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A alternativa que substitui o trecho destacado na passagem – E então a contasse para a cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas para contar a história... – preservando a coerência e de acordo com a norma- -padrão de regência verbal e de crase é
relatasse à cozinheira e contatasse com duas ou três amigas
expusesse à cozinheira e telefonasse à duas ou três amigas
expusesse a cozinheira e contatasse com duas ou três amigas
revelasse a cozinheira e telefonasse a duas ou três amigas
relatasse a cozinheira e ligasse à duas ou três amigas
TEXTO 02
Leia o texto abaixo e responda às questões de 30 a 40.
Não, os livros não vão acabar
Não sei se é a próxima chegada da Amazon ao Brasil ou a profecia maia do fim do mundo, mas o fato é que nunca vi tanta gente preocupada com o fim do livro. São estudantes que me escrevem motivados por pesquisas escolares, organizadores de eventos literários que me pedem palestras, leitores que manifestam sua apreensão. Em alguns casos, percebo uma espécie perversa de prazer apocalíptico, mas logo desaponto quem quer ver o mar pegando fogo para comer camarão cozido: é que absolutamente não acredito que o livro vai acabar.
Tenho escrito reiteradas vezes sobre o assunto; estou, aliás, numa posição bastante confortável para fazê-lo. Gosto igualmente de livros e de tecnologia, e seria a primeira a abraçar meus dois amores reunidos num só objeto; mas embora o Kindle e os vários pads tenham o seu valor como readers, os livros em papel não estão tão próximos da extinção quanto, digamos, o tigre de Sumatra.
Para começo de conversa, é preciso lembrar que o negócio das editoras não é vender papel, mas sim vender histórias. O papel é apenas o suporte para os seus produtos. Aos poucos, em alguns casos, ele tende a ser mesmo substituído pelos tablets. Não dou vida longa aos livros de referência em papel. Estes funcionam melhor, e podem ser mais , facilmente atualizados, em forma eletrônica. O caso clássico é o da Enciclopédia Britannica, cujos editores anunciaram, no começo do ano, que a edição corrente, de 201 O, seria a última impressa, marcando o fim de 244 anos de uma bela - e volumosa - história em papel.
Embora quase todos os conjuntos de folhas impressas reunidos entre duas capas recebam o mesmo nome de livro, nem todos exercem a mesma função. Há livros e livros. Um manual técnico é um animal completamente diferente de um romance; um livro escolar não guarda nenhuma semelhança com um livro de arte; uma antologia poética e um guia de viagem são produtos que só têm em comum o fato de serem vendidos no mesmo lugar.
Há livros que só funcionam em papel. É o caso dos livros que os povos angloparlantes denominam coffee table books, "livros de mesinha de centro" - aqueles livrões bonitos, em formato grande, cheios de ilustrações e muito incômodos de ler no colo, impossíveis de levar para a cama. Estes são objetos que se destacam pelo tamanho, pela qualidade de impressão, pela vista que fazem. Quem quer ver um livro desses num tablet? Quem quer presentear um desses em e-formato?
Há também os grandes clássicos, os romances que todos amamos e queremos ter ao alcance da mão. Esses são aqueles livros que, em geral, lemos pela primeira vez em formato de bolso, mas aos quais nos apegamos tanto que, não raro, acabamos comprando uma segunda edição, mais bonita, para nos fazer companhia pelo resto da vida.
Isso explica as lindas edições que a Zahar, por exemplo, tem feito de obras que já encantaram várias gerações, como "Peter Pan", "Os três mosqueteiros" ou "Vinte mil léguas submarinas": livros lindos de se ver e de se pegar, cujo esmero físico complementa a edição caprichada. Ganhar de presente um livro desses é uma alegria que não se tem com um vale para uma compra eletrônica. Fica a dica, aliás, já que o Natal vem aí.
Há prazeres e sensações que só tem com o papel. Gosto de perceber o tamanho de um livro á primeira vista. Um tablet pode me informar quantas páginas um volume tem, mas essa informação é abstrata. Saber que um livro tem 500 páginas ou ver que um livro tem 500 páginas são coisas diferentes. Gosto também de folhear um livro e de fazer uma espécie de leitura em diagonal antes de me decidir pela compra. Isso é impossível de fazer com ebooks.
Sem falar, é claro, do cheiro inigualável dos livros em papel.
RÓNAI, Cora. Jornal O Globo, Economia, 12.11.2012
Assinale a opção que, de acordo com a regência e a norma-padrão, a troca da palavra sublinhada pela que está entre parênteses NÃO altera a relação de sentido entre os termos.
"[ ... ] aos livros de referência em papel." (3º§) - (sob)
"[ ... ] espécie perversa de prazer apocalíptico [ ... ]." (1°§) - (com)
"[ ... ] os livros em papel não estão tão próximos [ ... ]." (2º§) - (de)
"[ ... ] semelhança com um livro de arte [ ... ]." (4º§) - (em)
"[ ... ] facilmente atualizados, em forma eletrônica [ ... ]." (3º§) - (por)
Texto III
A FORÇA DO PROFESSOR
1 Um guerreiro sem espada
sem faca, foice ou facão
armado só de amor
segurando um giz na mão
5 o livro é seu escudo
que lhe protege de tudo
que possa lhe causar dor
por isso eu tenho dito
tenho fé e acredito
10 na força do professor.
Ah... se um dia governantes
prestassem mais atenção
nos verdadeiros heróis
que constroem a nação
15 ah... se fizessem justiça
sem corpo mole ou preguiça
lhe dando o real valor
eu daria um grande grito
tenho fé e acredito
20 na força do professor.
Porém não sinta vergonha
não se sinta derrotado
se o nosso país vai mal
você não é o culpado
25 nas potências mundiais
são sempre heróis nacionais
e por aqui sem valor
mesmo triste e muito aflito
tenho fé e acredito
30 na força do professor.
Um arquiteto de sonhos
engenheiro do futuro
um motorista da vida
dirigindo no escuro
35 um plantador de esperança
plantando em cada criança
um adulto sonhador
e esse cordel foi escrito
porque ainda acredito
40 na força do professor.
BESSA, Bráulio. Poesia com rapadura. Fortaleza: Cene, 2017.
Assinale a alternativa em que se encontra um desvio da norma-padrão da língua portuguesa quanto às regras de regência verbal.
“que lhe protege de tudo” (verso 6)
“que possa lhe causar dor” (verso 7)
“lhe dando o real valor” (verso 17)
“plantando em cada criança” (verso 36)
Por qual das seguintes preposições ou contrações a lacuna pontilhada da linha 15 pode ser substituída, considerando-se a regência do verbo “colocar”, que aparece devidamente conjugado na primeira pessoa do plural do presente do modo indicativo?
no
sob
entre
do
de
Assinale a frase correta quanto à regência nominal e verbal.
Então ele foi à rodoviária para dar adeus às pessoas que partiram rumo à Bahia.
Nessa empresa, todos os colaboradores são orientados para obedecer um rigoroso código de conduta.
Amigo, quando eu lhe encontrar outra vez, vou querer abraçá-lhe e agradeço-lo de coração.
Infelizmente, estamos a mercê do prefeito, pois as informações que dispomos não são fidedignas.
O estudo de literatura visa ampliação do conhecimento, e fazer boas leituras implica em domínio da gramática.
Assinale a alternativa em que a regência (verbal e nominal) está de acordo com a norma-padrão da língua.
Eu prefiro adequar-me às novas formas de falar do que resistir a elas.
As intervenções dos revisores implicam na manutenção de uma norma ultrapassada.
Temos que nos lembrar sempre de que a língua é mutável e heterogênea.
Devido o movimento natural da língua, as mudanças ocorrem em vários níveis.
Sempre aprendemos quando nos dispomos compreender novas formas de falar.
Analise as afirmativas abaixo.
I- Há um desvio na concordância da seguinte passagem do texto 1: “Precisa-se de pessoas com perfil artístico[...].”
II- Afim de respeitar a norma-padrão, o anúncio do texto 2 deveria ser escrito da seguinte forma: Contratam-se pessoas com perfil empreendedor.
III- No que se refere à regência, a substituição de “Comparecer no centro Colors Plus” (Texto 1) por “Comparecer ao centro Colors Plus" acarretaria um desvio, segundo a modalidade padrão da língua.
Assinale a opção correta.
Apenas as afirmativas I e Il são verdadeiras.
Apenas as afirmativas Il e III são verdadeiras.
Apenas as afirmativas I e III são verdadeiras.
Apenas a afirmativa III é verdadeira.
Apenas a afirmativa Il é verdadeira.
Em relação à regência dos verbos destacados em “Esquecer é Permitir, Lembrar é Combater”, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.
I. Ambos são verbos considerados intransitivos, ou seja, não exigem complemento.
II. Admitem mais de uma regência: quando estão acompanhados de pronome, devem apresentar preposição; quando não se emprega pronome, também se dispensa a preposição. “Exemplos: “Maria se esqueceu do caderno.”, “Maria esqueceu o caderno.”.
III. A construção “Lembrei do que você falou.”, comum na linguagem coloquial, não é considerada adequada em contextos formais.
Apenas I e II.
Apenas II e III.
Apenas I e III.
I, II e III.
Em relação à regência verbal do verbo "preferir", é correto o seu emprego no sentido de "dar primazia a" em qual das frases abaixo?
Capitu preferiu tudo ao seminário
Dolores prefere pintar as paredes de branco do que pintá-las de outra cor
Mas eu preferia todas as brutalidades à sua indiferença
Os lugares que o pai preferia são os que ele prefere
Adão prefere a morte a fingir que está de acordo com a situação vigente
Assinale a alternativa em que a expressão entre colchetes substitui a destacada, de acordo com a norma padrão de regência.
... deve ser bela porque Alberto de Oliveira se interessa pela sua conservação. [se importa em]
... o grande poeta propôs comprar, ao dono, as terras nas quais ela crescia. [se dispôs a]
... está empenhado em impedir que um proprietário ganancioso derrube um cedro... [ser desfavorável]
A minha dúvida vem do seu mau gosto. [é originária em]
... e as da gente pobre não têm coisa alguma. [usufruem para]