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A saúde mental na adolescência é um tema que tem recebido grande foco atualmente no mundo todo. Recentemente publicado, um estudo que teve colaboração da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) analisou a taxa de suicídios entre jovens brasileiros de 10 a 19 anos entre os anos de 2011 e 2022, mostrando uma tendência desses números.
Tal tendência é de
aumento persistente das taxas, independentemente da pandemia de covid-19.
diminuição discreta das taxas, seguida de aumento na pandemia de covid-19.
aumento das taxas a partir de 2017, com estabilidade na pandemia de covid-19.
estabilidade das taxas, porém com pico na pandemia de covid-19, posteriormente revertido.
diminuição das taxas após a criação da campanha Setembro Amarelo, em 2015.
Assinale a alternativa que está de acordo com as principais diretrizes para o tratamento da depressão em crianças.
Em crianças, a depressão leve, moderada e grave deve ser tratada inicialmente com medicamentos antidepressivos.
Em casos leves de depressão, recomendam-se intervenções psicossociais e terapia cognitivo-comportamental (TCC) como primeira linha de tratamento; medicamentos devem ser reservados para casos moderados a graves.
Recomenda-se iniciar o tratamento com um antidepressivo tricíclico, considerado a classe mais segura para essa faixa etária.
Deve-se evitar o uso de terapia psicológica em crianças, pois a resposta à psicoterapia é menos eficaz do que a resposta ao tratamento medicamentoso.
O uso de medicamentos inibidores da recaptação da serotonina (ISRS) está indicado para crianças com depressão moderada e grave, sendo os tricíclicos reservados para os casos de depressão leve.
Para um adolescente que consome álcool, um fator associado a maior risco de uso problemático futuro é:
uso solitário (sem a presença de outras pessoas).
uso concomitante de vaporizador.
início do uso após os 17 anos.
ter genitores desfavoráveis ao uso de álcool na adolescência.
uso em festas.
Segundo a portaria número 336, de 19 de fevereiro de 2002, os Centros de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil (CAPSi), para atendimento a crianças e adolescentes, devem
supervisionar e capacitar as equipes de atenção básica, serviços e programas de saúde mental em seu território, na atenção à infância e à adolescência.
manter de 02 (dois) a 04 (quatro) leitos para desintoxicação e repouso.
funcionar no período das 7 às 19 horas, em 02 (dois) turnos, durante os cinco dias úteis da semana.
constituir-se em serviço ambulatorial de atenção diária para moradores do município e de municípios vizinhos quando encaminhados.
responsabilizar-se, sob coordenação do gestor local, pela organização da demanda de saúde mental de crianças e adolescentes de até 16 anos de idade.
Assinale a alternativa correta a respeito do metabolismo das crianças em relação aos psicofármacos.
As crianças metabolizam os medicamentos mais lentamente que os adultos e, portanto, as doses máximas prescritas devem ser metade daquelas indicadas para os adultos.
Crianças têm menor massa muscular e menos gordura corporal em relação ao peso total. Além disso, apresentam uma proporção maior de água corporal, o que interfere na forma como os medicamentos são distribuídos pelo corpo.
A metabolização de psicofármacos nas crianças é menos eficiente, pois as células hepáticas ainda não possuem as enzimas citocromo P450.
A prescrição de psicofármacos lipofílicos está autorizada nos casos em que os pacientes têm idade igual ou maior do que 12 anos.
O metabolismo das crianças é mais afetado pela ingestão de alimentos e, portanto, os psicofármacos devem ser administrados em jejum.


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A prevalência do transtorno afetivo bipolar em menores de 12 anos é de
0,1% a 0,5%.
1% a 2%.
3% a 5%.
5% a 7%.
8% a 10%.
Sobre a imunização dos adolescentes disponibilizada na rede pública (SUS):
A vacina HPV9 é distribuída pela rede pública e recomendada para adolescentes, mesmo com história de infecção e/ou não vacinados anteriormente.
A vacina da Tríplice Bacteriana do tipo adulto deve ser reforçada a partir dos 14 anos e repetida posteriormente a cada 10 anos.
A vacina da Febre Amarela não recomendada para adolescente que nunca vacinaram.
A vacina da Influenza deve ser administrada apenas para os adolescentes que adquiriram o vírus da influenza no último ano.
Um adolescente com diabetes mellitus do tipo 1 (DM1) é atendido no pronto-socorro com queixa de náusea, vômitos e dor abdominal. Ele está orientado, mas sonolento, embora facilmente despertável. Apresenta respiração de Kussmaul, glicemia de 300mg/dL, pH venoso de 7,24, CO2 venoso de 15mEq/L, e Na 135mEq/L.
Nesse caso, o diagnóstico é
DM1 bem compensado, com doença do trato gastrointestinal.
DM1 mal compensado, mas sem cetoacidose.
cetoacidose diabética leve.
cetoacidose diabética moderada.
cetoacidose diabética grave.
Na atenção primária à saúde, dentre as opções a seguir, a abordagem mais efetiva com relação à sexualidade na adolescência é:
perguntar de forma sistemática e com respeito sobre práticas sexuais, uso de drogas e violência.
palestras sobre os riscos das doenças ou da gravidez indesejada são muito efetivas, pois na adolescência há o sentimento de vulnerabilidade.
realizar prevenção abordando a irresponsabilidade de uma gravidez na adolescência.
profissionais devem emitir conselhos pessoais e opiniões sobre os tipos de relacionamentos.
inquirir o adolescente sobre temas como sexualidade, uso de drogas e violência é desnecessário.
O calendário de vacinação para adolescentes é um instrumento recente e muito importante de resgate de vacinação. A lista no Programa Nacional de Imunizações inclui, de forma gratuita, para os adolescentes sem doenças especiais e independentemente de idade e moradia, as seguintes vacinas:
HPV, hepatite B, influenza e febre amarela.
Influenza, HPV, difteria, tétano e hepatite B.
Difteria e tétano, hepatite B e tríplice viral.
Tríplice viral, influenza e HPV.
Meningite ACWY, HPV e hepatite B.


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Adolescente de 11 anos de idade é encaminhada ao ambulatório de nefrologia pediátrica por apresentar piúria persistentemente presente em exames de urina realizados de forma correta, com uroculturas negativas, associada à febre baixa. A causa provável para esse caso é
tuberculose renal.
cistite.
pielonefrite.
glomerulonefrite pós-estreptocócica.
bacteriúria assintomática.
A doença crônica na adolescência se caracteriza por vários sintomas e manejos clínicos, EXCETO:
Apresentar invalidez permanente ou residual.
Exigir autonomia precoce pelo paciente.
Alteração patológica irreversível.
Requer períodos de supervisão, atenção e/ou reabilitação prolongada.
Sendo preconizado atendimento multidisciplinar.
Na consulta com o adolescente, é prioritário a atenção às suas queixas e incentivo à participação dos pais ou cuidadores no atendimento em algum momento. São situações de quebra de sigilo e notificação aos familiares informando ao paciente desta situação:
Dúvidas sobre orientação sexual.
Primeira experimentação de psicoativos.
Início de namoro.
Desejo de uso de anticonceptivos.
Autoagressão.
Adolescente, sexo feminino, 16 anos de idade, sem comorbidades conhecidas, procura atendimento médico com demanda de cessação de tabagismo. Ela refere que começou a fumar a partir de 11 anos de idade e, desde os 14 anos, fuma regularmente 20 cigarros por dia (1 maço). O tempo entre acordar e o primeiro cigarro é de 10 minutos. Ela deseja ajuda para parar de fumar, pois está consciente dos males do tabagismo para sua saúde, mas já tentou cessar o tabagismo por 3 vezes, sem sucesso. Dentre as opções abaixo, qual é a melhor alternativa?
Usar adesivo de nicotina de 21 mg, que deve ser trocado a cada 24 horas; pode usar goma de 1 mg no momento de vontade mais intensa.
Usar adesivo de nicotina de 14 mg, que deve ser trocado a cada 48 horas; pode usar pastilha de 7 mg no momento de vontade mais intensa.
Usar adesivo de nicotina de 7 mg, que deve ser trocado a cada 7 dias; gomas e pastilhas de nicotina não são liberadas nessa idade.
Não há nenhum tipo de tratamento de reposição de nicotina liberado nessa idade; encaminhar para psiquiatra para introdução de antidepressivo.
São exemplos de doença crônica transmissível, EXCETO:
Tuberculose.
HIV.
Hepatite.
Asma.
Influenza.


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A osteocondrose mais comum na adolescência acomete a tuberosidade anterior da tíbia e é mais frequente nos meninos, causando um prejuízo na prática dos esportes. Essa doença também é conhecida como:
Doença de Server.
Doença de Köhler.
Doença Osgood Schlatter.
Doença de Scheuermann.
Doença Legg-Calvé-Perthes.
A cefaleia é um dos sintomas frequente na prática ambulatorial e mesmo em atendimento de urgência. Entre a cefaleia crônica, a enxaqueca migrânea é uma das mais frequentes. É acompanhada por sintomas associados à dor, ocasionalmente com manifestações neurológicas que caracterizam a aura, EXCETO:
Hemianopsia.
Parestesia.
Ataxia.
Paresia.
Hemiplegia.
Um dos transtornos alimentares mais prevalentes é a anorexia. Os sintomas clássicos foram se adaptando às novas diretrizes e também com a evolução das doenças nos últimos anos. Para o diagnóstico, NÃO é mais necessário, segundo DSM-5:
Amenorreia.
Perda de peso.
Alteração da imagem corporal.
Recusa a se alimentar.
Medo de engordar.
A síndrome escrotal aguda é um quadro clinico caracterizado por dor súbita, aumento do volume e hiperemia na região escrotal. Na torção de testículo, cerca de 90% ocorre na fase pós-puberal, com pico de incidência entre os 14 e 16 anos. A intervenção precoce visa preservar a morfologia testicular e a espermatogênese. Está indicado:
Realizar e aguardar resultado de ecografia como padrão-ouro de exame complementar.
Intervenção cirúrgica em até 14h tem boa chance de resolução.
Solicitar exames de laboratório e EQU para avaliação posterior.
Observação com analgésico, antieméticos e suspensório escrotal nas primeiras 12h.
Intervenção mais precoce possível, de preferência em até 4h.
Menina de 12 anos de idade é levada à consulta médica por sua mãe com queixa de queda de cabelo, eritema malar, astenia e artralgia em joelhos. Realizou ecocardiograma com derrame pericárdico moderado. O pediatra levantou a hipótese diagnóstica de lúpus eritematoso sistêmico pediátrico (LESp) e solicitou exames complementares para confirmação. Em relação às alterações laboratoriais presentes do LESp, é correto afirmar que a(o)
Fator Antinuclear (FAN) é altamente específico e pouco sensível.
anti-Sm é inespecífico, porém está presente em todos os pacientes com LESp.
anti-DNA está associado à atividade de doença, principalmente à nefrite lúpica.
consumo de complemento é patognomônico de nefrite lúpica, estando associado a prognóstico da doença.
alteração hematológica mais frequente no LESp é a leucocitose com linfopenia relativa, estando associada à atividade de doença.


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