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Fake news e internet são exemplos de palavras que foram tomadas por empréstimo de outro idioma e incorporadas à língua portuguesa. A esse fenômeno damos o nome de:
Variedade linguística.
Uso do nível formal da língua portuguesa.
Estrangeirismo.
Gíria.
Nenhuma das anteriores.
Pode-se afirmar que a expressão Ah tá!, no segundo quadrinho, é uma expressão típica da linguagem:
Formal.
Culta.
Técnica.
Falada.
Qual o nível de linguagem usado no texto?
Regional.
Informal.
Popular.
Culto.
Observe o seguinte texto, de modelo muito utilizado no contexto administrativo:
Exmo. Sr. Chefe de Polícia de Palmas LUÍS ROBERTO NEVES, brasileiro, dentista, residente à Rua das Acácias n. 28, Gávea, Palmas, como presidente da Associação de Moradores do bairro, EXPÕE Que tendo solicitado inúmeras vezes junto à Prefeitura da Cidade o aumento do policiamento para a localidade denominada Corredor da Praia, em face do grande número de furtos nas casas do local, assim como nos automóveis estacionados nas ruas, SOLICITA Que dê ordens para que seja providenciada de forma oficial e rápida a instalação de uma unidade policial durante o horário noturno em nosso bairro, a fim de proteger não só nossos interesses, mas também, e sobretudo, nossas vidas. Contando com pronto atendimento Luís Roberto Neves |
Entre as opções abaixo, assinale a que não caracteriza a linguagem empregada nessa solicitação.
o predomínio da construção nominal, com mais substantivos e adjetivos, do que verbos.
a utilização de formas não pessoais dos verbos, como tendo solicitado, proteger.
a substituição de verbos por construções onde aparecem substantivos, como dê ordens em lugar de ordene.
a longa extensão das orações de modo que cada parágrafo pode aparecer formado por uma só oração, como é o caso dos segmentos após expõe e solicita.
o emprego de abreviaturas, traço característico desse tipo de documento, como Exmo. Sr.
Entre os ditados abaixo, aquele em que o vocábulo informal foi adequadamente substituído por um equivalente na linguagem formal, é:
Fuja das fofocas e dos segredos como de um fantasma / intrigas.
Se os bocós voassem, nunca veríamos o sol / indolentes.
Uma bronca causa mais efeito no homem inteligente do que cem golpes no insensato / lamentação.
Cada um se vira como pode e alguns, como não podem / se revela.
Cansado da vida doméstica, deixou tudo pra lá e se mandou / se mudou.
No trecho “Esse discurso faz parecer que investimentos em arte e em outros programas sociais são equivalentes”, a expressão “faz parecer” pode ser reescrita em uma linguagem mais formal e precisa, usando a forma verbal
“sugere”.
“aconselha”.
“recomenda”.
“ocorre”.
Sabemos que os enunciados linguísticos podem também variar dependendo de diferentes graus de formalidade e de determinados contextos de uso da língua. Variações de estilo ou registros linguísticos são as denominações comumente dadas a esse tipo de variação.
A partir desse princípio, pode-se perceber que a linguagem usada, no texto, é:
preponderantemente informal, com o uso de coloquialismo evidenciado no uso de termos como phishings ou cracker.
preponderantemente formal, com o uso de jargões através de estrangeirismos evidenciado no uso de termos como phishings ou cracker.
preponderantemente informal, com o uso de gírias evidenciado no uso de termos como phishings ou cracker.
preponderantemente informal, com o uso de uma linguagem rebuscada e técnica evidenciado no uso de termos como phishings ou cracker.
preponderantemente formal, com o uso de regionalismos evidenciado no uso de termos como phishings ou cracker.
A linguagem empregada nesse ofício é
predominantemente informal, apesar de tratar de assunto de interesse público.
adequada à norma-padrão portuguesa, mas com pequenos desvios de concordância.
inadequada à norma-padrão portuguesa, pelo excesso de arcaísmos e de rebuscamento.
predominantemente formal, apesar de conter marcas inadequadas de subjetividade.
Observe o emprego da palavra “tipo” (l. 15) e assinale a alternativa que indica que ela tenha sido usada na mesma acepção.
Ele sempre foi diferente de todos, um verdadeiro tipo.
Este é exatamente o tipo de carro que gosto.
Ele disse algo tipo aquilo que o professor falou.
Ele sempre foi um tipo assim, meio mentiroso.
A impressão dos tipos ficou perfeita.
Certos gêneros textuais, como as leis, requerem o emprego do nível formal da língua. Esse texto, artigo de uma lei, para adequar-se à modalidade escrita formal, exige que se
troque o termo “aos preceitos estatuídos” por as determinações estauídas.
grafe com letra inicial maiúscula as palavras da expressão “policiais militares”.
substitua a preposição “de”, presente em “violação dos princípios”, pela peposição a.
permute a expressão “deste que” pela locução conjuntiva adverbial condicional desde que.
eliminem as vírgulas que isolam a expressão “na sua manifestação elementar e simples”.
A opção abaixo em que uma expressão popular foi substituída inadequadamente por linguagem formal, é:
Disse que ficou com dois rapazes na festa / Disse que namorou dois rapazes na festa;
Invadiram a casa e logo se mandaram / Invadiram a casa e logo fugiram;
Ficou zangado e deu uma bronca nos filhos / Ficou zangado e recriminou os filhos;
A menina deixou de lado o namorado / A menina desgostou do namorado;
Após o encontro, João ficou com o pé atrás / Após o encontro, João ficou desconfiado.
INSTRUÇÃO: Leia a crônica a seguir para responder às questões de 11 a 18.
TEXTO 01
As três experiências
1 Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou minha vida. Nasci para amar os outros, nasci
para escrever, e nasci para criar meus filhos. O “amar os outros” é tão vasto que inclui até perdão para mim mesma,
com o que sobra. As três coisas são tão importantes que minha vida é curta para tanto. Tenho que me apressar, o
tempo urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida. Amar os outros é a única salvação individual
5 que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca.
E nasci para escrever. A palavra é o meu domínio sobre o mundo. Eu tive desde a infância várias vocações
que me chamavam ardentemente. Uma das vocações era escrever. E não sei por que, foi esta que eu segui. Talvez
porque para as outras vocações eu precisaria de um longo aprendizado, enquanto para escrever o aprendizado é a
própria vida se vivendo em nós e ao redor de nós. É que não sei estudar. E, para escrever, o único estudo é mesmo
10 escrever. Adestrei-me desde os sete anos de idade para que um dia eu tivesse a língua em meu poder. E, no
entanto, cada vez que vou escrever, é como se fosse a primeira vez. Cada livro meu é uma estreia penosa e feliz.
Essa capacidade de me renovar toda à medida que o tempo passa é o que eu chamo de viver e escrever.
Quanto a meus filhos, o nascimento deles não foi casual. Eu quis ser mãe. Meus dois filhos foram gerados
voluntariamente. Os dois meninos estão aqui, ao meu lado. Eu me orgulho deles, eu me renovo neles, eu
15 acompanho seus sofrimentos e angústias, eu lhes dou o que é possível dar. Se eu não fosse mãe, seria sozinha no
mundo. Mas tenho uma descendência e, para eles no futuro, eu preparo meu nome dia a dia. Sei que um dia abrirão
as asas para o voo necessário, e eu ficarei sozinha. É fatal, porque a gente não cria os filhos para a gente, nós os
criamos para eles mesmos. Quando eu ficar sozinha, estarei seguindo o destino de todas as mulheres.
Sempre me restará amar. Escrever é alguma coisa extremamente forte, mas que pode me trair e me
20 abandonar: posso um dia sentir que já escrevi o que é o meu lote neste mundo e que eu devo aprender também a
parar. Em escrever eu não tenho nenhuma garantia.
Ao passo que amar eu posso até a hora de morrer. Amar não acaba. É como se o mundo estivesse à minha
espera. E eu vou ao encontro do que me espera.
Fonte: LISPECTOR, Clarice. As três experiências. In: LISPECTOR, Clarice. Todas as crônicas. São Paulo: Editora Rocco, 2018.
Comparando-as, pode-se afirmar que
as duas crônicas, do ponto de vista estrutural, apresentam sequências de diálogo direto entre os personagens.
o estilo de linguagem empregado na primeira crônica é excessivamente formal, diferentemente do que ocorre na segunda.
as duas crônicas revelam um aspecto da relação entre pais e filhos, a subordinação financeira dos filhos em relação aos pais.
a primeira é veiculada, predominantemente, no modo de organização dissertativo, enquanto a segunda é predominantemente narrativa.
as duas crônicas, em termos de reflexões feitas pelos autores, apresentam a mesma quantidade de reflexões.
Caso ocorresse a substituição da expressão verbal “poderia ser” (3º§) por “é”, pode-se afirmar que:
A coerência, correção gramatical e semântica do trecho permaneceriam.
O tempo verbal permaneceria o mesmo, mas o modo verbal seria modificado.
Haveria alteração quanto à modalização verbal proposta pelo emprego da expressão inicial.
Tempo e modo verbais permaneceriam os mesmos, embora a correção semântica fosse alterada.
Haveria alteração quanto ao tipo de linguagem utilizada, mudando de linguagem formal para informal.
Segundo Sarmento (2013, p. 86), “as línguas variam de região para região, de grupo social para grupo social, de situação para situação. O cruzamento desses fatores configura as variedades regionais e sociais. A influência das variações regionais e sociais gera inúmeras variedades linguísticas dentro de um mesmo idioma”.
A esse respeito, observe os textos seguintes.
Texto I
“...palavras que tomaram o discurso global e entraram de supetão na língua inglesa, como 'Covid-19'." [...] ‘Alguns desses termos são impostos meio na marra’, diz o professor Pasquale Cipro Neto. ‘Isso é muito chato, quando o gerente do banco fala comigo que tem um ‘call’, que ‘call’?’”
Texto II

Folha de São Paulo, Ilustrada, 17 jun. 2021, p. B14.
Preencha corretamente as lacunas do texto a seguir, considerando o que propõe Sarmento.
Do ponto de vista de variação linguística, os Textos I e II apresentam certa identidade, uma vez que ambos expõem marcas de variantes linguísticas típicas do registro __________ pelo uso, por exemplo, de palavras e expressões como “de supetão”, “na marra”, “a gente”, “pra” e “tá”. Nesse caso, significa dizer que está sendo empregada a linguagem __________
A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é
formal / erudita.
informal / culta.
formal / popular.
informal / arcaica.
informal / coloquial.
Texto 2 |
A nova era do divórcio (fragmento) “‘Novelas da Globo aumentam o número de divórcios no Brasil.’ Parece fake news de haters, mas não. Trata-se de um dado histórico. A conclusão é de um estudo de 2009, feito pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A pesquisa fez um cruzamento entre informações de censos das décadas de 1970, 1980 e 1990 e dados sobre a expansão do sinal da Globo no país. Segundo os autores do estudo, o número de mulheres que se separaram aumentou conforme a teledramaturgia da emissora foi chegando a mais cidades. ‘A exposição a estilos de vida modernos mostrados na TV, a funções desempenhadas por mulheres emancipadas e a uma crítica aos valores tradicionais mostrou estar associada aos aumentos nas frações de mulheres separadas e divorciadas nas áreas municipais brasileiras’, diz a pesquisa. [...] O que os estudiosos do BID não poderiam prever é o quanto os divórcios aumentariam no Brasil do século 21, por um motivo ainda mais insuspeito: a disseminação de um vírus. Segundo o Colégio Notarial do Brasil, que congrega os tabeliães de notas e protestos, no primeiro ano da pandemia, em 2020, houve um aumento de 15% no número de divórcios em comparação com o ano anterior. Em 2021, então, o número de casais que oficializaram a separação bateu recorde: 80.573 divórcios consensuais, o maior da série histórica, que é registrada desde 2007. [...] Sim, o início desnorteante da pandemia foi o gatilho para um boom de divórcios planeta afora. Motivos para a escalada nas tensões entre casais não faltaram, você sabe: o encarceramento no lar de ambos os cônjuges (condição que se estendeu indefinidamente para quem aderiu ao home office), perrengues financeiros, a necessidade de lidar com as crianças estudando em casa, distúrbios psicológicos (ansiedade, depressão, paranoia…). [...] A [empresa americana] Legal Templates mostrou que os casados há menos de cinco anos foram os que mais se separaram em 2020: 58%. Aliás, quanto menor o tempo de união oficial, maior o aumento no índice de cada um para o seu lado. Enquanto, em 2019, pré-Covid, apenas 11% dos que se separaram tinham menos de cinco meses sob o mesmo teto, em 2020 essa porcentagem quase dobrou: foi para 20%. Estudiosos que analisaram esses dados chegaram a uma conclusão que faz sentido: casais que haviam se unido havia pouco tempo são menos calejados para enfrentar o maremoto que atingiu a praia conjugal na onda do vírus. Os parceiros mais longevos já tinham passado por outras crises. Talvez ilesos, talvez feridos. E muitos aprenderam a sair delas juntos. [...] Nesta nova era do divórcio, vale um alerta: mesmo nas separações mais amigáveis – e até afetuosas –, romper um relacionamento de anos segue sendo tão difícil quanto sempre foi. Os primeiros tempos tendem a ser um período deprimente, de luto mesmo, acordos difíceis e de pisar em ovos. Se você se separou, vale a pena um esforço a mais para manter o bom convívio. Não apenas pelo bem dos filhos – se o casamento produziu crianças. É importante honrar uma história que, em boa parte do tempo, foi partilhada com a pessoa que um dia você amou como se fosse a única.” . Disponível em: https://super.abril.com.br/comportamento/a-nova-era-do-divorcio. Acesso em: 24/07/2022 |
“Os primeiros tempos tendem a ser um período deprimente, de luto mesmo, acordos difíceis e de pisar em ovos.”
Essa passagem, retirada do texto 2, apresenta uma marca de informalidade.
A proposta de reescritura em que essa marca é substituída por uma palavra ou expressão mais formal sem que haja alteração substancial de significado é:
Os primeiros tempos são, em geral, um período deprimente, de luto mesmo, acordos difíceis e de pisar em ovos;
Os primeiros anos tendem a ser um período deprimente, de enlutamento mesmo, acordos difíceis e de pisar em ovos;
Os primeiros tempos tendem a ser um período deprimente, de luto mesmo, pactos difíceis e de pisar em ovos;
Os primeiros tempos tendem a ser um período deprimente, de luto mesmo, acordos complexos e de pisar em ovos;
Os primeiros tempos tendem a ser um período deprimente, de luto mesmo, acordos complexos e atitudes cautelosas.
A frase abaixo em que todos os vocábulos pertencem à linguagem formal é:
Pagar a dívida externa com a desgraça interna não dá pé;
O Brasil é um investimento, uma fazenda que o homem da cidade comprou, lá nos confins do Judas, para ganhar dinheiro;
O Mundial de Futebol é competição e competição é guilhotina. Quem perder, dança;
Temos que fazer sacrifícios de cabo a rabo, ou seja, do governo até o operário;
Não me considero um jogador violento. O problema é que às vezes fico nervoso e tenho reações inesperadas.
A linguagem usada no cartum pode ser considerada
popular.
arcaica.
formal.
culta.
Ao trocar mensagens em um aplicativo de mensagens, uma amiga que está em viagem de férias, escreve para sua tia: “To num paraíso, as selfies aqui são perfeitas; tenho tido ótimos momentos. Vou ver se eu mando uma foto pra você, você sabe que eu não gosto de me expor”. No excerto destacado, identificamos a marca linguística referente a(o):
uso formal da linguagem empregada na escrita
recorrência das formas abreviadas em exagero
presença de marcas da linguagem oral
excessiva preocupação com a clareza da mensagem
Em relação à variedade linguística, sobressai no poema a variante:
informal apenas;
regional apenas;
formal e informal alternadamente;
regional e informal;
formal apenas.
Considerando o trecho “Como este, sempre maravilhoso, em que no bojo da noite, na poltrona de um avião ou de um trem, ou no convés de um navio, a gente sente que não está deixando apenas uma cidade, mas uma parte da vida, uma pequena multidão de caras e problemas e inquietações que pareciam eternas e fatais e, de repente, somem como a nuvem que fica para trás.” (4º§), é possível depreender que a expressão destacada evidencia uma linguagem:
Padrão.
Informal.
Insultuosa.
Conotativa.
Jornalística.