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O carcinoma hepatocelular (CHC) é o tumor hepático primário mais comum e sua incidência apresenta diferenças geográficas marcantes, sendo que a Ásia e a África subsaariana constituem áreas de alto risco com incidência anual superior a 20 casos por 100.000 habitantes. A prevalência é três vezes maior em homens, em comparação com mulheres, e o pico de incidência é por volta da sexta e sétima década de vida. A respeito do CHC, assinale a alternativa correta.
O sistema que estima a probabilidade de malignidade de acordo com características tomográficas é o PI-RADS
As lesões malignas desenvolvem suprimento sanguíneo da artéria hepática, ao contrário do parênquima hepático não tumoral cujo suprimento é predominantemente do sistema porta. Por esta razão, os nódulos de CHC apresentam captação de contraste na fase arterial e “wash-out” nas fases venosa e tardia. Este padrão tem uma sensibilidade de cerca de 80% e uma especificidade de pelo menos 90%
Os critérios de Milão compreendem: tumor único até 6 cm ou 3 nódulos de até 3 cm, na ausência de invasão portal ou doença extra-hepática
O sorafenibe é um inibidor de tirosina quinase utilizado na doença inicial para nódulos menores que 3 cm
Todo nódulo hepático necessita de biopsia para o diagnóstico definitivo de CHC
Os carcinomas invasivos da laringe são mais frequentes em homens e o tabagismo representa o principal fator de risco. O comportamento destas lesões varia de acordo com a localização.
Assinale a alternativa correta.
Os tumores subglóticos incluem os confinados a esta localização e os tumores glóticos com extensão subglótica maior que 2 cm, apresentando metástases ganglionares frequentes e extensão posterior por contiguidade.
As metástases dos carcinomas laríngeos ocorrem particularmente para linfonodos regionais e pulmão. O comprometimento de tireoide e veia jugular ocorrem por contiguidade e independem do envolvimento nodal.
As lesões glóticas se originam das cordas vocais verdadeiras e costumam se manter localizadas por longos períodos pela rarefação de linfáticos no espaço de Reinke.
A localização transglótica é a mais frequente, estando localizada a maior frequência de metástases ganglionares, em torno de 52%, segundo algumas séries.
Os tumores supraglóticos se originam das cordas vocais falsas, prega ariepiploica e epiglote, invadindo, precocemente e de maneira extensa, a orofaringe.
Com relação às neoplasias das glândulas salivares, assinale a alternativa correta.
Os adenomas pleomórficos são responsáveis por 10% a 30% de todos os tumores das glândulas salivares, mais comumente ocorrendo na glândula submandibular.
O tumor de Warthin, ou cistadenocarcinoma papilífero, é o tumor maligno mais comum da parótida e ocorre mais frequentemente em homens negros.
Tumores salivares malignos são estadiados de acordo com o tamanho: T1 é menor que 1 cm, T2 tem de 1 a 2 cm, T3 é maior que 2 cm e T4 envolve invasão linfonodal.
A maior parte dos linfomas de glândulas salivares é do tipo Hodgkin, ocorrendo em 65% dos casos.
As lesões linfoepiteliais benignas são aumentos de volume glandulares não neoplásicos associados a doenças autoimunes, como a síndrome de Sjögren.
Muito se tem estudado sobre a sequência adenoma-carcinoma, que agora é reconhecida como o processo pelo qual a maioria dos carcinomas colorretais se desenvolve.
A respeito desse tema, é correto dizer que
se constata que os adenomas maiores abrigam o câncer com mais frequência do que os menores e, no entanto, não se pode afirmar que o pólipo maior aumente o risco de câncer.
as características celulares do pólipo são importantes, com os adenomas vilosos acarretando um risco maior do que os adenomas tubulares para o desenvolvimento de neoplasia, sendo indiferente o tamanho de cada pólipo.
não há tecido adenomatoso benigno residual na maioria dos cânceres colorretais invasivos, o que representa uma contradição na progressão adenoma-carcinoma, sendo fundamentais mais pesquisas para que essa teoria se confirme.
as populações sob alto risco de câncer colorretal nem sempre apresentam uma elevada prevalência de pólipos colorretais.
o pico de incidência para a descoberta dos pólipos colorretais benignos é de 50 anos, e o do desenvolvimento do câncer colorretal é de 60 anos de idade. Isto sugere um intervalo de tempo de dez anos para a progressão de um pólipo adenomatoso para um câncer.
Paciente de 69 anos de idade, em tratamento paliativo com quimioterápicos para câncer de pulmão, é avaliado em consulta de rotina. Refere quadro de dor intensa em extremidades que ele descreve como “em choque” com sensação de “alfinetadas”, pior à noite. Além disso, ele tem se sentido triste, chorando com facilidade e sensação de falta de esperança, preenchendo critérios para depressão moderada. Morfina e paracetamol são iniciados.
Admitindo-se que não há contraindicação, o tratamento adjuvante de escolha para o quadro clínico descrito é
ácido valproico.
duloxetina.
lamotrigina.
levetiracetam.
zolpidem.