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Marque a alternativa onde temos apenas contos de Clarice Lispector.
Perto do Coração Selvagem, O Lustre, A Cidade Sitiada.
A Paixão Segundo G.H., A Hora da Estrela, Laços de Família.
Laços de Família, A Legião Estrangeira, Felicidade Clandestina.
Água Viva, A Hora da Estrela, Feliz Aniversário.
Olhai os Lírios do Campo, Jubiabá, São Bernardo.
Sobre a vida e as obras de Lygia Fagundes Telles, analise as afirmações:
I.Lygia Fagundes Telles é uma escritora brasileira que ficou conhecida por suas obras que retratam a condição humana e a sociedade brasileira. Ela foi a primeira mulher a ser eleita para a Academia Brasileira de Letras, em 1985.
II.Lygia Fagundes Telles é uma escritora brasileira conhecida por seus romances históricos sobre a época do Brasil colônia.
III.A obra de Lygia Fagundes Telles se concentra em histórias contemporâneas que exploram as relações humanas e questões sociais e psicológicas. Sua obra é caracterizada por uma escrita introspectiva.
IV.São obras de Lygia Fagundes Telles: Ciranda de Pedra; Verão no Aquário; As Meninas; Venha Ver o Pôr do Sol; entre outros.
Estão corretas:
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas II e IV.
Apenas III e IV.
Considerar as seguintes afirmações:
I. Machado de Assis era um competente escritor.
II. Sua produção influenciou muitos autores.
III. Fez parte do movimento modernista.
Essas afirmações integram-se com correção e coerência no seguinte período:
Embora pertencesse ao modernismo, Machado de Assis era um competente escritor, influenciando muitos autores em suas obras.
Com produção influente a diversos autores, visto que fazia parte do movimento decrépito, Machado de Assis parecia um bom produtor.
Muitos autores foram influenciados pela produção de Machado de Assis, competente autor que fez parte do movimento modernista.
Conquanto Machado de Assis, descabido autor, influenciou muitos autores com sua obra, tinha parte no movimento modernista.
Visto que era um competente autor do movimento modernista, Machado de Assis foi influenciado pela produção de muitos autores.
Avalie as opções que seguem, assinalando aquela cujo autor NÃO corresponde ao movimento literário.
Simbolismo – Castro Alves.
Arcadismo – Cláudio Manoel da Costa.
Pré-Modernismo – Lima Barreto.
Romantismo – Álvares de Azevedo.
Parnasianismo – Olavo Bilac.
Leia o poema a seguir, extraído do livro “Morte e vida severina”, de João Cabral de Melo Neto.
O retirante resolve apressar os passos para chegar logo ao Recife
– Nunca esperei muita coisa,
digo a Vossas Senhorias.
O que me fez retirar
não foi a grande cobiça;
o que apenas busquei
foi defender minha vida
da tal velhice que chega
antes de se inteirar trinta;
se na serra vivi vinte,
se alcancei lá tal medida,
o que pensei, retirando,
foi estendê-la um pouco ainda.
Mas não senti diferença
entre o agreste e a caatinga,
e entre a caatinga e aqui a mata
a diferença é a mais mínima.
Está apenas em que a terra
é por aqui mais macia;
está apenas no pavio,
ou melhor, na lamparina:
pois é igual o querosene
que em toda parte ilumina,
e quer nesta terra gorda
quer na serra, de caliça,
a vida arde sempre com
a mesma chama mortiça.
Agora é que compreendo
por que em paragens tão ricas
o rio não corta em poços
como ele faz na Caatinga:
vive a fugir dos remansos
a que a paisagem o convida,
com medo de se deter,
grande que seja a fadiga.
Sim, o melhor é apressar
o fim desta ladainha,
fim do rosário de nomes
que a linha do rio enfia;
é chegar logo ao Recife,
derradeira ave-maria
do rosário, derradeira
invocação da ladainha,
Recife, onde o rio some
e esta minha viagem se fina.
Fonte: ELO NETO, João Cabral de. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2003. p. 186-187.
Sobre os versos, é INCORRETO afirmar que:
O retirante se dirige aos leitores, dizendo, como se estivesse desfiando uma ladainha, quais são suas pretensões ao se retirar.
Os desejos do retirante não são imensos, pois ele demanda apenas uma vida minimamente digna.
Nos versos “e quer nesta terra gorda / quer na serra, de caliça, / a vida arde sempre com / a mesma chama mortiça”, o retirante nos diz da efemeridade da vida humana, o que promove no poema uma crítica social e também uma reflexão existencial.
O fato de o rio não se deter nos remansos “a que a paisagem o convida” é o medo de que a sua vida pare; mas isso, no poema, não tem nada a ver com a vida do retirante.
Tema predominante ao longo de O avesso da pele, a tomada de consciência sobre a negritude pode ser verificada em todos os trechos seguintes, EXCETO EM:
“Resistir fazia parte da sua vida e você nunca havia se questionado por que as coisas eram assim. Nunca se questionou por que era pobre, nunca se questionou por que vivia sem pai. Nunca se perguntou por que a polícia o abordava na rua com tanta frequência. A vida simplesmente acontecia e você simplesmente passava por ela.”
“para ela [Martha], o racismo se fortalecia justamente quando começávamos a falar sobre ele, que isso era uma coisa que já deveria ter sido superada. E falar sobre a cor da pele só fortalecia o preconceito.”
“quando pela primeira vez você ouviu a palavra 'negritude', seu entendimento sobre a vida tomou outra dimensão, e você se deu conta de que ser negro era mais grave do que imaginava.”
“Você tinha dezenove anos, mas ainda não sabia muita coisa sobre autoestima, nem sobre se valorizar e essas coisas necessárias para manter a sanidade, por isso você não conseguia olhar por muito tempo nos olhos dele.”
“no dia em que você me perguntou que cor eu tinha e foi a primeira vez que eu olhei para os meus braços e vi que tínhamos quase a mesma cor, eu era pequeno, mas eu disse que não sabia que cor era aquela.”
São características da obra de Clarice Lispector:
1- a descrição psicológica das personagens;
2- a discussão de temas subjetivos, abstratos;
3- o retrato de vidas cotidianas sob uma ótica pessoal;
4- a presença de narradores em primeira pessoa;
5- a existência da epifania.
São verdadeiras
Apenas duas proposições.
Apenas três proposições.
Apenas quatro proposições.
Todas as proposições são verdadeiras.
Todas as proposições são falsas.
Sobre as manifestações literárias no Brasil e a consolidação do sistema literário, leia o recorte do texto "Formação da literatura brasileira" de Antonio Cândido:
O leitor perceberá que me coloquei deliberadamente no ângulo dos nossos primeiros românticos e dos
críticos estrangeiros que, antes deles, localizaram na fase arcádica o início da nossa verdadeira
literatura, graças à manifestação de temas, notadamente o Indianismo, que dominarão a produção
oitocentista. Esses críticos conceberam a literatura do Brasil como expressão da realidade local, e ao
mesmo tempo, elemento positivo na construção nacional. (CANDIDO, 1959, p. 25).
O excerto aborda a relação entre sociedade e literatura no processo de formação de um ideal de nação, a partir da construção de um imaginário sobre o que é o país e o que é o brasileiro. Acerca da Literatura produzida no século XIX e do seu impacto na formação da ideia que se tem de nação e do imaginário nacionalista, é correto afirmar:
Álvares de Azevedo foi um dos principais nomes do Período Romântico brasileiro, cumprindo papel protagonista na criação do herói nacional, a figura do indígena.
Álvares de Azevedo, em uma das suas principais obras poéticas, Lira dos vinte anos, projeta o herói nacional como uma figura jovem e pertencente aos povos originários.
José de Alencar ocupou lugar de destaque nas produções literárias da época tendo como principais produções a trilogia indigenista - Ubirajara, O guarani e Iracema.
José de Alencar reconstrói o passado brasileiro a partir da figura central do indígena, retratando de modo fidedigno os povos tradicionais brasileiros.
José de Alencar tem em O sertanejo a sua principal publicação da prosa romântica, espaço privilegiado para a construção do herói nacional, o indígena.
A literatura é uma arte muito antiga, a qual perdura imutável por vários momentos históricos sem que eles a afetem. Daí nasce o conceito de escolas literárias, também chamadas de movimentos literários, períodos literários ou estilos de época.
Certo
Errado
Leia os trechos a seguir de A Carta, de Pero Vaz de Caminha.
I - “Neste mesmo dia, à hora das vésperas, avistamos terra! Primeiramente um grande monte, muito alto e redondo; depois, outras serras mais baixas, da parte sul em relação ao monte e, mais, terra chã. Com grandes arvoredos. Ao monte alto o Capitão deu o nome de Monte Pascoal; e à terra, Terra de Vera Cruz.”
II - “(...) a terra por cima é toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. (...)As águas são muitas e infindas. E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitá-la, tudo dará nela, por causa das águas que tem.”
Sobre esses trechos, pode-se afirmar:
Trata-se do primeiro texto escrito no Brasil e sobre o nosso país. Por causa disso, os estudiosos a colocaram como o marco inicial da literatura brasileira no período denominado Quinhentismo.
Os escritores que produziram essa literatura de informação revelam um sentimento de apego à terra conquistada, concebida como uma extensão da metrópole.
A primeira característica que se observa, nos textos desse período, é a sua estrutura narrativa, que mostrava, com uso frequente de comparações, a ação dos povos aqui encontrados.
Além da idealização do Novo Mundo, Caminha mostrava características exóticas e misteriosas que causavam certo receio ao público europeu, que temia a existência de espécies monstruosas.
Esses escritos têm um grande valor literário, pois guardam uma grande importância histórica de testemunho do espírito aventureiro da expansão marítima dos séculos XV e XVI.
Didaticamente, é possível observar de forma sequencial as estéticas literárias em uma linha temporal, ainda que tais limites não sejam plenamente rígidos. Reconhecendo-se a relevância de fatores como características estilísticas e autores representativos, relacione adequadamente as colunas a seguir.
1. Barroco.
2. Modernismo.
3. Parnasianismo.
4. Neoclassicismo.
5. Pré-Modernismo.
Primeira coluna
( ) Nacionalismo.
( ) Dualismo, conflito.
( ) Formalismo técnico.
( ) Retomada do modelo greco-romano.
( ) Registro de diferentes realidades brasileiras.
Segunda coluna
( ) Olavo Bilac.
( ) Padre Antônio Vieira.
( ) Frei José de Santa Rita Durão.
( ) Manuel Bandeira, Mário Quintana.
( ) Monteiro Lobato, Euclides da Cunha.
A sequência está correta em
2, 1, 3, 4, 5 – Primeira coluna
3, 1, 4, 2, 5 – Segunda coluna
2, 3, 4, 5, 1 – Primeira coluna
3, 1, 2, 5, 4 – Segunda coluna
2, 1, 5, 4, 3 – Primeira coluna
4, 5, 1, 3, 2 – Segunda coluna
3, 2, 4, 5, 1 – Primeira coluna
1, 5, 2, 3, 4 – Segunda coluna
Considerando-se os períodos literários, analisar os itens abaixo:
I. Os períodos literários correspondem a fases histórico-culturais em que determinados valores estéticos e ideológicos resultam na criação de obras mais ou menos próximas no estilo e na visão de mundo.
II. O estilo de época não tem abrangência, por englobar circunstâncias como as condições do meio e as influências políticas e sociais.
Os itens I e II estão corretos.
Somente o item I está correto.
Somente o item II está correto.
Os itens I e II estão incorretos.
Repositórios das cantigas de amor, de amigo, de escárnio e de maldizer, poemas criados para serem cantados ao som de instrumentos musicais, vários foram os cancioneiros medievais. Assinale a alternativa que contém o nome de cancioneiros:
Cancioneiro da Ajuda – O Colar da Pomba
Cancioneiro da Ajuda – Cancioneiro da Vaticana
Livro da Falcoaria – O Colar da Pomba
Cancioneiro da Vaticana – O Colar da Pomba
Cancioneiro da Biblioteca Nacional – O Colar da Pomba
A literatura indígena brasileira contemporânea é uma expressão vinculada ao lugar de fala (Dalcastagnè, 2012) do sujeito indígena que reivindica, cada vez mais, protagonismo para articular em nome de suas ancestralidades, sem mediações alheias a eles. O lugar de fala indígena é a sua ancestralidade. Matos (2011), refletindo sobre a enunciação literária indígena e o lugar de onde partem os textos criativos indígenas, argumenta que a autoidentificação e a autodenominação étnicas sob a forma de ‘nós’, ‘os humanos’, os ‘verdadeiros humanos’, é uma constante para vários povos indígenas (araweté, yaminawa, waiapi, etc.). Estas alcunhas autorreferenciais são, conforme Viveiros de Castro (1996 apud Matos, 2011), pronomes cosmológicos, e não nomes próprios. “Eles servem para marcar o lugar de onde se fala, o nós do grupo” (Matos, 2011, p. 33). Na literatura indígena brasileira, os escritores e escritoras empenham-se em esclarecer que a cultura indígena é formada por diferentes grupos que possuem tradições e práticas diversas entre si. Reiteram que não são um monólito homogêneo e fenotípico que justifica o rótulo de índios do Brasil. Seus lugares de fala são suas ancestralidades e pertenças étnicas, uma vez que são munduruku, potiguara, guarani, sateré-mawé, dessana, kambeba, entre outros. Desse modo, a leitura das obras desses autores de etnias diferentes coopera para o conhecimento de diferentes lugares de fala cuja expressão se anuncia a partir da própria alteridade. Diferentes projetos literários, nesse sentido, encontram-se dentro desse sistema, anunciando diferentes mensagens elaboradas criativamente a partir de matérias ancestrais, históricas, estéticas, políticas etc.
(Julie Dorrico, “Vozes da literatura indígena brasileira contemporânea: do registro etnográfico à criação literária”. Em: DORRICO, Julie; DANNER, Leno Francisco; CORREIA, Heloisa Helena Siqueira; DANNER, Fernando (Orgs.). Literatura indígena brasileira contemporânea: criação, crítica e recepção [recurso eletrônico]. Em: https://www.editorafi.org/438indigena. Adaptado)
A habilidade EF69AR34 do Currículo Paulista – Ensino Fundamental diz respeito a “Analisar e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de culturas diversas, em especial a brasileira, incluindo suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas, e favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas.”
Nesse sentido, as considerações de Dorrico articulam-se aos pressupostos do Currículo na medida em que
apontam a literatura indígena como um modo natural de se conhecer a essência dos povos e, em decorrência disso, do país, o que permite entender que as falas indígenas se articulam às falas de outros povos para buscar reconhecimento e protagonismo nacional.
asseveram a literatura indígena como uma forma legítima de valorização da cultura nacional e do protagonismo das minorias, o que permite entender que a educação linguística deve acolher, quando possível, exemplos de alguns lugares de fala dos povos originários.
situam a literatura indígena a partir da fala dos representantes desses povos, de modo autêntico, no resgate de sua ancestralidade, o que permite entender que o protagonismo da fala indígena consiste numa forma de fortalecimento da identidade e de resistência.
colocam a literatura indígena como o caminho natural para ampliar a cultura do país, reconhecendo os lugares de fala daqueles que foram, por anos, silenciados, e que somente a democratização do conhecimento de autores e obras indígenas pode mudar esse cenário.
reconhecem a literatura indígena como conteúdo relevante do patrimônio cultural brasileiro, ainda que os escritores se tenham mantido apegados a vozes alheias para a construção dos discursos de seus povos, o que fatalmente implica em silenciamento de suas vozes.
O escritor e poeta Machado de Assis (1839-1908) é um dos maiores nomes da literatura brasileira, sendo ele o responsável por inaugurar o Realismo no cenário nacional em 1881. Qual de suas obras é considerada um dos maiores romances brasileiros e utiliza-se da técnica de narrador não confiável?
Memórias Póstumas de Brás Cubas.
Grande Sertão; Veredas.
Dom Casmurro.
Iracema.
O poema dramático “Morte e Vida Severina” é a obraprima do poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto (1920-1999). Escrito entre 1954 e 1955, trata-se de um auto de Natal de temática regionalista.
Certo
Errado
Sobre Monteiro Lobato e sua obra literária é INCORRETO afirmar que:
Há, em suas obras, duas correntes bem distintas: uma em que a criança é considerada um adulto em miniatura e, outra que entende que a criança, menino ou menina virá a ser um adulto especialíssimo, um produto.
Em suas obras estão os mitos e o cotidiano da vida no sítio.
As personagens de sua literatura infantil, especialmente, do Sítio do Pica-Pau Amarelo são os meninos e, entre eles, vive uma boneca e um homem-criança feito de sabugo.
A narrativa desenvolve uma história com um eixo temático bem determinado com uma sequência narrativa com continuidade, que encaminha para um começo, meio e fim.
As suas histórias envolvem o dia-a-dia, trazendo os pequenos incidentes da vida do sítio, em uma linguagem simples, em que o mundo do leitor é o mundo da criança.
Em O Quinze, a tragédia humana desencadeada pelo clima da região é registrada em obra que se destaca pela estrutura e pela linguagem.
Certo
Errado
Assinale a alternativa abaixo que cite dois exemplos do gênero épico na literatura brasileira:
Vou-me embora pra Pasárgada, de Manuel Bandeira. E Poema sujo, de Ferreira Gullar.
Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto. E Versos íntimos, de Augusto dos Anjos.
Os ombros suportam o mundo, de Carlos Drummond de Andrade. E Retrato, de Cecília Meireles.
O Uraguai, de Basílio da Gama. E Caramuru, de Frei José de Santa Rita Durão.
Soneto de Fidelidade, de Vinicius de Moraes. E Poema No Meio do Caminho, de Carlos Drummond de Andrade.
Quais dos seguintes autores são importantes representantes da literatura portuguesa?
Hilda Hilst e Clarice Lispector.
Manuel Bandeira e João Cabral de Melo Neto.
Eça de Queirós e Cesário Verde.
Fernando Sabino e Machado de Assis.
Lima Barreto e José Saramago.