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Ao ler o poema, percebemos que o eu lírico acredita que:
relembrar é uma experiência amedrontadora.
o vaivém das lembranças o entristece e o impede de prosseguir com a vida.
ele naufraga, falha, no exercício humano de recordar.
recordar só vale a pena se for para viver uma paixão profunda.
embora possa ser difícil, revisitar memórias é algo importante, já que faz parte de viver.
No soneto, percebe-se que o poeta se dirige ao(a)(à)
sol.
céu.
entardecer.
amigo.
Via Láctea
O poema traz uma carga muito forte de
tristeza e desânimo.
ufania e comodismo.
otimismo e perseverança.
entusiasmo e descrença.
coragem e decepção.
Considerando que o poema está incluído no livro “Poesia Pau-Brasil”, no qual o poeta faz uma releitura da formação do país, o título “Erro de português” está ligado à ideia de
O português ter nomeado “índio” o autóctone brasileiro acreditando ter chegado à Índia.
O português ter “vestido” (aculturado) o índio no processo de colonização.
O português acreditar que o Brasil era um lugar frio por ter chegado “debaixo duma bruta chuva”.
Refere-se à grafia errada do verso “Debaixo duma bruta chuva”.
Texto
TERCETOS, I
Olavo Bilac
Noite ainda, quando ela me pedia
Entre dois beijos que me fosse embora,
Eu, com os olhos em lágrimas, dizia:
"Espera ao menos que desponte a aurora!
Tua alcova é cheirosa como um ninho...
E olha que escuridão há lá por fora!
Como queres que eu vá, triste e sozinho,
Casando a treva e o frio de meu peito
Ao frio e à treva que há pelo caminho?!
Ouves? é o vento! é um temporal desfeito!
Não arrojes à chuva e à tempestade!
Não me exiles do vale do teu leito!
Morrerei de aflição e de saudade...
Espera! até que o dia resplandeça,
Aquece-me com a tua mocidade!
Sobre o teu colo deixa-me a cabeça
Repousar, como há pouco repousava...
Espera um pouco! deixa que amanheça!"
- E ela abria-me os braços. E eu ficava.
Fonte: Disponível em: < http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000285.pdf > Acesso em 21 maio de 2018
Sobre o poema é correto afirmar:
O poema descreve uma cena amorosa, num procedimento típico do Parnasianismo: a mulher é real, sem a idealização romântica.
O poema segue a temática romântica, porém, a objetividade e o sentimento do belo são fortes presenças no texto.
Em versos simples e coloquiais, o poeta expressa seus sentimentos em relação à figura feminina, sempre idealizada.
O poema é sensual e celebra o prazer do amor físico, revelando o lirismo amoroso do poeta.
O poema apresenta uma cena parnasiana em que os amantes não conseguem se desvencilhar do ato amoroso.
Marque V para verdadeiro e F para falso, acerca do poema.
( ) O eu lírico descreve sua experiência com a vida.
( ) O eu lírico mostra a relação com o tempo.
( ) O eu lírico reflete sobre a falta de valor que damos ao presente.
Assinale a alternativa CORRETA.
F-V-V.
V-V-V.
F-F-V.
Nenhuma das alternativas.
Considere as alternativas a seguir acerca do poema “Rio abaixo” e marque V nas VERDADEIRAS e F nas FALSAS.
( ) No poema, um grupo de pessoas navega num rio próximo aos bambuais.
( ) A cor do rio é caracterizada como púrpura, sangrenta.
( ) O reflexo do sol no rio forma a imagem de um gládio de prata.
( ) O tempo decorrido durante o poema passa do pôr do sol (ocaso) para a noite.
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA.
F, F, V, V
F, V, V, F
V, F, F, V
V, V, F, V
V, V, F, F
Textos para questão 43
Texto I
NA TEBAIDA
Chegas, com os olhos úmidos, tremente
A voz, os seios nus, — como a rainha
Que ao ermo frio da Tebaida vinha
Trazer a tentação do amor ardente.
Luto: porém teu corpo se avizinha
Do meu, e o enlaça como uma serpente...
Fujo: porém a boca prendes, quente,
Cheia de beijos, palpitante, à minha...
Beija mais, que o teu beijo me incendeia!
Aperta os braços mais! que eu tenha a morte,
Preso nos laços de prisão tão doce!
Aperta os braços mais, — frágil cadeia
Que tanta força tem não sendo forte,
E prende mais que se de ferro fosse!
© OLAVO BILAC
In Poesias (Sarças de Fogo), 1888
Texto II
Mimosa boca errante
Mimosa boca errante
à superfície até achar o ponto
em que te apraz colher o fruto em fogo
que não será comido mas fruído
até se lhe esgotar o sumo cálido
e ele deixar-te, ou o deixares, flácido,
mas rorejando a baba de delicias
que fruto e boca se permitem, dádiva.
Boca mimosa e sábia,
impaciente de sugar e clausurar
inteiro, em ti, o talo rígido
mas varado de gozo ao confinar-se
no limitado espaço que ofereces
a seu volume e jato apaixonados,
como podes tornar-te, assim aberta,
recurvo céu infindo e sepultura?
Dos temas abaixo, qual não aparece nos dois poemas?sensualismo;
erotismo;
caráter descritivo;
paixão;
medo
No tocante à interpretação de “Esses textos”, está CORRETO afirmar:
A função do leitor é primordial para o texto existir, segundo está enunciado no poema desde a primeira estrofe.
Há um certo didatismo sobre o tema “leitura”, no discurso poético de Silviano Santiago nesse texto em questão, pois o leitor deveria respeitar aquilo que o próprio texto indica para sua leitura.
Na afirmação “(Mas o importante é o leitor. / Você.)”, está dito que o leitor pode fazer a leitura do jeito que quiser, porque essa liberdade de interpretação cabe simplesmente a ele. Isso quer dizer que o texto literário não tem um fio condutor, conforme é explicado, a seguir, quando o poeta fala em “abotoar/desabotoar” o texto.
Pela leitura dos versos que falam sobre os cliques de colchete, “Quando dois ou mais / se engatam, / fecha-se um sentido / único e exclusivo.”, isso significa que a explicação, no poema, prima pelo sentido literal próprio de todos os tipos de textos.
O sentido contextual de “Cada camisa, / depois de surrada, / é fonte / de novo esforço.” refere-se, somente, ao esforço do autor, na construção de um texto poético.
Com base em conhecimentos sobre a poesia brasileira, assinale “V” (VERDADEIRO) ou “F” (FALSO) em cada afirmação referente aos poemas acima. Em seguida, escolha a sequência correta:
( ) Os dois poemas fazem uso do recurso da metalinguagem, abordando o fazer poético, a linguagem se debruça sobre si mesma.
( ) O poema “A um poeta” foi publicado no início do século XX, e se refere à poesia escrita no final do século XIX, já “Oficina irritada” foi publicado em 1951, no livro Claro enigma.
( ) Em ambos, o poema é o resultado do trabalho exaustivo do poeta e do sossego, condição ideal para o fazer poético, mas depois de acabado não pode deixar transparecer o esforço empregado em sua elaboração.
( ) O texto 2 contrapõe-se às ideias de equilíbrio e perfeição da forma e se afasta do ideal defendido pelo texto 1, apresentando outra proposta de criação poética.
( ) O texto 2 expressa a angústia do eu poético, mediante ao esforço da criação poética em consonância com os princípios artísticos do texto 1.
Marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo:
V, V, F, F, V
F, F, F, V, V
V, F, F, V, F
V, V, V, F, F
V, V, F, V, F
Textos para questão 42
Paixão
Se tivesse um remedinho contra
eu tomava
(Francisco Alvim, Poesias Reunidas – 1968 – 1988. São Paulo: Duas Cidades, 1988)
Texto II
Névoas
Nas horas tardias que a noite desmaia
Que rolam na praia mil vagas azuis,
E a lua cercada de pálida chama
Nos mares derrama seu pranto de luz,
Eu vi entre os flocos de névoas imensas,
Que em grutas extensas se elevam no ar,
Um corpo de fada — sereno, dormindo,
Tranqüila sorrindo num brando sonhar.
Na forma de neve — puríssima e nua —
Um raio da lua de manso batia,
E assim reclinada no túrbido leito
Seu pálido peito de amores tremia.
Oh! filha das névoas! das veigas viçosas,
Das verdes, cheirosas roseiras do céu,
Acaso rolaste tão bela dormindo,
E dormes, sorrindo, das nuvens no véu?
O orvalho das noites congela-te a fronte,
As orlas do monte se escondem nas brumas,
E queda repousas num mar de neblina,
Qual pérola fina no leito de espumas!
(Fagundes Varela. Poemas de Fagundes Varela. Sel. de
Osmar Barbosa. Rio de Janeiro: Ediouro, 1988)
Os dois poemas tratam do amor e do desejo. O primeiro de maneira sintética, e o segundo de maneira detalhada, com rica descrição de cenário. Assinale a afirmativa incorreta a respeito do estilo dos poemas.O texto I lembra os “poemas-pílulas” de Oswald de Andrade, pois não possui nenhum sentido;
O texto II tem proximidade com textos dissertativos;
O texto I se opõe ao Texto II pelo valor que dá ao desejo;
O texto II é irônico em relação ao desejo;
No texto I a linguagem é coloquial com o uso de gírias e neologismos.
Considere as seguintes afirmações:
I) O eu poético busca nas imagens, aparentemente inconciliáveis e repetidas, a criação do sensorialismo, fazendo brotar a novidade estética literária recebida com grande prestígio pela crítica oficial do fim do século XIX.
II) Na tentativa de sugerir sensações aos leitores, a musicalidade trabalhada no poema pode ser identificada nas rimas, no uso das aliterações e na presença marcante de fonemas nasais.
III) A expressão vaga e imprecisa da realidade constitui-se em traço importante da poesia do final do século XIX e pode ser percebida nas expressões que aproximam campos sensoriais distintos.
IV) O poema apresenta elementos que se alinham com um programa de renovação estética que permeia produções literárias da modernidade que valorizam a originalidade e a manifestação por meio do singular.
Estão CORRETAS as afirmativas:
apenas I e III.
apenas II e III.
apenas I, III e IV.
apenas I, II e IV.
apenas II, III e IV.
Considere as afirmações abaixo, em relação ao texto de Álvares de Azevedo:
I) Observa-se no poema um traço marcante da poesia de Álvares de Azevedo, o efeito irônico que contrapõe o sublime ao prosaico ao explorar o tema.
II) Percebe-se que valores ideais tradicionais como o sentido da vida e o amor são postos em confronto com a necessidade real e cotidiana.
III) O sarcasmo com que o poeta trata o tema constitui-se em uma forma de fuga e de egoísmo que se difere de outros poemas presentes na obra Lira dos vinte anos.
IV) O poema em questão consta na obra Lira dos vinte anos e apresenta traços de ironia e do forte engajamento social, comum à poesia ultrarromântica.
Assinale a alternativa que contém as afirmativas CORRETAS:
apenas I e II.
apenas II e III.
apenas III e IV.
apenas I, II e III.
apenas II, III e IV.
“Em toda sua poesia o achincalhe e a denúncia encorpam-se e movem-se à força de jogos sonoros, de rimas burlescas, de uma sintaxe apertada e ardida, de um léxico incisivo, quando não retalhante”. O excerto de Bosi (2013) aborda sobre:
Frei José de Santa Rita Durão.
Padre Antônio Vieira.
José Basílio da Gama.
Gregório de Matos Guerra.
Padre José de Anchieta.
Assinale “V” (VERDADEIRO) ou “F” (FALSO) em cada afirmação referente ao texto. Em seguida, escolha a sequência CORRETA:
( ) O eu poético descreve uma voz, comparando-a a “finas pratas” (verso 1), sugerindo-lhe atributos estéticos. Esse recurso criador e pouco convencional aos poetas da época está a serviço de sua expressão poética.
( ) Sabendo-se que a sonata é uma composição musical feita para ser executada por um ou mais instrumentos, diferentemente de uma composição vocal, depreende-se dos versos 3 e 4 que o poema trata de uma voz que evoca um instrumento.
( ) O uso de expressões sensoriais destaca-se dentre os recursos estilísticos presentes no poema, prevalecendo as sensações auditivas sobre as demais sensações por se tratar da descrição de uma voz.
( ) Pode-se depreender do título do poema uma síntese do elemento poético descrito nos versos, há uma voz cristalina, semelhante ao som que se desprende de objetos de cristal quando batidos ou tocados.
( ) Nota-se que o poeta demonstra a mesma preocupação estética formal típica de poetas da época ao fazer uso do soneto, contudo mostra uma tendência à apresentação plástica e original da expressão artística.
Marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo:
V, V, V, V, V
V, F, V, V, V
V, V, F, V, V
V, V, V, F, V
V, V, V, V, F
Assinale a alternativa que NÃO corresponde às ideias sugeridas no poema:
O eu poético expressa-se como um homem negro que vive cativo, contudo permanece com a alma livre.
O eu poético assume um ponto de vista culturalmente identificado e se nega à passividade expressa em outras produções poéticas da época.
O eu poético apresenta um idealismo, pois sua alma não se rende e se recusa a abandonar a esperança de liberdade, contrariando a postura encontrada em produções de mesmo tema.
O eu poético expressa o anseio de liberdade tão próprio de sua etnia, sem indiferença a sua circunstância em relação ao mundo.
O eu poético apresenta uma postura de resignação em relação à escravidão e se alimenta de lembranças e memórias dos tempos em que viveu livre.
Considere as seguintes afirmações:
I) Percebe-se um distanciamento do subjetivismo próprio das produções literárias da época e um realismo crítico voltado para injustiças da sociedade imperial, por se desejar a participação do negro no projeto de identidade nacional.
II) Percebe-se a busca por deleites poéticos semelhantes às produções de escritores contemporâneos ao revelar em sua temática a condição desgraçada e inferiorizada dos escravos africanos e seus descendentes no Brasil até 1888.
III) Essa obra foi escrita no período em que o negro-escravo desponta como tema na poesia e apresenta consciência negro-rebelde, inserindo-se no bojo de produções posteriores em que emerge uma posição de resistência e luta por afirmação e reconhecimento social dos africanos e seus descendentes no país.
IV) É possível notar que o poema apresenta uma oposição entre um “lá” e um “cá”, num diálogo intertextual que evoca no contexto o lugar da liberdade e o lugar da escravidão, respectivamente.
Estão CORRETAS as afirmativas:
apenas II e III
apenas III e IV
apenas I, II e IV.
apenas I, III e IV.
apenas II, III e IV.
Leia as seguintes sentenças:
I) Em Caramuru (1781), de Tomás Antônio Gonzaga, o índio é matéria prima para exemplificar certos padrões ideológicos. Voltada, contudo, para o passado jesuítico e colonial e em aberta polêmica com o século das luzes, será uma corrente oposta à de Basílio da Gama.
II) Cláudio Manuel da Costa, ainda adolescente, estreou como cultista em Coimbra, de onde partiria para Minas, em 1753, antes portanto da Fundação da Arcádia Lusitana. Munúsculo Métrico e Labirinto do Amor são exemplos de obras que escreveu entre 1751 e 1753.
III) Uraguai (1769) é um poemeto épico de Basílio da Gama que tenta conciliar a louvação de Marquês de Pombal e o heroísmo do indígena; e o jeito foi fazer recair sobre o jesuíta a pecha de vilão, inimigo de um, enganador do outro.
Analisando a veracidade das informações a partir do que registra Bosi (2013), é CORRETO afirmar que:
somente I é correta.
somente II é correta.
somente I e II são corretas
somente I e III são corretas
somente II e III são corretas
Observe os destaques, nas frases retiradas do poema, e escolha a opção que apresenta uma explicação CORRETA quanto à sintaxe:
A função da palavra “só”, no segundo verso, primeira estrofe, é de adjunto adverbial, pois esse caso pode gerar confusão, uma vez que, em outro contexto, a mesma palavra poderia ter a função de adjunto adnominal.
“É preciso ter calma. Saber ir abotoando os elementos vários à espera do clique de colchete.” (Ambos os termos destacados têm função de sujeito.)
“Quando dois ou mais se engatam, fecha-se um sentido único e exclusivo.” (Oração adverbial, completamente independente do restante do período.)
Há elipse na seguinte frase: “Depois, o leitor institui outra linha, lendo.”
“Cada camisa, depois de surrada, é fonte de novo esforço. Ou então vira camisa-de-força.” (Substituindo a palavra “depois” por “apesar” não alteraria o tipo de circunstância da frase.)
O Bicho
-
Vi ontem um bicho
Na imundice do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa;
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
-
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
-
Manuel Bandeira. Rio, 27 de dezembro de 1947.
Ainda considerando o poema de Manuel Bandeira, assinale a opção INCORRETA.
O poema é composto por quatro (4) frases.
Em “O bicho”, O é artigo e bicho é substantivo.
Na frase ‘O bicho, meu Deus, era um homem.’, a retirada de uma vírgula altera seu sentido.
Detrito é um sinônimo para lixo.
Voracidade é antônimo de ferocidade.