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A falta de saneamento favorece a transmissão de doenças infecciosas, como cólera, hepatite e febre tifoide. (3º parágrafo) No que se refere à regência verbal, o segmento sublinhado pode ser corretamente substituído por:
predispõe com
contribui pela
enseja na
facilita da
propicia a
No trecho “Lembro-me que, no Enem do ano retrasado, um aluno escreveu um trecho do hino de seu time favorito no meio da redação.”, há um erro segundo a gramática normativa, pois
a palavra “retrasado” escreve-se com a letra “z”.
a regência do verbo “lembrar”, quando seguido de pronome oblíquo, exige o uso da preposição “de”, isto é, “Lembro-me de que”.
a regência do verbo “escrever” exige um objeto direto e indireto obrigatoriamente, ou seja, quem “escreve”, escreve “algo” “para alguém”, e o autor não mencionou para quem foi escrito o trecho do hino.
a palavra “favorito” deveria estar acentuada, por ser uma paroxítona terminada em “o”.
o uso das vírgulas está incorreto, já que está separando o sujeito do predicado.
Trecho para a questão 07.
Causou-me sempre uma certa angústia pensar que todas as línguas se limitam a meia dúzia ou uma dúzia talvez de palavras para nomear tudo o que uma pessoa pode sentir por outra, pode pretender de outra. Enquanto que os vocabulários da agricultura, da pecuária, da caça, da guerra, dos jogos são prolixos, minuciosos, inesgotáveis, o da convivência pessoal é incrivelmente tosco. E como a língua fornece a pauta da primeira interpretação da vida, a prisão linguística obstrui a liberdade das relações pessoais. Não sabemos bem o que pretendemos de cada pessoa e de fato não o pretendemos e não o conseguimos porque não temos palavras com que o nomear.
(MARÍAS, Julían. Antropologia metafísica. São Paulo: Duas Cidades, 1971. p. 235-236)
Quanto à regência verbal, estão corretamente classificados os verbos:
“causou-me”, verbo intransitivo; “pensar”, verbo de ligação.
“pretendemos”, verbo transitivo indireto; “sabemos”, verbo intransitivo.
“temos”, verbo transitivo direto e indireto; “são”, verbo de ligação.
“fornece”, verbo transitivo direto; “obstrui”, verbo transitivo direto.
“é”, verbo de ligação; “pensar”, verbo intransitivo.
Leia o texto com atenção para responder às questões de 1 a 10.
Os parágrafos foram numerados de 1 a 18.
A GUERRA DOS MAUS E DOS BONS
1 Por que será que o mal vence (ou parece vencer) o bem?
2 Se o bem é tão bom, por que o mal, que é mau, vive acuando o bem?
3 Se o bem causa prazer e o mal causa dor, ansiedade, pânico, horror e morte, por que os seres humanos não derrotam o mal com o bem?
4 Lembro-me de ter lido, há muito, um texto de Bertrand Russel sobre o mal que os bons fazem. Era algo intrigante e me assustei quando li isso a primeira vez. Então, alguém com as melhores intenções pode desencadear dramas e tragédias? O inferno está mesmo cheio de boas intenções?
5 Quando foi que o bem ganhou uma guerra?
6 Essa já é uma pergunta insidiosa, pois quem se mete numa guerra para lutar tem que sangrar e matar, e isso é o mal em sua forma mais dura. Foi assim nas Cruzadas, foi assim na Inquisição, foi assim nas guerras de independência, foi assim nos conflitos contra o nazismo e outros totalitarismos. O guerrilheiro vem com aquele papo de Guevara, de que tem que matar sem perder a ternura; tem gente que acha isso bonito, desde que seja ele a exercer a “ternura” sobre outros.
7 Sim, tem o caso de Gandhi, que moveu guerra pacífica contra o violento e opressor império britânico e ganhou. Isso nos dá algum alento. Mas por que será que o mal vence (ou parece vencer), como atestam diariamente os jornais?
8 Cabisbaixo, sussurro para mim mesmo: essa é uma luta desigual.
9 É aí a raiz do problema. A luta entre bem e mal é uma luta desigual, repito. O bem não pode, não deve usar as armas do mal e está eticamente impedido de fazê-lo. Se o bem usar as armas do mal, transforma-se em mal. Sim, há o caso da “legítima defesa”, a hora em que o instinto de vida se sobrepõe ao instinto de morte. Isso tanto no plano pessoal quanto nas guerras de resistência. Mas aí, o mal e o bem de novo se misturaram.
10 E como se misturam! Então, não há uma porção de registros históricos da luta entre o bem e o bem? Um bem que se julga mais bem que o outro bem e que se julga tão mais bem que o outro bem que, para ele, o outro bem é o mal.
11 Salomão asseverou e Freud confirmou. “O homem é mau desde a sua meninice”. Que fazer? Ambos eram sábios. E nós?
12 Há males que vêm para o bem? Há. Dizem. Então, nesse caso, o mal é um bem, logo o mal não é tão mau assim.
13 Posso combater o mal só com as armas do bem?
14 Se subirmos os morros e conversarmos franciscanamente com o tráfico, como vai ser? Talvez facilite se eu subir o morro levando saúde, escolas, moradia e outras formas de bem. Acredito até que a maioria da população agradeça, feliz, e volte a acreditar no bem. Mas haverá sempre alguém, um núcleo que faz do mal o seu modo de vida. Talvez não somente porque tais pessoas sejam de natureza perversa, mas porque o mal produz resultados mais rápidos. Na corrida entre o bem e o mal, o bem é a tartaruga e o mal é Aquiles. Mas, quem sabe, haja alguma esperança, já que na Grécia um filósofo andou dizendo que Aquiles não alcançará jamais a tartaruga...
15 É uma aposta ou um simples paradoxo de Zenão?*
16 O que é o mal para mim é o mal para você? Bem ou mal, somos todos bons e maus.
17 Bem, não sei se fiz bem em começar este texto. E como não há mal que sempre dure, fico por aqui.
18 Ainda bem.
(SANT’ANNA, Affonso Romano de. Estado de Minas ─ Cultura ─ 22/7/2007. Adaptado)
* Zenão (séc. V a.C.): Filósofo grego, criador da dialética. Inventou uma parábola em que, numa corrida, caso a tartaruga saísse na frente, Aquiles jamais a alcançaria, pelo simples fato de que não existe movimento e nem tempo ─ o que traz em si a eterna contradição.
Levando em conta a regência do verbo “lembrar” em “Lembro-me de ter lido, há muito, um texto de Bertrand Russel [...]” (início do 4º parágrafo), outra construção com o verbo “lembrar” está correta na seguinte alternativa:
Lembro de ter lido, há muito, um texto de Bertrand Russel.
Lembro-me ter lido, há muito, um texto de Bertrand Russel.
Lembro ter lido, há muito, um texto de Bertrand Russel.
Eu lembro de ter lido, há muito, um texto de Bertrand Russel.
Eu me lembro ter lido, há muito, um texto de Bertrand Russel.
Observe as frases:
I - __________ candidatos estás te referindo?
II - __________ pratos você mais gosta?
III - _________ colegas de trabalho mais simpatizas?
IV - _________ doentes esses enfermeiros assistiram aqui no hospital?
V - __________ materiais você tem necessidade?
Conforme a sintaxe de Regência, assinale a alternativa que corresponde e completa com correção os espaços em branco das frases acima.
A que - De que - Com que - Que - De que.
De que - Que - Com que - A que - Que.
A que - Que - Que - Que - Que.
A que - De que - Que - A que - Que.
A quem - Que - De que - Que - Quais.
Todas as frases estão corretas quanto à regência, exceto:
Os pedestres devem obedecer à sinalização adequadamente.
Os bombeiros assistiram as vítimas com rapidez.
O público assistiu à corrida com atenção.
Assiste a mãe o direito de visitar ao filho.
Considerando as regras de regência verbal, a forma destacada no trecho do 3º parágrafo – Muita gente se indignou, mas muita gente também não viu nada de mais em ambos os casos. – pode vir seguida de:
contra isso.
a isso.
nisso.
para isso.
sob isso.
Em relação à escrita dos períodos, assinalar a alternativa em que há erro, segundo a gramática normativa de língua portuguesa:
Apesar dos problemas de álgebra, geometria e logaritmos exigirem respostas exatas, as formas para encontrá-las não precisam ser herméticas.
Faça os cálculos e ignore o quão difícil eles parecem ser – mais papel e menos pressão.
Até os erros tem sua função: ensinar às crianças como lidar com desafios e dificuldades.
Não é só ter a experiência de falhar, mas de poder fazê-lo em um ambiente seguro, para que a experiência possa ensinar algo.
Ser sempre popular, só tirar notas boas e nunca sofrer na escola não ajuda ninguém a crescer de verdade.
Leia os parágrafos abaixo.
I. Mais um trecho da Avenida Siqueira Campos (Canal 4), em Santos, foi interditada _ nesta segunda-feira (7) para obras de pavimentação. Desta vez, na pista praia/porto, entre as avenidas Bartolomeu de Gusmão e Epitácio Pessoa. De acordo com a Prefeitura, é o último trecho da via, nesse sentido, a receber novo asfalto, como parte da obra de construção da ciclovia do Canal 4.
II. Nesta segunda-feira (7), operários começam a retirar o asfalto antigo e dos paralelepípedos que estão por baixo. Na sequência, será escavado 40 cm para preparação da ase que receberá a pavimentação.
III. Por conta da intervensão o trânsito fica bloqueado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), até as 18 horas do dia 16. Durante as obras, os motoristas podem utilizar como rota alternativa a Avenida Conselheiro Nébias.
Texto extraído do site de "A Tribuna.com.br", disponível em [http://www.atribuna.eom.br/noticias/noticias-detalhe/santos/novo-trecho-do-canal-4-e-interditado-para-pavimentacao/ ?cHash=c0a3c645df13b2632cdb1e9362dcbd25], consultado em 9/3/16.
Em cada um dos parágrafos do texto foi realizada uma alteração, de modo que, em cada um deles passou a constar um desajustamento no que tange ao padrão culto de nossa língua. Tais desvios foram corretamente apontados em qual alternativa?
I - regência; II - concordância; III - acentuação.
I - ortografia; II - regência verbal; III - concordância.
I - concordância; II - concordância; III - ortografia.
I - ausência de crase; II - ortografia; III - concordância.
Em relação aos verbos do Texto, suas regências e concordâncias, assinale a alternativa correta:
A locução verbal “foi executado” (linha 4) está conjugada no passado perfeito do modo indicativo e pode ser corretamente substituído por “executou”.
O sujeito do verbo “tem” (linha 17) é o pronome relativo imediatamente anterior “que” (linha 17), o qual retoma o termo “Esses manifestantes” (linha 17).
O verbo “alimentam” (linha 21) é transitivo direto e possui como objeto a palavra “mutuamente” (linha 21).
O verbo “atraem” (linha 12) possui transitividade direta e seu objeto direto é o pronome reflexivo “se” (linha 12).
Assinale a alternativa em que a regência verbal está INCORRETA.
O pagamento efetuado após seu prazo implicará em multa de 5% sobre o valor da dívida.
Assistimos ao debate entre os dois candidatos e continuamos indecisos.
Eu ainda me lembro de todos os detalhes de nossa última reunião.
Ele sempre aspirou a um cargo na diretoria de nosso clube.
“Uma delas é justamente convertê-lo de volta nos combustíveis de cuja queima ele se originou...” (1º §)
Considere no fragmento acima, do ponto de vista da regência, o emprego do pronome relativo na redação da oração adjetiva.
Das alterações feitas abaixo no mesmo fragmento, aquela em que o emprego do pronome relativo CONTRARIA norma de regência da língua culta é:
Uma delas é justamente convertê-lo de volta nos combustíveis a cujas vantagens o cientista se referiu.
Uma delas é justamente convertê-lo de volta nos combustíveis em cujos princípios o cientista se baseou.
Uma delas é justamente convertê-lo de volta nos combustíveis sob cujo tema o cientista havia escrito.
Uma delas é justamente convertê-lo de volta nos combustíveis para cuja importância os cientistas contribuíram.
Uma delas é justamente convertê-lo de volta nos combustíveis com cuja produção o cientista contava.
Dá-se o nome de Regência à relação de subordinação que ocorre entre um verbo (ou nome) e seus complementos. Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras, criando frases não ambíguas, que expressem efetivamente o sentido desejado, que sejam corretas e classes. Das sentenças abaixo só não há erro de regência em:
Custa-me muito entender as tuas evasivas.
Não os obedecemos, enquanto foram presunçosos.
Que horas você telefonou?
Informei-lhe do acontecido durante a Assembleia.
Segue o mesmo padrão de regência de “...o direito à existência” o exposto em
nocivo a pessoas cardíacas.
concordou em ir à rodoviária.
concordará com os seus pais.
estava ansioso para o concerto.
Comecei ________ conversar com a aluna e entendi que caberia a mim escolher o título de seu estudo. Perguntei ________ ela o que achava de “Garruchas e punhais”. Não gostou. Então, dei outra sugestão _______ moça: “O mosteiro de tijolos de feltro”.
De acordo com a norma-padrão, as lacunas da frase devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Assinale a alternativa correta em relação à sintaxe da oração: “Muitas e muitas crianças têm atividades extra-curriculares pelo menos três vezes por semana”.
O sintagma “três vezes por semana” é o predicativo do sujeito da oração.
O sujeito da oração é o sintagma “atividades extracurriculares”.
O sintagma “Muitas e muitas crianças” é o predicado da oração.
O sintagma “têm atividades extra-curriculares pelo menos três vezes por semana” é o predicado da oração.
O predicado da oração é nominal.
Veja:
"Às vezes as pessoas não se lembram de que a saúde dos cabelos é tão importante quanto a da pele ou a das unhas, por exemplo."
A respeito do uso do verbo "lembrar", acima, e de sua regência, pode-se afirmar que:
é pronominal e apresenta objeto indireto.
é não pronominal, com objeto indireto.
é pronominal e intransitivo.
é não pronominal, de ligação.
é não pronominal e apresenta objeto direto pleonástico.
Leia e analise os períodos a seguir.
I. Pelos equipamentos ___ dispõe, este hospital é considerado o melhor do país.
II. A estátua da fonte é uma criança nua, _____ cabeça os passarinhos pousam.
III. Os amigos de Lauro eram justamente aqueles ______ as mães não queriam que seus filhos brincassem.
Marque a opção que completa CORRETA e respectivamente as lacunas.
dos que / em cuja / com quem
os quais / na cuja / com os quais
que / cuja / que
de que / em cuja / com os quais
que / em cuja / com quem
Quanto à regência do verbo deslizar no trecho “acompanhando a leitura com uma régua que ia deslizando” (l. 09 e 10), indique a alternativa cujo conteúdo está incorreto.
Sendo esse verbo transitivo direto, o seu sujeito está subentendido, ou seja, a primeira pessoa “eu”.
O termo que pratica a ação de deslizar, se o verbo for intransitivo, é o pronome relativo “que”.
Esse verbo apresenta somente a transitividade direta, portanto o sujeito é elíptico – “eu”.
O verbo deslizar, nesse contexto, não exige um complemento verbal preposicionado.
Preencha as lacunas corretamente de acordo com as regras de regência nominal, em seguida assinale a alternativa que as apresenta na ordem em que aparecem:
I. As pessoas conservam __________ esperanças.
II. Os ataques terroristas custam __________.
III. Os itens estão _________ ao pedido.
I. bastante; II. caro; III. anexo.
I. bastantes; II. caro; III. anexos.
I. bastante; II. caros; III. em anexo.
I. Bastantes; II. caros; III. em anexo.