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Percebe-se efeito de ironia no trecho:
"o fato, por absolutamente contrário às normas da vida, causou nos espíritos uma perturbação enorme"(L.01 );
" sem que tivesse sucedido um falecimento por doença"(L.06).
"quando a alegre irresponsabilidade e o excesso de álcool se desafiam"(L.08);
"desvairados, confusos, aflitos, dominando a custo as náuseas"(L.11 );
"e o que acontecia aqui, acontecia em todo o país"(L.20);
Mafalda, personagem criada por Quino, tem sua notoriedade justificada pelo fato de ser uma criança capaz de reflexões profundas e comentários perspicazes. Destaca-se também a linguagem empegada por ela, que geralmente faz uso do registro formal e da conotação. Assim, no primeiro quadrinho, o tema é abordado por meio de uma:
hipérbole
metonímia
personificação
sinestesia
ironia
Percebe-se o tom irônico da autora em:
“[...] temos de realizar tantas coisas, são tantos os compromissos, que nos falta o tempo para uma análise tranquila, uma decisão sensata, um prazer saboreado.”
“Com sorte, vamos até enganar o tempo sendo sempre jovens, sendo quem sabe imortais com nariz diminuto, boca ginecológica e olhar fatigado num rosto inexpressivo.”
“Ninguém pode se contentar em ser como pode: temos de ser muito mais que isso, temos de fazer o impossível, o desnecessário, até o absurdo, o que não nos agrada [...].”
“Precisaria, sim, ser um sujeito decente, encontrar alguma harmonia comigo mesmo, com os outros, e com a natureza [...].”
"Eu nasci há dez mil anos atrás". Esse verso da música de Raul Seixas e Paulo Coelho corresponde a:
Uma ironia.
Uma hipérbole.
Uma catacrese.
Uma ambiguidade.
Em qual das passagens do texto, citadas nas alternativas abaixo, pode-se dizer que o autor utilizou o recurso da ironia?
"O site em português da BBC, por exemplo, publica uma reportagem para provar que, economicamente, a Copa foi um fiasco para o país." (2º parágrafo)
“Também entrevista ‘especialistas’, como pessoal da notória empresa de consultoria Tendências, cujo dono é o ex-ministro da Fazenda Mailson ‘80% de inflação ao mês’ da Nóbrega” (3º parágrafo)
“O desastre que foi a atuação da seleção contra a Alemanha também tem sido explorado negativamente – e não poderia ser de outra forma”. (5º parágrafo)
“Nunca, na nossa história, o povo brasileiro e sua cultura foram tão fotografados, filmados, gravados, publicados, revelados, enfim, para tantas pessoas e tantos países” (12º parágrafo)
“Uma boa parte do Brasil se desnudou aos olhos do estrangeiro.” (13º parágrafo)
Assinale a alternativa em que a autora usa as aspas para marcar a ironia
“‘querem transformar o PMDB em um motel, com essa alta rotatividade, de entrar num dia e sair num outro’”. (Linhas 24-25)
“A letra do antológico ‘Vai passar’, de Chico Buarque, foi composta ao fim de ‘uma página infeliz de nossa história’, a ditadura militar.” (Linhas 46-47)
“[...] aqueles que um dia chamamos de ‘representantes do povo’”. (Linha 15)
“Não é só ‘bagunceiro’ que virou ofensa a cabra-macho em Brasília. ‘Namoradeira’ virou ofensa visceral a cabra-fêmea.” (Linhas 36-37)
Com base no Texto 4, indique se as afirmativas abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) Na Tirinha A, a ironia é empregada como figura de linguagem no último quadrinho.
( ) Na Tirinha B, o Chico não compreendeu a pergunta de seu interlocutor.
( ) As duas tirinhas são uma crítica ao desmatamento.
( ) A linguagem não verbal reforça o tema comum às Tirinhas A e B.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo.
V – V – V – F
F – F – F – V
F – V – F – F
V – F – F – V
V – F – V – V
Assinale a alternativa em que a autora utiliza uma variante linguística regional para construir uma ironia.
“O senhor é moleque – gritou o deputado Wellington Roberto, do PR da Paraíba, aliado de Aedes Cunha.” (Linhas 30-31)
“Numa festa natalina de beija-mão a Temer, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, entrou para o bloco do sanatório geral ao jogar seu vinho branco em José Serra.” (Linhas 37-38)
“[...] quem seria o mestre-sala e a porta-estandarte do sanatório geral. Eles são um exemplo para a ala mirim maluquete, representada pela neta de Lula fazendo gestos obscenos em rede social.” (Linhas 49-50)
“Aparentemente, votamos em cabras-machos, que não levam desaforo para casa.” (Linha 26)
O segmento do texto 4 que pode ser visto como ironia é:
“O cigarro é um dos produtos de consumo mais vendidos no mundo”;
“Comanda legiões de compradores leais e tem um mercado em mais rápida expansão”;
“Satisfeitíssimos, os fabricantes orgulham-se de ter lucros impressionantes, influência política e prestígio”;
“O único problema é que seus melhores clientes morrem um a um”;
“A revista The Economist comenta: “Os cigarros estão entre os produtos de consumo mais lucrativos do mundo”.
Analise a charge abaixo para responder à questão

Critica-se, por intermédio da figura de linguagem oxímoro, informações econômicas manipuladas da realidade brasileira.
Foi empregada a metáfora para se fazer uma alusão às expectativas ao projeto político brasileiro.
A figura de linguagem ironia foi empregada para gerar o humor da charge.
Para gerar o humor, além da personificação, também é usada a alegoria, promovida pelas imagens do homem e do seu “veículo”.
Usou-se figura de linguagem denominada de antítese, que emprega o recurso linguístico de oposição de ideias.
O uso da expressão “Ou seja”, tanto no quarto quanto no quinto parágrafos, introduz uma
ironia.
paráfrase.
modulação.
adversidade.
A ironia é um recurso que chama a atenção nesse gênero textual, conseguida, muitas vezes, a partir da união entre o texto verbal e o não verbal. Na conversa entre as amigas, a ironia dá-se:
Pelo desconhecimento da joia por parte da amiga, que precisou pegar na mão da presenteada.
Pela forma com que foi pronunciada a última sentença do primeiro balão, causando ambiguidade.
Pela resposta presente no segundo balão, que não poderia ser proferida por não dizer respeito à pergunta feita em nenhuma situação.
Pelo fato de a amiga não saber que a presenteada era casada.
A expressão “com toda urbanidade” torna o enunciado irônico. Esse recurso é utilizado no texto para criticar a
popularização do uso de estruturas eruditas.
vulgarização do emprego de termos especializados.
forma como as pessoas são atendidas nas repartições.
maneira como os cidadãos comuns se tratam em público.
No trecho “Continuou a existir, e quem cresceu vendo desenhos animados, enlatados americanos e novelas globais não foi mais imbecilizado — ao menos não por esse motivo.” (1º§), percebe-se que a autora assume uma postura que pode ser MELHOR entendida como:
humorística
irônica
idealizada
exagerada
Nos diálogos do texto, à pergunta “Receber mil cruzeiros a troco de quê?” é dada a resposta “A troco de devolução”, para causar efeito de humor. Esse efeito decorre
do entendimento equivocado da instrução recebida.
da interpretação literal de um sentido figurado.
do nervosismo do público presente na fila.
da irritação do atendente da seção.
O autor do texto postula que o humor, na acepção por ele indicada, é qualidade distintiva de uma narrativa literária e incompatível com a ironia e o sarcasmo, recursos de uso frequente na literatura brasileira, especialmente entre os escritores com visão antinacionalista, referidos no texto como “escritores que desprezam o Brasil e seu povo” (L.25).
Certo
Errado
Analise as proposições a seguir a respeito da estruturação e construção de sentido do texto. Em seguida, assinale a alternativa que contenha a análise correta sobre as mesmas.
I. Em: “todo cidadão tem o direito de saber a qualidade da escola que seu filho frequenta”, a simples substituição da palavra “frequenta” por “estuda” não altera a correção da frase original.
II. “Por isso é perigoso (sic) uma comparação ‘fria’ dos resultados". A palavra latina foi empregada para deixar claro que o trecho foi escrito tal como no original.
III. O texto apresenta ironia em algumas passagens, o que convida o leitor a refletir sobre o tema e entender o posicionamento defendido.
IV. Em: “Hoje, esse dado está ‘escondido’ em um site do Ministério da Educação.”, a vírgula empregada é obrigatória, pois marca a antecipação de um termo, alterando a ordem direta do período.
Apenas as proposições I e IV estão corretas.
Apenas as proposições II e IV estão corretas.
Apenas as proposições II e III estão corretas.
Apenas as proposições I, II e III estão corretas.
No texto, o fato de o vocábulo milagre aparecer entre aspas significa que o termo está empregado em sentido
denotativo.
neologístico.
regional.
religioso.
irônico.
No trecho “E há MOTINS constantes de CONDÔMINOS que tentam de qualquer maneira atingir a LIBERDADE.” (parágrafo 17), os vocábulos destacados contribuem para consolidar o uso da seguinte ideia:
ironia.
eufemismo.
metáfora.
metonímia.
Texto I
c
Só falta a política de redução de riscos
c
Entre 1990 e 2010, mais de 96 milhões de pessoas foram afetadas por desastres no Brasil, como demonstra o Atlas dos Desastres Naturais do Brasil. Destas, mais de 6 milhões tiveram de deixar suas moradias, cerca de 480 mil sofreram algum agravo ou doença e quase 3,5 mil morreram imediatamente após os mesmos. Desastres como o de Petrópolis, que resultaram em dezenas de óbitos, não existem em um vácuo. Se por um lado exigem a presença de ameaças naturais, como chuvas fortes, por outro não se realizam sem condições de vulnerabilidade, constituídas através dos processos sociais relacionados à dinâmica do desenvolvimento econômico e da proteção social e ambiental. Isto significa que os debates em torno do desastre devem ir além das cobranças que ano após ano ficam restritas à Defesa Civil.
A redução de riscos de desastres deve hoje constituir o cerne da política brasileira para os desastres. Isto significa combinar um conjunto de políticas não só para o durante os riscos e situações de desastres, o que avançamos bem, mas também e principalmente para o antes e o depois dos mesmos.
Particularmente, após o desastre da Região Serrana (RJ) em 2011, uma série de iniciativas importantes ocorreu. Criou-se o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais, a Força-Tarefa de Apoio Técnico e Emergência, a Força Nacional do SUS e reestruturou-se o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos de Desastres. Estas iniciativas ainda estão concentradas no monitoramento, alerta e respostas aos desastres. Faltam políticas integradas para redução de riscos.
Dados do IBGE revelam que apenas 1,2% dos municípios possuíam plano municipal de redução de riscos em 2011. Nos municípios maiores, com mais de 500 mil habitantes, que não ultrapassam quatro dezenas, este percentual superava 50%. De modo inverso, nos municípios menores, com menos de 20 mil habitantes, em torno de quatro mil, este percentual era de 3,3%. É uma situação bastante preocupante relacionada aos municípios de grande porte e drástica nos municípios de pequeno porte.
Há necessidade urgente de se investir em políticas integradas. E que ofereçam suporte aos municípios de menor porte. Na outra ponta, políticas de recuperação e reconstrução após desastres deveriam permitir o retorno à normalidade da vida “cotidiana”, não prolongando os efeitos dos desastres, como temos visto.
c
(Carlos Machado — O Globo, 01/04/2013)
c
As alternativas a seguir apresentam características do texto I, à exceção de uma. Assinale-a.
Predomínio do emprego de linguagem culta.
Preocupação com a indicação das fontes de informações.
Tentativa de imparcialidade, mostrando avanços e problemas.
Argumentação fundamentada em dados e fatos.
Tendência para uma velada ironia.