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(Texto)
1 Acredito no potencial do Brasil. Vejo muito
talento espalhado por ai, muitas pessoas
querendo fazer as coisas direito. Encontram,
porém, muitos obstáculos no caminho. A
5 começar por essa mentalidade fatalista e a
cultura da malandragem. Há tanto tempo dando
com os burros n'água, os brasileiros decentes
cansaram. Alguns desistiram. E isso é muito
preocupante.
10 De tantas coisas que precisam mudar, eis uma
das mais importantes: essa tolerância com o
inaceitável, o que o cineasta José Padilha,
morando na Califórnia, chamou de "perda de
sensibilidade para o absurdo" Hannah Arendt
15 falava da "banalidade do mal para se referir ao
nazismo. Temos de falar dessa "banalização do
absurdo" Não podemos engolir como normal o
escárnio, o descaso escancarado. Ainda vejo
muita gente indignada, sem dúvida. Mas é
20 inegável que, em termos gerais, suportamos o
inadmissível.
(Adaptado de Gazeta do Povo, 28/04/2016)
Em relação ao estudo dos verbos do texto, assinale a alternativa incorreta:
A forma verbal “Há” (linha 6) é impessoal, não tem sujeito e deve estar invariavelmente conjugada na terceira pessoa do singular.
A forma composta “querendo fazer” (linha 3) possui caráter perfeito e indica uma ação concluída no passado.
As formas verbais “chamou” (linha 13) e “falava” (linha 15) estão conjugadas no mesmo modo, porém em tempos verbais diferentes.
A expressão “Temos de falar” (linha 16) está conjugado na primeira pessoa do plural, caso em que denota estar o autor disposto a associar-se ao cumprimento da ordem ou exortação.