscar de olhos, saudade da amizade que ficará na lembrança e em algumas fotos.”


A

Apóstrofe


B

Eufemismo


C

Gradação


D

Clímax

No fragmento do texto de Marina Colasanti [...] E num estalar de juntas que se soltam, de amarras que se desfazem, o guerreiro moveu-se, levantou a cabeça, ergueu o tronco, pôs-se de pé. [...],predomina qual figura de linguagem?


A

Anáfora.


B

Oxímoro.


C

Catacrese.


D

Gradação.

Com relação ao enunciado “Sem o gozo de um livro nas mãos, fico cego, surdo e mudo, fico aleijado, penso, torto, despovoado”, é CORRETO afirmar que:


A

persiste uma redundância viciosa que contraria a progressão discursiva.


B

há uma reiteração de traços semânticos, de forma, predominantemente, gradativa e coerente.


C

há uma repetição de termos sem nenhum acréscimo à intencionalidade discursiva.


D

há uma circularidade de ideias, que prejudica a progressão textual.


E

existe um aglomerado de palavras que não condiz com a unidade textual.

Leia o trecho a seguir.


“Tinha qualquer coisa de calor, e flor, um transbordamento.” (6º§)


Este trecho pode ser reescrito da seguinte forma: “Tinha qualquer coisa de calor, de poder, e de flor, um transbordamento." Tal reescritura segue os princípios de um processo chamado:


A

paralelismo.


B

gradação.


C

referenciação.


D

anáfora.


E

elipse.

Na última frase do poema, "E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas", o autor lança mão de uma figura de linguagem. Assinale a alternativa que apresenta esta figura de linguagem e explica corretamente seu uso.


A

Ao se referir às horas como a "casca", o autor realiza uma metáfora, comparando implicitamente a oportunidade da vida a um fruto, que deve ser saboreado, enquanto as horas, sendo a casca do fruto, para ele, devem ser jogadas "pelo caminho".


B

Ao utilizar, na frase, termos com o repetido uso da letra B, o autor lança mão da aliteração, recurso poético que traz para o poema a sensação palpável de que o tempo passa depressa demais.


C

Ao interpor os termos contrários "caminho" e "casca", o poeta traz para o texto a sensação de dubiedade e ambiguidade, realizados pela figura de linguagem denominada pleonasmo.


D

Ao lançar mão do uso repetido de vírgulas na frase, o poeta demonstra as pausas que o tempo dá, por meio da figura de linguagem denominada gradação.

Leia o poema abaixo, de Cecília Meireles.


Canção


1 Pus o meu sonho num navio

2 e o navio em cima do mar;

3 - depois, abri o mar com as mãos,

4 para o meu sonho naufragar


5 Minhas mãos ainda estão molhadas

6 do azul das ondas entreabertas,

7 e a cor que escorre de meus dedos

8 colore as areias desertas.


9 O vento vem vindo de longe,

10 a noite se curva de frio;

11 debaixo da água vai morrendo

12 meu sonho, dentro de um navio...


13 Chorarei quanto for preciso,

14 para fazer com que o mar cresça,

15 e o meu navio chegue ao fundo

16 e o meu sonho desapareça.


17 Depois, tudo estará perfeito;

18 praia lisa, águas ordenadas,

19 meus olhos secos como pedras

20 e as minhas duas mãos quebradas.


Analise as seguintes afirmativas:


Analise as seguintes afirmativas:


I- Nos versos 5 e 6 encontra-se a figura de palavra denominada “sinestesia”.

II- No verso 7 há a figura de pensamento denominada “gradação”.

III- No verso 9 há a figura de som denominada “aliteração”.

IV- No verso 10 encontra-se a figura de pensamento denominada “personificação”.

V- No verso 15 encontra-se a figura de construção denominada “polissíndeto”.


Considerando-se a relação existente entre verso e figura de linguagem, é CORRETO o que se afirma em:


A

II e III, apenas.


B

I, IV e V, apenas.


C

I, III, IV e V, apenas.


D

I, II, III, IV e V.

No poema de Carlos Drummond de Andrade exemplificado em seguida, há uma figura de pensamento e outra figura de sintaxe que reforçam o sentido conotativo do texto. Escolha a resposta que, mais adequadamente, nomeia e explica essas duas figuras.


PAPEL

E tudo que eu pensei

e tudo que eu falei

e tudo que me contaram

era papel.


E tudo que descobri

amei

detestei:

papel.


Papel quanto havia em mim

e nos outros, papel

de jornal

de parede

de embrulho

papel de papel

papelão.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. As impurezas do branco. Rio de Janeiro: Record, 1990.)


A

Ironia: é o sentido contrário que aparece na segunda estrofe com a palavra “detestei”.

Zeugma: o primeiro verso da primeira estrofe omite alguma palavra, porque a primeira palavra é um conectivo.


B

Eufemismo: a última palavra do poema, “papelão”, é um exagero.

Silepse: é a impessoalidade do verbo “haver” no seguinte verso: “Papel quanto havia em mim.”


C

Hipérbole: em “papel de papel / papelão”, é a repetição da palavra “papel”.

Assíndeto: é a ausência de conectivo nos versos da segunda estrofe.


D

Gradação: apresentação de ações pausadas que se concentram na palavra última “papel”, que se lê em cada estrofe.

Polissíndeto: repetição da conjunção “e”, na primeira estrofe; repetição da preposição “de”, na terceira estrofe.


E

Antítese: é a oposição das palavras “amei” a “detestei”, na segunda estrofe.

Anáfora: é a repetição exaustiva do conectivo “e”, e da palavra “papel” em todo o texto.

Na tira, além de uma metáfora, observa-se a figura de linguagem


A

antítese.


B

gradação.


C

hipérbole.


D

eufemismo.


E

comparação.

“Cirino, pois, foi aos poucos, e com o tempo, criando tal ou qual prática de receitar”


A respeito do trecho acima, quanto aos aspectos gramatical, sintático e semântico, analise as afirmativas a seguir.


I. As expressões AOS POUCOS e COM O TEMPO indicam gradação temporal.

II. A forma nominal CRIANDO funciona como substantivo no contexto.

III. POIS atribui ideia de explicação ao segmento a que pertence.


Está correto apenas o que se afirma em:


A

I e III.


B

I e II.


C

II e III.


D

II.


E

III.

Poema do beco

Manuel Bandeira


Que importa a paisagem, a Glória, a baía, a linha do horizonte?

– O que eu vejo é o beco.



Disponível em: <www.escritas.org/pt/t/4834/poema-do-beco>. Acesso em: 07 jul. 2016.



Os dois versos do “Poema do beco”, de Manuel Bandeira, estabelecem, pelo léxico apresentado em sua construção, uma relação semântica de


A

semelhança na forma e diferença no significado, uma paronímia.


B

oposição contraditória, uma antonímia.


C

semelhança, uma sinonímia.


D

homonímia.


E

gradação.

Na expressão "...naquele tempo, vi, ouvi, toquei, senti..." podese afirmar que há uma


A
limitação textual.

B
gradação textual.

C
incoerência.

D
falta de coesão.

E
dissonância fonética.
   
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