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Essas duas estrofes podem ilustrar, pelas ideias e pela forma de expressão, os seguintes postulados do Modernismo de 22:
I. direito permanente à liberdade estética;
II. aproveitamento poético da linguagem coloquial;
III. revalorização da épica e da mitologia clássicas.
Está adequado ao enunciado o que se afirma em
I, II e III.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
II, apenas.
Pensando-se na divisão clássica dos gêneros literários, segundo a qual a literatura se faz no modo épico, ou no modo lírico, ou no modo dramático, pode-se falar em hibridismo ou mistura de gêneros quando se trata de caracterizar uma obra como
São Bernardo, de Graciliano Ramos, em razão de o narrador ser também o protagonista.
Menino de engenho, de José Lins do Rego, em razão da fundamentação histórica em que se assenta a narrativa.
Morte e vida severina, de João Cabral de Melo Neto, poema apresentado como auto de natal pernambucano.
Libertinagem, de Manuel Bandeira, pelo fato de haver poemas que retratam experiências íntimas do poeta.
O cortiço, de Aluísio Azevedo, em razão de se tratar de uma narrativa apoiada em convicções científicas da época.
O Modernismo irrompeu na cena brasileira tendo por marco a Semana de 1922, em um contexto histórico de muita turbulência: nesse mesmo ano, fundou-se o Partido Comunista, acirrou-se a crise política no tumultuado processo eleitoral que culminou na vitória de Artur Bernardes — que governou sob estado de sítio — e veio à tona a rebeldia da jovem oficialidade do Exército, com o movimento tenentista.
De forma geral, artistas e escritores que se colocaram à frente das propostas modernistas eram ideologicamente de esquerda e politicamente engajados com projetos audaciosos de reformas, como Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Monteiro Lobato, o que contribuiu para facilitar a imediata aceitação das teses do movimento.
Certo
Errado
A síntese da cultura brasileira, que o texto indica como realização do Modernismo, consistiu em fundir elementos do Romantismo e sua idealização sentimental e piegas do índio, do Realismo com seu formalismo parnasiano, e da rebuscada religiosidade do velho Barroco do ciclo do ouro.
Certo
Errado
Em uma época em que o país acordava para a utopia da vitória sobre o subdesenvolvimento e conscientizava-se da necessidade de enfrentar as desigualdades regionais e sociais, quadro marcante dos anos cinqüenta, Guimarães Rosa — Corpo de Baile e Grande Sertão: Veredas, ambos de 1956 — e Érico Veríssimo — O Tempo e o Vento, entre 1949 e 1962 — escreviam a respeito da saga heróica do povo brasileiro, estivesse no sertão, nos pampas ou nas coxilhas.