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O crítico Antonio Candido considera que nossa literatura só passou a existir como sistema, ou seja, como uma articulação dinâmica entre autores, obras e público plenamente constituída, a partir do século do Iluminismo, o que leva esse crítico a considerar que
nossa literatura representou-se como sistema a partir dos textos escritos pelos missionários e viajantes do início do período colonial.
tal articulação dinâmica só deu a ver seus primeiros sinais com a ficção nacionalista de José de Alencar e de Machado de Assis.
os poemas circulantes de Gregório de Matos e os sermões do Padre Vieira constituíram manifestações literárias assistemáticas.
os poetas Tomás Antônio Gonzaga e Cláudio Manuel da Costa, confinados no estilo barroco, não integram esse sistema.
nossa literatura amadureceu de fato quando da eclosão dos primeiros movimentos abolicionistas e republicanos.
A versificação consiste em possibilitar uma melhor compreensão de como se constrói um poema, dividindo em partes e detalhando cada uma delas, assim como está sendo feito no desenrolar deste trabalho.
Fonte: https://www.mundovestibular.com.br/articles/4542/1/versificacao/
Observe o verso a seguir:
"E entra a Saudade... Fiquei
Como assombrado e sem voz!"
(Teixeira de Pascoaes)
Quando o verso não finaliza com um segmento sintático, ocorre __________________, que é a continuação do sentido de um verso no verso seguinte:
Após análise, marque a alternativa CORRETA:
o encadeamento
a versificação continuada
a cadeia sintática
a continuidade poética
Leia o poema de Raimundo Correia e responda a alternativa correta:
MAL SECRETO
Se a cólera que espuma, a dor que mora
N'alma, e destrói cada ilusão que nasce,
Tudo o que punge, tudo o que devora
O coração, no rosto se estampasse;
Se se pudesse, o espírito que chora,
Ver através da máscara da face,
Quanta gente, talvez, que inveja agora
Nos causa, então piedade nos causasse!
Quanta gente que ri, talvez, consigo
Guarda um atroz, recôndito inimigo,
Como invisível chaga cancerosa!
Quanta gente que ri, talvez existe,
Cuja ventura única consiste
Em parecer aos outros venturosa!
CORREIA, Raimundo. Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Editora José Aguilar, 1961, p.135-136.
No poema, o eu lírico deixa claro que as pessoas não fingem seus sentimentos, já que cada pessoa mostra sua verdadeira face.
O eu lírico mostra-se sentimentalista quanto a elaboração de cada verso, além disso, o objetivo é trazer emoções e não criticar o comportamento humano.
O eu lírico fala da necessidade do ser humano de se utilizar de máscaras para ocultar os sentimentos, que num outro contexto, seriam expressos explicitamente pelo sujeito.
No primeiro verso do poema é iniciado por um conectivo “se”, expressando um sentido de certeza nas expressões “cólera, dor e ilusão”, dando um novo rumo ao texto.
O “Soneto de Separação” é formado por:
quatro estrofes, quinze versos, três quartetos e dois tercetos.
quatro estrofes, quatorze versos, dois quartetos e dois tercetos.
três estrofes, quatorze versos, dois quartetos e sete tercetos.
quatro estrofes, dez versos, dois quartetos e dois tercetos.
Quantos períodos há na primeira estrofe do poema?
2.
3.
4.
5.
6.
Analise as afirmativas a seguir sobre o poema do TEXTO II:
I. Está escrito na 1ª pessoa do singular, ressaltando a perspectiva intimista e subjetividade da autora.
II. O uso do tempo presente nos versos “Eu canto porque o instante existe” e “a minha vida está completa” valoriza o momento presente.
III. Existem várias antíteses, por exemplo: “Não sou alegre nem sou triste sou poeta”, ressaltando a parcialidade do eu lírico.
IV. Os versos “Irmão das coisas fugidias; não sinto gozo nem tormento” frisam a importância dos sentimentos e coisas duradouras.
É correto o que se afirma
apenas em I e II.
apenas em I e III.
apenas em II e III.
apenas em III e IV.
Esse poema muito agrada as crianças por sua musicalidade e ritmo. Seu autor é:
Poema Trem de ferro
Café com pão
Café com pão
Café com pão
Virge Maria que foi isto maquinista?
Agora sim
Café com pão
Agora sim
Voa, fumaça
Corre, cerca
Ai seu foguista
Bota fogo
Na fornalha
Que eu preciso
Muita força
Muita força
Muita força
Oô...
Foge, bicho
Foge, povo
Passa ponte
Passa poste
Passa pasto
Passa boi
Passa boiada
Passa galho
De ingazeira
Debruçada
No riacho
Que vontade
De cantar!
Oô...
Quando me prendero
No canaviá
Cada pé de cana
Era um oficiá
Oô...
Menina bonita
Do vestido verde
Me dá tua boca
Pra matá minha sede
Oô...
Vou mimbora vou mimbora
Não gosto daqui
Nasci no Sertão
Sou de Ouricuri
Oô...
Vou depressa
Vou correndo
Vou na toda
Que só levo
Pouca gente
Pouca gente
Pouca gente...
Ziraldo.
Manuel Bandeira.
Carlos Drummond de Andrade.
Monteiro Lobato.
Pedro Bandeira.
Perfeitos. Somos?
Não somos perfeitos, mas buscamos a perfeição nos outros;
Reiteramos “verdades absolutas”, mas nem mesmo sabemos interpretar a
nossa verdadeira essência.
Não somos belos o suficiente, e buscamos a beleza idealizada no outro.
(Afinal, o que é ser belo?)
Afirmamos a existência de um Deus onipotente, onipresente, onisciente,
Entretanto, queremos nós mesmos definir e julgar o propósito do outro.
Falamos de amor, união e fraternidade,
Todavia, definimos aqueles que são “os escolhidos”;
Chegamos a pronunciar “obrigado”, no entanto, esquecemo-nos
De exercer a verdadeira gratidão.
Quanto mais religiosos nos tornamos, menos espirituais
Ficamos. Já por outro lado, quanto mais
Espiritualidade buscamos, menos religiosidade queremos,
E mais aptos ficamos para exercer o “servir ao outro”
Sem se justificar. Na busca pelo futuro promissor,
Pela ciência a cada dia desvendando mistérios,
Oferecendo mais praticidade, revelando tudo o que nos falta.
Mas o que nos falta então?
Olhar para nós mesmos, bem para dentro de nós,
Para o centro de nosso ser
E olhar para aquele que está à nossa frente
E perceber que não somos só,
Nem somos sós
Somos nós e os nossos entornos. Somos.
Volto a perguntar: “O que nos falta?”
Talvez um espelho
Um espelho que nos mostre que somos tão importantes
Quanto o outro, e não mais importantes do que o outro.
Outros de nós mesmos.
(MENDONÇA, Tulius – Entreatos – Páginas Editora)
Nos últimos versos, o poeta conclui:
Que somos todos significativos, sem distinção, ou seja, importantes um para o outro sem grau de hierarquia.
Somos todos diferentes e singulares, e devemos reconhecer a importância de alguns em relação à gente.
Somos todos repletos de potencialidades, entretanto devemos reconhecer que há uma hierarquia em poderes de um em relação ao outro.
Somos de etnias distintas, e devemos proteger aqueles que pertencem ao nosso grupo específico.
Feijão
1 Quem paga o salário da poeta?
A palavra?
De mãos atadas não
4 Custeia
Conta
Luz
7 Água
Aluguel da casa
A comida da menina.
10 Poesia não pode ser vendida.
Palavra escrita não sentida
Não faz sentido nenhum,
13 Nem aqui nem em lugar algum.
Quem teima em vender poesia
Corre risco de sete anos de azar,
16 Paralisia nos dedos da língua
Da mente seca de inspiração
Palavra não vai mais brotar
19 Na terra da sensibilidade
Insensível a olhos cegos.
Vai comer de quê?
22 Morar o quê?
De palavra?
Vou viver poesia!
Meimei Bastos. Um verso e Mei. Rio de Janeiro: Malê Edições, 2017, p. 18.
O poema apresentado revela o desejo de continuar a escrever mesmo que o retorno financeiro do trabalho da escrita não seja satisfatório. Essa revelação encontra-se principalmente no verso
"Quem paga o salário da poeta?" (v.1).
"Insensível a olhos cegos" (v.20).
"Não faz sentido nenhum" (v.12).
"Poesia não pode ser vendida" (v.10).
"Vou viver poesia!" (v.24).
Analise as proposições sobre o poema a seguir, de Patativa do Assaré.
“A vida aqui é assim” de Patativa do Assaré.
Aquele povo que veve
Nas rua da capitá,
Não sabe o quanto padece
Os trabaiadô de cá.
Esse povo da cidade,
Que só veve de vaidade
Nunca foi agricurtô,
Uma roça não conhece,
Não sabe o quanto padece
O povo do interior.
Fonte: ASSARÉ, Patativa. Cante lá que eu canto cá. Petrópolis: Vozes, 1989, p. 81.
I- A estrofe expressa a riqueza poética transmitida em linguagem popular.
II- O poeta procura alcançar a alma do povo e a identificação de seu código de valores.
III- A estrofe resume uma visão de mundo que o sertanejo intui dividido entre a cidade e o campo.
A alternativa CORRETA é:
I apenas.
I e II apenas.
II e III apenas.
I, II e III.
III apenas.
O poema fala de duas pessoas, as palavras usadas para se referir a elas são:
Um e outro.
Meu amor e outro.
Meu amor e eu.
Eu e outro.
Um e eu.
Nos dois últimos versos do poema, o poeta:
incentiva o consumo de comida caipira.
afirma que só pode reclamar da comida quem a preparou.
afirma, metaforicamente, que só quem viveu uma experiência pode falar sobre ela.
afirma, metaforicamente, que a comida só pode ser ingerida pelas pessoas que viram o seu preparo.
Conforme análise do texto II, em que estrofe o eu poético enfatiza uma forma de consumo do açaí diante de outra?
3ª
4ª
5ª
6ª
8ª
Assinale a alternativa que resume corretamente o poema:
Joana era uma mulher rica que, após uma desilusão amorosa, suicida-se com uma dose de veneno.
João era um homem sem caráter que abandonou a esposa em um humilde barracão
Joana era uma mulher pobre que, após uma desilusão amorosa, tenta suicidar-se, mas sobrevive por ter errado na dose.
Joana era uma mulher pobre que, após uma desilusão amorosa, suicida-se com a dose de uma substância não declarada no poema.
Joana era uma mulher forte que, apesar da desilusão amorosa, não deixou a peteca cair e seguiu em frente com a vida.
A poesia é um gênero textual conhecido por explorar os múltiplos sentidos da palavra. O vocábulo PRECISO, que aparece no título do poema e no terceiro verso, significa, simultaneamente:
algo necessário – algo trivial.
algo necessário – algo realizado com exatidão.
algo indispensável – algo necessário.
algo trivial – algo dispensável.
algo dispensável – algo realizado com exatidão.
São palavras-chave do poema respectivamente
olhos e mar.
praia e pedra.
navio e mãos.
ondas e areia.
vento e água.
Leia:
Noturno
O mar soprava sinos
os sinos secavam as flores as flores
eram cabeças de santos
Minha memória cheia de palavras
meus pensamentos procurando fantasmas
”meus pesadelos atrasados de muitas noites
De madrugada, meus pensamentos soltos
”voaram como telegramas
e nas janelas acesas toda a noite
o retrato da morta
fez esforços desesperados para fugir.
(João Cabral de Melo Neto)
Sobre o poema, é CORRETO afirmar que:
Na primeira estrofe, os substantivos que aparecem como complemento do verbo em um verso, passam a ser o sujeito da oração do verso subsequente.
A estrutura do poema configura-se majoritariamente por frases nominais.
A linguagem figurativa do poema é marcada pela ausência de metáforas, mas a pluralidade de metonímias.
Nenhuma das alternativas.
A leitura atenta do texto leva o leitor à sensação de que está acompanhando as ações, como se estivesse assistindo às cenas, à maneira de um filme. Esse efeito, uma característica literária que o autor, Carlos Drummond de Andrade, obtém em suas narrativas, é fruto de:
um recurso em que se empregam formas verbais imperativas para traduzir o sentido de constante comando das ações.
uma combinação de tempos verbais em que se distribuem igualmente formas verbais de presente e de pretérito.
o autor empregar os verbos predominantemente no tempo presente do indicativo.
serem empregadas as formas verbais do modo indicativo em substituição às formas verbais do modo subjuntivo.
uma relação de tempos verbais em que se combinam formas de presente, de passado e de futuro para conotar a dramaticidade do texto.
Ao ler o poema, percebemos que o eu lírico acredita que:
relembrar é uma experiência amedrontadora.
o vaivém das lembranças o entristece e o impede de prosseguir com a vida.
ele naufraga, falha, no exercício humano de recordar.
recordar só vale a pena se for para viver uma paixão profunda.
embora possa ser difícil, revisitar memórias é algo importante, já que faz parte de viver.