Questões de Concurso sobre Linguagem formal

 
 
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NÃO há uso da linguagem coloquial em:


A

“Vou acabar chutando o pau da barraca.”


B

“E dela lancei mão infinitas vezes, com aquela segurança com que se saca um ás da manga.”


C

“Entre nós, os livros de etiqueta como o de Claudine vendem feito pão.”


D

“Em vez do humilde “por favor”, deveríamos dizer: peço a sua atenção.”

Dentre os segmentos a seguir, o desvio em relação à linguagem formal está indicado em:


A

“... não temos nenhuma motivação nem espaço na cabeça para pensar no futuro.” (5º§)


B

“... a gente só começa a pensar no futuro para valer quando casamos e temos filhos.” (6º§)


C

“... um jovem dos trópicos entender o que de fato está por trás da sustentabilidade...” (8º§)


D

“Mais praticamente, o tempo da próxima balada ou o prazo para entregar o trabalho da escola.” (5º§)

Texto I


Afinal: o que é a “morte cerebral”?


A declaração de morte cerebral é um conceito relativamente novo na medicina e envolve o preenchimento de critérios clínicos e laboratoriais


O cérebro humano é o órgão que nos torna únicos. Possibilita que pensemos, falemos e organiza, de uma forma ou outra, todo nosso consciente e inconsciente. Claro, todos os órgãos são relevantes, e, sem o conjunto, não poderíamos funcionar de maneira adequada. Mas a verdade é que, do ponto de vista evolutivo, todos os órgãos desenvolveram-se para permitir manter um cérebro cada vez mais exigente e complexo. Aprimoraram-se os mecanismos de defesa, de alimentação, de locomoção, entre outros, para que as sensações e ordens trabalhadas no cérebro fossem elaboradas.

E quando o cérebro deixa de funcionar, ou seja, morre, todas as outras funções deixam de ser necessárias; muitas delas ficam descoordenadas pela simples falta da atividade cerebral adequada.

Até pouco tempo atrás, o indivíduo morria quando seu coração parava de bater. Hoje sabemos que o indivíduo está morto quando seu cérebro morre. Mas, não há muito tempo, também achávamos que as sensações (o amor, por exemplo), emanavam do coração.

Apesar disto parecer “bom senso”, o conceito de “morte cerebral” e seu adequado diagnóstico são tópicos recentes e datam de apenas algumas décadas. A necessidade de conceituar formalmente a “morte cerebral” ou “morte encefálica” tomou impulso quando se iniciou a era dos transplantes de órgãos, e tornou-se necessário protocolizar seu diagnóstico, já que indivíduos com morte cerebral poderiam então ser considerados possíveis doadores.

Existem algumas diferenças para a definição de morte cerebral em diferentes países, mas muitos aspectos são comuns. Em primeiro lugar, o indivíduo deve ter algumas características clínicas, que são facilmente reconhecidas por um neurologista: falta de reação à dor, falta de movimentação, ausência de respiração, pupilas dilatadas e não responsivas à luz etc. Claro, o indivíduo não pode ter recebido nenhuma medicação nas 24 horas anteriores que possa causar isto. Cada um destes aspectos foi regulamentado: ver se o paciente respira, ver a reação à dor, as pupilas etc, de modo que a avaliação pudesse ser replicada, independente do ambiente em que o indivíduo esteja. [...]

Uma vez definida adequadamente a morte encefálica, o indivíduo poderá ter seus órgãos doados (caso tenha havido consentimento para tal), um ato que possivelmente poderá ajudar a salvar várias vidas. A partir deste momento, as medidas de suporte de vida são, em tese, desnecessárias.

(Disponível: http://veja.abril.com.br/blog/letra-de-medico/afinal-o-quee- a-morte-cerebral/ Acesso em: 07/02/17)


Ao comparar os dois textos que compõem a sua prova, pode-se concluir, em relação à adequação, que:


A

Ambos exploram temas relacionados à medicina em linguagem técnica.


B

Os dois textos são voltados a um mesmo público, portanto há equivalência linguística.


C

Embora os dois textos explorem a linguagem formal, a do segundo é mais técnica.


D

A diferença entre os textos deve-se, sobretudo, ao conhecimento dos seus autores.


E

Os dois textos apresentam temáticas semelhantes e objetivos específicos idênticos.

Se fosse possível transcrever a oração: “Manjo essa coisa de contrabando pra burro.”, em linguagem formal, como ela seria escrita sem alterar seu sentido?


A

“Tenho pouca experiência no seguimento de contrabando.”


B

“Tenho vasta experiência no seguimento de contrabando.”


C

“Sou muito incompetente no seguimento de contrabando.


D

Nenhuma das alternativas.

Sobre a linguagem usada no texto, é INCORRETO afirmar:


A

Não se verifica o uso de linguagem figurada.


B

Há predomínio da linguagem formal.


C

Não se verifica uso de linguagem informal.


D

Há predomínio da linguagem denotativa.

Leia atentamente as afirmações abaixo:


I) A variação linguística envolve a aceitação de mudanças na linguagem, percebidas em diferentes situações comunicacionais;

II) O emprego da norma padrão da Língua Portuguesa é obrigatório em todos os diálogos estabelecidos entre os falantes;

III) Ao redigir um contrato de trabalho recomenda-se evitar o registro coloquial da língua, sob pena de acarretar imprecisões no documento.


Estão CORRETAS as declarações:


A

I, II e III


B

I e II


C

I e III


D

apenas a III

A tirinha, dada a constituição do gênero, utiliza linguagem informal. Assinale a alternativa que apresenta, primeiro, uma marca de linguagem formal e, depois, uma marca da informalidade.


A

Menina, era tudo fofoca → Peraí, que babado!


B

Tudo ocorreu muito bem → Foi top.


C

É uma coisa perigosa → Constituiu-se como algo arriscado.


D

E aí? Como vai essa força? → Olá, como está?

O seguinte pensamento está totalmente expresso em linguagem formal:


A

“Quem não gosta de estar consigo mesmo, em geral, está certo”. (Coco Chanel)


B

“A família é como a varíola: a gente tem quando criança e fica marcado para o resto da vida”. (Sartre)


C

“O Brasil já está à beira do abismo. Mas ainda vai ser preciso um grande esforço de todo mundo pra colocarmos ele novamente lá em cima”. (Millôr Fernandes)


D

“O otimista é um cara que acredita que o que está para acontecer será adiado”. (Kin Hubbard)


E

“Consciência é como a vesícula: a gente só se preocupa com ela quando dói”. (Stanislaw Ponte Preta)

Leia o Texto abaixo e responda às perguntas de 1 a 5:


Que é Segurança do Trabalho?


Segurança do trabalho pode ser entendida como os conjuntos de medidas que são adotadas visando minimizar os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, bem como proteger a integridade e a capacidade de trabalho do trabalhador.

A Segurança do Trabalho estuda diversas disciplinas como Introdução à Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho, Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas, Equipamentos e Instalações, Psicologia na Engenharia de Segurança, Comunicação e Treinamento, Administração aplicada à Engenharia de Segurança, O Ambiente e as Doenças do Trabalho, Higiene do Trabalho, Metodologia de Pesquisa, Legislação, Normas Técnicas, Responsabilidade Civil e Criminal, Perícias, Proteção do Meio Ambiente, Ergonomia e Iluminação, Proteção contra Incêndios e Explosões e Gerência de Riscos.

O quadro de Segurança do Trabalho de uma empresa compõe-se de uma equipe multidisciplinar composta por Técnico de Segurança do Trabalho, Engenheiro de Segurança do Trabalho, Médico do Trabalho e Enfermeiro do Trabalho. Estes profissionais formam o que chamamos de SESMT - Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho. Também os empregados da empresa constituem a CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, que tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tomar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador.

A Segurança do Trabalho é definida por normas e leis. No Brasil, a Legislação de Segurança do Trabalho compõe-se de Normas Regulamentadoras, leis complementares, como portarias e decretos e também as convenções Internacionais da Organização Internacional do Trabalho, ratificadas pelo Brasil.


http://www.areasea.com/sea/ - acesso em 24/04/201



Hoje em dia, muito se fala sobre as variantes linguísticas e a valorização de todos os falares, levando em consideração a situação da fala. Com base nesta teoria, assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna:


O texto acima apresentado foi escrito em uma linguagem___________ , levando ao leitor informações sobre Segurança do trabalho.


A

Formal


B

Regional


C

Científica


D

Literária

Os diversos textos a serem interpretados em um livro didático devem ser distribuídos segundo o seguinte critério:


A

textos literários e não literários.


B

textos de épocas variadas.


C

textos de gêneros textuais variados.


D

textos de vários gêneros literários.


E

textos de linguagem formal e informal.

Em conformidade com o gênero discursivo, a linguagem do texto apresenta-se


A

exclusivamente na variedade informal.


B

exclusivamente na variedade formal.


C

com traços de denotação e de variedade regional.


D

com traços de conotação e de variedade informal.

Considere o trecho: “Sem tanto autocentramento, não mais oscilamos entre “Tô bem” e “Tô mal” – paramos de pensar nesses termos.” (Linhas 26-27).


Sobre a estrutura desse trecho, é correto afirmar, EXCETO


A

Constata-se-se uso predominante de linguagem formal.


B

Há termos os quais foram usados expressando ideia antitética.


C

Observam-se flexões de verbos na 1.ª pessoa do discurso.


D

Não se verifica uso de linguagem coloquial.

A respeito da linguagem utilizada nos quadrinhos, assinale a afirmação correta.


A

É puramente formal, com alguns exemplos de arcaísmo, como a presença de pronomes enclíticos.


B

Apresenta marcas de coloquialidade, próprias da linguagem oral.


C

É exclusivamente técnica, típica do universo jurídico.


D

Apresenta traços de linguagem literária, especialmente pelo uso repetido de sinonímia, em enumerações extensas e repetições desnecessárias.


E

Contém muitos exemplos de antônimos utilizados lado a lado, que ajudam a ilustrar as desigualdades do país.

Ao analisar o nível de linguagem empregado na charge, é correto afirmar que se trata de um emprego:


A

informal


B

rebuscado


C

figurado


D

técnico

Azeite de oliva e óleo de linhaça: uma dupla imbatível


Rico em gorduras do bem, ela combate a obesidade, dá um chega pra lá no diabete e ainda livra o coração de entraves


Ninguém precisa esquentar a cabeça caso não seja possível usar os dois óleos juntinhos, no mesmo dia. Individualmente, o duo também bate um bolão. Segundo um estudo recente do grupo EurOlive, formado por instituições de cinco países europeus, os polifenóis do azeite de oliva ajudam a frear a oxidação do colesterol LDL, considerado perigoso. Quando isso ocorre, reduz-se o risco de placas de gordura na parede dos vasos, a temida aterosclerose – doença por trás de encrencas como o infarto.


MANARINI, T. Saúde é vital, n. 347, fev. 2012 (adaptado).


Para divulgar conhecimento de natureza científica para um público não especializado, Manarini recorre à associação entre vocabulário formal e vocabulário informal. Altera-se o grau de formalidade do segmento no texto, sem alterar o sentido da informação, com a substituição de


A

“dá um chega pra lá no diabete” por “manda embora o diabete”.


B

“esquentar a cabeça” por “quebrar a cabeça”.


C

“bate um bolão” por “é um show”.


D

“juntinhos” por “misturadinhos”.


E

“por trás de encrencas” por “causadora de problemas”.

Sobre os recursos de construção de sentido do texto, analise as proposições a seguir:

I. Apesar de manter o nível formal de linguagem, há a presença de linguagem figurada em sua construção.

II. Em “Números tão imensos e minuciosos nascem defasados ao primeiro bebê vindo após o seu anúncio”, a presença da preposição “a” obedece a uma importante regra de regência verbal.

III. Em: “Em 1940, [...], a ideia circulante era a de que o sujeito ignorante na língua ocupava a periferia rural e os estratos sociais mais baixos; enquanto a metrópole era o lugar das trocas linguísticas de prestígio.” o ponto e vírgula foi empregado para separar orações coordenadas, de sujeitos diferentes, não unidas por conjunção, mas que guardam relação entre si.

IV. Os parênteses presentes em: “em homogeneização cultural e de linguagem (o caso mais gritante é o da harmonização de sotaques e linguagens iniciada pela era da TV por satélite)” isolam uma explicação.


A

Apenas as proposições I, III e IV estão corretas.


B

Apenas a proposição I está correta.


C

Apenas as proposições I e IV estão corretas.


D

Apenas as proposições II e IV estão corretas.

Assinale a alternativa cujo trecho foi registrado inteiramente em linguagem formal.


A

“perdoe-me de novo.” (linha 15)


B

“Ali estavam tomando uísque o Vinicius de Moraes, você, Fernando Sabino e minha paixão literária máxima: João Cabral de Mello Neto, o gênio da poesia.” (linhas de 28 a 31)


C

“Todo mundo meio de porre, principalmente o João Cabral, que bebia mal e implicava com o Vinicius numa agridoce provocação” (linhas de 32 a 34)


D

“João Cabral sacaneava: ‘Que negócio de ‘garota de Ipanema’, Vina, você é poeta!’.” (linhas de 37 a 39)


E

“O Vinicius ficava puto, mas respondia conciliatório: ‘Para com isso, Joãozinho; deixa isso pra lá!’.” (linhas 39 e 40)

Nos versos 17/18, lemos: “Sinto que me virás oferecer a água mentirosa da miragem”. O pronome oblíquo, posicionado antes do verbo por razões fonossintáticas, está adequado às normas da linguagem padrão. Todas as alternativas abaixo observam também o registro formal da língua escrita, exceto uma. Assinale-a.


A

Ainda não entendi por que me submeto aos caprichos seus.


B

Parecia-me que nada lhe era estranho naquele ambiente.


C

Quando nossos olhos se entrecruzaram, uma luz brilhou em meu coração.


D

Na hora da eleição, ninguém enganou-se com aquelas promessas vazias.


E

Essas tolices da juventude, deixemo-las sucumbirem ao tempo.

   
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