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O ensino da produção textual, a partir da proposta de João Wanderley Geraldi, é dialógico, reflexivo, interativo e focado no desenvolvimento da capacidade do aluno de agir como sujeito da linguagem. Nesse sentido, o papel do professor, no ensino da escrita, é de
mediar a produção escrita, colocando-se como coautor do texto produzido pelo estudante para melhor compreensão.
sinalizar os desvios linguísticos presentes nos textos dos alunos, subjetivando a aprendizagem da língua escrita.
preparar os alunos para produzirem textos estruturados conforme o esperado pelos exames seletivos de grande porte.
reescrever o texto dos estudantes de modo a marcar os desvios linguísticos que afetam o sentido global do texto.
As reflexões acerca da produção textual no contexto escolar apontam para a necessidade de superar práticas centradas apenas no produto final. Assim, a produção textual deve ser compreendida como:
Atividade pontual, realizada apenas para avaliação.
Processo contínuo de planejamento, escrita, revisão e reescrita.
Exercício de aplicação direta de regras gramaticais.
Atividade exclusivamente individual.
Repetição de modelos prontos.
Em uma redação dissertativo-argumentativa, um aluno apresentou a seguinte estrutura: tese clara no primeiro parágrafo, dois argumentos desenvolvidos com exemplos, consideração de um contra-argumento refutado no terceiro parágrafo e conclusão que retoma a tese com proposta de intervenção.
Essa estrutura evidencia o domínio de:
Coesão sequencial por meio de operadores temporais.
Estratégias argumentativas de progressão discursiva e refutação.
Tipologia narrativa aplicada ao texto argumentativo.
Elementos descritivos na caracterização do problema.
Norma-padrão na modalidade escrita formal.
O ensino da leitura envolve a articulação entre práticas pedagógicas e processos cognitivos que permitem ao leitor construir sentidos a partir do texto. A compreensão depende da ativação de conhecimentos prévios, da identificação de relações internas da estrutura textual e do desenvolvimento de estratégias que favorecem a interação entre leitor e enunciado (SOARES, 2014. Adaptado.).
De acordo com o assunto tratado, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
O domínio técnico do código escrito assegura a compreensão integral dos textos, pois o leitor identifica automaticamente sentidos implícitos e relações internas do enunciado.
A compreensão da leitura fundamenta-se no reconhecimento de estruturas linguísticas fixas, de modo que a interpretação independe de conhecimentos prévios do leitor.
O ensino da leitura requer o desenvolvimento de estratégias cognitivas que auxiliam o leitor a construir sentidos, integrando informações textuais e conhecimentos prévios.
A compreensão leitora ocorre de forma linear, acompanhando a ordem em que as informações aparecem no texto, sem demandar inferências ou relações entre partes não contíguas do enunciado.
O ensino da leitura orienta-se pela decodificação gráfica, considerada etapa suficiente para garantir compreensão plena dos textos apresentados em diferentes contextos.
Referência: KAUFMAN, A.M. e RODRIGUES, M.E. Escola: Leitura e produção de textos.
Segundo a tipologia e a abordagem didática defendida pelas autoras, assinale a alternativa correta:
A escola deve focar primordialmente em "textos escolares" criados especificamente para o ensino de regras, pois textos reais são complexos demais.
O trabalho com a leitura e a escrita deve ser organizado a partir de textos que circulam socialmente, considerando sua função e sua trama.
A classificação dos textos em sala de aula deve servir apenas para a memorização de nomenclaturas técnicas, sem a necessidade de produzir textos.
A produção de textos literários deve ser a única prioridade no ensino fundamental, visto que textos informativos não desenvolvem a escrita.


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A leitura e a produção textual, como processos indissociáveis, devem ser trabalhadas de forma contextualizada, permitindo que o aluno compreenda a função social da escrita e se aproprie de estratégias para interagir em diferentes esferas comunicativas.
Certo
Errado
No processo de produção textual, a construção de sentido depende diretamente dos mecanismos de coesão e coerência. Assinale a alternativa que descreve corretamente a relação entre esses dois elementos.
A coesão garante a ligação formal entre partes do texto, enquanto a coerência assegura a unidade de sentido e a lógica das ideias.
A coerência está relacionada ao uso de conectivos e elementos linguísticos, enquanto a coesão refere-se à lógica global do texto.
A coesão e a coerência são independentes, sendo possível um texto coerente sem qualquer recurso coesivo.
A coerência depende exclusivamente da gramática normativa, enquanto a coesão depende da interpretação do leitor.
A produção textual manifesta-se por meio de diferentes linguagens e propósitos comunicativos, sendo a distinção entre o literário e o não-literário pautada pela função estética e pelo compromisso com a realidade objetiva. Diante das características do discurso poético e informativo, assinale a alternativa CORRETA.
O texto literário dispensa o uso de recursos de coesão textual e normas gramaticais para garantir a liberdade de expressão do autor, ao passo que o texto não-literário exige a descrição detalhada de cenários ficcionais para convencer o leitor sobre a veracidade dos fatos narrados em notícias de jornal.
A principal diferença entre os dois tipos de texto reside na obrigatoriedade do uso de pronomes de tratamento formais nos textos literários, visto que a ficção não admite a utilização de gírias ou variações linguísticas regionais que são comuns e aceitas em artigos científicos e relatórios administrativos.
A literatura fundamenta-se na função referencial da linguagem, tendo como objetivo principal instruir o leitor sobre procedimentos técnicos e científicos através de metáforas complexas, enquanto o texto não-literário define-se pela ausência de rimas e ritmos na construção de manuais de instrução.
O texto literário caracteriza-se pela plurissignificação e pelo uso predominante da linguagem conotativa, permitindo múltiplas interpretações e priorizando a função estética, enquanto o texto não literário tem como finalidade principal a transmissão objetiva de informações, privilegiando a linguagem denotativa e a precisão informativa.
As práticas de leitura e produção textual estruturam modos de interpretar e construir sentidos, articulando conhecimentos linguísticos, discursivos e socioculturais. A circulação de diferentes gêneros amplia a necessidade de compreender como sujeitos mobilizam estratégias para reconhecer intenções, posicionamentos e efeitos comunicativos. Nesse sentido, é CORRETO afirmar que a leitura e a produção textual:
Dependem de decodificação linear, garantindo significados estáveis por meio de reconhecimento automático das estruturas formais.
Resultam da ordenação previsível de enunciados, sustentando compreensão por esquemas fixos de estrutura e segmentação.
Articulam construção de sentidos, escolhas discursivas e estratégias comunicativas, exigindo relação entre propósito, gênero e posicionamento do sujeito.
Organizam informações neutras, assegurando equivalência entre descrição explícita e interpretação independente do contexto social.
Refletem uniformidade semântica, preservando sentidos literais que se mantêm constantes independentemente da situação enunciativa.
A produção textual nos anos iniciais do Ensino Fundamental deve ser compreendida como um processo que envolve planejamento, escrita, revisão e reescrita, permitindo que os estudantes desenvolvam habilidades de organização de ideias e adequação da linguagem às diferentes situações comunicativas. Neste contexto analise as assertivas.
I. A produção textual deve ser trabalhada como processo contínuo, envolvendo planejamento, escrita e revisão.
II. A revisão textual pode favorecer a reflexão sobre a organização das ideias e o uso adequado da linguagem.
III. A produção de textos nos anos iniciais deve restringir-se à cópia de modelos prontos, evitando intervenções que possam modificar a estrutura original.
IV. A escrita de textos pode contribuir para o desenvolvimento da autonomia e da capacidade de expressão dos estudantes.
É CORRETO o que se afirma em:
Apenas II e III.
Apenas I e III.
Apenas I, III e IV.
Apenas II e IV.
Apenas I, II e IV.


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"[...] o texto deixa de ser entendido como uma estrutura acabada (produto), passando a ser abordado no seu próprio processo de planejamento, verbalização e construção. O texto pode, pois, ser concebido como resultado parcial de nossa atividade comunicativa, que se realiza por meio de processos, operações e estratégias que têm lugar na mente humana e são postos em ação em situações concretas de interação social."
(Koch e Vilela, Gramática da Língua Portuguesa, 2001, p. 453. Adaptado.)
Adotando essa perspectiva a respeito do texto, pode-se dizer que a produção textual é:
I.Uma atividade verbal, a serviço de fins sociais e, portanto, inserida em contextos mais complexos de atividades.
II.Uma atividade consciente, criativa, que compreende o desenvolvimento de estratégias concretas de ação e a escolha de meios adequados à realização dos objetivos.
III.Uma atividade teleológica que o falante, de conformidade com as condições sob a quais o texto é produzido, empreende, tentando dar a entender seus propósitos ao destinatário através da manifestação verbal.
IV.Uma atividade interacional, orientada para os parceiros da comunicação, que, de maneiras diversas, se acham envolvidos na atividade de produção textual.
É correto o que se afirma em:
I e IV, apenas.
II e III, apenas.
II, apenas.
I, III e IV, apenas.
I, II, III e IV.
Em uma produção textual, um aluno do 8º ano escreveu o seguinte trecho em uma carta de reclamação ao prefeito:
"Ô prefeito, tá na hora de vós arrumar a praça do bairro. A gente vai lá e tá tudo quebrado, os menino não tem lugar pra brincar. Espero que o senhor faça alguma coisa."
Considerando o gênero "carta de reclamação" endereçada a uma autoridade municipal, a orientação do professor deve ser no sentido de:
Desconsiderar o texto, orientando o aluno a recomeçar do zero.
Manter a variedade linguística utilizada, pois reflete a identidade do aluno.
Substituir integralmente o texto do aluno por um modelo padrão de carta formal.
Auxiliar o aluno a adequar o registro à situação formal, preservando o conteúdo reivindicatório, por meio de revisão e reescrita orientada.
Ignorar as marcas de oralidade, que são inadequadas em qualquer contexto escolar.
Uma proposta de produção textual que considera a escrita como processo deve contemplar, necessariamente:
A entrega de uma única versão do texto, corrigida pelo professor com indicação dos erros.
A realização de etapas como planejamento, produção de rascunhos, revisão colaborativa e reescrita.
A cópia de modelos consagrados da literatura para garantir a qualidade estética.
A priorização da quantidade de linhas produzidas em detrimento da qualidade textual.
A correção exclusivamente gramatical na versão final do texto.
Em uma turma do Ensino Fundamental – anos finais, o professor observa que os alunos produzem textos com ideias relevantes, mas desorganizadas, apresentando repetições excessivas e dificuldades de progressão temática. Para enfrentar esse problema, o docente planeja intervenções voltadas ao ensino de estratégias de textualização. À luz da Linguística Textual, a estratégia mais adequada para promover a continuidade temática e a unidade de sentido dos textos é:
o trabalho com referenciação, por meio do uso de pronomes, sinônimos e elipses que retomem informações já introduzidas.
a ampliação do repertório de regras gramaticais normativas.
o uso sistemático de exercícios de cópia e reescrita literal.
a ênfase exclusiva na correção ortográfica dos textos produzidos.
a priorização da leitura silenciosa como única forma de aprimorar a escrita.
Considerando o Texto I, os estudos sobre letramentos digitais e as orientações curriculares contemporâneas para o ensino de Língua Portuguesa, é CORRETO afirmar que a leitura e a produção de textos em ambientes digitais pressupõem:
o desenvolvimento de competências digitais que articulam práticas de leitura e escrita multimodais, avaliação crítica da informação, autoria responsável e mediação pedagógica consciente.
a substituição das práticas de leitura e escrita tradicionais por habilidades exclusivamente técnicas de operação de ferramentas digitais.
a centralidade das tecnologias digitais como agentes autônomos do processo de produção textual, independentemente da intervenção humana.
a neutralidade dos ambientes digitais, nos quais os textos circulam sem influência de valores, interesses ou contextos socioculturais.
a redução do papel do professor à função de facilitador técnico, responsável por ensinar o uso das plataformas digitais, não devendo atuar como mediador nos processos de leitura e escrita digitais, visto que estes ocorrem fora da escola.


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Situação hipotética: Um grupo de professores debate sobre a implementação de um novo programa de leitura na escola. Assertiva: A articulação entre a leitura e a produção textual exige que o ensino da leitura seja desvinculado da escrita, pois são habilidades cognitivas distintas que se desenvolvem independentemente.
Certo
Errado
A partir dos ponderamentos de Antunes, analise as assertivas abaixo. Marque, posteriormente, a alternativa correspondente.
I- O sentido de um texto não está apenas no texto, não está apenas no leitor. Está no texto e no leitor, pois está em todo o material linguístico que o constitui e em todo o conhecimento anterior que o leitor já tem do objeto de que trata o texto. A leitura é dinâmica, em que se percebe que seu sentido é de agora e é de antes.
II - Logo, a leitura depende não apenas do contexto linguístico do texto, mas também do contexto extralinguístico de sua produção e circulação.
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é um complemento da I.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II não é um complemento da I.
As asserções I e II são proposições falsas.
Leia o excerto a seguir, extraído de um documento orientador do ensino de Língua Portuguesa:
"A leitura, entendida como prática discursiva, desloca-se da ideia de mera decodificação para uma experiência interacional complexa, em que o sujeito-leitor atua como coautor dos sentidos, reelaborando-os à luz de seu repertório e das múltiplas materialidades textuais com que interage."
Considerando os fundamentos teóricos da linguística textual e os princípios que norteiam o ensino de leitura nos documentos curriculares oficiais, assinale a alternativa que apresenta uma interpretação compatível com os desdobramentos pedagógicos desse entendimento.
O enfoque interacional da leitura, ao atribuir centralidade ao repertório do leitor, desloca o foco do processo interpretativo para as condições subjetivas da recepção, restringindo a função do texto à de mero pretexto para projeções individuais.
A abordagem da leitura como prática discursiva exige, do docente, o desenvolvimento de estratégias pedagógicas que ultrapassem o nível semântico do texto, contemplando também os condicionamentos sociais e pragmáticos que afetam a sua construção de sentido.
Ao conceber a leitura como um processo de coautoria, atribui-se ao leitor um papel de protagonismo tal que o texto perde sua autonomia semântica, pois os sentidos passam a depender exclusivamente da intencionalidade subjetiva e das experiências cognitivas daquele que o interpreta.
A concepção de leitura como construção de sentidos implica priorizar os aspectos formais do enunciado, uma vez que é neles que se concentram os recursos responsáveis pela tessitura coerente do texto, conforme os critérios de textualidade.
A noção de coautoria do leitor no processo de leitura torna prescindível o conhecimento prévio de tipologias e gêneros textuais, uma vez que o sentido emerge da experiência concreta de leitura e não da categorização prévia do texto.
A leitura é uma habilidade essencial para o desenvolvimento pessoal e acadêmico. Para estimular as crianças a praticarem os diversos tipos de leitura e melhorarem suas habilidades, é importante criar um ambiente propício e oferecer suporte adequado. (Luiz Miranda, revista Quero)
O conselho mais adequado à tarefa de incentivar a leitura, é:
Obrigue uma turma de alunos a lerem os mesmos livros.
Faça o estudo de gramática ligar-se à leitura.
Incentive as crianças a lerem somente dias determinados.
Não permita que as crianças explorem todos os gêneros.
Não limite os tópicos de leitura para as crianças.
Situação hipotética: Em uma aula de produção textual, um professor propõe a escrita de um artigo de opinião sobre um tema polêmico, orientando os alunos a utilizarem argumentos fortes e bem fundamentados. Assertiva: A ênfase na argumentação e na defesa de um ponto de vista específico coaduna-se plenamente com a perspectiva da língua como interação, pois a produção de um artigo de opinião não apenas exige o domínio dos recursos linguísticos para persuadir o interlocutor, mas também a capacidade de dialogar com diferentes ideias e refutar contra-argumentos, promovendo o desenvolvimento do senso crítico e ético dos estudantes.
Certo
Errado


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