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Assinale a alternativa com o trecho que apresenta somente palavras empregadas em sentido próprio.
Ela propõe mudanças para desmistificar a ideia de que envelhecer é o processo pelo qual a individualidade se dissipa como nuvem após a tempestade...
Elizabeth é a monarca que por mais tempo ocupa o trono britânico nos mais de quatro séculos da monarquia no Reino Unido – setenta anos no poder.
... restando no lugar de um indivíduo apenas uma máquina desgastada mantida em operação por meio de acertos aqui e ali.
A contar o fôlego demonstrado pela ciência, as próximas décadas trarão outras mostras fabulosas...
Nos últimos vinte anos, o ritmo de descobertas, terapias e caminhos abertos para estender o tempo da vida humana foi incomparavelmente mais acelerado...
Sabendo que as palavras dentro de um contexto podem assumir vários sentidos, em Por caminhos tortos, viera a cair num destino de mulher, os termos sublinhados apresentam sentido:
Conotativo.
Denotativo.
Paronímico.
Homonímico.
O que uma menina de 9 anos tem a nos ensinar sobre propósito?
Encontrar um propósito através do qual se consiga deixar sua marca no mundo ou um sentido para aquilo que se faz todos os dias tornou-se um fenômeno.
Luciana Rodrigues 6 de abril de 2022
Em uma das despretensiosas conversas que tive com a Isadora, minha filha de 9 anos, ela soltou, como quem não quer nada: “Sabia que todo mundo quer ser lembrado?”. Sem entender muito bem como ela tinha chegado a essa conclusão, pedi-lhe para que me contasse um pouco mais sobre essa sua observação.
“Quando eu crescer, quero abrir um café. Acho triste passar pelo mundo sem deixar alguma coisa para as pessoas lembrarem da gente”. Mesmo sem saber ao certo de onde veio essa inspiração repentina, confesso que meu lado mãe-fã-número-um ficou super orgulhoso.
Indo além das paredes do meu apartamento, encontrar um propósito, através do qual se consiga, de fato, deixar sua marca no mundo – como sonha a Isadora –, ou ainda, conseguir um sentido para aquilo que se faz todos os dias, tornou-se um fenômeno que une de tech-nerds do Vale do Silício a profissionais dos mais variados cargos e salários pelo Brasil e o mundo. Obviamente, isso só é possível quando a base da Pirâmide de Maslow (lembra dela?) está muito bem estabelecida.
Nos EUA, existe até um nome para esse movimento: “The Great Resignation” ou “A Grande Demissão”. Segundo o U.S. Department of Labor, só no último mês de fevereiro, 4,4 milhões de americanos deixaram seus empregos formais. Os motivos para esses números vão do desejo de fazer mudanças drásticas na carreira à necessidade de largar a profissão para cuidar de crianças ou parentes idosos. Além de sintomas típicos dos tempos atuais, como o burnout e o sentimento de abismo existente entre o que as pessoas acreditam e os valores do seu empregador.
Os números não afirmam, categoricamente, qual é o principal fator para essa debandada de trabalhadores, mas uma coisa é certa: para milhões de pessoas ao redor do mundo, a pandemia veio para rever suas prioridades. A remuneração deixa de ser o fator decisivo para a permanência em um emprego, ganhando relevância questões que, há poucos anos, ficavam em segundo plano, como modelos híbridos e flexíveis de trabalho, tempo gasto em deslocamentos, equilíbrio maior entre vida pessoal x trabalho, e até mesmo afinidade com o propósito da empresa.
Para Ariana Huffington: “A Grande Demissão na verdade é uma Grande Reavaliação. O que as pessoas estão abandonando é uma cultura de esgotamento e uma definição quebrada de sucesso. Ao deixar seus empregos, as pessoas estão afirmando seu desejo por uma maneira diferente de trabalhar e viver”.
Conheci uma dessas histórias de perto, em um dos encontros mensais que organizo na empresa em que atuo como CEO. A ideia dos bate-papos é trazer novos repertórios para dentro da nossa rotina de trabalho, com convidados que, à primeira vista, não têm nada a ver com o nosso “core-business”, mas que ajudam imensamente a furar a bolha em que vivemos.
Um desses convidados foi uma enfermeira. Uma mulher muito culta, expansiva e encantadora que, no alto dos seus 30 anos, decidiu dar uma guinada em sua vida. Depois de um período sabático pela América Latina, decidiu abandonar uma carreira bem-sucedida na área do entretenimento e estudar enfermagem. Uma profissão com menos perspectivas financeiras, mas completamente alinhada com o seu chamado.
“Para alguns, hospital significa morte. Para mim, é sinônimo de vida”. Essa foi uma das frases ditas por ela que mais me impactou em seu depoimento, e que, por semanas, me fez refletir sobre sua história de coragem e seu olhar transformador.
Mas não espere respostas certas nos momentos certos. Cada um tem seu tempo e suas formas de encontrá-las. Sabemos tão pouco sobre nós. Por isso, investir seu tempo (que também é dinheiro) em coisas que ninguém pode tirar de você, como autoconhecimento, é a decisão mais sábia que você pode tomar. É um processo transformador, que envolve desconforto, mas que vai te colocar numa posição de maior controle das suas emoções.
Não passe uma vida inteira esperando algo que ninguém jamais poderá lhe oferecer.
E, se eu pudesse dar mais uma dica, seria: assim como no mercado financeiro, nunca invista todo seu patrimônio em só um ativo. Não fique esperando que o trabalho supra todas as suas necessidades. Encontre um hobby. Dedique-se a um trabalho voluntário. Seja mentor de um jovem aprendiz. Ou, então, coloque no papel um plano para daqui a 2 anos e persiga-o incansavelmente.
Talvez “A Grande Demissão” seja um movimento coletivo de pessoas querendo encontrar seu verdadeiro propósito aqui na Terra. Ou, talvez, uma oportunidade para que consigam usar suas histórias para dar sentido às próprias vidas. Mas também pode ser apenas o reflexo de dois anos trancados em casa, e o desejo por uma mudança, seja ela qual for.
Na animação da Pixar “Viva – A Vida é uma Festa”, de que aliás, a Isadora é fã, é contada a história do “Dia de Los Muertos”, típica tradição mexicana de celebração aos que se foram. Diz-se que, após a morte de uma pessoa, ela vai para o mundo dos mortos e permanece lá apenas enquanto os vivos ainda se lembrarem dela. Quando for esquecida, aí, sim, será seu verdadeiro fim.
Não posso afirmar que veio daí a inspiração para a reflexão inicial da Isa, mas a conversa, que começou com uma questão existencial, terminou com: “Mamãe, qual é o sentido da vida?”. Dei a última mordida no pão de queijo e respondi: “Isa, que tal fazermos um brigadeiro?”
Luciana Rodrigues é CEO da Grey Brasil, conselheira do board da Junior Achievement, membro do conselho da Iniciativa Empresarial pela Igualdade Racial e do comitê estratégico de presidentes da Amcham.
Vocabulário:
• tech-nerds: estudiosos de tecnologia.
• CEO: diretor executivo.
• core-business: negócios principais.
• burnout: síndrome de esgotamento mental no trabalho.
• hobby: passatempo, atividade para lazer.
RODRIGUES, Luciana. O que uma menina de 9 anos tem a
nos ensinar sobre propósito? Forbes Brasil, 06 de abril de
2022. Colunas. Disponível em:
https://forbes.com.br/coluna/2022/04/luciana-rodrigues-o-
que-uma-menina-de-9-anos-tem-a-nos-ensinar-sobre-
proposito/.
No fragmento “A ideia dos bate-papos é trazer novos repertórios para dentro da nossa rotina de trabalho, com convidados que, à primeira vista, não têm nada a ver com o nosso ‘corebusiness’, mas que ajudam imensamente a furar a bolha em que vivemos.” (7º parágrafo), a expressão em destaque
é denotativa, pois diz respeito ao local físico em que a autora vive.
é conotativa, visto que trata da descrição de um espaço físico em que há a convivência de trabalhadores.
é denotativa, uma vez que caracteriza o espaço abstrato em que os funcionários da empresa convivem.
é conotativa, pois diz respeito ao modo limitado de viver e de trabalhar dos colaboradores da empresa.
é denotativa, visto que trata da descrição de um espaço físico em que os diretores da empresa se reúnem.
Considerando os conceitos de denotação e conotação, assinale a alternativa cuja passagem do texto exemplifica o predomínio de linguagem denotativa, literal.
“A coisa boa das palavras é que há muitas, e sempre surgem novas palavras e modos de dizer.” (5º§)
“Será que não entenderam que algumas palavras podem machucar uma quantidade imensa de pessoas?” (1º§)
“A história e a etimologia nos mostram também que muitas palavras morreram e outras tantas nasceram, [...]” (7º§)
“Que a língua, essa metamorfose ambulante, possa, antes tarde do que mais tarde, abarcar todes que a usam.” (9º§)
A palavra “contribuir” (linha 11) tem sentido similar à:
Atrapalhar.
Impedir.
Ajudar.
Dificultar.
Complicar.
Leia o texto abaixo:
Quando Rubem Braga não tinha assunto, ele abria a janela e encontrava um. Quando não encontrava, dava no mesmo, ele abria a janela, olhava o mundo e comunicava que não havia assunto. Fazia isso com tanto engenho e arte que também dava no mesmo: a crônica estava feita.
Não tenho nem o engenho nem a arte de Rubem, mas tenho a varanda aberta sobre a Lagoa – posso não ver melhor, mas vejo mais. Otto Maria Carpeaux não gostava do gênero “crônica”, nem adiantava argumentar contra, dizer, por exemplo, que os cronistas, uns pelos outros, escreviam bem. Carpeaux lembrava então que escrever é verbo transitivo, pede objeto direto: escrever o quê? Maldade do Carpeaux. (…)
Nelson Rodrigues não tinha problemas. Quando não havia assunto, ele inventava. Uma tarde, estacionei ilegalmente o Sinca-Chambord na calçada do jornal. Ele estava com o papel na máquina e provisoriamente sem assunto. Inventou que eu descia de um reluzente Rolls Royce com uma loura suspeita, mas equivalente à suntuosidade do carro. Um guarda nos deteve, eu tentei subornar a autoridade com dinheiro, o guarda não aceitou o dinheiro, preferiu a loura. Eu fiquei sem a multa e sem a mulher. Nelson não ficou sem assunto.
Carlos Heitor Cony, Folha de S. Paulo, 02/01/98
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) em relação ao texto.
( ) A crônica é gênero textual que emprega linguagem mais coloquial, buscando a proximidade com o leitor.
( ) A palavra janela, nas duas ocorrências do primeiro parágrafo, foram empregadas em sentido denotativo.
( ) Infere-se que o autor do texto, do mesmo modo que Otto Maria Carpeaux, não gostava do gênero crônica.
( ) Depreende-se do texto que Nelson Rodrigues e o autor não tinham boa relação.
( ) Pelo texto, verifica-se que a crônica não tem compromisso com o acontecido, ou seja, mistura muitas vezes o ocorrido com ficção.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
V • V • F • F • V
V • F • V • F • V
V • F • F • F • V
F • F • V • V • F
F • F • V • F • V
O enunciado do texto que se expressa unicamente com palavras em sentido próprio é:
A boa educação dialogou de forma complexa com nossa sedução pela dor alheia.
Malandro, preguiçoso, astuto e dado a ser fanfarrão: eis a figura do Arlequim. Sedutor, ele tenta roubar a namorada do Pierrot, a Colombina.
O Arlequim é engraçado porque tem a liberdade que o mal confere a quem não sofre com as algemas do decoro.
Na prática, ele nos autoriza a pensar mal, ironizar, fofocar e a vestir todas as carapuças passivo-agressivas porque o faz sem culpa.
O Arlequim é um lugar quentinho para aninhar os ódios e dores que eu carrego, envergonhado.
Segundo Cegalla (2013, p. 312), “uma palavra pode ter mais de uma significação”.
No trecho “tinha uma simplicidade de três acordes da Jovem Guarda ‒ que, aliás, lhe providenciava a maior parte da trilha sonora.”, a palavra “trilha” significa “composição, parte musical”. Todavia, em outros contextos, pode ser empregada no sentido de “pista, rastro, vereda, vestígio, exemplo, debulho”, entre outros.
A esse fenômeno linguístico dá-se o nome de
sinonímia.
paronímia.
denotação.
polissemia.
hiperonímia.
Uma trecho do texto apresentado em sentido denotativo é:
“escrever sobre comida se tornou um abrigo” – 4º parágrafo
“banharam seus pensamentos em imponentes taças de vinho” – 3º parágrafo
“mencionava alimentos nacionais para protestar contra a influência parisiense” – 9º parágrafo
“fazia de suas histórias um artifício para matar o desejo dos alimentos proibidos para ele” – 5º parágrafo
A expressão destacada na frase – ... ele dispensa o exercício quase metafísico de separar os que podem dos que não podem... – exprime, em sentido
figurado, a ideia de complexo, de difícil entendimento.
próprio, a ideia de inadequado, difícil de ser gerenciado.
figurado, a ideia de conveniente, apropriado à finalidade.
próprio a ideia de exato, que produz resultado preciso.
próprio a ideia de moroso, de lenta realização.
Assinale a alternativa na qual haja o emprego da linguagem denotativa.
“Você precisa resolver tudo na raça” (l. 04).
“E aí criam-se as panelas” (l. 12).
“são obrigados a pagar um mico” (l. 16-17).
“Os participantes se tornam facilmente irritáveis” (l. 27-28).
“as ‘máscaras vão cair’” (l. 30).
A morfossintaxe é a análise feita às orações em termos morfológicos (ou seja, analisa as palavras de uma oração individualmente, independentemente da sua ligação com as outras palavras) e em termos sintáticos (analisa conjuntamente a relação das palavras de uma oração, ou seja, a função que as palavras desempenham na sua formação).
Baseando-se nesse postulado, avalie as afirmações sobre a seguinte passagem transcrita do texto.
“... fulano 'testou positivo'. 'É traduzido diretamente do inglês', diz Pasquale. 'Não dá para dizer que é errado, porque o uso legitima a expressão, apesar de não ser a sintaxe portuguesa padrão. É uma tradução literal que vigora. [...] as palavras que usamos ganham vida, amadurecem, apodrecem. Sem que notemos, transformam-se'."
I - Quanto aos aspectos semânticos e estilísticos, há palavras usadas no sentido denotativo e no sentido figurado.
II - Há uma frase no texto empregada em desacordo com a norma-padrão da língua portuguesa quanto às regras de concordância e de regência.
III - O último período é composto por subordinação e introduzido por uma locução conjuntiva; na segunda oração, o sujeito está elíptico e o verbo exprime ação.
IV - Do ponto de vista da norma-padrão, há dois desvios: a ausência do emprego do sinal indicativo de crase em “à expressão” e a grafia incorreta da palavra “legitima”, que se classifica como proparoxítona e, por isso, deve receber acento gráfico obrigatório: “legítima”.
Está correto apenas o que se afirma em
I e III.
II e IV.
III e IV.
I, II e III.
II, III e IV.
Assinale a alternativa na qual NÃO haja o emprego de linguagem em sentido figurado.
“Mas se você ainda não sabe exatamente” (l. 11).
“alimentar um canal de troca de informações” (l. 19-20).
“ampliando as chances de sair da nossa bolha de conhecimento” (l. 20).
“por que não lançar mão desse poderoso instrumento?” (l. 27-28).
“Ao semear bons contatos profissionais” (l. 36).
Na coerência e coesão pode-se definir denotação como:
relação significativa objetiva entre o significante e o significado.
uso abundante e sistemático das figuras de palavra (tropos), como a metáfora, a metonímia e a sinédoque (diz-se da linguagem ou do estilo).
próprio e genuíno significado das palavras.
propriedade semântica que é atualizado em determinado contexto.
a relação que se estabelece entre duas palavras ou mais que apresentam significados iguais ou semelhantes.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras (V) e as falsas (F).
( ) O termo "na mediocridade" tem sentido de estar na média.
( ) Na frase "A ciência me chama", está em sentido real, literal.
( ) Em "vou comprar uma máquina de tricô", o sujeito está implícito.
( ) A frase "quando eu crescer" está em sentido figurado.
( ) A expressão de Mafalda no segundo quadrinho deve-se ao fato de ela perceber que sua amiga tem consciência da função dá sua geração.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
F • V • V • F • F
F • V • F • V • F
V • F • V • F • V
V • F • V • V • V
Assinale a alternativa em que o fragmento do texto apresenta sentido denotativo.
"Eu passava pela rua depressa., emaranhada nos meus pensamentos, como às vezes acontece."
"[...] ainda em dúvida se fora a mão da criança o que me ceifara os pensamentos."
"Esse menino estava nesta porta há mais de urna hora, puxando todas as pessoas que passavam [...]"
"O fato é que, quando atravessei a rua, o que teria sido piedade já se estrangulara sob outros sentimentos."
"Então uma ponta de raiva nasceu entre nós duas."
Analise a charge a seguir e as proposições que se fazem a respeito dela e do texto anterior:

Fonte: https://www.otempo.com.br/image/contentid/policy:1.2691711:1656585282/image.jpeg?f=3x2& w=940&$p$f$w=3034e85
I. Tanto o texto de Martha Medeiros quanto a charge empregam a palavra “morte” com sentido denotativo.
POIS
II. Ambos usam o termo em sentido figurado.
A respeito das proposições, assinale a alternativa correta.
As proposições I e II são verdadeiras, e a II é uma explicação correta da I.
As proposições I e II são verdadeiras, mas a II não é uma explicação correta da I.
A proposição I é verdadeira, mas a II é falsa.
A proposição I é falsa, mas a II é verdadeira.
As proposições I e II são falsas.
Novas tradições
Desde que CDs e DVDs caíram em desuso as festas de fim de ano perderam muito do viço. Trocar bombom não é a mesma coisa. A transformação dos antigos objetos culturais em éter acabou com brincadeiras deliciosas, que revelavam um pouco da personalidade de quem dava e de quem recebia o presente. Ou molecagens ainda mais deliciosas, como embrulhar um DVD de Priscilla, a Rainha do Deserto para o amigo metido a macho.
Hoje é cada um por seu streaming – palavra que assumimos como se fosse português, embora a tradução, transmissão, não deixe nada a desejar – de vídeo ou áudio, com milhares de músicas e filmes à disposição. Pelo menos as pessoas podem agora curtir seu jazz em paz, sem serem acusadas de transfobia por não ter de ouvir o coinchar de Pablo Vittar.
Sobraram os livros. Por mais que os aparelhinhos que armazenam volumes sejam cada vez mais amistosos, ainda não soltam aquele cheirinho de papel-e-tinta e muito menos conseguem manter a cumplicidade que um bom livro traz. Mas um livro – por melhor que seja – nem sempre agrada; pior: as vezes ofende, ainda mais agora que passou a moda dos volumes para colorir ou para ligar os pontos.
O resultado é que muita gente está tentando mudar o conceito de cultura, abrindo a percepção para a enologia. E os vinhos vão assumindo a posição de objeto chique para presente, cada qual com seu grau de tanino, acidez e variedade de notas, o que muda de acordo com o paladar e o olfato do connaisseur, que é o sujeito que tem uma estrela gemada a mais que o sommelier (que nossos avozinhos lusos chamam de escanção).
Cá para nós, melhor que panetone que, de repente, virou uma tradição brasileira. O consumo médio desse pão velho é de 440 gramas anuais per capita no Brasil e a única coisa que posso garantir é que tem gente comendo quase um quilo desse pão velho – a outra metade cedida por mim. E o panetone também virou item de presente – pena que, como CD ruim, não dá para trocar.
Mas um ano novo está começando. E um sinal de que devemos ter fé no que virá é que as agendas não caíram em desuso; continuam servindo de mimo, embora todo mundo tenha um telefone celular com um aplicativo capaz de substituí-las. Mas rabiscar é preciso; facilita o raciocínio e ser humano garatuja desde tempos imemoriais nas paredes das cavernas. É bom conservar determinadas tradições, numa fase de tantas mudanças para todos.
Ainda mais que as pessoas cada vez mais se escondem em avatares que inventam para brilhar por alguns segundos nas redes sociais; como no tempo da escola, os falsos valentões atacam à sorrelfa. Avatar não tem caráter e parece ser isso mesmo o que se procura nessa tal sociedade fluida, em que grassam os pichadores que, sem talento para criar, são incapazes de apreciar e tentam destruir.
É como disse Oscar Wilde: “O mundo pode ser um palco, mas o elenco é um horror”.
(PESTANA, Paulo. Novas tradições. Correio Braziliense, 09 de janeiro de 2022. Blog do Paulo Pestana. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/novas-tradicoes/.
A linguagem empregada nessa crônica
alinha-se à tipologia textual narrativa, visto que traz, em sua maior parte, verbos conjugados nos tempos pretéritos.
é demasiadamente técnica, o que causa grande dificuldade de compreensão dos assuntos tratados pelo autor.
vale-se predominantemente da terceira pessoa do singular, a fim de afastar a imagem do autor de suas declarações.
apresenta-se somente no sentido denotativo, no intuito de adequar o texto à linguagem figurada.
apresenta passagens de estilo mais informal, conferindo ao texto um tom de conversa.
“Pelos campos há fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão
Vem, vamos embora, que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
Vem, vamos embora, que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição
De morrer pela pátria e viver sem razão”.
(Pra não dizer que não falei das flores – Geraldo Vandré)
A partir do fragmento da letra da música ao lado, é correto afirmar:
“Indeciso” é antônimo de irresoluto.
Tarimbeiro é um sinônimo de “soldado”.
A expressão “flores vencendo o canhão” está no sentido denotativo
Canastra é considerado um sinônimo de “razão”.
A palavra inópia é antônimo de “fome”.
Julgue os itens a seguir, em relação a aspectos linguísticos do texto 10A2-II.
I Na mensagem que se destaca no texto, a ênfase na palavra “não” e na expressão “ao mosquito” evidencia que a essência da mensagem veiculada é o combate ao mosquito.
II Em “Limpe as calhas para evitar o acúmulo de água”, a palavra “acúmulo” está empregada em sentido denotativo.
III No primeiro período, a forma “dê” está flexionada no singular porque o verbo concorda com o termo “ao mosquito”, que é o sujeito da oração.
Assinale a opção correta.
Apenas o item I está certo.
Apenas os itens I e II estão certos.
Apenas os itens I e III estão certos.
Apenas os itens II e III estão certos.
Todos os itens estão certos.