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Um paciente de 70 anos estava internado há dois meses, por complicações de doença oncológica, quando um swab inguinal de vigilância isolou Candida auris. O paciente é portador de linfoma e foi admitido inicialmente com neutropenia febril, para o que já usou vários esquemas antibacterianos. No momento, está em enfermaria, inclusive em programação de alta, mas permaneceu por tempo prolongado em terapia intensiva.
Com relação ao caso, assinale a alternativa CORRETA.
A Candida auris costuma provocar infecção invasiva grave, então deve-se começar imediatamente esquema antifúngico duplo, associando anfotericina e equinocandina.
A fonte da infecção fúngica provavelmente deve ter sido a translocação do tubo digestivo, determinada pela imunossupressão.
Como a disseminação é por via respiratória, a principal medida para prevenir a contaminação dos profissionais de saúde é o uso de máscaras.
A desinfecção terminal do ambiente do paciente após alta deve incluir a limpeza com hipoclorito de sódio de materiais, como oxímetros, termômetros, nebulizadores, etc.
Caso o paciente precise ser readmitido após mais do que 14 dias, não há necessidade de cuidados especiais, pois o status de colonização é autolimitado.
Considerando-se os fatores de risco e as neoplasias, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(1) Câncer de mama.
(2) Câncer de colo uterino.
(3) Câncer de endométrio.
(4) Câncer de ovário.
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(_) Baixo nível socioeconômico.
(_) Mutação dos genes BRCA1 e BRCA2.
(_) Obesidade pós-menopáusica.
(_) Ciclos anovulatórios.
(_) Múltiplos parceiros sexuais.
2 - 1 - 3 - 4 - 2.
2 - 4 - 1 - 3 - 2.
1 - 4 - 1 - 2 - 3.
3 - 1 - 2 - 3 - 4.
Paciente de 72 anos, com diagnóstico de neoplasia em reto baixo, apresenta ressonância de abdome e pelve demonstrando a lesão de reto com cerca de 5cm de extensão, sem comprometimento ganglionar. A conduta mais adequada é:
Cirurgia imediata pelo risco de obstrução do tumor.
Radioterapia e quimioterapia prévias à realização da cirurgia.
Quimioterapia paliativa, pois o tumor é muito avançado.
Colostomia paliativa, pois o tumor está fixo à pelve.
Imunoterapia prévia à cirurgia.
Paciente do sexo masculino, 47 anos, procura atendimento com queixa de rinorreia, cefaleia, dor de garganta e tosse seca há duas semanas. Nega comorbidades. É tabagista carga tabágica 10 maços/ano, consome 1 taça de vinho por noite. Faz atividade física. Ao exame lúcido, orientado no tempo e no espaço, febril, tax 38,2C, FC 98bpm, PA 110 x 70mmHg, ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações. Dor a palpação dos seios maxilares, orofaringe hiperemiada, linfonodomegalia cervical anterior dolorosa à palpação.
Exames laboratoriais:
Leucócitos 59.000/mm3 ; Neutrófilos 42%; Mielócitos 30%; Metamielocitos 8%; Bastões 1%; Bastos 1%; Eosinófilos 6%; Basófilos 4%; e Fosfatase Alcalina 50.
O diagnóstico mais adequado é
leucemia mieloide aguda.
leucemia mieloide crônica.
leucemia linfoide aguda.
linfoma folicular.
doença de Hodgkin.
Sobre o mieloma múltiplo, considere a alternativa incorreta:
Neoplasia maligna de células plasmáticas.
Caracterizado pela destruição óssea extensa e enorme comprometimento sistêmico.
Seu diagnóstico é baseado na identificação de lesões ósseas difusas, presença sérica ou urinária de imunoglobulina monoclonal (proteína M, de Bence Jones) ou diminuição de plasmócitos em biópsia de medular (<10%).
A principal abordagem farmacológica é o uso de Bortezomibe e Ciclofosfamida, antineoplásicos, e Dexametasona, corticosteroide imunossupressor.
É o segundo câncer onco-hematológico mais incidente no mundo e ocorre com mais frequência em homens, negros e acima dos 65 anos.