Questões de Concurso sobre Ironia

 
 
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Ano: 2022
Prova: FCC - TJ CE - Analista Judiciário - Área Ciência da Computação - Sistemas da Informação - 2022

A narradora recorre à ironia na seguinte passagem:


A

Eu, nem ao violão me afiz.


B

Nas prateleiras da sua sala, guardava ela o seu estradivário.


C

decerto andava nas suas idas e vindas de casa em casa de aluno.


D

Mas tudo neste mundo são vaidades.


E

Por música clássica não tinha interesse, ou antes, a ignorava.

Após a leitura do texto, pode-se afirmar que o título “A rainha está morta: e agora?” apresenta um questionamento em referência a um momento específico e demonstra:


A

Ironia em relação à atual situação vivida pelo Reino Unido.


B

Disposição para fomentar uma discussão acerca da importância da monarquia no século XXI.


C

Preocupação intencionalmente exagerada com o momento sócio-político a que se refere o texto.


D

Proposição de uma discussão acerca de possíveis mudanças (ou permanências), reflexos e consequências decorrentes de um fato sócio-político de grande relevância.

O Texto 1 corresponde ao gênero textual charge. É correto indicar que sua elaboração se apoia em qual tipo de linguagem figurada:


A

Personificação.


B

Eufemismo.


C

Analogia.


D

Ironia.

Ao escrever “eu mergulhei incrível deslocando a bola para o lado oposto”, o autor faz uso, com o verbo “mergulhei”, de uma:


A

antítese.


B

ironia.


C

metáfora.


D

personificação.

Avalie o que se afirma acerca do texto e das estratégias discursivas empregadas pela autora.


O texto veicula algumas “expressões idiomáticas” que integram o léxico luso-brasileiro, utilizando recursos linguístico-estilísticos caracterizados por


I ‒ construir sentidos para aquelas mais presentes no cotidiano dos menos letrados.

II ‒ externar os preconceitos contra as pessoas que insistem em utilizá-las no dia a dia.

III ‒ elaborar definições, indicando a que grupos sociais elas estão diretamente relacionadas.

IV ‒ esclarecer, em tom crítico-irônico, mas bem-humorado, seus significados e contextos de uso.

V – demonstrar que elas adquirem novos sentidos, conotativos, ultrapassando seus significados literais.


Está correto apenas o que se afirma em


A

I e II.


B

II e IV.


C

IV e V.


D

I, III e V.


E

I, III e IV.

"A criança que fui chora na estrada.

Deixei-a ali quando vim ser quem sou;

Mas hoje, vendo que o que sou é nada,

Quero ir buscar quem fui onde ficou.

Ah, como hei-de encontrá-lo? Quem errou

A vinda tem a regressão errada.

Já não sei de onde vim nem onde estou.

De o não saber, minha alma está parada.

Se ao menos atingir neste lugar

Um alto monte, de onde possa enfim

O que esqueci, olhando-o, relembrar,

Na ausência, ao menos, saberei de mim,

E, ao ver-me tal qual fui ao longe, achar

Em mim um pouco de quando era assim."

-

Fernando Pessoa

-

Temos na frase: A vinda tem a regressão errada, a figura de linguagem:


A

Metonímia.


B

Pleonasmo.


C

Ironia.


D

Anáfora.

Os baiacus são onívoros, ou seja, comem de tudo: camarões, algas, caramujos, minhocas e até crustáceos, animais que possuem uma dura carapaça, como os caranguejos. (linhas 10 a 12)

O segmento sublinhado na frase acima, em relação ao que vem antes dos doispontos, apresenta uma


A

oposição.


B

explicação.


C

enumeração.


D

exemplificação.


E

ironia.

Assinale a alternativa em que está presente a figura de linguagem intitulada ironia.


A

Depois de correr por mais de três horas na maratona, o atleta estava morto de fome e cansaço.


B

De tanto ele aguentar humilhações calado e baixar a cabeça, todos o acham um verdadeiro banana.


C

Que firmeza aquele goleiro tem nas mãos! Ao defenderem os chutes, elas parecem feitas de alface...


D

Os gritos silenciosos no olhar do menino não me saem da memória e me cortam o coração.


E

Como Yoda falar agora começarei; não entenderem nada todos vocês possível é.

Da leitura do texto entende-se que a fala do personagem à direita da charge é enunciada com entonação


A

exclamativa, indicando o espanto desse personagem diante da alienação de seu interlocutor.


B

exclamativa, indicando a aflição desse personagem com a poluição ambiental.


C

declarativa, indicando a revolta desse personagem com as condições precárias do poder público.


D

indagativa, expressando a repulsa desse personagem em relação à atitude preconceituosa de seu interlocutor.


E

irônica, expressando a surpresa desse personagem diante da pergunta que lhe foi feita.

A expressão Chape-chape (l.21) é uma figura de linguagem definida como:


A

Onomatopeia.


B

Hipérbole.


C

Ironia.


D

Antítese.


E

Catacrese.

A repetição da expressão: "É quase certo" identifica a figura de linguagem denominada:


A

Pleonasmo.


B

Metonímia.


C

Ironia.


D

Anáfora.

A figura de linguagem presente no Texto 02 é:


A

Antítese.


B

Hipérbole.


C

Ironia.


D

Metáfora.

Sabe-se que a crônica se caracteriza, dentre outros aspectos, por lançar um olhar sobre o cotidiano, em geral, com o uso do humor e criticidade. Tendo por base a noção de ironia relevada no Texto 05, assinale a alternativa em que esteja presente o tom irônico no Texto 04, do colunista Carlos Heitor Cony:


A

“Talvez aproveite a oportunidade e fale sobre a coleção de sapatos italianos que não tenho”.


B

“Pessoalmente, não considero sagrado esse direito, duvido até mesmo de que tenhamos o direito de saber tudo de todos”.


C

“Vi, na semana passada, a foto do pé enfaixado de Lula. Recebi uma informação que não me interessava”.


D

“Trabalhei durante anos com um repórter - dos melhores que conheci - que foi entrevistar um deputado recém-eleito, na faixa da meia-idade, e quis saber se ele tomava Viagra”.


E

“Acompanhamos o cotidiano, invadimos a privacidade alheia com as câmeras, os vídeos, as escutas telefônicas, as tomografias computadorizadas dos doentes, o estado terminal dos moribundos”.

No trecho “Logo que meti mais dentro a faca do raciocínio achei-lhe um miolo gaiato, fino, e até profundo.”, ocorre uma figura de linguagem conhecida como


A

eufemismo


B

metáfora.


C

prosopopeia ou personificação.


D

comparação.


E

ironia.

TEXTO 01

O texto abaixo servirá de base para responder a questão abaixo:


Imagem associada para resolução da questão

http://www.paulomatheus.com/2012/08/30-tirinhas-hagar.html Acessado em 28/02/2021


Considerando o contexto de interação linguística da charge acima, entre Helga e Hagar, pode-se afirmar que o recurso estilístico, ou figura de linguagem, utilizado por Hagar em sua resposta à esposa é:


A

Oximoro.


B

Catacrese.


C

Ironia.


D

Silepse.

Assinale a opção que mostra um texto publicitário em que não está presente uma alusão irônica.


A

Mais uma maravilha da tecnologia: um produto que demorava anos para fracassar agora só precisa de 30 segundos.


B

Se sua mãe estivesse com dor de cabeça naquele dia, você não existiria.


C

Aceite o desafio de voar conosco.


D

Seu carro está bebendo um patrimônio em gasolina?


E

As fitas não são virgens, mas, também, hoje em dia quem é?

Em Quando a manhã se levanta (l.5), tem-se qual figura de linguagem?


A

Metáfora.


B

Personificação.


C

Ironia.


D

Eufemismo.


E

Hipérbole.

Em Murmura a brisa: - Como é linda a veiga! (l.19), tem-se qual figura de linguagem?


A

Ironia.


B

Metáfora.


C

Personificação.


D

Eufemismo.


E

Hipérbole.

Referente às figuras de linguagem e considerando a interpretação do texto, em Pensei que tivesse dito que não havia ninguém disponível. (l. 35- 36) tem-se uma figura denominada:


A

Hipérbole.


B

Comparação.


C

Ironia.


D

Eufemismo.


E

Anáfora.

Leia o texto abaixo e, em seguida responda às questões 13, 14 e 15


O ceguinho (Stanislaw Ponte Preta)


No duro mesmo só existiriam dois tipos de cegos: o de nascença e o que ficou cego em vida. Mas, como diz Primo Altamirando, contrariando a chamada voz popular, Deus põe e o homem dispõe. Assim, há um terceiro tipo de cego que nenhum oftalmologista, seja qual for a amplitude de seus conhecimentos oftalmológicos, jamais poderá curar: o cego por necessidade.

E que o leitor mais apressado pouquinha coisa não pense que estou me referindo àquele tipo de camarada que se encaixa perfeitamente no dito "o pior cego é o que não quer ver", porque este é cego por metáfora, enquanto que o terceiro tipo de cego, isto é, o cego por necessidade, é considerado por todos como cego no duro, às vezes com carteirinha de cego e tudo.

Seu Júlio, que hoje é lavador de automóveis (e entre os automóveis que lava, lava o meu), já foi cego por necessidade.

Começou sua carreira na porta da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim (agora Matriz de Nossa Senhora de Copacabana). Seu Júlio, artista consciencioso, era um cego perfeito e ganhava esmola às pampas.

- E o senhor sempre trabalhou como cego, seu Júlio?

- Não senhor. Eu comecei perneta, sim senhor.

- Perneta?

- Usava perna de pau. Quem me ensinou foi um cigano meu amigo. Agente botando uma calça larga o truque é fácil de fazer.

Mas, como perneta, seu Júlio um dia teve uma contrariedade. Apareceu pela aí um chefe de polícia com intenções de endireitar o Brasil e foi chato. Organizou uma campanha de perseguição à mendicância e seu Júlio entrou bem. Quando o carro da polícia, mais conhecido na linguagem policial como viatura, parou na porta da igreja, mendigo que podia se pirou, mas seu Júlio não pôde correr de calça larga e perna de pau, que a tanta perfeição não chegaram os engodos do cigano. Seu Júlio foi em cana.

- E quando saiu das grades?

- Virei cego por necessidade. Treinei uns dois meses em casa, passando dia e noite com uma venda nos olhos. Fiquei bárbaro em trejeito de cego. A pessoa podia fazer o maior barulho do meu lado, que eu nem me virava pra ver o que tinha acontecido. Fiquei um cego tão legal que um dia houve um desastre bem em frente à igreja. Um carro bateu num caminhão da Cervejaria Brahma e caiu garrafa pra todo lado. Foi um barulho infernal. Pois eu fiquei impávido. Nem me mexi.

Quando seu Júlio me contou esta passagem, notei o orgulho estampado em seu semblante. Era como um velho ator a contar, numa entrevista, a noite em que a plateia interrompeu seu trabalho com aplausos consagradores em cena aberta. Era como um veterano craque de futebol a descrever para os netos o gol espetacular que fizera e que deu às suas cores o campeonato daquele ano.

- Como cego o senhor nunca foi em cana, seu Júlio?

- Nunquinha. Sabe como é... Cego vê longe. Mal surgia um polícia suspeito eu me mandava a 120.

- E por que abandonou a carreira de cego?

- Concorrência desleal.

E explica que, no tempo dele, não havia essa coisa de alugar criança subnutrida para pedir esmola. Depois que apareceram as mães de araque, o cego tornou-se quase obsoleto no setor da mendicância. A polícia também, hoje em dia, é praticamente omissa.

-E sendo a polícia omissa, dá muito mais mendigo à saída da missa diz seu Júlio, sem evitar o encabulamento pelo trocadilho infame. Toda essa desorganização administrativa levou-o a abandonar a carreira de cego por necessidade.

Nos países subdesenvolvidos a mendicância é uma miséria. Seu Júlio que o diga. Era um cego dos melhores, mas largou a carreira na certeza de que, mais dia menos dia, vai ter muito mais gente pedindo do que dando esmola.


(Acontece na cidade/ Carlos E. Novaes [et. al.], S. Paulo: Ática, 2005)



Do ponto de vista da macroestrutura textual, o texto apresenta as seguintes características:


I- É uma crônica que revela, por meio de linguagem simples e descontraída e de sequências narrativas e dialógicas, uma fase de dificuldade vivida pelo personagem central, que usou de subterfúgios para sobreviver.

II- Há várias expressões de natureza coloquial no texto, recurso usado para dar mais veracidade aos fatos e originalidade, dado o contexto de que faz parte o personagem, fator que determina que o texto circula na esfera jornalística, e não na literária.

III- Através da narrativa, o autor expõe um problema social – as condições precárias de vida de muitas pessoas que vivem pedindo esmolas, situação que persiste e tende a piorar.

IV- Há evidência de ironia, no sentido de que os termos “trabalho” e “carreira”, presentes nos trechos: “trabalhou como cego”, “começou/abandonou sua carreira”, são usados em contraposição à noção de emprego formal.

V- No trecho que faz alusão à omissão da polícia na tarefa de tirar as pessoas das ruas, o autor alerta, indiretamente, para o fato de que se não houver fiscalização as pessoas vão se acostumar com a vida de mendicância e não vão procurar emprego.

É CORRETO o que se afirma apenas em:


A

I, II, III e V.


B

I, II e V.


C

II, III e IV.


D

I, III e IV.


E

I, II e IV.

   
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