Questões de Concurso sobre Pré-Modernismo

 
 
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Leia as características a seguir e assinale o período literário correspondente.


Nacionalismo, revisão crítica de nosso passado histórico-cultural, valorização de temas ligados ao cotidiano, ironia, humor, piada, irreverência, versos livres, palavras em liberdade, síntese na linguagem, fragmentação, flashes cinematográficos, elemento-surpresa, livre associação de ideias, busca de uma língua brasileira, mais popular e coloquial; pontuação relativa.


A

Barroco.


B

Arcadismo.


C

Modernismo.


D

Realismo.


E

Simbolismo.

Conhecido por ser um momento de transição literária, É CORRETO afirmar que pré-modernismo:


A

É considerado uma escola literária, uma vez que havia uma temática específica.


B

Tem literatura marcada de 1922, ano da Semana da arte Moderna, até 1930.


C

Embora houvesse uma denúncia na literatura com a retratação do sistema político e social brasileiro, o pré-modernismo valia-se da língua culta, de forma a manter subentendida a mensagem.


D

É marcado pela literatura regionalista como forma de denúncia das injustiças e realidades sócioculturas. O livro Os Sertões, de Euclides da Cunha é um exemplo da literatura pré-modernista.

A liberdade formal e o coloquialismo presentes no poema apresentado são também características marcantes do projeto literário dos poetas modernistas da geração de 1945.

C
Certo

E
Errado

Saindo criança de São Luís, no Maranhão, para Lisboa, Raimundo viaja órfão de pai, um ex-comerciante português, e afastado da mãe Domingas, uma ex-escrava do pai.

Depois de anos da Europa, Raimundo volta formado para o Brasil. Passa um ano no Rio e decide regressar a São Luís para rever seu tutor e tio, Manuel Pescada.

Bem recebido pela família do tio, Raimundo desperta logo as atenções de sua prima Ana Rosa que, em dado momento, lhe declara seu amor.

Essa paixão correspondida encontra, todavia, três obstáculos: o do pai, que queria a filha casada com um dos caixeiros da loja; o da avó Maria Bárbara, mulher racista; o do Cônego Diogo, comensal da casa e adversário de Raimundo.

Todos os três conheciam as origens negróides de Raimundo. E o Cônego Diogo era o mais empenhado em impedir a ligação, uma vez que fora responsável pela morte do pai de Raimundo.

Tudo aconteceu quando Raimundo nasceu, seu pai José Pedro da Silva casou-se com Quitéria Inocência de Freitas Santiago, mulher branca. Suspeitando da atenção que José Pedro dedicava ao pequeno Raimundo e à escrava Domingas, Quitéria ordena que açoitem a negra e lhe queimem as partes genitais.

Desesperado, José Pedro carrega o filho e leva-o para a casa do irmão, em São Luís. De volta à fazenda, imaginando Quitéria ainda refugiada na casa da mãe, José Pedro ouve vozes em seu quarto. Invadindo-o, o fazendeiro surpreende Quitéria e o então Padre Diogo, em pleno adultério. Desonrado, o pai de Raimundo mata Quitéria, tendo o Padre como testemunha. Graças à culpa do adultério e à culpa do homicídio, forma-se um pacto de cumplicidade entre ambos. Diante de mais essa desgraça, José Pedro abandona a fazenda, retira-se para a casa do irmão e adoece. Algum tempo depois, já restabelecido, José Pedro resolve voltar à fazenda, mas no meio do caminho, é tocaiado e morto. Por outro lado, aos poucos, o Padre Diogo começa a insinuar-se também, na casa de Manoel Pescada. Raimundo ignorava tudo isso. Em São Luís, agora adulto, sua preocupação básica é desvendar suas origens e, por isso, insiste com o tio em visitar a fazenda onde nascera. Durante o percurso a São Brás, Raimundo começa a descobrir os primeiros dados sobre suas origens e insiste com o tio para que lhe conceda a mão de Ana Rosa. Depois de várias recusas, Raimundo fica sabendo que o motivo da proibição devia-se à cor de sua pele.

Voltando a São Luís, Raimundo muda-se da casa do tio, decide voltar para o Rio, confessa em carta à Ana Rosa, seu amor; mas acaba não viajando.

Apesar das proibições, Ana Rosa e ele planejam uma fuga. Entretanto, a carta principal é interceptada por um cúmplice do Cônego Diogo, o caixeiro Dias, empregado de Manoel Pescada e forte pretendente, sempre repelido, à mão de Ana Rosa. Na hora da fuga, os namorados são surpreendidos. Arma-se o escândalo, do qual o Cônego é o grande executor. Raimundo retira-se desolado e ao abrir a porta de casa, um tiro acerta-o pelas costas. Com uma arma que lhe emprestara o Cônego Diogo, o caixeiro Dias assassina o rival.

Ana Rosa aborta. Entretanto, seis anos depois, ela é vista saindo de uma recepção oficial, de braço com o senhor Dias e preocupada com os “três filhinhos que ficaram em casa, a dormir”.

O autor da obra mencionada na questão anterior é:


A

Machado de Assis.


B

Raul Pompeia.


C

Euclides da Cunha.


D

Aluísio Azevedo.

De acordo com o texto, Euclides da Cunha antecipou marcas da prosa de ficção da segunda geração modernista, entre elas a preocupação com o impacto do meio sobre o indivíduo.

C
Certo

E
Errado

Urupês, Cidades Mortas e Negrinha, livros de contos, centralizam a experiência regionalista do autor e constituem o melhor que arquitetou como ficcionista.

O universo dos contos desses livros é sempre o mesmo: as “itaocas”, cidadezinhas do Vale do Paraíba Paulista, com suas casas de tapera, ruas mal iluminadas, políticos corruptos, patriotadas, ignorância e miséria. Sua vivência de promotor público e fazendeiro nessas “cidades mortas”, arruinadas após o fastígio do café, orienta a fidelidade à paisagem regional e reforça a ironia com que critica o caipira, o capiau, personificado nos “jecas-tatus”, nos “urupês” (parasitas que vegetam no oco da madeira), nos “piolhos da terra”.


Referimo-nos a:


A

Graça Aranha.


B

Monteiro Lobato.


C

Euclides da Cunha.


D

Lima Barreto.

O Pré-Modernismo foi um período marcado pelo sincretismo de tendências artísticas, sem, no entanto, constituir um movimento literário propriamente dito. No Brasil, esse período deu-se, marcadamente no início do século XX (Cereja & Magalhães, 2005). A este respeito, assinale a alternativa incorreta:


A

Os autores pré-modernistas se interessavam por assuntos do dia-a-dia dos brasileiros, originando-se, deste modo, obras de caráter social


B

Além de alguns outros, foram também autores deste período: Graça Aranha com seu romance Triste fim de Policarpio Quaresma; Euclides da Cunha, com Os Sertões; e Lima Barreto, com Canaã


C

A busca de uma linguagem simples e coloquial foi ponto central para os autores deste período


D

Lima Barreto procurou escrever com simplicidade, ignorando, muitas vezes, as normas gramaticais e de estilo usado por autores de outras escolas literárias, o que gerou a ira nos meios acadêmicos mais conservadores, bem como nos parnasianos


E

Monteiro Lobato situa-se ente os autores regionalistas do Pré-Modernismo, destacando-se no gênero conto

Assinale a alternativa incorreta sobre “Morte e Vida Severina”.


A

O poeta registra as características da vida severa: uma vida em que a morte preside.


B

É possível identificar características individuais de Severino, distinguindo-o como privilegiado entre os demais severinos.


C

Severino é o protagonista que, desde a sua apresentação, insiste no caráter comum de seu nome. De substantivo, Severino passa a ser usado como adjetivo.


D

A palavra Severina sugere uma ampliação de sentido que é confirmada nas palavras do protagonista que, ao tentar se apresentar, evidencia que sua situação particular se assemelha ao que ocorre com outros Severinos.

Lima Barreto e Aluízio de Azevedo integram, respectivamente, quais escolas literárias?


A

Pré-modernismo e Naturalismo.


B

Pré-modernismo e Pré-modernismo.


C

Naturalismo e Romantismo.


D

Romantismo e Pré-modernismo.

Um traço do estilo modernista presente no trecho é a

A
quebra dos padrões convencionais de pontuação gráfica.

B
caracterização do herói como ser nobre, sábio e prudente.

C
linguagem impessoal, influenciada pelo discurso jornalístico.

D
comparação das personagens humanas com animais selvagens.

E
abundância de conectivos lógicos, revelando intenso racionalismo.

Imagem associada para resolução da questão


MAGRITTE, R. A reprodução proibida. Óleo sobre tela, 81,3 x 65 cm. Museum Boijmans Van Buningen, Holanda,1937.


O Surrealismo configurou-se como uma das vanguardas artísticas europeias do início do século XX. René Magritte, pintor belga, apresenta elementos dessa vanguarda em suas produções. Um traço do Surrealismo presente nessa pintura é o(a)


A

justaposição de elementos díspares, observada na imagem do homem no espelho.


B

crítica ao passadismo, exposta na dupla imagem do homem olhando sempre para frente.


C

construção de perspectiva, apresentada na sobreposição de planos visuais.


D

processo de automatismo, indicado na repetição da imagem do homem.


E

procedimento de colagem, identificado no reflexo do livro no espelho.

O movimento modernista no Brasil contou com três gerações: a primeira foi de 1922 a 1930, a segunda de 1930 a 1945 e a terceira teve seu início em 1945, cujo objetivo era de renovar os meios de expressão:


Com relação as gerações que compõe o período modernista é incorreto afirmar que a poesia:



A

A poesia da segunda geração foi, essencialmente, uma poesia de questionamento: da existência humana, do sentimento de “estar-no-mundo”, da inquietação social, religiosa, filosófica, amorosa.


B

A primeira geração tem uma postura negadora e destrutiva de todo academicismo (o nacional e o importado) – a métrica, a rima, a linguagem de dicionário, a linearidade do discurso, o sentimentalismo romântico, o racionalismo realista-naturalista.


C

Os poetas da terceira geração são chamados “poetas de cosmovisão”, pois possuem aguda percepção do tempo em que vivem e da necessidade de transformá-lo pelos caminhos escolhidos por sua sensibilidade poética.


D

A geração de 45 tinha o princípio de que “a poesia é a arte da palavra” que implicava a alteração de pontos de vista da poesia de 30, que já tinha sido social, político, religioso, filosófico.

Assim como ocorria no Modernismo, parte significativa dos escritores da literatura brasileira contemporânea organiza-se em grupos que retomam projetos construídos pelas vanguardas europeias no que tange à pesquisa formal e temática.


C

Certo


E

Errado

Psicologia de um vencido


Eu, filho do carbono e do amoníaco,

Monstro de escuridão e rutilância,

Sofro, desde a epigênesis da infância,

A influência má dos signos do zodíaco.


Profundíssimamente hipocondríaco,

Este ambiente me causa repugnância...

Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia

Que se escapa da boca de um cardíaco.


Já o verme — este operário das ruínas —

Que o sangue podre das carnificinas

Come, e à vida em geral declara guerra,


Anda a espreitar meus olhos para roê-los,

E há de deixar-me apenas os cabelos,

Na frialdade inorgânica da terra!


ANJOS, A. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.


A poesia de Augusto dos Anjos revela aspectos de uma literatura de transição designada como pré-modernista. Com relação à poética e à abordagem temática presentes no soneto, identificam-se marcas dessa literatura de transição, como


A

a forma do soneto, os versos metrificados, a presença de rimas e o vocabulário requintado, além do ceticismo, que antecipam conceitos estéticos vigentes no Modernismo.


B

o empenho do eu lírico pelo resgate da poesia simbolista, manifesta em metáforas como “Monstro de escuridão e rutilância” e “influência má dos signos do zodíaco”.


C

a seleção lexical emprestada ao cientificismo, como se lê em “carbono e amoníaco”, “epigênesis da infância” e “frialdade inorgânica”, que restitui a visão naturalista do homem.


D

a manutenção de elementos formais vinculados à estética do Parnasianismo e do Simbolismo, dimensionada pela inovação na expressividade poética, e o desconcerto existencial.


E

a ênfase no processo de construção de uma poesia descritiva e ao mesmo tempo filosófica, que incorpora valores morais e científicos mais tarde renovados pelos modernistas.

Ao retomar, de maneira acrítica, as formas e os temas poéticos tradicionais, a obra de Carlos Drummond de Andrade aproxima-se, em muitos aspectos, da produzida pela denominada Geração de 45 do Modernismo brasileiro.


C

Certo


E

Errado

Sobre a segunda fase do Modernismo no Brasil, é correto afirmar que


A

foi marcada pela exaltação da natureza, a volta ao passado histórico, o medievalismo e a criação do herói nacional na figura do índio.


B

se caracterizou pela linguagem rebuscada, culta, extravagante; pela valorização do pormenor mediante jogos de palavras.


C

representou um amadurecimento e um aprofundamento das conquistas da geração de 1922, resultando em uma literatura mais construtiva e mais politizada.


D

se caracterizou por ser uma literatura meramente descritiva e, como tal, sem grande valor literário, possuindo, portanto, somente interesse histórico.


E

seguiu os modelos clássicos greco-latinos e os renascentistas, retomando a mitologia pagã como elemento estético.

Analise as afirmativas sobre o Modernismo, colocando entre parênteses a letra “V”, quando se tratar de afirmativa verdadeira, e a letra “F” quando se tratar de afirmativa falsa. A seguir, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.

( ) É consenso entre os historiadores descrever o movimento com três fases distintas e bem separadas: de 22 a 30, de 30 a 45 e de 45 até nosso dias;

( ) Foi sintetizado, por Mario de Andrade, na conferência célebre de 1942, por três princípios: atualização da inteligência nacional, estabilização de uma consciência critica nacional e direito permanente à pesquisa estética;

( ) Há coincidência entre o evento político- início da atividade tenentista – e o literário – a Semana de Arte Moderna, um pregando renovação de costumes políticos e outro pregando renovação artística.

( ) Modernismo e Tenentismo surgem paralelamente e mantém contato acirrado, realizando ações conjuntas que demonstravam uma visão bastante homogênea entre representantes os políticos e os artistas.

( ) É razoável compreender o momento histórico da década de 20 como aquele em que artistas e militares representavam, ainda que inconscientemente, a mesma linha de aspirações de renovação do país.


A
F – V, – V – F – F

B
F – V – V – F – V

C
F – V – V – V – F

D
V – V – V – F – F

E
V – V – F – F – F

Sobre a poesia da Segunda Geração modernista, é correto afirmar que


A

apresenta fortes características regionalistas, assim como a prosa do período.


B

valoriza as formas fixas, como o soneto, em detrimento à liberdade de expressão.


C

preocupa-se fundamentalmente com o sentido da existência humana.


D

apresenta forte tendência nacionalista e de crítica à realidade social brasileira.


E

é essencialmente experimentalista e inovadora quanto a temas e formas de expressão.

Nos anos 70 a literatura passa por uma outra renovação, especialmente na poesia. Ainda estão produzindo autores surgidos no Modernismo como Ferreira Gullar, Carlos Drummond de Andrade e João Cabral de Melo Neto. Analise as afirmativas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta.

I. Não aparece, na produção do período, uma fala autobiográfica, mas surge um lirismo neoromântico e artificial.

II. Paulo Leminski evoca uma presença irradiadora, não só poética como cultural, e apesar de uma trajetória breve, criou uma escrita e antropologia poética com linguagem e técnicas singulares.

III. Ana Cristina César, poeta desaparecida ainda jovem, autora de A teus pés, é considerada como um dos emblemas da geração.


A
somente I está correta

B
somente II está correta

C
somente III está correta

D
somente I e II estão corretas

E
somente II e III estão corretas

Imagem associada para resolução da questão

No trecho acima, o crítico está considerando um procedimento artístico muito utilizado nos primeiros momentos do Modernismo de 22, por meio do qual


A

se esgarçam as fronteiras entre diferentes gêneros, linguagens e humores, do que resulta, por exemplo, um romance nada convencional, como Memórias sentimentais de João Miramar, de Oswald de Andrade.


B

se revelam sedutoras propriedades de mitos antigos, com os quais se restaura uma memória épica como a que anima o desenvolvimento do romance O amanuense Belmiro, de Ciro dos Anjos.


C

se dissolvem as diferenças já consagradas entre poesia e prosa, dando margem a um novo estatuto poético, o poema em prosa, cujo marco foi o livro Sentimento do mundo, de Carlos Drummond de Andrade.


D

se combinaram o estilo elevado da ficção e o estilo mais pedestre da linguagem jornalística, de modo a se constituir um gênero híbrido, de que é exemplo a prosa de Quarup, de Antonio Callado.


E

se recupera, em nova chave ideológica, o prestígio do nacionalismo, mais uma vez identificado com nossas raízes folclóricas e nossa arte popular, como ocorre nos poemas de Cobra Norato, de Raul Bopp.

   
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