Questões de Concurso sobre Ironia

 
 
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Assinale a opção que mostra um texto publicitário em que não está presente uma alusão irônica.


A

Mais uma maravilha da tecnologia: um produto que demorava anos para fracassar agora só precisa de 30 segundos.


B

Se sua mãe estivesse com dor de cabeça naquele dia, você não existiria.


C

Aceite o desafio de voar conosco.


D

Seu carro está bebendo um patrimônio em gasolina?


E

As fitas não são virgens, mas, também, hoje em dia quem é?

Em Quando a manhã se levanta (l.5), tem-se qual figura de linguagem?


A

Metáfora.


B

Personificação.


C

Ironia.


D

Eufemismo.


E

Hipérbole.

Em Murmura a brisa: - Como é linda a veiga! (l.19), tem-se qual figura de linguagem?


A

Ironia.


B

Metáfora.


C

Personificação.


D

Eufemismo.


E

Hipérbole.

Referente às figuras de linguagem e considerando a interpretação do texto, em Pensei que tivesse dito que não havia ninguém disponível. (l. 35- 36) tem-se uma figura denominada:


A

Hipérbole.


B

Comparação.


C

Ironia.


D

Eufemismo.


E

Anáfora.

Leia o texto abaixo e, em seguida responda às questões 13, 14 e 15


O ceguinho (Stanislaw Ponte Preta)


No duro mesmo só existiriam dois tipos de cegos: o de nascença e o que ficou cego em vida. Mas, como diz Primo Altamirando, contrariando a chamada voz popular, Deus põe e o homem dispõe. Assim, há um terceiro tipo de cego que nenhum oftalmologista, seja qual for a amplitude de seus conhecimentos oftalmológicos, jamais poderá curar: o cego por necessidade.

E que o leitor mais apressado pouquinha coisa não pense que estou me referindo àquele tipo de camarada que se encaixa perfeitamente no dito "o pior cego é o que não quer ver", porque este é cego por metáfora, enquanto que o terceiro tipo de cego, isto é, o cego por necessidade, é considerado por todos como cego no duro, às vezes com carteirinha de cego e tudo.

Seu Júlio, que hoje é lavador de automóveis (e entre os automóveis que lava, lava o meu), já foi cego por necessidade.

Começou sua carreira na porta da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim (agora Matriz de Nossa Senhora de Copacabana). Seu Júlio, artista consciencioso, era um cego perfeito e ganhava esmola às pampas.

- E o senhor sempre trabalhou como cego, seu Júlio?

- Não senhor. Eu comecei perneta, sim senhor.

- Perneta?

- Usava perna de pau. Quem me ensinou foi um cigano meu amigo. Agente botando uma calça larga o truque é fácil de fazer.

Mas, como perneta, seu Júlio um dia teve uma contrariedade. Apareceu pela aí um chefe de polícia com intenções de endireitar o Brasil e foi chato. Organizou uma campanha de perseguição à mendicância e seu Júlio entrou bem. Quando o carro da polícia, mais conhecido na linguagem policial como viatura, parou na porta da igreja, mendigo que podia se pirou, mas seu Júlio não pôde correr de calça larga e perna de pau, que a tanta perfeição não chegaram os engodos do cigano. Seu Júlio foi em cana.

- E quando saiu das grades?

- Virei cego por necessidade. Treinei uns dois meses em casa, passando dia e noite com uma venda nos olhos. Fiquei bárbaro em trejeito de cego. A pessoa podia fazer o maior barulho do meu lado, que eu nem me virava pra ver o que tinha acontecido. Fiquei um cego tão legal que um dia houve um desastre bem em frente à igreja. Um carro bateu num caminhão da Cervejaria Brahma e caiu garrafa pra todo lado. Foi um barulho infernal. Pois eu fiquei impávido. Nem me mexi.

Quando seu Júlio me contou esta passagem, notei o orgulho estampado em seu semblante. Era como um velho ator a contar, numa entrevista, a noite em que a plateia interrompeu seu trabalho com aplausos consagradores em cena aberta. Era como um veterano craque de futebol a descrever para os netos o gol espetacular que fizera e que deu às suas cores o campeonato daquele ano.

- Como cego o senhor nunca foi em cana, seu Júlio?

- Nunquinha. Sabe como é... Cego vê longe. Mal surgia um polícia suspeito eu me mandava a 120.

- E por que abandonou a carreira de cego?

- Concorrência desleal.

E explica que, no tempo dele, não havia essa coisa de alugar criança subnutrida para pedir esmola. Depois que apareceram as mães de araque, o cego tornou-se quase obsoleto no setor da mendicância. A polícia também, hoje em dia, é praticamente omissa.

-E sendo a polícia omissa, dá muito mais mendigo à saída da missa diz seu Júlio, sem evitar o encabulamento pelo trocadilho infame. Toda essa desorganização administrativa levou-o a abandonar a carreira de cego por necessidade.

Nos países subdesenvolvidos a mendicância é uma miséria. Seu Júlio que o diga. Era um cego dos melhores, mas largou a carreira na certeza de que, mais dia menos dia, vai ter muito mais gente pedindo do que dando esmola.


(Acontece na cidade/ Carlos E. Novaes [et. al.], S. Paulo: Ática, 2005)



Do ponto de vista da macroestrutura textual, o texto apresenta as seguintes características:


I- É uma crônica que revela, por meio de linguagem simples e descontraída e de sequências narrativas e dialógicas, uma fase de dificuldade vivida pelo personagem central, que usou de subterfúgios para sobreviver.

II- Há várias expressões de natureza coloquial no texto, recurso usado para dar mais veracidade aos fatos e originalidade, dado o contexto de que faz parte o personagem, fator que determina que o texto circula na esfera jornalística, e não na literária.

III- Através da narrativa, o autor expõe um problema social – as condições precárias de vida de muitas pessoas que vivem pedindo esmolas, situação que persiste e tende a piorar.

IV- Há evidência de ironia, no sentido de que os termos “trabalho” e “carreira”, presentes nos trechos: “trabalhou como cego”, “começou/abandonou sua carreira”, são usados em contraposição à noção de emprego formal.

V- No trecho que faz alusão à omissão da polícia na tarefa de tirar as pessoas das ruas, o autor alerta, indiretamente, para o fato de que se não houver fiscalização as pessoas vão se acostumar com a vida de mendicância e não vão procurar emprego.

É CORRETO o que se afirma apenas em:


A

I, II, III e V.


B

I, II e V.


C

II, III e IV.


D

I, III e IV.


E

I, II e IV.

Faça uma leitura cuidadosa da ilustração abaixo e assinale a alternativa correta quanto às figuras de linguagem presentes no texto.


Imagem associada para resolução da questão


Fonte: https://bichinhosdejardim.com/shopping-1/


A

Hipérbole e antítese.


B

Prolixidade e ironia.


C

Prosopopeia e ironia.


D

Anacoluto e prosopopeia.

Ano: 2021
Prova: FUNDEP - Prefeitura - Fiscal Sanitário - 2021

São recursos utilizados no texto, exceto:


A

Ironia.


B

Dados numéricos.


C

Linguagem formal.


D

Argumentação consistente.

Assinale a alternativa que apresenta um trecho do texto em que há ironia.


A

“O senhor aqui é idoso”, gritava a senhora para o guarda, no meio da confusão na porta do Detran da Avenida Presidente Vargas, apontando com o dedo o tal “senhor”.


B

O ridículo, a partir de uma certa idade, é como você fica avaro em matéria de tempo: briga por causa de um mês, de um dia. “Você nasceu no dia 14, eu sou do dia 15”, já ouvi essa discussão.


C

— Não, sou gestante – tive vontade de responder, mas percebi que não carregava nenhum sinal aparente de que tinha amamentado ou estava prestes a amamentar alguém.


D

Na hora, tive vontade de pedir à tal senhora que falasse mais baixo. Na verdade, tive vontade mesmo foi de lhe dizer: “idoso é o senhor seu pai”.

A frase abaixo que pode, ou não, ser considerada uma ironia é:


A

Um motorista dá algumas fechadas em outros veículos e uma das passageiras comenta: “Mais uns três dias e você já vai saber dirigir, né?”


B

Duas colegas de trabalho acham o pulôver de uma terceira, muito feio, e uma delas diz: “Ela gastou um dinheirão nesse pulôver!”


C

Um casal chega a um restaurante completamente vazio e o marido afirma: “Está vendo, eu te disse que devíamos ter feito reserva!”


D

Dois namorados saem de um cinema e a namorada comenta o filme visto: “Eta filme bom! Devíamos ter saído antes!”


E

O filho fala para a mãe: “Você cozinha muito bem! Papai deve ter-se separado de você por causa disso!”

Da leitura do Texto 01 “Segurança”, depreende-se que, ao recorrer ao humor e à ironia, o autor:


A

Atinge o objetivo central do texto em questão, a saber: conscientizar os leitores para a importância de se proteger dos assaltos, antecipando sua intenção a partir do título “Segurança”.


B

Reflete sobre um assunto atual de interesse de todos: a vulnerabilidade dos sistemas de segurança oferecidos pelos condomínios, que, para conseguirem cada vez mais vendas, prometem segurança total aos moradores.


C

Denuncia os contrastes sociais, ao trazer a temática do excesso de luxo e proteção vividos pelos moradores dos grandes condomínios, enquanto que as babás e porteiros vivem condições de maior vulnerabilidade quanto ao fenômeno da violência.


D

Critica o comportamento dos moradores e dos administradores dos condomínios, uma vez que, com os investimentos em aparatos de segurança, acabam segregando, involuntariamente, os condôminos do convívio com os demais membros da sociedade.


E

Consegue, a um só tempo, provocar risos em razão dos comportamentos assumidos pelos moradores do condomínio, e também criticar o comportamento paranoico da sociedade em busca de uma “falsa” sensação de segurança.

Em Moro no campo e como do meu trabalho, tem-se qual figura de linguagem?


A

Metáfora.


B

Ironia.


C

Metonímia.


D

Eufemismo.


E

Personificação.

O autor utiliza uma figura de linguagem recorrente para criticar, ou até mesmo ridicularizar. Essa figura denominamos de


A

ironia.


B

metáfora.


C

metonímia.


D

aliteração.

Marque a alternativa que apresenta o melhor sinônimo para a palavra em negrito na frase abaixo:


A ironia é uma arma inócua contra a burrice que é invencível por não ser sensível. Mas é uma arma que machuca muito a inteligência. E como machuca!

(Francis Iácona)


A

Sorrateira.


B

Agressiva.


C

Inofensiva.


D

Patética.


E

Perigosa.

Em “Talvez porque na nossa utopia os homens sempre têm profissão e ganham o dinheiro, isto é, são úteis, enquanto as mulheres ornamentam seu lado público.” (4º§), podemos constatar que a autora revela:


A

Hesitação, já que essa é a realidade que sonhamos vivenciar.


B

Ironia, ao enunciar o papel do homem e da mulher na sociedade.


C

Entusiasmo, ao retratar o machismo, um assunto tão polêmico e atual.


D

Irritação em relação às mulheres que estão fora do mercado de trabalho.


E

Indignação, pois as mulheres permitem a ascensão dos homens na sociedade.

“Consiste no emprego de palavras ou expressões com o objetivo de diminuir o impacto da mensagem. Em outras palavras, é o abrandamento da força de uma ideia, de uma mensagem. Empregam-se palavras ou expressões mais amenas, mais suaves, mais sutis para evitar o impacto da ideia, da mensagem.”


(Fonte adaptada: BEZERRA, R. – Nova Gramática da Língua Portuguesa para Concursos)


Com base nas figuras de pensamento, assinale a alternativa correta:


A

Antítese.


B

Paradoxo.


C

Ironia.


D

Eufemismo.

Quando a personagem Mafalda diz: E eu muita cultura, o leitor recupera o sentido do enunciado, através da locução verbal “quero ter”, presente no primeiro balão. Nesse caso, foi empregada uma figura de linguagem caracterizada como:


A

Metonímia.


B

Hipérbato.


C

Aliteração.


D

Elipse.


E

Ironia.

Com a fala do 2o quadrinho – É...? Que bom... –, nota-se que o pai está contente, mas no último quadrinho ele é


A

irônico.


B

compreensivo.


C

otimista.


D

melancólico.


E

afetuoso.

No enunciado “As lágrimas derramam muito mais felicidades que transbordam das ‘janelas da alma’ do que expressão de nostalgia”, o uso da linguagem figurada evidencia-se na expressão “as janelas da alma” (linha 8 e 9), observa-se o uso de uma linguagem figurada identificada como:


A

metáfora, tendo em vista a relação de sentido que se estabelece pela associação entre dois termos.


B

hipérbole, uma vez que o autor provoca uma ideia exagerada sobre os olhos.


C

prosopopeia, pois consiste na atribuição de valores ao termo "janelas".


D

ironia, em razão do emprego de dois termos contraditórios para anunciar sentimentos nostálgicos.


E

metonímia, tendo em vista a relação de total independência dos termos em questão.

Em O inverno nos agasalhava (l.5), tem-se qual figura de linguagem?


A

Ironia.


B

Prosopopeia.


C

Hipérbole.


D

Hipérbato.


E

Eufemismo.

   
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