Questões de Concurso sobre Literatura

 
 
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Assinale a alternativa correta no que diz respeito ao modernismo.


A

Em textos modernistas não encontramos personagens honrados e virtuosos; nem o amor divino, a descrição exótica da paisagem, ou mesmo o interesse por situações dramáticas e apaixonantes, mas uma ação toda ela construída pela pintura verossímil do ambiente, dos costumes e dos gostos da classe social representada. Nessa mesma tendência, encontramos um narrador lúcido e realista, que a todo momento faz intervenções judiciosas sem, no entanto, dar um tom fatalista aos fatos que critica. Suas observações revestem-se sempre de bom humor, uma vez que o ambiente criado pela ação da obra é construído para dar a ideia de neutralidade, ou seja, não há má ação que não seja compensada por outra melhor.


B

Nesse período político conturbado, os jornais eram os principais meios de comunicação; e não deixavam de claramente aliar-se a um ou outro partido político, defendendo de forma aberta seus interesses. Nesse sentido, a imprensa exercia um papel essencial na vida política do país. Os jornais eram verdadeiros cabos eleitorais dos partidos, e pelo seu poder de comunicação, exercido principalmente entre os setores mais abastados da sociedade que sabiam ler e tinham condições financeiras de adquirir o jornal, manipulavam ao bel prazer o cenário político de acordo com seus interesses e os interesses daqueles a quem apoiavam.


C

Desde os primeiros tempos do modernismo, os artistas têm uma ânsia de se mostrarem plurais, pois sendo apenas um "eu", um ser só, haveria apenas uma possibilidade de percepção, por mais variadas que sejam as perspectivas a partir das quais os artistas se coloquem. Ou seja, o artista não poderá sentir, ver, compreender e perceber o ambiente ou o mundo a não ser pelo seu prisma, "o que redunda fatalmente em pobreza de visão, tendo em vista a multiforme dimensão do universo a ser apreendido pelo conhecimento.


D

Na Europa, com o incremento da industrialização e do comércio, notadamente a partir da Revolução Industrial do século XVIII, a burguesia, vai ocupando espaço político e ideológico maior. As ideias do emergente Liberalismo incentivam a busca da realização individual, por parte do cidadão comum. Nas últimas décadas do século, esse processo levou ao surgimento, na Inglaterra e na Alemanha, de autores que caminhavam num sentido contrário ao da racionalidade clássica e da valorização do campo, conforme normas da arte vigente até então. Esses autores tendiam a enfatizar o nacionalismo e identificavam-se com a sentimentalidade popular. Essas ideias foram o germe do que se denominou Modernismo.

“A escrita é uma novidade para os povos indígenas brasileiros.” A citação anterior pertence a Daniel Munduruku, escritor indígena brasileiro. Considerando o cenário da literatura contemporânea, é correto afirmar que:


A

Observa-se na literatura brasileira cada vez mais a presença indígena, assim como a inserção de discussões sobre a valorização de tal produção literária.


B

Diante de um histórico de dominação dos povos indígenas, o início de uma produção literária originária é um projeto que tem sido tema de discussões no meio literário.


C

A tradição oral é a principal característica da cultura indígena o que possibilita dizer que se torna, atualmente, uma reprodução da literatura de cordel praticada no nordeste brasileiro.


D

Tendo em vista notório reconhecimento, a produção literária indígena tem alcançado uma posição de destaque e predominância no cenário nacional em detrimento das vertentes do final do século XX.

De acordo com Jauss (1979), a leitura de obras literárias restringia-se à história da obra em si e do autor, considerando arte, no que tange a seus aspectos estéticos, somente em relação à produção, raramente se explorava o aspecto receptivo e, quase nunca, o comunicativo. Como um dos expoentes da Teoria da Estética da Recepção, que surge no horizonte dos anos 1960, Jauss denuncia a fossilização da história da literatura e propõe uma nova estética para a recepção da arte. Assinale a alternativa que NÃO representa o pensamento de Jauss sobre a obra literária:


A

Existe uma relação dinâmica entre o autor, a obra e o leitor, da qual é essencial que haja consciência para que se diferencie o ato da recepção e da interpretação por meio de reflexões.


B

Se a contemplação da literatura for feita na dimensão de sua recepção e de seu efeito, então, a oposição entre seu aspecto estético e seu aspecto histórico vê-se constantemente mediada, e reatado o fio que liga o fenômeno passado à experiência presente da poesia.


C

A experiência estética inicia-se pela compreensão e interpretação do significado de uma obra, e, sobretudo, pela reconstrução da intenção de seu autor.


D

A implicação estética reside no fato de já na recepção primária de uma obra pelo leitor encerrar uma avaliação de seu valor estético, pela comparação com outras obras já lidas. A implicação histórica manifesta-se na possibilidade de, numa cadeia de recepções, a compreensão dos primeiros leitores ter continuidade e enriquecer-se de geração em geração, decidindo, assim, o próprio significado histórico de uma obra e tornando visível sua qualidade estética.

O diagnóstico dos resultados da “transformação cabal da literatura” (p. 29) no contexto da cena cultural brasileira, marcada pela indústria cultural e globalização, de acordo com a leitura de Walnice Nogueira Galvão, no ensaio “Indústria cultural e globalização”, de As musas sob assédio, podem ser descritos nos seguintes termos:


A

Ênfase na experimentação formal, escapismo político, esteticismo.


B

Experimentação formal, memorialismo apolítico, constante diálogo com a literatura do passado.


C

Formas padronizadas da expressão, populismo, submissão ao mercado editorial.


D

Temor à experimentação formal, mediania do discurso, recuo da preocupação estética.


E

Uso de estruturas narrativas do best-seller, adesão ao establishment internacional, recusa do realismo.

No “segundo momento” do ensaio “Contextualidade da transculturação: o regionalismo de 30 e a repressão de 70” (Literatura e dissidência política), Letícia Malard aborda a narrativa política da década de 70 do século 20. Nesse quadro de transculturação,


A

há um grupo que sofreu a violência: os estudantes; os jornalistas foram poupados, tanto da violência física quanto da psicológica.


B

a resistência ao regime abdicou da ação armada de cunho terrorista, como demonstra o romance Bar Don Juan, de Antonio Callado.


C

o período se volta exclusivamente ao populismo, ao separatismo e à crítica do centralismo político de São Paulo.


D

a discussão central do período teve como foco as dualidades centro/periferia, federalismo/regionalismo, como no contexto dos anos 30 do século 20.


E

os escritores fizeram uso, com o objetivo de denunciar a violência do período, do fantástico, da alegoria e, por fim, do depoimento.

Ao tratar das “histórias de um novo tempo” e dos “gêneros em mutação”, Tânia Pellegrini, no ensaio “A prosa” (A imagem e a letra) indica o nome de cinco escritores. São eles:


A

Lúcio Cardoso, Caio Fernando Abreu, Rubem Fonseca, Raduan Nassar e Graciliano Ramos.


B

Campos de Carvalho, Caio Fernando Abreu, Rubem Fonseca, Raduan Nassar e José Lins do Rego.


C

Mário de Andrade, Caio Fernando Abreu, Deonísio da Silva, Zulmira Ribeiro Tavares e José Américo de Almeida.


D

João Guimarães Rosa, Caio Fernando Abreu, Rubem Fonseca, Raduan Nassar e Lima Barreto.


E

Sérgio Sant’Anna, Caio Fernando Abreu, Rubem Fonseca, Raduan Nassar e Jorge Amado.

Ao estudar as letras e as ideias do período colonial ("Letras e ideias no período colonial (Exposição didática)”), Antonio Candido adota um ponto de vista histórico que procura averiguar como se manifestou aqui uma literatura enquanto sistema orgânico, articulado, de escritores, obras e leitores. A atuação recíproca da tríade gera um acontecimento capital: a formação de uma tradição literária. Nesse quadro,


A

a ocorrência de uma literatura no Brasil desconheceu a presença de uma tradição consolidada – a portuguesa – em nome da realização de algo novo.


B

as manifestações literárias, que em perspectiva histórica ocorreram até a segunda metade do século 18, aproximadamente, foram marcadas por um único e exclusivo signo: a religiosidade.


C

na primeira metade do século 18, a literatura brasileira dá seguimento ao signo da religiosidade, recusando os influxos do Classicismo francês ou do Arcadismo italiano.


D

as letras e as ideias no Brasil colonial se ordenaram de modo incoerente, sem qualquer preocupação com a superação do estatuto colonial.


E

notamos no processo formativo dois blocos diferentes: um constituído por manifestações literárias; outro, pela articulação entre autor, obra e leitor.

Ao refletir sobre a crônica de Rubem Braga (“Onde andará o velho Braga?”, de Achados e perdidos), Davi Arrigucci Jr. chama a atenção para o fato de o cronista, no âmbito de um “gênero menor”, extrair do cotidiano “iluminações”, através das quais “a manifestação sensível simboliza uma experiência rica e complexa, em que os componente sensuais estão claramente entrelaçados a elementos emotivos, intelectuais e poéticos” (p. 151). Esse recurso permite ao crítico aproximar Rubem Braga de:


A

Clarice Lispector.


B

Katherine Mansfield.


C

Marcel Proust.


D

Virginia Woolf.


E

James Joyce.

No ensaio de abertura de Vira e mexe, nacionalismo (“A cultura latino-americana, entre a globalização e o folclore”), Leyla Perrone-Moisés declara que, na “ânsia por uma ‘identidade latinoamericana’, o discurso da latino americanidade pode levar a enganos prejudiciais à cultura propriamente dita” (p. 21). Esses enganos são nas palavras da autora


A

o nacionalismo exacerbado, o populismo e o espontaneísmo.


B

o colonialismo, o saudosismo e o messianismo.


C

o neocolonialismo, a cultura popular e o modernismo.


D

o tradicionalismo, o tropicalismo e o indianismo.


E

o ufanismo, o passadismo e o localismo.

A proposta de confecção do livro artesanal tem como objetivos levar a(o)s aluna(o)s, futura(o)s professora(e)s e crianças em instituições de educação infantil e ensino fundamental a compreender os elementos constitutivos da feitura do livro; e refletir sobre o livro enquanto materialidade do impresso, objeto que abriga o escrito: o tipo de papel (ou outro suporte), o tipo e tamanho da letra, o formato do livro. Entre os seus objetivos também se incluem refletir sobre a relação estabelecida entre o leitor com o livro e a leitura, desconstruir a ideia de leitura única e pensar a leitura atravessada pelos sentidos (leitura tátil, auditiva, visual); escapar de uma visão escolar e conteudística na qual a leitura literária está a serviço da transmissão de normas e comportamentos, com um fim utilitarista; e, finalmente, mas não menos importante, privilegiar a ludicidade na composição do livro infantil.


DEBUS, E., SILVEIRA, R. de F. K. Fabrico e uso de livros artesanais na formação de educadores. RAMOS, A. M. (org.) Aproximações ao livro-objeto: das potencialidades criativas às propostas de leitura. Porto: Tropelias e Companhia, 2017 (adaptado).


A respeito da fabricação de livros com leitores, avalie as afirmações a seguir.


I. As formas assumidas pelos livros-brinquedo fabricados pelas crianças estimulam o gosto pela leitura, por despertarem no leitor o prazer da descoberta de surpresas sensoriais e literárias.

II. As estruturas movediças (abas que se levantam, molas, dobras, alto-relevo etc.) do livro-brinquedo são amplamente exploradas pelos estudos literários, especialmente em se tratando da busca por marcas de autoria.

III. A exposição dos livros fabricados permite a reflexão sobre os significados sociais do livro enquanto objeto cultural e contribui para a formação de leitores, autores e críticos.


É correto o que se afirma em


A

II, apenas.


B

III, apenas.


C

I e II, apenas.


D

I e III, apenas.


E

I, II e III.

Os degraus subindo sinuosos alcançavam uma graça firme tão leve que Virgínia perdia a sua percepção quase ao possuí-la e interrompia-se à sua frente vendo apenas madeira empoeirada e veludo encarnado, degrau, degrau, ângulos secos. Sem saber por quê, detinha-se no entanto, abanando os braços nus e finos; ela vivia à margem das coisas. A sala. A sala cheia de pontos neutros. O cheiro de casa vazia. Mas o lustre! Havia o lustre. A grande aranha escandecia. Olhava-o imóvel, inquieta, parecia pressentir uma vida terrível. Aquela existência de gelo. Uma vez! Uma vez a um relance – o lustre se espargia em crisântemos e alegria. Outra vez – enquanto ela corria atravessando a sala – ele era uma casta semente. O lustre. Saía pulando sem olhar para trás.


LISPECTOR, Clarice. O Lustre. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1995.


Considerando o texto apresentado e as inter-relações da literatura com outros sistemas culturais e semióticos, avalie as afirmações a seguir.


I. O recurso da linguagem utilizado pela autora apoia-se em elementos que a fazem criar imagens sugestivas e permitem ao leitor visualizar, no texto apresentado, a escada, a sala vazia e o próprio objeto “lustre”, descrito como uma beleza plástica, pictórica, captada através do jogo de luz, sombras, cores.

II. A relação cinema/literatura está presente no texto da escritora Clarice Lispector e fundamenta-se nos conceitos e nas técnicas de montagem que substituem a perspectiva da personagem pela perspectiva externa da câmera ou do diretor de cinema, permitindo um olhar global da cena.

III. A escritora Clarice Lispector escreve sequências de frases como uma montagem cinematográfica, em que a imagem e a percepção (da personagem e do leitor/espectador) se aliam, como mostra o texto apresentado em: “degrau, degrau, ângulos secos”; “ela vivia à margem das coisas”; “a sala cheia de pontos neutros”.

IV. O exercício da leitura do texto de Clarice Lispector é realizado a partir do vaguear dos olhos pelas cenas que se desenvolvem por meio da linguagem, para delas extrair uma interpretação entre mundo real e ficcional invocado na imaginação leitora, em uma forma própria de uso da estética cinematográfica.


É correto apenas o que se afirma em


A

I e II.


B

I e IV.


C

II e III.


D

I, III e IV.


E

II, III e IV.

Gênero literário é expressão utilizada nas diferentes formas de arte, para denominar um conjunto de obras que apresentam características semelhantes de forma e conteúdo.

Sobre os "Gêneros Literários" marque a afirmação INCORRETA.


A

Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões, Ilíada e Odisséia, de Homero, exemplificam a Epopeia ou o estilo Épico.


B

Crônica é uma narrativa informal, ligada à vida cotidiana, com linguagem coloquial, breve, com um toque de humor e crítica.


C

No gênero narrativo, temos somente: romance, conto, fábula e epopeia.


D

A classificação das obras literárias pode ser feita de acordo com critérios semânticos, sintáticos, fonológicos, formais, contextuais e outros.

Relacione as obras aos respectivos autores e marque a alternativa que apresenta sequência correta.


Imagem associada para resolução da questão


(1) História Meio (2) Reinações de Narizinho (3) Chapeuzinho Amarelo. (4) História de adois amores.



A

(1) Ana Maria Machado / (2) Monteiro Lobato / (3) Chico Buarque / (4) Carlos Drummond de Andrade.


B

(3) Chico Buarque / (4) Carlos Drummond de Andrade / (1) Ana Maria Machado / (2) Monteiro Lobato.


C

(2) Monteiro Lobato / (3) Chico Buarque / (1) Ana Maria Machado / (4) Carlos Drummond de Andrade.


D

(4) Carlos Drummond de Andrade / (1) Ana Maria Machado / (2) Monteiro Lobato / (3) Chico Buarque.

Conforme o segundo parágrafo, a literatura, de forma ampla, revela como viveram e o que pensaram as pessoas em diferentes épocas e sociedades. Com base nessa informação, confirma-se que o conceito de estilo de época corresponde à expressão de uma época e de uma cultura; assim como o conceito de estilo do autor corresponde à forma própria de expressão de um determinado artista inserido em determinada cultura.


C

Certo


E

Errado

O poeta uniu uma reflexão sobre o sensual e o social. Deu ao modernismo aspecto fundamentais para o lirismo, e também se destacou como letrista de canções, simbolizando uma figura marcante nessa técnica para a MPB.

Conseguiu unir a erudição da mitologia grega com o morro carioca, visto, por exemplo em Orfeu da Conceição. O texto refere-se a:


A

Vinícius de Moraes.


B

Erico Veríssimo.


C

Jorge Amado.


D

Manuel Bandeira.

Analise as características dos textos seguintes:


I - Saí para dar uma volta, outro dia, e notei uma coisa. Fazia um tempo glorioso - melhor impossível, e com toda probabilidade o último do gênero a se ver por estas bandas durante muitos meses gelados -, no entanto quase todos os carros que passavam estavam com os vidros fechados. Todos aqueles motoristas tinham ajustado o controle de temperatura de seus veículos hermeticamente fechados para criar um clima interno idêntico ao que já existia no mundo exterior, e me ocorreu então que, no que se refere ao ar fresco, os americanos perderam de vez a cabeça, ou

(...)

(BRYSON, Bill. Crônicas de um país bem grande. Trad. De Beth Vieira. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. Fragmento)

II - Minha verdade espantada é que sempre estive só de ti e não sabia. Agora sei: sou só. Eu e minha liberdade que não sei usar. Grande responsabilidade da solidão. Quem não é perdido não conhece a liberdade e não a ama. Quanto a mim, assumo a minha solidão, que, às vezes, se extasia como diante de fogos de artifício. Sou só e tenho que viver uma certa glória íntima que, na solidão, pode se tornar dor. E a dor, silencia. Guardo o seu nome em silêncio. Guardo o seu nome em segredo. Preciso de segredo para viver. (Clarice Lispector)


Marque a alternativa com identificação carreta dos gêneros literários, de acordo com suas respectivas características textuais:


A

Dramático; Descritivo.


B

Lírico; Narrativo.


C

Narrativo (estilo crônica); Lírico.


D

Épico; Narrativo (estilo conto).


E

Narrativo (estilo épico); Narrativo (estilo crônica).

Sobre o Naturalismo na literatura, assinale a alternativa correta.


A

O Naturalismo de alguma forma reduziu o alcance do Realismo pela excessiva simplificação e deformação da realidade, obedecendo ao determinismo científico que o sustentava.


B

Na ânsia de glória, o herói naturalista não se contenta com o mundo em que vive e, por isso, desafia o destino, numa atitude rebelde.


C

Para compreender os paradoxos da vida, a personagem naturalista mergulha em seu inconsciente, onde tudo é caótico, misterioso e extraordinário.


D

O autor naturalista empenha-se em denunciar a realidade cuja tônica é a degradação humana que resultou das condições naturais (seca, por exemplo) ou sociais (herança colonialista, por exemplo).


E

Os escritores naturalistas assumem uma postura combativa e irreverente quanto aos falsos valores da cultura e da sociedade e propõem uma renovação da linguagem, com a incorporação de expressões linguísticas populares.

Segundo Tânia Pellegrini, no capítulo “O mercado”, do livro A imagem e a letra, os escritores, divididos entre a dedicação exclusiva à literatura e a aceitação das regras do mercado, assinalam a ausência de crítica “judicativa e refletida” no Brasil, das décadas de 70 e 80 do século 20. No quadro geral da “dinâmica da cultura de massas”, é correto afirmar sobre a “situação do escritor” que


A

os escritores desenvolvem formas como respostas pessoais dentro do “campo de forças” do mercado editorial.


B

os vínculos entre editores e a função do escritor (atividade artesanal/criativa) são harmoniosos, como provam altos índices de vendagem de alguns títulos do período.


C

a demanda e a produtividade excessivas pouco ou nada prejudicam/interferem nos processos de “amadurecimento artístico”.


D

o escritor pode ser visto como “marca”, aspecto que só ressalta a importância da obra.


E

as “exigências da produtividade industrial” desobrigam o escritor a repensar a noção de texto e seu próprio perfil como intelectual.

   
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