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Aluísio Azevedo foi um escritor brasileiro que representou o movimento Barroco. Suas obras eram ricas em versos e rimas, tratavam de temas religiosos e escapistas.
Certo
Errado
O Manifesto da Poesia Pau-Brasil” escrito por Oswald de Andrade faz parte de qual período literário brasileiro?
Realismo.
Simbolismo.
Modernismo.
Parnasianismo.
Assinale o segmento que, por suas características linguísticas, pertence ao escritor Mário de Andrade.
Que milagres de esperteza e de economia não realizou ele nessa construção! Servia de pedreiro, amassava e carregava barro, quebrava pedra; pedra, que o velhaco, fora de horas, junto com a amiga, furtava à pedreira do fundo, da mesma forma que subtraiam o material das casas em obra que havia por ali perto.
HAMLET observa a Horácio que há mais cousas no céu e na terra do que sonha a nossa filosofia. Era a mesma explicação que dava a bela Rita ao moço Camilo, numa sexta-feira de novembro de 1869, quando este ria dela, por ter ido na véspera consultar uma cartomante; a diferença é que o fazia por outras palavras.
Nunca mais que o cabriolé de Seu Lula enchesse as estradas com a música de suas campainhas. A família do Santa Fé não ia mais à missa aos domingos. A princípio correra que era doença no velho. Depois inventaram que o carro não podia mais rodar, de podre que estava.
Esta imensa campina, que se dilata por horizontes infindos, é o sertão de minha terra natal. Aí campeia o destemido vaqueiro cearense, que à unha de cavalo acossa o touro indômito no cerrado mais espesso, e o derriba pela cauda com admirável destreza.
Foram. A margem estava traiçoeira e nem se achava bem o que era terra o que era rio entre as mamoranas copadas. Maanape e Jiguê procuravam enlameados até os dentes, degringolando juque! nos barreiros ocultos pela inundação.
Esse segmento de texto foi escrito em 1930 – o primeiro romance de Rachel de Queiroz.
“Encostado a uma jurema seca, defronte ao juazeiro que a foice dos cabras ia pouco a pouco mutilando. Vicente dirigia a distribuição de rama verde ao gado. Reses magras, com grandes ossos agudos furando o couro das ancas, devoravam confiadamente os rebentões que a ponta dos terçados espalhava pelo chão.
Era raro e alarmante, em março, ainda se tratar de gado. Vicente pensava seriamente no que seria de tanta rês, se de fato não viesse o inverno.
[....] O compadre já soube que a dona Maroca das Aroeiras deu ordem pra, se não chover até o dia de São José, abrir as porteiras do curral? E o pessoal dela que ganhe o mundo... Não tem mais serviço pra ninguém.”
Literariamente considerado, a afirmação adequada sobre ele é:
filia-se à segunda geração modernista por sua temática regionalista e de preocupação social.
enquadra-se no regionalismo romântico, pela idealização da paisagem nordestina.
indica um posicionamento linguístico de liberdade modernista diante das regras opressivas da norma culta.
mostra uma visão puramente objetiva da realidade representada, aderindo a uma posição literária realista.
demonstra a preocupação de registrar vocábulos e ações próprias da região nordestina, valorizando-a cultural e esteticamente.
A respeito da Literatura Brasileira hoje, é correto afirmar que
não há mais interesse nas escolas em trabalhar os cânones, que acabam desconhecidos ou esquecidos.
ocorre um movimento de resgate de obras que ficaram muito tempo, por questões estruturais, relegadas a subliteratura.
as escolas mantêm a preferência por obras que tenham sido transformadas em filmes, o que acaba facilitando a vida do aluno.
ainda ocorre muito preconceito em relação aos autores jovens, que dificilmente são lidos antes dos dez anos de carreira.
O romance moderno Morte e Vida Severina, da geração de 45, escrito por João Cabral de Melo Neto, narra a saída de um retirante do sertão nordestino em busca de uma vida melhor no Sudeste.
Certo
Errado
Considerando-se os elementos estruturais da linguagem poética a seguir, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) Dá-se o nome de estrofe a cada bloco formado pelo agrupamento de versos. Há estrofes compostas por versos com a mesma quantidade de sílabas métricas (estrofes isométricas) e estrofes que misturam metros ou com versos que não apresentam regularidade de esquema métrico (estrofes heterométricas).
( ) Quanto ao paralelismo fono-semântico, ou seja, a coincidência entre as pausas da leitura e as pausas de sentido lógico da frase, muitas vezes não há ocorrência na linguagem poética. Exemplo de não coincidência entre pausa métrica e pausa semântica pode ser encontrado nos dois versos a seguir, de um poema de Carlos Nejar: “Demorou o processo”/“no armário do século”.
E - E.
C - C.
E - C.
C - E.
Considerando o contexto da obra, Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, analise as afirmativas abaixo e, a seguir, responda o que se pede.
I. Brás Cubas narra, depois de morrer, as lembranças da vida. O lugar do qual o narrador fala é estratégico: morto, sua voz alcança maior distanciamento em relação aos fatos e aos seres humanos, “liberado” das consequências por sua cômoda posição de autor defunto.
II. De acordo com o narrador-protagonista, a causa de sua própria morte foi uma ideia grandiosa e útil: a invenção de um medicamento. E quando estava ocupado em preparar e apurar essa invenção recebeu um golpe de ar, adoeceu e não se tratou completamente.
III. A máxima “Olhe que os homens valem por diferentes modos, e que o mais seguro de todos é valer pela opinião dos outros homens.”, é uma das muitas máximas que Brás Cubas escreveu ainda em vida, tal como “Crê em ti; mas nem sempre duvides dos outros.”, apresentadas no capítulo CXIX do romance.
IV. Para Brás Cubas a morte traz liberdade porque o olhar da opinião perde a virtude. Não há vizinhos, amigos, inimigos, conhecidos ou plateia. Então o defunto pode ser franco, confessar de modo liso o que foi e o que deixou de ser. Não é preciso poupar o vexame e a hipocrisia.
Está(ão) INCORRETA(S) a(s) afirmativa(s):
II e IV, apenas.
I, apenas.
I e III, apenas.
III, apenas.
O Humanismo, como movimento literário, ocorre no período entre a Idade Média e o início da Idade Moderna. Em Portugal, foram produzidos três tipos literários no Humanismo: prosa, poesia e teatro.
(Disponível em: https://curtlink.com/npZz3. Adaptado.)
O movimento humanista continha várias características, sendo uma delas:
Idealização do amor.
Perfeição subjetiva.
Beleza assimétrica.
Valorização do divino.
Antropocentrismo.
Leia o poema a seguir.
A um poeta – Olavo Bilac
Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha e teima, e lima , e sofre, e sua!
Mas que na forma se disfarce o emprego
Do esforço: e trama viva se construa
De tal modo, que a imagem fique nua
Rica mas sóbria, como um templo grego
Não se mostre na fábrica o suplício
Do mestre. E natural, o efeito agrade
Sem lembrar os andaimes do edifício:
Porque a Beleza, gêmea da Verdade
Arte pura, inimiga do artifício,
É a força e a graça na simplicidade
O poema a seguir pertence a escola literária do
Arcadismo.
Barroco.
Parnasianismo.
Romantismo.
Simbolismo.
É uma característica contrária ao ultrarromantismo, movimento conhecido como Segunda Geração Romântica no Brasil.
Sarcasmo e ironia.
Temática otimista.
Exagero sentimental.
Idealização do amor.
Egocentrismo - "conflitos inerentes ao sujeito".
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir:
Vou lhe contar, cidadão,
Uma história bem brejeira
Que começou numa feira
Pelas bandas do sertão
E de forma bem ligeira
Chegou à terra inteira
Causando admiração.
Severino Rio Grande
Fazia muito cordel
Falava até de bordel
Assim a arte se expande
De soldado, coronel,
Matuto, arranha-céu,
Falava até de Gandhi.
[...]
O tempo não vai pra trás
e aquele nosso rapaz
ia se adaptando
a tudo que a vida traz
nada nunca é demais
e foi se modernizando.
A maquininha Olivetti
Que usou anos seguidos
Inda tinha nos ouvidos
Qual serpentina e confete
Mas a marca dos sabidos
Que ganhou novos sentidos
Agora era a Internet. [...]
Sempre aparece questão
Sobre esse novo meio
Mas é somente esperneio
De gente falando em vão
Basta fazer um passeio
Sem cavalo e sem reio
Para entender o bordão.
Por que o computador
Pode chegar ao sertão
E na Internet não
Tem lugar pra rimador?
É uma aberração
Grande discriminação
Que ele não tolerou.
Acho que dei o recado
Quem quiser diga o contrário
Pois em todo abecedário
Tem alguém inconformado
E nesse rimar diário
Quero o futuro no páreo
Mas não esqueço o passado.
MEDEIROS, Walter. A peleja do cordel de feira com a internet.
Disponível em: http://paginas.terra.com.br/arte/ cordel. Acesso em: 18 out. 2022. Adaptado.
Sobre a literatura e a cultura do cordel, é possível afirmar:
A literatura de cordel chegou ao Brasil, no período imperial, com os franceses e se tornou um meio de eternizar as narrativas cantadas pelos repentistas populares do Nordeste brasileiro.
O cordel nasceu no Brasil e se popularizou por meio da exposição dos papéis pendurados em cordas — ou cordéis, como são chamadas no Nordeste.
Os cordéis, com linguagem rebuscada e rica em rimas, espalharam-se pelo Brasil por meio dos repentistas — poetas, músicos e escritores de bancada.
Todos os meios de comunicação acabam se constituindo como novos espaços de produção e divulgação dos cordéis, assim como o rádio serviu como veículo de divulgação para os cordelistas e repentistas.
A literatura de cordel é muito conhecida por suas pinturas, as quais ilustram as páginas dos poemas e, nessa linguagem, é muito usado o desenho manual que não se repete.
A qual autor(a) da literatura brasileira de fase nacional se refere o excerto a seguir?
“Os heróis d’A Moreninha” são quatro estudantes de medicina; as senhoras são filhas ou esposas de comerciantes. N’O moço loiro, duas famílias esteiam a narrativa; a primeira, modesta, de um funcionário algo ridículo, com uma mulher e uma filha porfiando em brilhar na sociedade, em aparecer e dar festas. Outra, de comerciantes opulentos e dignos, mas cheia de mistérios e encrencas que dinamizam a narrativa toda, e à qual pertencem o herói e a heroína. O vilão e o subvilão são comerciante o primeiro, caixeiro o segundo. E assim vai tudo.
Alguns de seus romances patenteiam, mais que outros, esta fidelidade ao sistema das posições e relações na sociedade do tempo. Se em muitos deles tudo gira em torno do amor, não é apenas porque o romancista leva em conta o público feminino, ou porque o sexo constitua um fulcro na literatura. Analisando o tipo de amor que descreve, veremos que na base das complicações sentimentais – namoricos, faniquitos, intriguinhas, negaceios – há uma infra-estrutura determinada pela posição da mulher, nessa sociedade acanhada de comerciantes, funcionários e fazendeiros, onde ela era um dos principais transmissores de propriedade, um dos meios de obter fortuna ou qualificação. Daí os combates que se travam ao seu redor e cuja verdadeira natureza vem descrita em Rosa.”
CANDIDO, Antonio. Formação da literatura brasileira – momentos decisivos. 6ª ed. v. 2. Belo Horizonte: Itatiaia, 2000.
José de Alencar
Aluísio Azevedo
Joaquim Manuel de Macedo
Rachel de Queiroz
Graciliano Ramos
Clarice Lispector, uma das maiores escritoras do século XX, respondia serenamente quando alguém se queixava de que algo que ela havia escrito: “Não escrevo para agradar ninguém”. Considerando o contexto e os elementos gramaticais do trecho em destaque, é correto afirmar que, para a autora, agradar seus leitores:
Não é a finalidade de sua escrita.
Não é condição de sua escrita.
É a causa de sua escrita.
É a consequência de sua escrita.
Em relação à linguagem de Os ratos, de Dyonélio Machado, é correto afirmar que ela
respeita completamente a norma culta, como no seguinte exemplo: “Passando um mercadinho – é um pequeno escritório: uma porta e uma janela. Ao lado da porta, uma placa quadrada, de ferro esmaltado. Eles entram. – Me chame o seu Fernandes – diz o Duque para um menino que se acha sentado à escrivaninha.” (p. 86).
é ágil e rápida, adequada ao ritmo intenso da narrativa, como no seguinte exemplo: “Entrando pouco a pouco na calma outra vez. Raciocinante. É conveniente comprar fichas. Com quinze mil réis em fichas já tem margem pra muito jogo. Encaminha-se para o guichê. Volta com uma pilha de rodelas na mão.” (p. 63).
desrespeita a norma culta e ainda é lenta e entediante, como no seguinte exemplo: “Ouve-se um baque, lá fora. Eles levantam a cabeça, atentos. – É o portãozinho. – Deixa que eu vou fechar – e Naziazeno se ergue vivamente. – Bota o casaco. – Não precisa. – E sai.” (p. 113).
embora apresente elementos de oralidade, não é totalmente coloquial, distinguindo a palavra do narrador e das personagens, como no seguinte exemplo: “Não enxerga o Duque nos lugares habituais... E, entretanto, é a ‘hora dele’.” (p. 30).
jamais apresenta uso de discurso direto. Por exemplo: “Ele se senta. Dirige-lhes duas ou três palavras. – O Naziazeno tem um grande aperto hoje – informa-lhe Alcides.”
Com base no texto e na teoria do poema, assinale a alternativa correta.
A lírica europeia, desenvolvida no final do século 19, recupera temas e formas preconizados pelo Romantismo, a fim de manter esse movimento soberano e ativo.
O poeta Charles Baudelaire é considerado, pela crítica literária, precursor do Romantismo e um dos expoentes do Simbolismo tardio na França.
O poeta Charles Baudelaire é considerado, pela crítica literária, o precursor da lírica moderna por anunciar, em diversos níveis, uma ruptura com a tradição literária canônica.
O poeta Charles Baudelaire abandonou o movimento romântico por divergir dos ideais sublimes desse movimento.
A poesia de Charles Baudelaire é considerada confessional, pois exprime os sentimentos do poeta.
O lugar do produto obtido pela mimésis é o do “terceiro descendente partindo-se do rei, quer dizer, da verdade,” diz Platão, no livro X d’A República, em que analisa não mais o valor psicológico da mimésis, mas seu valor ontológico, e reforça a condenação moral por meio de uma apreciação metafisica. Primeiramente a da verdade ou a da realidade: há a forma única ou a ideia de cada coisa (a ideia de cama ou de mesa, a mesa ou a cama em si), cujo criador é Deus; em segundo lugar, há o objeto de uso que o operário ou o artesão produz segundo o modelo único, e que é cópia da realidade; em terceiro lugar, enfim, a imagem obtida pelo pintor ou pelo poeta e que é cópia da cópia, pois é imitação do objeto do artesão e não da ideia.
COMPAGNON, Antoine. O trabalho da citação. Belo Horizonte: Editora UFMG, 1996, com adaptações.
Com base no texto e na noção platônica de mimésis, assinale a alternativa correta.
O produto obtido pela mimésis, conforme Platão elabora no livro X d’A República (597d), ocupa o primeiro lugar em relação à verdade.
O produto obtido pela mimésis, segundo Platão elabora no livro X d’A República (597d), é uma categoria explicativa incontestável.
A função da literatura é representar realidades ficcionais e ocupar o lugar da verdade.
A teoria literária tensionou a noção de mimésis e defendeu a autonomia do texto literário em relação à realidade.
A noção de mimésis, como categoria explicativa do texto literário, foi contestada ao longo de toda a história da literatura e dos estudos literários.
Considerando-se que, a partir da literatura, a linguagem pode produzir efeitos estéticos, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A literatura, tipo de arte, utiliza o código verbal, seja ele falado ou escrito.
( ) Os textos literários têm como característica importante, que assim os define como tal, a apresentação de sequências temporais delimitadas.
( ) Os textos para teatro se destinam a ser representados e, por isso, não podem ser classificados como textos literários, mas pertencentes ao gênero dramático.
A sequência está correta em
V, F, F.
F, F, V.
V, V, F.
F, V, V.
Maranhense, formou-se em Direito pela universidade de Coimbra, mas foram seus versos que o deixaram famoso como o principal autor da poesia romântica da primeira geração nacional. Seu poema mais conhecido, Canção do Exílio, que tem como características destacar as riquezas naturais da fauna e da fl ora brasileira, bem como o ufanismo manifesto no exagero das qualidades nacionais e no saudosismo da pátria-mãe, era decorado e recitado apaixonadamente por seus contemporâneos. Conta-se que, por conta de uma notícia equivocada sobre sua morte na França, seu amigo pessoal, Dom Pedro II, decretou luto oficial no Brasil, dois anos antes do real falecimento.
-
Assinale a alternativa CORRETA sobre a quem as informações acima se referem.
Gonçalves de Magalhães.
José de Alencar.
Aluízio de Azevedo.
Guimarães Rosa
Gonçalves Dias.
Chegou tarde demais em relação a Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo e a Casimiro de Abreu, e muito cedo, frente a Castro Alves. Predominou, quase absoluto, na década de 1860, desdobrando temas e forma herdados do Ultrarromantismo, e injetando em seus versos uma dimensão libertária e abolicionista que seria a tônica em alguns poetas que lhe sucederiam na missão de entoar o canto do cisne romântico.
-
(SECCHIN, Antônio Carlos. Percurso da poesia brasileira. Belo Horizonte: Autêntica, 2018, pag. 83).
-
O excerto acima é apreciação crítica acerca da produção literária do importante poeta nacional:
Gonçalves Dias.
Da Costa e Silva.
Fagundes Varela.
Augusto dos Anjos.
Joaquim de Sousa Andrade.