Questões de Concurso sobre Vícios da linguagem

 
 
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Assinale a alternativa que CORRESPONDE ao vício de linguagem observado na oração a seguir:


“Eleonora viu o incêndio do carro.”


A

Ambiguidade.


B

Barbarismo.


C

Arcaísmo.


D

Cacófato.

Todas as frases a seguir apresentam um vício ou desvio de linguagem, EXCETO:


A

Os alunos daquela escola receberam livros gratuitos.


B

O coordenador informou à professora que sua proposta não foi aceita.


C

O aluno ganhava o reconhecimento dos pais e dos professores por cada livro lido.


D

A aluna está em risco iminente de reprovação.

Com base nos vícios de linguagem, analise:


“Ocorre __________ quando se escrevem ou se pronunciam, de forma incorreta, certos vocábulos, ou ainda quando se empregam vocábulos num sentido diverso do que realmente ele representa.”

(Fonte adaptada: BEZERRA, R. – Nova Gramática da Língua

Portuguesa para Concursos> Acesso em 26 de novembro de 2020)


Assinale a alternativa que completa a lacuna corretamente:


A

Cacofonia.


B

Ambiguidade.


C

Barbarismo.


D

Solecismo.

O pleonasmo é uma figura de linguagem que deve ser evitada na redação oficial e na redação técnica. Identifique qual expressão abaixo NÃO apresenta um pleonasmo.


A

Acabamento final.


B

Certeza absoluta.


C

Comer com a boca.


D

Crítica construtiva.

Identifique se há vício de linguagem presente nas frases abaixo:


1. A polícia não interviu na briga entre os correligionários.

2. Nunca ouviu-se dizer sobre tamanha discórdia.

3. Ele realmente encarou de frente seu adversário.

4. Você fica gastando o que não pode.

5. Partido Regenerador e Partido Histórico se desentenderam por causa da sua má conduta.


Assinale a alternativa que apresenta corretamente os vícios de linguagem de cima para baixo.


A

barbarismo • solecismo • cacófato • pleonasmo • anfibologia


B

barbarismo • solecismo • pleonasmo • cacófato • ambiguidade


C

solecismo • barbarismo • cacófato • ambiguidade • pleonasmo


D

pleonasmo • barbarismo • pleonasmo • eco • ambiguidade


E

solecismo • anfibologia • eco • cacófato • pleonasmo

Assinale a alternativa correta, considerando pontuação, crase e vícios de linguagem.


A

O pai referiu-se àquela atitude do filho com certa frieza.


B

Nunca, em tempo nenhum viu-se amor tão grande.


C

Marcela, ensinou a Xavier, o valor de seu amor.


D

Os amantes assumiram seu relacionamento, e foram felizes para sempre.


E

Pôs-se à pensar sobre a possibilidade de, naquele dia, recorrer à mãe.

Em “Unir as duas faces, superpostas, é arte da melhor.”, a expressão qualitativa em destaque caracteriza-se pela ambiguidade, pois pode se referir tanto à Lygia Fagundes Telles quanto à qualidade da arte produzida por ela.


C

Certo


E

Errado

Assinale a alternativa que desfaz a ambiguidade do texto.


A

Brasil fica comovido com a perda de Roberto Carlos perto do natal.


B

Luto na música: perda do Roberto Carlos perto de natal comove o Brasil.


C

Perda sofrida por Roberto Carlos perto do natal comove o Brasil.


D

Brasil se comove perto do natal pela perda de Roberto Carlos.

Considere as afirmações a seguir sobre a ambiguidade presente na manchete.


I- O trecho “bebendo água no Pantanal” gera ambiguidade na manchete.

II- As aspas na palavra ‘encarado’ geram ambiguidade na manchete.

III- A manchete “Fotógrafo é ‘encarado’ por onça que bebia água no Pantanal” mantém a ambiguidade.

IV- Substituir a palavra “encarado” por “visto” desfaz a ambiguidade presente na manchete.


Está correto apenas o que se afirma em:


A

I.


B

II.


C

I e III.


D

II e IV.

São exemplos de gerundismos, EXCETO:


A

Lara e Júlia estão brincando no parque.


B

Júlia vai estar completando 3 anos na próxima semana.


C

Amanhã vou estar viajando para Manaus.


D

Estarei resolvendo o problema amanhã.

É sabido que no uso oral do português brasileiro há muitos vícios de linguagem. Dentre eles, há os vícios de linguagem relacionados à voz passiva sintética. Assinale abaixo, portanto, a alternativa que corresponde a esse vício de linguagem


A

Vendem-se casas.


B

Procura-se profissional com MBA em Gestão de Projetos.


C

Conserta-se fogões, geladeiras e ferros de passar.


D

Contratam-se técnicos em TI com 5 anos ou mais de experiência.

“A doença deve ser combatida desde o nascimento.”


Assinale a opção que indica o problema de construção dessa frase.


A

A ambiguidade.


B

A falta de paralelismo.


C

A troca de parônimos.


D

O erro de concordância.


E

A inadequação vocabular.

Leia o texto abaixo e, em seguida responda às questões 13, 14 e 15


O ceguinho (Stanislaw Ponte Preta)


No duro mesmo só existiriam dois tipos de cegos: o de nascença e o que ficou cego em vida. Mas, como diz Primo Altamirando, contrariando a chamada voz popular, Deus põe e o homem dispõe. Assim, há um terceiro tipo de cego que nenhum oftalmologista, seja qual for a amplitude de seus conhecimentos oftalmológicos, jamais poderá curar: o cego por necessidade.

E que o leitor mais apressado pouquinha coisa não pense que estou me referindo àquele tipo de camarada que se encaixa perfeitamente no dito "o pior cego é o que não quer ver", porque este é cego por metáfora, enquanto que o terceiro tipo de cego, isto é, o cego por necessidade, é considerado por todos como cego no duro, às vezes com carteirinha de cego e tudo.

Seu Júlio, que hoje é lavador de automóveis (e entre os automóveis que lava, lava o meu), já foi cego por necessidade.

Começou sua carreira na porta da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim (agora Matriz de Nossa Senhora de Copacabana). Seu Júlio, artista consciencioso, era um cego perfeito e ganhava esmola às pampas.

- E o senhor sempre trabalhou como cego, seu Júlio?

- Não senhor. Eu comecei perneta, sim senhor.

- Perneta?

- Usava perna de pau. Quem me ensinou foi um cigano meu amigo. Agente botando uma calça larga o truque é fácil de fazer.

Mas, como perneta, seu Júlio um dia teve uma contrariedade. Apareceu pela aí um chefe de polícia com intenções de endireitar o Brasil e foi chato. Organizou uma campanha de perseguição à mendicância e seu Júlio entrou bem. Quando o carro da polícia, mais conhecido na linguagem policial como viatura, parou na porta da igreja, mendigo que podia se pirou, mas seu Júlio não pôde correr de calça larga e perna de pau, que a tanta perfeição não chegaram os engodos do cigano. Seu Júlio foi em cana.

- E quando saiu das grades?

- Virei cego por necessidade. Treinei uns dois meses em casa, passando dia e noite com uma venda nos olhos. Fiquei bárbaro em trejeito de cego. A pessoa podia fazer o maior barulho do meu lado, que eu nem me virava pra ver o que tinha acontecido. Fiquei um cego tão legal que um dia houve um desastre bem em frente à igreja. Um carro bateu num caminhão da Cervejaria Brahma e caiu garrafa pra todo lado. Foi um barulho infernal. Pois eu fiquei impávido. Nem me mexi.

Quando seu Júlio me contou esta passagem, notei o orgulho estampado em seu semblante. Era como um velho ator a contar, numa entrevista, a noite em que a plateia interrompeu seu trabalho com aplausos consagradores em cena aberta. Era como um veterano craque de futebol a descrever para os netos o gol espetacular que fizera e que deu às suas cores o campeonato daquele ano.

- Como cego o senhor nunca foi em cana, seu Júlio?

- Nunquinha. Sabe como é... Cego vê longe. Mal surgia um polícia suspeito eu me mandava a 120.

- E por que abandonou a carreira de cego?

- Concorrência desleal.

E explica que, no tempo dele, não havia essa coisa de alugar criança subnutrida para pedir esmola. Depois que apareceram as mães de araque, o cego tornou-se quase obsoleto no setor da mendicância. A polícia também, hoje em dia, é praticamente omissa.

-E sendo a polícia omissa, dá muito mais mendigo à saída da missa diz seu Júlio, sem evitar o encabulamento pelo trocadilho infame. Toda essa desorganização administrativa levou-o a abandonar a carreira de cego por necessidade.

Nos países subdesenvolvidos a mendicância é uma miséria. Seu Júlio que o diga. Era um cego dos melhores, mas largou a carreira na certeza de que, mais dia menos dia, vai ter muito mais gente pedindo do que dando esmola.

(Acontece na cidade/ Carlos E. Novaes [et. al.], S. Paulo: Ática, 2005)



Leia o trecho a seguir com atenção para as escolhas do autor quanto ao léxico e às estruturas oracionais, e, em seguida avalie as proposições.


“Mas, como perneta, seu Júlio um dia teve uma contrariedade. Apareceu pela aí um chefe de polícia com intenções de endireitar o Brasil e foi chato. Organizou uma campanha de perseguição à mendicância e seu Júlio entrou bem. Quando o carro da polícia, mais conhecido na linguagem policial como viatura, parou na porta da igreja, mendigo que podia se pirou, mas seu Júlio não pôde correr de calça larga e perna de pau, que a tanta perfeição não chegaram os engodos do cigano. Seu Júlio foi em cana”.


I- Ocorre o uso de expressões giriáticas, a exemplo de “Seu Júlio entrou bem”; “Seu Júlio foi em cana”; mendigo que podia se pirou” (fugiu).

II- Ocorre o uso do QUE (coloquial), empregado com valor de explicação, equivalente a POIS: “pois a tanta perfeição não chegaram os engodos do cigano”.

III- Ocorre inversão sintática, em que o sujeito aparece posposto ao verbo: a tanta perfeição não chegaram os engodos do cigano”.

IV- Ocorre, no final do parágrafo, uma oração justaposta que mantém um vínculo semântico de adversidade, de modo que o conectivo adequado ao contexto seria: “Porém, Seu Júlio foi em cana.”


É CORRETO o que se afirma apenas em:


A

I, II, III.


B

I, III, IV.


C

I, III.


D

II, IV.


E

III, IV.

Sobre os vícios de linguagem, analise:


“Consiste no emprego desagradável de um som consonantal idêntico.”


(Fonte adaptada: BEZERRA, R. – Nova Gramática da Língua Portuguesa para Concursos> Acesso em 13 de outubro de 2021)


Assinale a alternativa correta:


A

Estrangeirismo.


B

Colisão.


C

Barbarismo.


D

Solecismo.

A ambiguidade da manchete ocorre, sintaticamente, pois:


A

Roberto Carlos pode ser sujeito ou objeto indireto de perda


B

De Roberto Carlos pode ser adjunto adnominal ou complemento nominal de perda.


C

Roberto Carlos pode ser sujeito ou objeto direto de perda.


D

De Roberto Carlos pode ser adjunto adverbial da oração ou complemento nominal de perda.

Assinale a alternativa que CORRESPONDE ao vício de linguagem observado nos elementos em destaque na oração a seguir: “Aquele batom vermelho ficou ótimo na boca dela”.


A

Barbarismo.


B

Solecismo.


C

Cacófato.


D

Ambiguidade.

Os vícios de linguagem são desvios não intencionais da norma padrão da língua, gerando problemas de entendimento do enunciado ou ruídos na comunicação. Nesse sentido, na frase O advogado encontrou o réu entrando no tribunal, tem-se qual vício de linguagem?


A

Pleonasmo.


B

Arcaísmo.


C

Barbarismo.


D

Ambiguidade.

É inegável que o século XX deixou-nos um legado de impasses, a gravidade desses impasses se faz sentir até hoje, uma vez que não solucionamos esses impasses nem mesmo amenizamos as consequências desses impasses.

Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se os elementos sublinhados, na ordem dada, por:


A

cuja gravidade - os solucionamos - suas consequências


B

da qual gravidade - solucionamo-los - as consequências dos mesmos


C

onde a gravidade - lhes solucionamos - as próprias consequências


D

a gravidade de cujos - os solucionamos - as consequências em si mesmas


E

em cuja gravidade - lhes solucionamos - suas consequências

Identifique a frase que NÃO apresente nenhum problema de ambiguidade, ocasionada pela estrutura do enunciado.


A

João foi atrás do Táxi correndo.


B

Ficou combinada que nos encontraríamos na praça, em frente ao Banco Central.


C

Eu visitei a Igreja do país que sofreu o atentado.


D

Nenhuma das alternativas.

   
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