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O poema dramático “Morte e Vida Severina” é a obraprima do poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto (1920-1999). Escrito entre 1954 e 1955, trata-se de um auto de Natal de temática regionalista.
Certo
Errado
Sobre Monteiro Lobato e sua obra literária é INCORRETO afirmar que:
Há, em suas obras, duas correntes bem distintas: uma em que a criança é considerada um adulto em miniatura e, outra que entende que a criança, menino ou menina virá a ser um adulto especialíssimo, um produto.
Em suas obras estão os mitos e o cotidiano da vida no sítio.
As personagens de sua literatura infantil, especialmente, do Sítio do Pica-Pau Amarelo são os meninos e, entre eles, vive uma boneca e um homem-criança feito de sabugo.
A narrativa desenvolve uma história com um eixo temático bem determinado com uma sequência narrativa com continuidade, que encaminha para um começo, meio e fim.
As suas histórias envolvem o dia-a-dia, trazendo os pequenos incidentes da vida do sítio, em uma linguagem simples, em que o mundo do leitor é o mundo da criança.
Em O Quinze, a tragédia humana desencadeada pelo clima da região é registrada em obra que se destaca pela estrutura e pela linguagem.
Certo
Errado
Assinale a alternativa abaixo que cite dois exemplos do gênero épico na literatura brasileira:
Vou-me embora pra Pasárgada, de Manuel Bandeira. E Poema sujo, de Ferreira Gullar.
Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto. E Versos íntimos, de Augusto dos Anjos.
Os ombros suportam o mundo, de Carlos Drummond de Andrade. E Retrato, de Cecília Meireles.
O Uraguai, de Basílio da Gama. E Caramuru, de Frei José de Santa Rita Durão.
Soneto de Fidelidade, de Vinicius de Moraes. E Poema No Meio do Caminho, de Carlos Drummond de Andrade.
Quais dos seguintes autores são importantes representantes da literatura portuguesa?
Hilda Hilst e Clarice Lispector.
Manuel Bandeira e João Cabral de Melo Neto.
Eça de Queirós e Cesário Verde.
Fernando Sabino e Machado de Assis.
Lima Barreto e José Saramago.
No romance do autor Lima Barreto, Triste fim de Policarpo Quaresma, a personagem protagonista Policarpo Quaresma, mais conhecido por “Major Quaresma”, cidadão brasileiro, é subsecretário do Arsenal de Guerra e demonstra um comportamento patriótico exacerbado. Considerando o contexto dessa obra e os trechos apresentados nas opões abaixo, qual trecho NÃO apresenta uma manifestação ufanista do “major Quaresma”, segundo o narrador onisciente?
“A convicção que sempre tivera de ser o Brasil o primeiro país do mundo e o seu grande amor à Pátria eram agora ativos e impeliram-no a grandes cometimentos. [...] a grande Pátria do Cruzeiro só precisava de tempo para ser superior à Inglaterra.”
“Policarpo Quaresma, cidadão brasileiro, [...], certo que a língua portuguesa é emprestada ao Brasil; certo também de que, por esse fato, o falar e o escrever em geral [...], se veem na humilhante contingência de sofrer continuamente censuras ásperas dos proprietários da língua; [...] — usando do direito que lhe confere a Constituição, em pedir que o Congresso Nacional decrete o tupi-guarani como língua oficial e nacional do povo brasileiro.”
“De acordo com a sua paixão dominante, Quaresma estivera muito tempo a meditar qual seria a expressão poética musical característica da alma nacional. Consultou historiadores, cronistas e filósofos e adquiriu certeza que era a modinha acompanhada pelo violão.”
“É raro encontrar homens assim, mas os há e, quando se os encontra, mesmo tocados de um grão de loucura, a gente sente mais simpatia pela nossa espécie, mais orgulho de ser homem e mais esperança na felicidade da raça.”
Observe o seguinte segmento:
“Eu dizendo que a Mulher ia lavar o corpo dele. Ela rezava rezas da Bahia. Mandou todo o mundo sair. Eu fiquei. E a Mulher abanou brandamente a cabeça, consoante deu um suspiro simples. Ela me mal-entendia. Não me mostrou de propósito o corpo. Diadorim nu de tudo. E ela disse: "A Deus dada. Pobrezinha..."
E disse. Eu conheci! Como em todo o tempo antes eu não contei ao senhor e mercê peço: mas para o senhor divulgar comigo, a par, justo o travo de tanto segredo, sabendo somente no átimo em que eu também só soube... Que Diadorim era o corpo de uma mulher, moça perfeita... Estarreci. A dor não pode mais do que a surpresa. A coice d'arma, de coronha...”
Esse segmento permite que se identifique a obra de onde foi retirado, que é:
Grande Sertão: Veredas / Guimarães Rosa.
Os Sertões / Euclides da Cunha.
Vidas Secas / Graciliano Ramos.
Fogo Morto / José Lins do Rego.
Terras do Sem-Fim / Jorge Amado.
Leia o soneto a seguir:
Soneto da separação
De repente do riso fez-se o pranto
-Silencioso e branco como a bruma
---E das bocas unidas fez-se a espuma
--------E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
--De repente da calma fez-se o vento
----Que dos olhos desfez a última chama
---E da paixão fez-se o pressentimento
-----E do momento imóvel fez-se o drama.
----De repente, não mais que de repente
---Fez-se de triste o que se fez amante
--E de sozinho o que se fez contente.
---Fez-se do amigo próximo o distante
----Fez-se da vida uma aventura errante
-----De repente, não mais que de repente.
Fonte: MORAES, Vinicius de. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986. p. 226-227.
Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE um verso do soneto em que há antítese:
Silencioso e branco como a bruma
Que dos olhos desfez a última chama
De repente da calma fez-se o vento
De repente, não mais que de repente
O parnasianismo está situado em um contexto histórico paralelo ao naturalismo e ao realismo, porém sua proposta teórica parte de uma ideia completamente distinta do que acontecia nas outras escolas literárias. Os parnasianos se dedicaram à perfeição formal e estética de seus textos, deixando de lado a realidade cotidiana e os conflitos sociais, econômicos ou políticos que se passavam no mundo.
Certo
Errado
No tocante ao Romance de 30, analise as assertivas a seguir:
I. Entre os princípios básicos do romance adotados por alguns escritores na década de 1930, encontram-se a verossimilhança, a tipificação social e a linearidade narrativa.
II. A obra “O quinze”, de Rachel de Queiroz, articula-se a partir de dois planos. O primeiro é o plano social, no qual são apresentados os efeitos da seca sobre os sertanejos. O segundo é o individual, no qual o leitor conhece as experiências de Conceição.
III. Entre os primeiros romances desse período, encontram-se “A bagaceira”, de José Américo de Almeida, publicado em 1928, e “Menino de engenho”, de Jorge Amado, publicado em 1930.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e II.
Apenas II e III.
Assinale a opção CORRETA. Em conflito com o mundo, o discurso de Brás Cubas, na obra Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, apresenta um indivíduo solitário, presunçoso, medíocre, capaz de se referir, ironicamente, a diversas passagens de sua própria vida. Considerando o contexto da referida obra, qual dos fragmentos da narração abaixo apresentados NÃO apresenta um tom de comicidade ou de deboche?
“— Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria.”
“Dessa terra e desse estrume é que nasceu esta flor.”
“Creio que por então é que começou a desabotoar em mim a hipocondria, essa flor amarela, solitária e mórbida [...].”
“Eu cínico, alma sensível? Pela coxa de Diana!”
Em 1930, dentro das diretrizes da Segunda Geração Modernista, Drummond publicou seu primeiro livro intitulado Alguma Poesia, no qual retrata a vida cotidiana, as paisagens, as lembranças, com certo pessimismo, deixando transparecer sua ironia e humor. Drummond abriu o livro com o Poema de Sete Faces, que mostra sua inquietação e originalidade, que veio a se tornar um dos seus poemas mais conhecidos.
Sobre as características do texto de Drummond e as “diretrizes da Segunda Geração Modernista”, assinale a alternativa INCORRETA.
A temática cotidiana, presente na composição de Drummond, é característica dessa geração, que participa da “fase de consolidação” das ideias propostas na Semana de Arte Moderna de 22.
As questões universais dos homens e os problemas da sociedade capitalista estão presentes na composição de Drummond e nas produções de outros poetas como Murilo Mendes e Jorge de Lima.
Como representante da poesia modernista de 30, o texto de Drummond foi composto predominantemente com versos livres e apresenta uma aparente desconexão entre suas estrofes.
Drummond insere em seus textos temáticas voltadas à revalorização das tradições regionais e, por isso, apresenta, no poema dado, características da poesia regionalista.
Parnasianismo é um movimento contemporâneo ao Realismo/Naturalismo, só que apenas da poesia. No Parnasianismo brasileiro, temos a tríade formada por: Olavo Bilac (O Príncipe dos Poetas Brasileiros); Alberto de Oliveira e Raimundo Correia. Entre as características do Parnasianismo, temos: Lema: "Arte pela arte". Rigidez formal. Objetividade. Preferência pelos sonetos. Poesia mais preocupada com a técnica, com a forma. Impessoalidade. Purismo (preocupação com o apuro da linguagem e correção gramatical). Vocabulário erudito, envolvendo utilização de palavras incomuns, no linguajar cotidiano.
(GRIFFI, Beth. Literatura, gramática e redação. Vol.2. Unidade 4. Editora Moderna. S. Paulo. P.191.)
Leia os versos seguintes e texto seguinte:
"Estranho mimo aquele vaso! Vi-o, / Casualmente, uma vez, de um perfumado /
Marque a característica parnasiana que se identifica nos versos apresentados.
Busca da perfeição formal.
Hipérbatos.
Arte pela arte.
Função apelativa da linguagem.
No Brasil, o Naturalismo tem como marco inicial a publicação do romance "O Mulato" (1881), autoria do maranhense Aluísio de Azevedo. O Naturalismo tem as características: Linguagem coloquial. Observação da realidade. Retrato objetivo da sociedade. Evolucionismo, cientificismo e positivismo. A principal característica desse estilo de época é o determinismo, ou seja, o destino dos personagens é determinado pela raça, meio em que vivem e época em que estão inseridos. Os personagens desse tipo de romance também sofrem zoomorfismo, quando o narrador lhes atribui comportamentos animalescos. Essas duas características estão bastante evidentes em romances como O cortiço, de Aluísio Azevedo, e Bom-Crioulo, de Adolfo Caminha.
(https://brasilescola.uol.com.br/literatura/ naturalismo-no-brasil.htm)
Analise os trechos de textos literários seguintes:
I."E, naquela terra encharcada e fumegante, naquela umidade quente e lodosa, começou a minhocar, a esfervilhar, a crescer, um mundo, uma coisa viva uma geração, que parecia brotar espontânea, ali mesmo, daquele lameiro, e multiplicar-se como larvas no esterco".
II."CRESCI, e nisso é que a família não interveio; cresci naturalmente como crescem as magnólias e os gatos. Talvez os gatos sejam menos matreiros, e, com certeza, as magnólias são menos inquietas de que eu era na minha infância. Um poeta dizia que o menino é pai do homem. Se isto é verdade, vejamos alguns lineamentos do menino. Desde os cinco anos merecera eu a alcunha de "menino diabo"; e verdadeiramente não era outra cousa; fui dos mais malignos do meu tempo, arguto, indiscreto, traquinas e voluntarioso".
III."Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas".
Marque aqueles que contêm características do trabalho literário de Aluísio de Azevedo.
I e III apenas.
I e II apenas.
I, II e III.
II e III apenas.
Na leitura do Texto 5, a função social da literatura pode ser observada
na reflexão crítica que promove sobre valores impostos socialmente.
na discussão puramente conteudista que promove, evidente na abordagem dos desvios linguísticos.
na defesa de padronização das escolhas linguísticas que institui uma visão de homogeneidade social.
na necessidade de discutir sobre individualismos que ocultam a face sócio-histórica-cultural humana.
na propagação da ideia de unidade da língua vivenciada na individualidade do saber, do ser e do agir.
“A idéia e o termo classicismo, não é inútil lembrar, são muito recentes em francês. O termo só apareceu no século XIX, paralelamente a romantismo, para designar a doutrina dos neoclássicos, partidários da tradição clássica e inimigos da inspiração romântica. Quanto ao adjetivo clássico, ele existia no século XVII, quando qualificava o que merecia ser imitado, servir de modelo, o que tinha autoridade. No final do século XVII, designou também o que era ensinado em sala de aula, depois, durante o século XVIII, o que pertencia à Antigüidade grega e latina, e somente ao longo do século XIX, emprestado do alemão como antônimo de romântico, designou os grandes escritores franceses do século de Luís XIV.”
COMPAGNON, Antoine. O demônio da teoria – literatura e senso comum (trad. Cleonice Paes Barreto Mourão). Belo Horizonte: Editora da UFMG, 1999.
Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, uma obra do Classicismo e uma do Romantismo escritas em língua portuguesa.
“Os Lusíadas”, de Luís de Camões, e “I-juca pirama”, de Gonçalves Dias.
“Cantigas de Santa Maria”, de Afonso X, e “Sagarana”, de João Guimarães Rosa.
“Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, e “O Primo Basílio”, de Eça de Queirós.
“Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manuel Antônio de Almeida, e “Diva”, de José de Alencar.
“Os Sofrimentos do Jovem Werther”, de Wolfgang von Goethe, e “As flores do mal”, de Charles Baudelaire.
Segundo a teoria da literatura, qual é a principal característica da literariedade de um texto?
A presença de figuras de linguagem
A complexidade estrutural
A originalidade temática
A presença de elementos do cotidiano
A função comunicativa clara
A literatura é uma arte exata, hermética e concisa. Sendo assim, uma obra escrita hoje em dia não poderia ter características do simbolismo ou do parnasianismo, por exemplo. Por isso, o conhecimento da linha do tempo das produções literárias é importante para que possamos entender e avaliar melhor as obras de cada período.
Certo
Errado
Quem é o autor da obra a Normalista?
Machado de Assis.
Adolfo Caminha.
Raul Pompeia.
Brado e grito são sinônimos.
A respeito de Nós matamos o cão tinhoso, de Luís Bernardo Honwana, assinale a alternativa CORRETA.
Acrítica ao colonialismo é circunscrita às mulheres, como em “Dina”.
O vocabulário com termos do idioma ronga é uma forma de inscrever, na própria linguagem, o sucesso humanitário do colonialismo português.
O uso de termos do idioma ronga é uma forma de inscrever, na própria linguagem, o desprezo para com a cultura local por parte do escritor.
Marcas de oralidade e vocabulário, a despeito da ocupação portuguesa, sugerem uma identidade cultural autônoma e forte.
Uma das características que as personagens apresentam é o elitismo introjetado pelos povos colonizados, como em “Nhinguitimo”.