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Paciente hipertenso refratário apresenta Doppler da artéria renal com velocidade sistólica > 200 cm/s. Nesse contexto, assinale a alternativa que indica a interpretação CORRETA sobre o caso:
Fluxo normal, pois velocidades elevadas são fisiológicas em artérias renais.
Presença de pseudoaneurisma renal.
Dissecção arterial sem repercussão.
Variante anatômica sem relevância clínica.
Estenose significativa da artéria renal, sugerindo repercussão hemodinâmica.
Paciente submetido a angioplastia com stent femoral apresenta novo estreitamento no local. Nesse caso, a alternativa que indica o diagnóstico CORRETO é:
Pseudoaneurisma femoral.
Dissecção arterial.
Estenose in-stent.
Trombose venosa profunda.
Varizes secundárias.
Em relação à avaliação com Doppler, assinale a alternativa correta.
O Doppler pulsátil é utilizado para obtenção de velocidades provindas dos fluxos através das valvas cardíacas.
Não é possível integrar as informações das modalidades de Doppler (contínuo, pulsátil e colorido) à imagem bidimensional.
O Doppler contínuo não pode ser utilizado para medir o fluxo em valvas estenóticas.
O mapeamento do fluxo em cores é baseado nos princípios do Doppler contínuo.
Para determinar a velocidade do fluxo no Doppler colorido, analisa-se o brilho da cor, sendo os fluxos de maior velocidade expressos por tonalidades mais escuras da mesma cor.
São tipos de conexão atrioventricular nas cardiopatias congênitas:
I. Biventricular ou univentricular.
II. Biventricular concordante.
III. Biventricular discordante.
IV. Ambígua com átrios isoméricos.
Quais estão corretos?
Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e IV.
Apenas II, III e IV.
I, II, III e IV.
Paciente com insuficiência venosa crônica apresenta varizes volumosas em membros inferiores. O Doppler mostra refluxo prolongado na veia safena magna. Acerca do tema, o critério diagnóstico que confirma insuficiência venosa crônica é:
Presença de aliasing no Doppler colorido, sugerindo turbulência venosa.
Espessamento da parede venosa no modo B, indicando inflamação crônica.
Fluxo retrógrado arterial secundário a fístula arteriovenosa adquirida.
Presença de colaterais superficiais visíveis, sem necessidade de análise temporal.
Refluxo > 0,5 segundos após manobra de compressão ou Valsalva, indicando incompetência valvar.
Considerando um paciente com dor abdominal pós-prandial que apresenta Doppler da artéria mesentérica superior com velocidades elevadas, assinale CORRETAMENTE o mecanismo que explica esse sintoma:
Aumento da resistência periférica intestinal.
Formação de colaterais que reduzem perfusão.
Alteração da viscosidade sanguínea.
Redução do fluxo sanguíneo pós-prandial por estenose crítica.
Fluxo retrógrado para a aorta.
Paciente jovem apresenta edema unilateral de membro inferior. Doppler mostra compressão da veia ilíaca comum esquerda pela artéria ilíaca direita. O diagnóstico CORRETAMENTE compatível com esse caso é:
Síndrome de May-Thurner.
Síndrome pós-trombótica.
Pseudoaneurisma venoso.
Dissecção venosa.
Varizes primárias.
Na avaliação ao Doppler das varizes dos membros inferiores, é INCORRETO afirmar que:
O sistema venoso profundo tem alta pressão e maior volume, e o sistema venoso superficial tem baixa pressão e menor volume. Conectando os dois, há o sistema de veias perfurantes com válvulas que favorecem a direção do fluxo da superfície para a profundidade.
Uma perfurante insuficiente sempre gera varizes acima dela.
A gênese básica das varizes tem base em perfurantes insuficientes invertendo a direção do fluxo da profundidade para a superfície.
Varizes são a tentativa do sistema venoso superficial de adequar gradientes excedentes de volume e pressão. Se aumenta o conteúdo, faz-se necessário o aumento subsequente do continente.
As junções safeno/femoral e parvo/poplítea são verdadeiramente perfurantes.
Um dos recursos de análise pela ultrassonografia Doppler é o índice de aceleração.
Em relação a esse parâmetro, assinale a alternativa correta.
Especialmente na isquemia de membros inferiores, trata-se de uma ferramenta diagnóstica importante na diferenciação de quadros agudos de crônicos.
Na poplítea P3, esse parâmetro é importante na exclusão de estenoses a jusante.
Nas artérias renais, é um importante parâmetro para detecção de viabilidade do parênquima renal,
Na artéria femoral comum, esse índice auxilia em inferir a ausência de estenose hemodinamicamente significativa nas ilíacas.
Na artéria carótida interna, é um importante parâmetro na avaliação da presença da estenose longa da artéria (string),
O artefato que ocorre em estudos Doppler, quando a frequência de repetição de pulso (PRF) do ultrassom é insuficiente para capturar corretamente as velocidade altas de fluxo sanguíneo, devido a limitação imposta pelo teorema de Nyquist, ocasionando uma mudança abrupta nas cores é chamado de:
Cauda de cometa (comet tail).
Refração.
Eco em espelho (mirror image)
Reverberação.
Aliasing.
Em relação aos vasos viscerais, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A veia cava inferior apresenta variações no seu volume e calibre decorrentes dos batimentos cardíacos e dos movimentos respiratórios.
( ) A artéria mesentérica superior origina-se imediatamente abaixo do tronco celíaco e corre paralelamente à aorta abdominal.
( ) A artéria esplênica dirige-se para a direita e cursa com a veia esplênica anterior para o hilo esplênico.
( ) A emergência do tronco celíaco e suas ramificações não está sujeita a variantes anatômicas.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – F – F – V.
V – V – F – F.
F – V – V – F.
F – F – V – V.
F – F – V – F.
Um homem de 65 anos portador de FAVT (fístula arteriovenosa terapêutica) para hemodiálise percebe edema de membro superior e redução do sopro palpável. O doppler detecta provável estenose na anastomose. Ele deseja manter a fístula funcional. Marque a estratégia viável para esse caso no serviço municipal.
Afirmar que a estenose não compromete a diálise e dispensar qualquer avaliação cirúrgica.
Desprezar o laudo doppler e optar por puncionar outra veia sem correção da fístula.
Agendar reavaliação com doppler, avaliar possibilidade de angioplastia ou correção cirúrgica, buscando preservar a FAVT, evitando complicações adicionais.
Cancelar hemodiálise, indicando diálise peritoneal sem investigar a causa vascular.
Paciente com queixas de vertigem rotatória ao mudar a posição da cabeça. Qual exame inicial é mais indicado para confirmar a hipótese de vertigem posicional paroxística benigna (VPPB)?
Eletrococleografia.
Teste de impulso cefálico.
Manobra de Dix-Hallpike.
Videonistagmografia.
Vectoeletronistagmografia.
Considere um paciente com pele marmórea, ausência de enchimento capilar, perda sensitiva profunda no membro, intensa fraqueza muscular e, ao Doppler, sinal arterial e venoso não audíveis.
De acordo com a classificação de Rutherford para oclusão arterial aguda de membros, esse paciente pode ser classificado em
I.
II-a.
III.
II-b.
II-c.
Em relação aos vasos renais, é INCORRETO afirmar que:
A duplicação das veias renais é mais frequente do que a duplicação das artérias renais.
As artérias renais fazem o mesmo trajeto das veias renais, porém em situação mais caudal e posterior a estas.
A artéria renal direita comprime a veia cava inferior ventralmente.
A emergência das artérias renais situa-se caudalmente à emergência da artéria mesentérica superior.
Os vasos renais do lado esquerdo são frequentemente mal representados devido à superposição de gases.
A Frequência de Repetição de Pulso (PRF) no equipamento Doppler é:
O número de pulsações repetidas por segundo.
Tempo de início de um pulso ao início do próximo.
Tempo no qual o pulso realmente ocorre.
O mesmo que a frequência do transdutor.
Todas estão incorretas.
O princípio básico do Doppler diagnóstico utilizado em ultrassonografia é
detectar diferenças na densidade dos tecidos para formar imagens tridimensionais.
avaliar a quantidade de contraste injetado na corrente sanguínea.
identificar a intensidade das ondas sonoras refletidas pelos órgãos internos.
medir a frequência das ondas sonoras transmitidas para criar imagens estáticas.
detectar alterações na frequência das ondas sonoras refletidas por objetos em movimento, como o fluxo sanguíneo.
Sobre os métodos diagnósticos Doppler, assinale a alternativa que descreva, corretamente, as características dos testes disponíveis.
O Doppler de onda pulsada permite a amostragem das velocidades do fluxo sanguíneo local em uma região específica (ou volume de amostra). Essa modalidade é particularmente útil para avaliar os fluxos de velocidade relativamente baixos associados, por exemplo, ao fluxo de entrada mitral ou tricúspide e ao fluxo venoso pulmonar.
O doppler colorido determina a análise do fluxo em cores e baseia-se nos princípios da ecocardiografia Doppler pulsada. Para calcular os dados de velocidade de maior acurácia, um único pulso é utilizado ao longo de cada linha de varredura, conhecido como comprimento do pulso.
O Doppler de onda contínua utiliza dois cristais de ultrassom: transmissão contínua e recepção contínua de sinais de ultrassom, possui como desvantagem o risco de sinais sobrepostos. Este tipo de Doppler (onda contínua) é normalmente usado para medir velocidades de fluxo mais baixa.
O Doppler de onda pulsada opera através da repetição da transmissão, espera a recepção do transdutor durante um intervalo subsequente, definido pela distância do transmissor e do local da amostra. A frequência de repetição de pulso é dependente da profundidade, sendo menor para regiões próximas e maior para regiões distantes ou mais profundas.
Paciente de 70 anos, assintomática, realiza uma ultrassonografia Doppler de Carótidas com os seguintes parâmetros apresentados:
Carótida direita | Carótida esquerda | |
Estenose linear | > 50% | > 50% |
VPS Artéria carótida comum (cm/s) | 80 | 75 |
VDF Artéria carótida comum (cm/s) | 40 | 32 |
VPS Artéria carótida interna (cm/s) | 200 | 210 |
VDF Artéria carótida interna (cm/s) | 60 | 70 |
De acordo com esses parâmetros, qual a estratificação do grau de estenose?
Estenose 50-69% em carótida interna direita e > 70% em carótida interna esquerda.
Estenose > 70% bilateralmente.
Estenose > 70% em carótida interna direita e 50-69% em carótida interna esquerda.
Estenose < 50% bilateralmente.
Estenose intermediária 50-69% bilateralmente.
Uma paciente de 32 anos, gestante de 26 semanas, apresenta-se com início súbito de dor na panturrilha direita e edema leve nas últimas 24h. Ela não tem quaisquer comorbidades e não apresenta outros sintomas. O D-dímero é de 845 ng/mℓ. A ultrassonografia com Doppler da extremidade inferior é negativa. Qual é a ação mais apropriada?
Tomografia Computadorizada (TC) com contraste do tórax.
Anticoagulação empírica.
Repetir a ultrassonografia em 2 ou 3 dias.
Repetir a ultrassonografia em 24h.