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Paciente de 82 anos com doença renal crônica estágio 5 em hemodiálise, há 3 anos desenvolveu neoplasia avançada de cólon com metástases hepáticas difusas e deterioração clínica progressiva. A família solicitou discussão sobre suspensão da diálise diante do prognóstico oncológico reservado e qualidade de vida significativamente comprometida. O médico reconheceu que a decisão de suspender tratamento dialítico em paciente terminal é eticamente válida quando alinhada aos valores e preferências do paciente. O tempo médio de sobrevida após suspensão da diálise em pacientes com doença renal crônica terminal dialítico-dependentes é de aproximadamente:
24-48 horas
3-5 dias
21-30 dias
60-90 dias
7-14 dias
O cuidado paliativo envolve decisões clínicas complexas que frequentemente suscitam questões éticas e jurídicas, incluindo autonomia do paciente, limitação de tratamentos fúteis, e planejamento antecipado de cuidados. Considerando esses aspectos ético-jurídico, analise as afirmativas a seguir.
I.A recusa de procedimentos ou terapias por parte do paciente capacitado deve ser respeitada, mesmo que implique interrupção de tratamentos curativos ou invasivos, desde que devidamente documentada.
II.O planejamento antecipado de cuidados, incluindo diretivas antecipadas e discussões sobre limites terapêuticos, é reconhecido como prática ética e legalmente válida no Brasil, orientando condutas da equipe de saúde.
III.A limitação de tratamentos considerados fúteis ou desproporcionais deve ser pautada em critérios clínicos e éticos, com registro adequado em prontuário, assegurando transparência e proteção legal para profissionais e instituições.
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS.
II.
I e II.
I e III.
I, II e III.
A comunicação em contextos clínicos pode envolver situações emocionalmente complexas, como transmitir más notícias, discutir prognóstico ou abordar decisões de fim de vida. Estratégias adequadas de comunicação são essenciais para reduzir sofrimento, melhorar adesão ao tratamento e apoiar pacientes e familiares. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)Em situações de comunicação difícil, transmitir informações de forma direta, sem considerar o estado emocional do paciente ou familiar, é a abordagem mais eficaz para reduzir ansiedade.
(__)Evitar discussões sobre prognóstico ou efeitos do tratamento é indicado para proteger o paciente e reduzir seu estresse emocional.
(__)Profissionais de saúde devem fornecer opiniões pessoais sobre decisões médicas complexas, mesmo que não estejam alinhadas aos valores ou preferências do paciente.
(__)Planejamento prévio da conversa, escuta ativa, empatia e uso de linguagem clara e acessível são estratégias recomendadas para enfrentar comunicações difíceis em saúde.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
F, F, F, V.
F, F, V, V.
V, V, V, V.
V, F, F, F.
Os cuidados paliativos são uma abordagem integral voltada para melhorar a qualidade de vida de pacientes e famílias que enfrentam doenças graves, avançadas ou que ameaçam a vida, abordando aspectos físicos, psicológicos, sociais e espirituais. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)Cuidados paliativos se aplicam a pacientes em fase terminal, não sendo indicados em estágios iniciais de doenças crônicas ou graves.
(__)O controle da dor e de outros sintomas físicos é um componente essencial dos cuidados paliativos, mas deve sempre ser equilibrado com o respeito à autonomia e preferências do paciente.
(__)Cuidados paliativos significam desistir de tratamentos ativos ou curativos, substituindo todas as intervenções médicas por conforto.
(__)A comunicação efetiva e o suporte emocional a pacientes e familiares são princípios centrais, promovendo compreensão do prognóstico e planejamento de cuidados alinhado aos valores individuais.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
F, F, V, F.
V, F, F, V.
F, V, F, V.
F, V, V, F.
Pacientes idosos frequentemente apresentam múltiplas comorbidades, fragilidade e alterações funcionais, tornando a abordagem paliativa essencial para promover qualidade de vida, reduzir sofrimento e apoiar decisões compartilhadas. A integração de cuidados paliativos à geriatria e gerontologia exige avaliação abrangente, manejo de sintomas, suporte psicossocial e planejamento antecipado. Considerando esse contexto, analise as afirmativas abaixo e marque a verdadeira.
A comunicação sobre prognóstico e limitações terapêuticas deve ser evitada para idosos, pois pode aumentar ansiedade e reduzir adesão ao tratamento.
O foco dos cuidados paliativos em geriatria deve ser o manejo da dor física, deixando em segundo plano os aspectos funcionais, sociais e emocionais.
O planejamento de cuidados paliativos para idosos deve ser individualizado, levando em consideração fragilidade, polimedicação, comorbidades e preferências do paciente.
Em pacientes idosos, a avaliação geriátrica detalhada é desnecessária para cuidados paliativos, pois sintomas e necessidades são semelhantes aos de pacientes adultos mais jovens.
A implementação eficiente de serviços de cuidados paliativos depende de planejamento institucional, capacitação da equipe multiprofissional, protocolos clínicos claros e monitoramento contínuo da qualidade assistencial. Sobre esses aspectos, analise as afirmativas a seguir.
I.Protocolos clínicos padronizados, fluxos assistenciais definidos e monitoramento de indicadores de qualidade são essenciais para o gerenciamento eficiente de serviços de cuidados paliativos.
II.A organização de serviços de cuidados paliativos deve ser centralizada em hospitais terciários, não sendo necessária integração com atenção primária ou domicílio.
III.A integração entre atenção primária, hospitalar e domiciliar favorece continuidade do cuidado, acesso oportuno a intervenções e suporte adequado a pacientes e familiares.
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS.
II.
I.
I, II e III.
I e III.
Um paciente idoso com doença avançada recusa medidas invasivas de suporte vital e deseja priorizar conforto e qualidade de vida nos últimos dias. A equipe de saúde deve conduzir a assistência respeitando direitos do paciente, normas éticas e legislação vigente. Considerando a legislação brasileira sobre terminalidade de vida e cuidados paliativos, analise as afirmativas abaixo e assinale a verdadeira.
No Brasil, não existe respaldo legal para que médicos respeitem a recusa de tratamentos invasivos pelo paciente, sendo obrigatório manter todos os procedimentos de suporte vital até o óbito.
Profissionais de saúde devem priorizar a decisão familiar sobre cuidados de fim de vida, independentemente da vontade expressa do paciente.
Diretivas antecipadas de vontade não possuem reconhecimento jurídico no Brasil e não podem orientar condutas da equipe de saúde.
A limitação de tratamentos fúteis ou desproporcionais em pacientes terminais é permitida legalmente e deve ser registrada de forma detalhada no prontuário, garantindo segurança ética e jurídica.
Um médico especialista é convidado a apresentar resultados de pesquisa em congresso internacional, representando oficialmente a instituição. O estudo envolve dados sensíveis de pacientes em cuidados paliativos. Sobre o tema, a conduta CORRETAMENTE adequada deve ser:
Divulgar dados identificáveis, sem considerar confidencialidade.
Recusar participação em eventos externos, limitando-se a relatórios internos.
Delegar apresentação exclusivamente a residentes, sem supervisão.
Utilizar apenas dados preliminares, sem validação científica.
Garantir anonimização dos dados, respeito às normas éticas e regulatórias, apresentação transparente e alinhada às diretrizes institucionais.
A inclusão dos Cuidados Paliativos na Atenção Primária à Saúde (APS) visa garantir o alívio do sofrimento e a melhoria da qualidade de vida de pacientes com doenças que ameaçam a continuidade da sua própria vida e a de seus familiares.
De acordo com a Política Nacional de Cuidados Paliativos do SUS e os princípios da Organização Mundial da Saúde (OMS), assinale a alternativa que descreve corretamente a abordagem paliativista na APS.
Está indicada exclusivamente a pacientes em fase de terminalidade iminente (últimas 48 a 72 horas de vida), momento em que todas as intervenções de suporte na Unidade Básica de Saúde devem ser suspensas e transferidas para o hospital.
Consiste na interrupção imediata de qualquer terapia farmacológica voltada para patologias de base (como anti-hipertensivos ou hipoglicemiantes) assim que o diagnóstico de uma doença incurável for estabelecido pela equipe de saúde da família.
Deve focar no controle da dor física através do uso de opioides, sendo os aspectos emocionais, sociais e espirituais da enfermidade considerados responsabilidade exclusiva das instituições religiosas e das redes de assistência social.
É aplicável apenas a pacientes oncológicos idosos, não havendo indicação ou protocolos para cuidados paliativos em crianças, adolescentes ou adultos jovens com doenças crônicas degenerativas no âmbito do SUS.
Deve ser iniciada o mais precocemente possível, juntamente com o tratamento modificador da doença (curativo), visando o controle de sintomas físicos, psicossociais e espirituais através de uma abordagem interprofissional e centrada na pessoa.
Sobre o manejo da dor em pacientes em Cuidados Paliativos, marque a alternativa CORRETA.
Os Antinflamatórios não esteroidais (AINEs) tópicos (por exemplo: diclofenaco) são benéficos no tratamento da dor reumatológica regional com eficácia comparável e menos efeitos colaterais do que os AINEs sistêmicos.
A Morfina pode ser utilizada sem grandes preocupações com ajustes de dose em pacientes com disfunção renal, mas deve-se ter cautela no uso em pacientes hepatopatas.
A tolerância cruzada entre os opioides é completa e não há benefícios em se fazer rotação para opioide alternativo quando existe a suspeita de tolerância.
Náuseas são comuns com o uso da Morfina, por isso recomenda-se de rotina o uso de antieméticos pré-tratamento.
Um paciente oncológico relata dor cervical intensa e progressiva, com piora noturna, fraqueza em membros inferiores e retenção urinária recente; ao realizar o exame há déficit motor e nível sensitivo. A equipe deve assumir compressão medular metastática até que se prova o contrário e iniciar medida imediata que reduz edema/inflamação e organiza confirmação rápida com exame de escolha, sem atrasar o tratamento definitivo. Indique a conduta imediata mais apropriada:
Manitol e TC de coluna.
Heparina plena e Doppler.
Furosemida e radiografia.
Dexametasona e RM urgente.
Morfina e observação.
Paciente de 58 anos com neoplasia avançada de pulmão em uso de morfina 60 mg VO, a cada 4 horas (dose diária total de 360 mg) para controle da dor, apresentou quadro de constipação intestinal grave, sem evacuações há 5 dias, com distensão abdominal e desconforto significativo. O médico reconheceu constipação induzida por opioides, efeito adverso que não desenvolve tolerância ao longo do tempo. A conduta profilática que deveria ter sido instituída desde o início do tratamento com opioides para prevenir essa complicação é:
Dieta hipercalórica exclusiva.
Laxativos osmóticos ou estimulantes.
Restrição hídrica progressiva.
Anti-inflamatórios não esteroidais.
Antieméticos profiláticos isolados.
Uma paciente com neoplasia avançada apresenta letargia, constipação, poliúria e desidratação; o cálcio total está elevado, com quadro compatível com hipercalcemia da malignidade. O objetivo inicial é estabilizar clinicamente e reduzir rapidamente o cálcio, usando uma medida de primeira linha e terapia anti-reabsortiva recomendada em diretrizes, reservando estratégias adicionais para gravidade e refratariedade. Indique o tratamento inicial mais apropriado:
Diurético de alça isolado.
Restringir cálcio e observar.
Prednisona isolada.
Bicarbonato EV.
Hidratação EV + bisfosfonato.
Pacientes com doenças progressivas e irreversíveis frequentemente apresentam sintomas complexos, impacto funcional crescente e necessidades psicossociais significativas. A integração de cuidados paliativos visa melhorar qualidade de vida, aliviar sofrimento e apoiar pacientes e familiares durante toda a evolução da doença. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)Cuidados paliativos devem ser iniciados apenas nos últimos dias ou semanas de vida, quando não há mais possibilidade de tratamentos ativos.
(__)Avaliação contínua de sintomas físicos, emocionais e sociais é fundamental para ajustar intervenções e proporcionar conforto ao paciente com doença progressiva.
(__)Planejamento antecipado de cuidados, comunicação aberta sobre prognóstico e definição de metas terapêuticas são princípios centrais, permitindo decisões compartilhadas e alinhadas aos valores do paciente.
(__)O foco dos cuidados paliativos é o manejo de sintomas físicos, sem necessidade de considerar aspectos psicológicos, espirituais ou sociais do paciente e familiares.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
F, F, V, V.
V, V, V, V.
F, V, F, V.
V, F, F, F.
Residente de clínica médica acompanha paciente em cuidados paliativos e propõe conduta invasiva sem indicação clínica. A conduta CORRETA para o médico supervisor, nesse contexto, deve ser:
Permitir execução da conduta invasiva, sem supervisão, assumindo que o residente aprenderá com a prática.
Delegar decisão exclusivamente ao residente, sem intervenção ou acompanhamento.
Suspender participação do residente no caso, sem fornecer orientação ou feedback formativo.
Orientar residente sobre princípios de cuidados paliativos, corrigir conduta, promover aprendizado prático e avaliação crítica, garantindo segurança do paciente e formação ética.
Ignorar erro cometido, sem registro ou avaliação, deixando aprendizado ao acaso.
Considerando que um paciente em cuidados paliativos apresenta dor lombar e limitação funcional, dificultando mobilidade no leito, assinale a alternativa que indica a conduta CORRETA:
Suspender imediatamente todas as mobilizações, sem considerar impacto funcional.
Prescrever apenas analgésicos leves, sem suporte multiprofissional.
Intervenção multiprofissional com fisioterapia, adequação de posicionamento, analgesia otimizada e suporte de enfermagem, visando conforto e preservação funcional.
Delegar exclusivamente à família, sem orientação técnica.
Realizar apenasrepouso absoluto, sem intervenção ativa.
Hospital apresenta déficit de materiais para cuidados paliativos. O médico especialista é solicitado a coordenar uso racional dos recursos disponíveis. A conduta CORRETA em relação a esse caso é:
Utilizar recursos sem planejamento, até esgotamento, sem considerar impacto assistencial.
Delegar responsabilidade exclusivamente à administração, sem participação clínica ou supervisão.
Planejar uso racional, priorizar necessidades clínicas, garantir manutenção adequada dos equipamentos e propor estratégias de otimização junto à administração hospitalar.
Suspender procedimentos paliativos, sem considerar alternativas viáveis ou adaptações seguras.
Ignorar déficit de materiais, sem planejamento ou comunicação institucional.
A respeito de pacientes com fisiologia de ventrículo único que passaram por paliação em estágios, assinale a alternativa que apresenta a lógica hemodinâmica dos procedimentos paliativos clássicos.
O shunt de Glenn (cavo pulmonar superior) aumenta a carga de volume do ventrículo sistêmico para melhorar saturação.
O shunt de Fontan coloca a circulação pulmonar em série, com fluxo pulmonar predominantemente passivo e dependente de baixa resistência vascular pulmonar.
O shunt sistêmico pulmonar (ex.: Blalock-ThomasTaussig modificado) reduz o fluxo pulmonar para evitar hiperfluxo.
O shunt de Fontan é preferencialmente realizado no período neonatal por ser hemodinamicamente mais estável que o Glenn.
O shunt de Glenn pode reduzir a intensidade da cianose ao direcionar parte do retorno venoso aos pulmões, embora a saturação permaneça dependente do retorno da veia cava inferior.
Mulher de 62 anos, com diagnóstico de adenocarcinoma gástrico avançado em cuidados paliativos domiciliares, é trazida ao pronto-socorro por familiares devido a quadro de confusão mental progressiva há cinco dias. Familiares relatam que a paciente vem apresentando náuseas persistentes e vômitos frequentes nas últimas três semanas, com piora após tentativas de alimentação, tendo perdido aproximadamente 8 kg nesse período. Relata inapetência acentuada e consegue ingerir apenas pequenas quantidades de líquidos. Possui gastrostomia para drenagem que tem drenado volumes de 800 a 1200 mL diariamente. Não recebe nutrição enteral ou parenteral. Nega uso de bebidas alcoólicas. Nas últimas 48 horas, apresentou desorientação progressiva, inicialmente temporal e posteriormente também espacial, com dificuldade para reconhecer familiares.
Ao exame físico: paciente confusa, desorientada no tempo e espaço, Glasgow 13 (abertura ocular espontânea, resposta verbal confusa, obediência a comandos), emagrecida com perda acentuada de massa muscular, desidratada com mucosas secas, pressão arterial 96 x 58 mmHg, frequência cardíaca 102 bpm, frequência respiratória 18 incursões por minuto, temperatura axilar 36,4 °C.
Exame neurológico: pupilas isocóricas e fotorreagentes mas com resposta lentificada, nistagmo horizontal bilateral evocado pelo olhar lateral, oftalmoparesia do músculo reto lateral bilateral mais acentuada à direita, paciente acamada sem condições de deambulação, incoordenação de membros superiores à prova índex-nariz bilateralmente, reflexos patelares e aquileus diminuídos simetricamente, sensibilidade tátil preservada, mas com hipoestesia distal em membros inferiores.
Exames laboratoriais:
• hemoglobina 9,2 g/dL (VR: 12-16 g/dL)
• volume corpuscular médio 102 fL (VR: 80-100 fL)
• leucócitos 6.800/mm³ sem desvio
• plaquetas 165.000/mm³
Função renal:
• ureia 52 mg/dL (VR: 10-50 mg/dL)
• creatinina 1,2 mg/dL (VR: 0,7-1,2 mg/dL)
Eletrólitos:
• sódio 132 mEq/L
• potássio 3,2 mEq/L
• cloreto 96 mEq/L
• magnésio 1,4 mEq/L (VR: 1,5-2,5 mEq/L)
Glicemia 88 mg/dL.
Albumina sérica 2,4 g/dL (VR: 3,5-5,0 g/dL).
Gasometria venosa: pH 7,38, bicarbonato 22 mEq/L.
Tomografia computadorizada de crânio sem contraste realizada na emergência não evidencia lesões agudas, hemorragias ou efeito de massa.
Eletrocardiograma: taquicardia sinusal, frequência cardíaca 102 bpm, sem outras alterações agudas.
O tratamento inicial apropriado para a condição neurológica que acomete essa paciente é:
administrar naloxona 0,4 mg intravenosa em bolus, podendo repetir até a dose máxima de 2 mg para reversão de possível intoxicação por opioides utilizados para controle de dor oncológica; associar flumazenil 0,2 mg intravenoso em bolus para reversão de benzodiazepínicos e iniciar reposição volêmica com solução salina isotônica;
administrar tiamina 100 mg intramuscular em dose única, seguida de tiamina oral 100 mg por dia por cinco dias; iniciar reposição de magnésio com sulfato de magnésio 2 gramas intravenoso em dose única e prescrever suplementação vitamínica oral com complexo B após estabilização do quadro;
administrar glicose hipertônica 50% 50 mL intravenosa em bolus para correção de possível hipoglicemia não detectada, seguida de tiamina 100 mg intramuscular após infusão de glicose; iniciar reposição volêmica com soro glicosado 5% e programar ressonância magnética de encéfalo para investigação etiológica;
administrar tiamina 500 mg intravenosa diluída em 100 mL de solução salina isotônica infundida em 30 minutos três vezes ao dia por dois dias consecutivos, seguida de 250 mg intravenosa ou intramuscular uma vez ao dia por mais cinco dias; repor magnésio e outras vitaminas do complexo B, e iniciar tiamina oral 100 mg ao dia após completar tratamento parenteral;
administrar aciclovir 10 mg por kg intravenoso a cada oito horas para tratamento de possível encefalite herpética; solicitar punção lombar com análise do líquor incluindo reação em cadeia da polimerase para herpes simples; iniciar dexametasona 4 mg intravenoso a cada seis horas e programar eletroencefalograma.
Paciente, 68 anos, em acompanhamento paliativo por neoplasia avançada de pâncreas apresentou dor abdominal intensa (escala numérica 8/10), contínua, em peso, irresponsiva a paracetamol e dipirona em doses regulares. O médico identificou dor nociceptiva visceral de forte intensidade e decidiu iniciar opioide forte conforme escada analgésica da Organização Mundial da Saúde. O opioide de primeira escolha recomendado pela OMS para dor moderada a intensa em pacientes virgens de tratamento opioide é:
Codeína
Tramadol
Morfina
Oxicodona de liberação controlada
Metadona