Questões de Concurso sobre Auditoria

 
 
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Paciente vítima de acidente vascular cerebral isquêmico em área rural é transportada por SAMU para hospital de alta complexidade a 150 km, sem regulação prévia via Comissão Intergestores Regional (CIR), sobrecarregando o serviço estadual. Qual diretriz do Decreto nº 7.508/2011 foi violada nessa falha de governança regional?


A

Definição de regiões de saúde contínuas com serviços mínimos de urgência.


B

Financiamento exclusivo municipal.


C

Atenção primária sem apoio logístico.


D

Contrato sem avaliação orçamentária.


E

Planejamento sem apoio técnico estadual.

Um médico auditor recebe convite para participar de jantar patrocinado por uma empresa que presta serviços para o hospital em que exerce sua função. Qual conduta ética deve ser adotada?


A

Participar e relatar formalmente eventuais benefícios recebidos.


B

Revelar impedimento e recusar.


C

Aceitar apenas se não influenciar seu julgamento.


D

Solicitar que o convite seja expandido aos demais membros auditores.


E

Denunciar o convite para apuração de infração ética.

Em uma Unidade Básica de Saúde do Município de Tatoine, a auditoria interna identificou, em 2025, que controles falhos no gerenciamento de riscos permitiram estoque zerado de insulina para 50 diabéticos tipo 1 em tratamento contínuo, com probabilidade alta (quase certa) e impacto muito alto (comprometimento total de objetivos de atenção primária), sem plano de contingência. Qual o papel sistemático e disciplinador da auditoria interna para mitigar essa falha operacional?


A

Assumir temporariamente a gestão de estoques como uma ação de primeira linha de defesa.


B

Relatar fraudes ao Tribunal de Contas da União (TCU), incluindo recomendações para processos disciplinares.


C

Substituir a gestão operacional em riscos diários.


D

Avaliar objetivamente a eficácia de processos de governança, gerenciamento de risco e controle interno.


E

Transferir a apuração para auditorias externas a fim de afastar possível influência local.

Durante uma auditoria médica em uma operadora de planos de saúde, o auditor identifica que a empresa mantém rede própria de hospitais e clínicas, contrata médicos em regime celetista e comercializa planos de saúde diretamente ao público, com finalidade lucrativa.


Considerando-se os modelos de operadoras regulamentados pela ANS e suas diferenças básicas, a caracterização dessa operadora corresponde a


A

administrar planos restritos a empregados e aposentados de determinada instituição, sem fins lucrativos.


B

organizar-se como cooperativa de médicos, com rede assistencial formada por profissionais associados.


C

atuar como empresa mercantil, com estrutura própria de assistência e comercialização direta ao mercado.


D

exercer atividade vinculada a entidades beneficentes, sem fins lucrativos, voltada à assistência social.


E

operar como seguradora especializada em saúde, com foco em reembolso de despesas médicas.

Em auditoria de eficiência hospitalar, conforme o “Referencial básico: auditoria de eficiência em hospitais” (2022) do TCU e os dados do Sistema de Internação Hospitalar (SIH) – SUS-DATASUS, este indicador reflete a eficiência na utilização de leitos e é calculado pela divisão do total de dias de internação pelo número de internações encerradas. O trecho refere-se ao(à):


A

Taxa de ocupação de leitos.


B

Índice de camas ocupadas SUS.


C

Taxa de rotatividade de leitos.


D

Razão de mortalidade hospitalar.


E

Tempo médio de permanência.

Conforme o Decreto nº 1.651/1995, observadas a Constituição Federal, as Constituições dos Estados-Membros e as Leis Orgânicas do Distrito Federal e dos Municípios, compete ao SNA verificar, por intermédio dos órgãos que o integram, no plano estadual:


A

A aplicação dos recursos transferidos aos Estados e Municípios mediante análise dos relatórios de gestão de que tratam o art. 4º, inciso IV, da Lei nº 8.142/1990, e o art. 5º do Decreto nº 1.232/1994.


B

A aplicação dos recursos estaduais repassados aos Municípios, de conformidade com a legislação específica de cada unidade federada.


C

As ações e serviços de saúde de abrangência nacional em conformidade com a política nacional de saúde.


D

As ações, métodos e instrumentos implementados pelo órgão estadual de controle, avaliação e auditoria.


E

As ações e serviços previstos nos planos municipais de saúde.

Paciente de 38 anos teve internação hospitalar por cinco dias. Foi realizado tratamento cirúrgico (laparotomia) que evidenciou apendicite supurada, implicando retirada do apêndice cecal que estava aderido ao intestino grosso. Quais devem ser os procedimentos cobrados na conta hospitalar?


A

04.15.01.001-2 – Tratamento com Cirurgias Múltiplas; 04.07.04.016-1 – Laparotomia Exploradora; 04.07.02.003-9 – Apendicectomia.


B

04.15.02.003-4 – Outros Procedimentos com Cirurgias Sequenciais; 04.07.04.016-1 – Laparotomia Exploradora; 04.07.02.003-9 – Apendicectomia.


C

04.07.02.003-9 – Apendicectomia, apenas.


D

04.07.04.018-8 – Liberação de Aderências Intestinais, apenas.


E

04.07.04.016-1 – Laparotomia Exploradora, apenas.

A distinção entre auditoria de regularidade (conformidade) e auditoria operacional (desempenho) decorre de seu foco predominante. Em relação a uma auditoria que avalia a legalidade de atos de gestão de contratos de hemodiálise e, principalmente, a efetividade do acesso, qualidade e equidade na prestação do serviço, qual é a classificação correta?


A

Auditoria de regularidade, por exigir exame de legalidade e legitimidade dos atos de gestão, ainda que avalie desempenho de forma acessória.


B

Auditoria operacional, por ter foco principal na eficácia, qualidade, equidade e efetividade da gestão do serviço, ainda que contemple verificações de legalidade associadas.


C

Auditoria mista, sem classificação predominante, por combinar em qualquer proporção elementos de conformidade e desempenho.


D

Auditoria financeira, por tratar de contratos que envolvem repasse de recursos entre entes federativos e prestadores privados.


E

Auditoria de resultados fiscais, por priorizar a análise do impacto dos contratos sobre metas de equilíbrio orçamentário.

Em relação aos indicadores para avaliação da produção hospitalar e ambulatorial sobre a habilitação em Oncologia, assinale a alternativa correta.


A

O indicador que permite avaliar a assistência paliativa a paciente oncológico nos hospitais habilitados é o percentual dos procedimentos de tratamento de intercorrências clínicas no paciente oncológico.


B

Espera-se que a porcentagem de quimioterapia curativa seja inversamente proporcional ao valor médio de quimioterapia, obtido pelo Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA-SUS).


C

Dada a complexidade intrínseca, espera-se um percentual acima de 70% de produção de cirurgias sequenciais em relação à produção dos procedimentos cirúrgicos oncológicos.


D

Espera-se um percentual superior a 50% de procedimentos cirúrgicos oncológicos de pele em pacientes com câncer não melanótico em hospitais habilitados em Oncologia.


E

O indicador da abrangência da oferta no local analisado é obtido através da divisão do número de grupos de procedimentos clínicos e cirúrgicos para o tratamento do câncer que apresentaram produção pelo número total de tratamentos possíveis.

Assinale a alternativa que apresenta uma situação que NÃO permite a emissão de nova AIH durante a mesma internação.


A

Outra cirurgia realizada em um novo ato anestésico, o que inclui os casos de reoperação.


B

Situações em que, esgotado o tempo de permanência para o procedimento cirúrgico, o paciente apresentar quadro clínico que exija continuar internado por motivo não decorrente do ato cirúrgico.


C

Casos clínicos em que, durante a internação, haja intercorrência cirúrgica relacionada à patologia clínica que gerou a internação.


D

Casos em que o procedimento principal for tratamento em politraumatizado ou com cirurgia múltipla e forem realizados mais de cinco procedimentos principais.


E

Duas intervenções obstétricas em tempos diferentes.

Durante uma auditoria em um hospital público, foi identificado que protocolos terapêuticos adotados divergem das recomendações das Diretrizes Brasileiras de Prática Clínica, baseando-se em consensos de especialistas internacionais sem validação nacional.


O procedimento mais adequado é


A

manter os protocolos vigentes, pois consensos internacionais são superiores às diretrizes nacionais.


B

adaptar os protocolos apenas se houver denúncia formal de dano aos pacientes.


C

revisar imediatamente os protocolos para alinhá-los às diretrizes nacionais e evidências locais.


D

priorizar sempre consensos internacionais, independentemente do contexto brasileiro.


E

submeter os protocolos à aprovação do conselho hospitalar, sem considerar evidências.

Durante uma auditoria, verificou-se que um laboratório clínico emitiu laudos contendo termos como “positivo”, “negativo” e “zona cinza”. Essa prática gerou interpretações equivocadas por parte dos médicos solicitantes, comprometendo a tomada de decisão clínica. Considerando as normas de acreditação laboratorial (ex.: PALC, ISO 15189) e os princípios da fase pós-analítica, o uso dessas expressões é inadequado porque:


A

Podem gerar ambiguidade sem padronização metrológica, dificultando a interpretação clínica adequada e a comunicação efetiva entre laboratório e médico.


B

São termos exclusivos de pesquisas clínicas e não aplicáveis ao diagnóstico laboratorial de rotina.


C

Não possuem respaldo legal para uso em exames laboratoriais, sendo restritas por legislação sanitária.


D

Impedem a rastreabilidade metrológica dos resultados laboratoriais, inviabilizando a validação técnica dos métodos utilizados.

A Resolução do CFM nº 1.614/2001 foi revogada e substituída pela Resolução CFM nº 2.448/2025, a qual regulamenta o ato médico de auditoria e dá outras providências. Segundo a Resolução CFM nº 2.448/2025, assinale a alternativa correta.


A

Na função de auditor, o médico deverá obrigatoriamente identificar-se de forma clara em todos os seus atos, fazendo constar nome completo, o número de seu CRM, ficando facultado a ele disponibilizar meio de contato.


B

É direito do médico, na função de auditor, acessar toda documentação necessária, sendo permitida, inclusive, a retirada de prontuários ou cópias da instituição para os esclarecimentos necessários ao exercício de suas atividades.


C

É dever do médico, na função de auditor, comunicar, por escrito, ao diretor técnico administrativo da instituição em que trabalha, indícios de infração ética, a qual, por sua vez, adotará as providências cabíveis junto à diretoria da instituição.


D

É direito do médico, em função de auditor, fazer qualquer apreciação em presença do examinador, desde que suas observações sejam repassadas para o relatório.


E

Em caso de divergência insuperável de diagnóstico e/ou indicação de procedimento, terapêutica ou procedimento realizado, é obrigatório ao médico auditor realizar exame presencial do paciente, com o seu consentimento prévio ou de seu representante legal, sendo vedada a auditoria médica remota.

Analise os seguintes motivos de glosa relatados pela equipe de auditores:


1. Emissão de AIH para tratamento realizado em regime ambulatorial.

2. Internação desnecessária em UTI.

3. Cobrança indevida do procedimento de tratamento para aids (sem a comprovação no prontuário das afecções cobradas).


É correto afirmar que os tipos de glosa apresentados são, respectivamente:


A

Parcial, parcial e parcial.


B

Parcial, parcial e total.


C

Total, parcial e parcial.


D

Total, total e parcial.


E

Total, total e total.

Conforme o disposto na Portaria MS nº 2.436/2017, que aprova a Política Nacional de Atenção Básica, é correto afirmar que o estabelecimento de mecanismos de autoavaliação, controle, regulação e acompanhamento sistemático dos resultados alcançados pelas ações da Atenção Básica, como parte do processo de planejamento e programação, é responsabilidade:


A

Apenas da União.


B

Apenas da União e, suplementarmente, dos Estados.


C

Apenas dos Estados e Municípios.


D

Exclusiva dos Municípios.


E

Comum a todas as esferas de governo.

Em Estratégia de Saúde da Família (ESF) da cidade de Crescente, a equipe operacional gerencia riscos diários de falta de glicosímetros para 200 diabéticos, implementando controles de estoque e mitigação via fornecedores locais, sob supervisão tática. Qual linha possui propriedade direta sobre esses riscos operacionais de acordo com o modelo das três linhas de defesa?


A

Governança: define apetite ao risco.


B

Externa: fiscalizatória.


C

1ª linha: gestores operacionais, com controles internos.


D

2ª linha: monitora conformidade legal.


E

3ª linha: avaliação independente.

Ano: 2026
Prova: FCPC - UFCE - Médico - Área: Medicina do Trabalho - 2026

Na auditoria médica em planos de saúde, o modelo analítico caracteriza-se por:


A

Julgamento pericial de condutas médicas tomadas.


B

Avaliação retrospectiva e técnica dos procedimentos realizados.


C

Fiscalização das normas trabalhistas e do ambiente de trabalho.


D

Acompanhar o tratamento e a utilização de recursos durante a prestação da assistência ao paciente.

De acordo com a Instrução Normativa MP/CGU nº 01/2016, são princípios da gestão de riscos de um órgão ou entidade, EXCETO:


A

Gerir riscos de forma sistemática, estruturada e oportuna, subordinada ao interesse público.


B

Utilizar a gestão de riscos para melhoria contínua dos processos organizacionais.


C

Estabelecer procedimentos de controle interno proporcionais ao risco.


D

Utilizar o mapeamento de riscos para apoio à tomada de decisão.


E

Identificar eventos possíveis a fim de anular níveis de exposição a riscos.

O que é o Relatório Preliminar de auditoria no âmbito do SNA do SUS?


A

Documento conclusivo, que encerra a ação de auditoria interna, sendo seu contraponto analisado no órgão superior.


B

Instrumento interno da equipe de auditoria, sem envio ao gestor auditado, destinado exclusivamente ao registro de papéis de trabalho e de evidências, sem valor comunicacional.


C

Peça reservada, encaminhada apenas ao Ministério Público e aos órgãos de controle externo, sem conhecimento inicial do demandante ou do auditado.


D

Documento objetivo, de rápida consulta, que lista as recomendações aprovadas pelo auditado, sem detalhar achados ou constatações.


E

Documento formal, estruturado em itens padronizados, cujo objetivo é informar as conclusões prévias da auditoria e permitir manifestação complementar do auditado, inclusive quanto a constatações não conformes.

Um médico, ao ser contratado para a função de Auditor de um hospital privado, depara-se com uma cláusula contratual que estabelece seus honorários. A proposta inclui uma remuneração fixa e uma parcela variável, calculada como um percentual sobre o montante financeiro economizado pela instituição, decorrente das glosas efetuadas e acatadas. Considerando as vedações do Código de Ética Médica, a análise CORRETA desta cláusula indica que ela:


A

É eticamente aceitável, pois estimula o zelo do auditor na identificação de procedimentos desnecessários.


B

Fere o Código ao subordinar os honorários ao resultado do tratamento, caracterizando o exercício mercantilista da medicina.


C

É lícita, contanto que o médico atue com absoluta isenção e suas glosas sejam tecnicamente irrepreensíveis, conforme o dever de competência.


D

É expressamente vedada, pois é proibido ao médico o recebimento de remuneração ou gratificação por valores vinculados à glosa.


E

Constitui infração ética por configurar modalidade de dicotomia, sendo a vedação aplicável, todavia, somente quando o médico auditor mantiver vínculo assistencial direto com o paciente cujo procedimento é objeto da glosa.

 
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