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O câncer de colo do útero, também conhecido por câncer cervical, é uma doença de evolução lenta que acomete, sobretudo, mulheres acima dos 25 anos. O principal agente da enfermidade é o papilomavírus humano (HPV).
Antes de tornar-se maligno, o que leva alguns anos, o tumor passa por uma fase de pré-malignidade, denominada NIC (Neoplasia Intraepitelial Cervical), que pode ser classificada em graus I, II, III e IV de acordo com a gravidade do caso.
Sobre esse tema, conforme as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, assinale a afirmativa incorreta.
Mulheres HIV positivas com contagem de linfócitos CD4+ abaixo de 200 células/mm3 devem ter priorizada a correção dos níveis de CD4+ e, enquanto isso, devem ter o rastreamento citológico a cada 12 meses.
Mulheres sem história de atividade sexual não devem ser submetidas ao rastreamento do câncer do colo do útero.
O rastreamento citológico em mulheres menopausadas pode levar a resultados falso-positivos causados pela atrofia secundária ao hipoestrogenismo, gerando ansiedade na mulher e procedimentos diagnósticos e terapêuticos desnecessários.
Mulheres submetidas à histerectomia total por lesões benignas, sem história prévia de diagnóstico ou tratamento de lesões cervicais de alto grau, podem ser excluídas do rastreamento, desde que apresentem exames anteriores normais.
O rastreamento em gestantes deve seguir as recomendações de periodicidade e faixa etária como para as demais mulheres.
Sobre neutropenia febril, assinale a alternativa INCORRETA.
A neutropenia febril é a complicação com risco de vida mais comum da terapia do câncer; seu tratamento é considerado uma emergência oncológica.
A antibioticoterapia empírica imediata promoveu melhoras drásticas nos desfechos e redução da mortalidade por neutropenia febril.
A neutropenia febril é definida como uma única medida da temperatura ≥38.3°C ou temperatura ≥38.0 ºC mantida por 1 hora, com uma contagem absoluta de neutrófilos <500 células/microlitro, ou uma contagem absoluta de neutrófilos que deve diminuir para <500 células/microlitro nas 48 horas seguintes.
Devido à capacidade reduzida de desencadear uma resposta inflamatória, muitos pacientes com neutropenia febril relacionada a um foco de infecção profundo não conseguem demonstrar sinais ou sintomas típicos localizados.
Um organismo causador é identificado em mais de 90% dos pacientes com neutropenia febril.
Mulher de 52 anos, tem diagnóstico de carcinoma de pulmão metastático há 1 ano, sem resposta aos tratamentos oncológicos instituídos até o momento, em acompanhamento com a equipe de cuidados paliativos. Apresenta comprometimento importante do parênquima pulmonar bilateralmente (linfangite carcinomatosa), queixando-se de dispneia em repouso na consulta. Refere, ainda, episódios de ansiedade e insônia. Ao exame clínico está lúcida, orientada, afebril, discretamente taquipneica, FC 100 bpm, PA 110 X 70 mmHg, saturação de O2 87%. A ausculta pulmonar não mostra crepitações ou roncos. Assinale a alternativa que não apresenta medidas potencialmente úteis para o alívio de sintomas neste caso.
Morfina, meditação e ambiente arejado
Antibioticoterapia e ventilação domiciliar não invasiva
Benzodiazepínicos, morfina e dexametasona
Acupuntura e medidas de conservação de energia
Morfina, psicoterapia e benzodiazepínicos
Câncer de próstata resistente à castração é definido como:
Testosterona <50 e dois aumentos consecutivos de PSA ou recorrência radiológica
Testosterona <50 e três aumentos consecutivos de PSA ou recorrência radiológica
Testosterona <100 e dois aumentos consecutivos de PSA ou recorrência radiológica
Testosterona <100 e três aumentos consecutivos de PSA ou recorrência radiológica
Testosterona <50 e um aumento de PSA isolado
O carcinoma hepatocelular (CHC) é responsável pela maioria das neoplasias malignas primárias que ocorrem no fígado.
Em relação ao carcinoma hepatocelular (CHC), assinale a alternativa INCORRETA.
Os pacientes com cirrose hepática por hepatite C crônica, tratados com drogas antivirais de ação direta (DAAs), têm seu risco de CHC reduzido, mas não eliminado.
A alfafetoproteína possui baixa sensibilidade e valor preditivo positivo limitado, por isso tem sido desencorajada como teste de rastreio.
O risco de CHC não aumenta em pacientes obesos e naqueles com doença hepática gordurosa metabólica.
Metade dos pacientes com CHC inicial tem alfafetoproteína em níveis normais ao diagnóstico.
A cirrose está presente em 80% dos casos de CHC, e um terço dos cirróticos desenvolverá um CHC durante a vida.