Questões de Concurso sobre Prosa e poema

 
 
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Considere as afirmações sobre o texto.


I- O emissor constrói o poema baseado numa comparação na qual se destaca critica maior a Silvério.

II- As vantagens enfatizadas do traidor da Conjuração Mineira só exacerbam sua vilania.

III- É dado a Judas a diminuição do dolo pela autopunição simbolizada pela figueira.

IV- Nos parênteses, há uma avaliação ética moralizante sobre a antítese heróis e traidores.


Estão corretas as afirmações:


A

II e IV apenas.


B

I, II, III apenas.


C

I, II, III, IV.


D

I e IV apenas.

A enumeração contida nos versos “bolo de chocolate, biscoito de nata, / sonhos embrulhados / em açúcar e canela”, na primeira estrofe, caracteriza uma relação anafórica com o referente “Tudo”, no primeiro verso da mesma estrofe.


C

Certo


E

Errado

No poema de Conceição Evaristo, a coesão sequencial entre as estrofes se dá nos primeiros versos de cada estrofe, por meio


A

da repetição da estrutura sintática.


B

de repetição lexical.


C

da paráfrase.


D

da alusão.


E

da conexão.

Analise os fragmentos de Fernando Pessoa e assinale a alternativa correta: O poeta é um fingidor/ Finge tão completamente/ Que chega a fingir que é dor/ A dor que deveras sente (...)


Depreende‐se do poema que


A

o poeta não é merecedor de confiança.


B

a emoção retratada por um poema é fictícia.


C

o poeta enfrenta grande sofrimento ao escrever.


D

a arte é uma expressão de sofrimento, mesmo quando fictícia.

De acordo com a BNCC (Língua Portuguesa), “no caso da poesia, destacam-se, inicialmente, os efeitos de sentido produzidos por recursos de diferentes naturezas, para depois se alcançar a dimensão imagética, constituída de processos metafóricos e metonímicos muito presentes na linguagem poética.”


Analisando-se o poema, um efeito de sentido e um processo metafórico que podem ser identificados são, correta e respectivamente:


A

o emprego de termos no diminutivo e a construção da imagem de fragilidade infantil.


B

o emprego de versos livres e a construção da sonoridade que antecede o ato de dança.


C

o emprego de rimas e a construção da imagem da dança, fortalecida pela musicalidade.


D

o emprego de estrofes curtas e a construção dos passos delicados próprios à dança.


E

o emprego de versos sem rima e a construção da imagem ágil da menina quando dança.

Assinale a alternativa correta sobre o trecho do poema do texto 4:


A

‘meu’ e ‘minha’ são pronomes demonstrativos e são empregados para reafirmar a necessidade de exibir os itens que o eu-lírico possui.


B

Ao repetir ‘meu’ e ‘minha’ ao longo do texto, o eu lírico demonstra o desejo constante de propriedade como causa e finalidade do consumismo.


C

As palavras ‘isso’ e ‘aquilo’ demonstram o desconhecimento de que o consumismo é bem menos que o desejo de posse de alguém.


D

o ato de comprar elimina imediatamente o desejo de comprar mais do consumista.


E

Os itens elencados no poema comprovam que o eu lírico busca aquisição de itens de primeira necessidade.

Assinale a alternativa correta, de acordo com a obra acima:


A

O poema não trata da individualidade, não possuindo verbos em primeira pessoa.


B

O eu lírico está à procura de um sentimento, o qual é sinônimo de isolamento.


C

O eu lírico não está à procura de um sentimento, já que procura somente uma parceria.


D

O poema trata de um sentimento que os seres humanos não sentem.

Poética


“Que é a Poesia?

uma ilha

cercada

de palavras

por todos

os lados.

Que é o Poeta?

um homem

que trabalha o poema

com o suor do seu rosto.

Um homem

que tem fome

como qualquer outro

homem.”


Cassiano Ricardo


Assinale a alternativa que traz informação CORRETA a respeito do poema de Cassiano Ricardo.


A

O poeta, por se mostrar efêmero, proclama a necessidade de ser intenso e aproveitar cada momento de sua inspiração.


B

O poeta enaltece os obstáculos que surgem ao longo de sua criação poética.


C

Todos os versos são marcados por enorme desejo de alcançar liberdade em um lugar onde haja plena harmonia.


D

O poeta quando afirma que “poesia é uma ilha cercada de palavras por todos os lados...” valoriza o vocabulário porque considera um estímulo para o desenvolvimento da escrita, da leitura e do raciocínio intelectual.


E

Os versos são construídos a partir de um vocabulário cotidiano com o intuito de estimular o leitor a ser um poeta criativo.

Escrevo, triste , no meu quarto quieto, sozinho como sempre tenho sido, sozinho como sempre serei. E penso se a minha voz, aparentemente tão pouca coisa, não encarna a substância de milhares de vozes, a fome de milhares de vidas, a paciência de milhões de almas, submissas como a minha ao destino cotidiano, ao sonho inútil, à esperança sem vestígios.


PESSOA, Fernando. O livro do desassossego. São Paulo: Companhia das Letras,2011 p,52.


O texto está em prosa, mas registra elementos que não o distanciam da tradição poética de seu autor. Qual das alternativas comprova essa afirmação?


A

A partir da sutileza da linguagem, o poeta se distancia do transbordamento subjetivo, pois acredita que o ato poético nasce das coisas incertas e indiretas.


B

A subjetividade cede espaço às expressões racionais. Afasta-se, então, o poético em função da análise concisa e fria das angústias e das decepções humanas.


C

O poeta transfere a forma, a estrutura do verso para construir o texto em prosa. O ato de construir o texto abre mão dos sentidos em função do puramente formal.


D

O atoa poético é concebido no âmbito das subjetividades, o qual é o resultado das interações entre a sentimentalidade mas íntima do poeta e os afetos humanos universais.


E

O jogo de palavras, as inversões sintáticas e o rebuscamento linguístico compõem uma estética prosaica que o poeta a transporta para a construção dos versos.

Leia o poema a seguir, extraído do livro “Morte e vida severina”, de João Cabral de Melo Neto.


O retirante resolve apressar os passos para chegar logo ao Recife


– Nunca esperei muita coisa,

digo a Vossas Senhorias.

O que me fez retirar

não foi a grande cobiça;

o que apenas busquei

foi defender minha vida

da tal velhice que chega

antes de se inteirar trinta;

se na serra vivi vinte,

se alcancei lá tal medida,

o que pensei, retirando,

foi estendê-la um pouco ainda.

Mas não senti diferença

entre o agreste e a caatinga,

e entre a caatinga e aqui a mata

a diferença é a mais mínima.

Está apenas em que a terra

é por aqui mais macia;

está apenas no pavio,

ou melhor, na lamparina:

pois é igual o querosene

que em toda parte ilumina,

e quer nesta terra gorda

quer na serra, de caliça,

a vida arde sempre com

a mesma chama mortiça.

Agora é que compreendo

por que em paragens tão ricas

o rio não corta em poços

como ele faz na Caatinga:

vive a fugir dos remansos

a que a paisagem o convida,

com medo de se deter,

grande que seja a fadiga.

Sim, o melhor é apressar

o fim desta ladainha,

fim do rosário de nomes

que a linha do rio enfia;

é chegar logo ao Recife,

derradeira ave-maria

do rosário, derradeira

invocação da ladainha,

Recife, onde o rio some

e esta minha viagem se fina.


Fonte: ELO NETO, João Cabral de. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2003. p. 186-187.


Sobre os versos, é INCORRETO afirmar que:


A

O retirante se dirige aos leitores, dizendo, como se estivesse desfiando uma ladainha, quais são suas pretensões ao se retirar.


B

Os desejos do retirante não são imensos, pois ele demanda apenas uma vida minimamente digna.


C

Nos versos “e quer nesta terra gorda / quer na serra, de caliça, / a vida arde sempre com / a mesma chama mortiça”, o retirante nos diz da efemeridade da vida humana, o que promove no poema uma crítica social e também uma reflexão existencial.


D

O fato de o rio não se deter nos remansos “a que a paisagem o convida” é o medo de que a sua vida pare; mas isso, no poema, não tem nada a ver com a vida do retirante.

Leia o soneto a seguir:


Soneto da separação


De repente do riso fez-se o pranto

-Silencioso e branco como a bruma

---E das bocas unidas fez-se a espuma

--------E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

--De repente da calma fez-se o vento

----Que dos olhos desfez a última chama

---E da paixão fez-se o pressentimento

-----E do momento imóvel fez-se o drama.

----De repente, não mais que de repente

---Fez-se de triste o que se fez amante

--E de sozinho o que se fez contente.

---Fez-se do amigo próximo o distante

----Fez-se da vida uma aventura errante

-----De repente, não mais que de repente.


Fonte: MORAES, Vinicius de. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986. p. 226-227.


Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE um verso do soneto em que há antítese:


A

Silencioso e branco como a bruma


B

Que dos olhos desfez a última chama


C

De repente da calma fez-se o vento


D

De repente, não mais que de repente

Considerando o poema “Cantiga” de Cecilia Meireles, analise as proposições a seguir:


1- A vida é apresentada metaforicamente como uma rosa.

2- O eu lírico cria a analogias a partir da ideia de que os seres humanos se apegam às aparências, que estão destinadas a desaparecer com a passagem do tempo.

3- A regularidade dos ciclos da natureza comprova a transitoriedade da vida.

4- Na última estrofe, revela-se a razão do sofrimento humano: as lembranças do passado continuam a existir, mesmo depois da destruição da forma que as gerou.


São verdadeiras:


A

Apenas as proposições 1 e 2.


B

Apenas as proposições 1, 2 e 3.


C

Apenas as proposições 2, 3 e 4.


D

Apenas as proposições 1, 3 e 4.


E

As proposições 1, 2, 3 e 4.

O poeta constrói uma prosa poética para falar sobre o fazer poético. Isso se pauta em um recurso chamado:


A

Metalinguagem


B

Intertextualidade


C

Conotação


D

Alegoria


E

Metáfora

Leia as afirmações feitas a seguir.


I. No poema, o poeta relembra momentos de sua infância.

II. O poeta em seus relatos de memória, demonstra momentos de uma vida cotidiana pautada nos mesmos pequenos acontecimentos de uma pacata vida doméstica.

III. O poeta “burla” a monotonia e a solidão, em sua infância, lendo as histórias de Robinson Crusoé.

IV.O poeta, lendo as histórias de Robson Crusoé, percebia desde cedo que sua vida era bem melhor que a do personagem, o que se confirma o seu sentimento na vida adulta.


Estão CORRETAS as afirmações feitas em:


A

I, apenas;


B

I e II, apenas;


C

I, II e III, apenas;


D

I, II, III e IV.

Mário Quintana em seu poema faz uma reflexão a respeito do tempo, como é antecipado pelo título da obra.


A respeito do conteúdo do poema é possível perceber que:


A

A linguagem rebuscada, repleta de termos pouco usuais na linguagem cotidiana, dificulta a compreensão do todo da obra.


B

Mário Quintana utiliza o conceito de dever de casa para explicar a ideia de obrigações que temos no decorrer da vida.


C

O tempo é uma preocupação recorrente do ser humano, dessa forma, o poeta retrata uma relação bem resolvida das pessoas com ele.


D

O poema provoca o leitor a refletir a respeito do modo como aproveita seu tempo.


E

O poema apresenta tom pessimista ao evidenciar que todas as pessoas não desfrutam adequadamente de seu tempo.

Assinale a alternativa que complementa corretamente a seguinte afirmação: “Os poemas da seção ‘NA PRAÇA DE CONVITES’, da Antologia Poética, de Carlos Drummond de Andrade, tematizam o cotidiano...


A

com um leve e alegre tom simpático e pitoresco, como nos versos: “Imenso trabalho nos custa a flor./ Por menos de oito contos vendê-la? Nunca.” (“Anúncio da rosa”).


B

com ênfase na crença em relação ao progresso social do mundo moderno, como nos versos: “Coração orgulhoso, tens pressa de confessar tua derrota/ e adiar para outro século a felicidade coletiva.” (“Elegia 1938”).


C

de forma a fugir do registro banal ou meramente anedótico, procurando captar a realidade a partir das inquietações e, por vezes, do inconformismo do eu lírico: ‘Calo-me, espero, decifro./ As coisas talvez melhorem./ São tão fortes as coisas!/ Mas eu não sou as coisas e me revolto.’” (“Nosso tempo”).


D

propondo a análise dos problemas do Brasil segundo os princípios da literatura naturalista, isto é, de maneira objetiva e científica, como ilustram os versos: “Eis meu pobre elefante/ pronto para sair/ à procura de amigos/ num mundo enfastiado/ que já não crê nos bichos/ e duvida das coisas.” (“O elefante”).


E

da perspectiva da literatura prosélita, que defendia um nacionalismo ingênuo e panfletário, como atestam os versos: “O mar batia em meu peito, já não batia no cais./ A rua acabou, quede as árvores? a cidade sou eu/ a cidade sou eu/ sou eu a cidade/ meu amor.” (“Coração numeroso”).

Ao buscar definir sua concepção de poesia, Manuel Bandeira escreveu o poema “Poética”, cujo final se representa nestes versos:


Quero antes o lirismo dos loucos

O lirismo dos bêbados

O lirismo difícil e pungente dos bêbados

O lirismo dos clowns de Shakespeare


− Não quero mais saber do lirismo que não é libertação


A liberdade lírica visada pelo poeta nesses versos representa-se como


A

emancipação plena dos pressupostos programáticos dos modernistas de 22.


B

afirmação pessoal de impulsos expressivos que transbordam de qualquer moderação.


C

plataforma irracionalista voltada para a recuperação de mitos primitivos.


D

superação de hábitos burgueses parodiados por meio de tipos tradicionais.


E

projeção de uma linguagem poética refratária a mistificações irracionais.

 
 
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