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O Museu-Casa consiste numa experiência museológica que tem se desenvolvido nos últimos decênios, tendo se tornado uma categoria reconhecida pelo ICOM através de um comitê específico no final dos anos 1990. Podemos melhor defini-lo através da seguinte sentença:
Museu-Casa é aquela instituição criada num edifício que já foi residência de políticos eminentes, incluindo as particularidades e dependências da mesma.
Museu-Casa é a experiência de musealização de uma residência, com a presença dos moradores e suas relações sociais.
Museu-Casa é a musealização de antigas residências oficiais ou aristocráticas, como palácios e solares.
Museu-Casa é a instituição dedicada à memória dos antigos proprietários do edifício, seus objetos e ambientes, buscando preservar a forma original de todo seu conjunto.
Museu-Casa consiste numa instituição estabelecida em antigas casas de operários, destacando as particularidades desta classe social.
Nas décadas de 1920-30 coloca-se em prática a ideia da construção de um Estado onde as elites papel tem destaque no encaminhamento da questão política e cultural. São temas fundamentais:
o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Museu Villa-Lobos e o Museu Nacional de Belas Artes.
o Museu Histórico Nacional, o Curso de Museus e a Inspetoria de Monumentos Nacionais.
o Museu Nacional, o Museu da República e o Museu Histórico Nacional.
o Museu da Independência, o Museu Histórico Nacional e o Museu Nacional de Belas Artes.
o Museu do Ouro, o Museu Imperial e o Museu Lasar Segall.
Um dos primeiros autores a discutir as convergências entre arquivos, bibliotecas e museus foi Homulus o qual afirma que as três instituições têm muitas características em comum e fazem parte de um espectro ou continuum de instituições que possuem necessidades específicas, mas problemas comuns, e diferenciam-se uma das outras por três aspectos, a saber:
pela natureza de suas coleções, pelos objetivos de suas instituições e pelo público atendido.
pelo modelo de gestão empregado, pela estrutura organizacional e pela natureza jurídica.
pelo tamanho de suas coleções, pela idade de suas coleções e pela arquitetura predial.
pela complexidade do organograma, pelo valor cultural e pelo planejamento tático.
pela função social, pelo valor monetário e pelo posicionamento ideológico.
Observe os organogramas a seguir representativos de duas estruturas típicas para a organização de museus.

Assinale a opção que caracteriza corretamente a estrutura organizacional dos dois modelos de museu:
Considerando os museus universitários no Brasil, é correto afirmar que:
mantêm relação com ensino e extensão e também subsidiam ações de pesquisa.
estão inseridos em um campo com regras de funcionamento bastante genéricas.
têm missão e objetivos, quanto à gestão institucional, idênticos aos de qualquer museu.
não se vinculam ao funcionamento da administração pública em universidades federais.
independem da articulação entre eficiência técnica e o atendimento às demandas da sociedade.
“No século XXI são muitos os museus em construção ou em inauguração ao redor do globo. O intenso movimento em redor da construção de museus (ampliações, restauros, reformas, novas construções) torna patente a transformação da edificação – e dos acontecimentos que abrigam – em peça central do sistema de circulação cultural de massa, quer como acontecimento midiático, quer como gerador de novas centralidades urbanas. Em ambos os casos, correspondendo ao incremento direto ou indireto do capital circulante. A ‘atualidade’ ou ‘atualização’ da arquitetura do museu passa a participar do contexto contemporâneo de adjetivação do ‘atual’ como índice de movimento dinâmico constante da instituição.”
(Disponível em: http://www.forumpermanente.org/revista/edicao-0/textos/as-arquiteturas-de-museus-contemporaneos-como-agentes-no-sistema-da-arte.)
Em relação à arquitetura dos museus contemporâneos, é correto afirmar que:
A maior característica arquitetônica dos museus contemporâneos, principalmente no século XXI, é o uso das formas e espaços rebuscados, na linha da ecologia e do baixo custo.
Na arquitetura museal contemporânea, a preocupação com a paisagem, antes considerada elemento identificador de lugares, perde sua importância e é substituída pela praticidade.
As relações entre forma e imagem, espaço expositivo e espaço público nos projetos arquitetônicos de museus contemporâneos repetem criteriosamente as normas das construções clássicas.
É um potente agente de inserção e manutenção das instituições no sistema da arte, desde a abrangência em superfície da grande mídia até a prolongada reflexão crítica pelo público especializado.
O museólogo francês Hugues de Varine, a quem se atribui a definição do conceito de ecomuseu, sintetizou a comparação entre museu tradicional e ecomuseu desta forma:

(Disponível em: http://www.kickante.com.br/campanhas/jovem-explorador/galeria.)
Tendo em vista as diferenças na concepção e nas funções dos museus tradicionais e dos ecomuseus, é correto afirmar que
o modelo tradicional de museu é aquele que apresenta necessariamente uma dualidade a partir de dois mitos que compõem a arte: Apolo e Dionísio.
os ecomuseus estão ligados à musealização de um território, aos processos naturais e culturais e não apenas aos objetos enquanto produtos da cultura.
para assumir a concepção de ecomuseu tem que estar inserido na expressão “sem fins lucrativos” e pertencer à ideologia ocidental como “patrimônio da humanidade”.
cada museu, além de assumir a forma de cada sociedade, também será diferente para cada indivíduo que o experimenta, sendo ao mesmo tempo tradicional ou ecológico.
Nas últimas décadas do século XX e, sobretudo, no início do XXI, se disseminaram na América Latina e particularmente no Brasil formas inovadoras de museus e de práticas museológicas. A experiência sobre o território mediada pelos museus é analisada no âmbito das relações humanas que nele sucedem e a museologia passa a estudar os processos de reconciliação do humano com o meio ambiente integral. Considerando as relações humanas com o meio nestes “novos museus”, entre as alternativas abaixo apresentadas, em que tipo de museus essas tendências podem ser claramente identificadas?
Ecomuseus ou museus comunitários.
Museus a céu aberto.
Sítios históricos ou arqueológicos.
Museus científicos que tratam da ecologia e da biodiversidade.
Museus de favela.
Os museus contemporâneos criaram uma nova forma de ser e de ver que se distancia do padrão tradicional de tal maneira que chega a negar muitos valores já estabelecidos pela museologia e até então intocáveis. Suas relações com o acervo e com o público são as principais mudanças, que acarretam as demais. Dadas as afirmativas quanto ao exposto,
I. O foco dos museus contemporâneos é conquistar mais público e fidelizar a sua presença. Para isso, têm na mídia uma grande aliada e montam exposições de curta duração que promovem a dinâmica museográfica com temas atuais que atraiam cada vez mais visitantes de todas as faixas etárias.
II. Nos dias atuais, a relação do museu com seu acervo passa pelo interesse do público. Acervo ocioso é um peso para estes museus voltados para resultados rápidos e economicamente rentável. Nesses casos, são estabelecidas negociações de troca com outras instituições ou simplesmente o descarte das peças museais indesejáveis.
III. Os acervos históricos e científicos, enquanto peças únicas, estão perdendo o seu significado frente à nova museologia. Esses museus estão transformando-se em centros de pesquisa, cujo objetivo é atender a um público especializado.
verifica-se que está(ão) correta(s)
I, apenas.
II, apenas.
III, apenas.
I e II, apenas.
I, II e III.
O “museu para a paz”, proposta iniciada no contexto pós Segunda Guerra Mundial e defendida por Paul Rivet, teve expressão em determinados museus por iniciativa dos respectivos fundadores também antropólogos. Acerca do tema, assinale a alternativa que apresenta esses museus.
Museu do Homem (França), Museu da Bretanha (França) e Museu do Homem do Nordeste (Brasil).
Museu do Homem (França), Ecomuseu da Haute-Beauce (Canadá) e Museu do Índio (Brasil).
Museu do Homem (França), Museu do Homem do Nordeste (Brasil) e Museu do Índio (Brasil).
Museu do Homem (França), Ecomuseu Le Creuset/Montceau (França) e Ecomuseu da Bretanha (França).
Ecomuseu Le Creuset/Montceau (França), Ecomuseu Mont Lozère (França) e Ecomuseu da Bretanha (França).
De acordo com a prescrição legal vigente no ordenamento jurídico específico, a denominação de “museu regional” somente pode ser utilizada
por uma instituição museológica pertencente a uma comunidade.
por um espaço de memória vinculado à instituição de pesquisa estadual.
por instituição de direito privado, sem fins lucrativos e que desenvolva atividades ligadas à circunscrição de uma diocese.
por um museu comunitário.
por instituição museólogica a quem o estado reconheça e formalize o seu uso.
Os museus biográficos, em regra instalados em casasmuseus, dirigem seu foco de atenção particularmente para a figura de seu patrono, seus objetos pessoais e, no caso de colecionadores, suas obras de arte, suas peças etnográficas ou de outras tipologias por eles recolhidas. Dadas as afirmativas quanto ao exposto,
I. O museu criado com a intenção pré-concebida de preservar a história de um indivíduo estabelece uma interface entre a memória privada e a memória pública.
II. O valor museal do acervo biográfico é reduzido em sua importância, devido à limitação a que está sujeito, porque diz respeito, primeiramente, a um único indivíduo e pelo fato de estar alijado do processo social da comunidade.
III. A dinâmica dos museus biográficos é facilitada pela delimitação de seu acervo ao núcleo de referência memorial, que pode ser reordenado de diversas maneiras, mas nunca ampliado ou permutado.
verifica-se que está(ão) correta(s) apenas
I.
III.
I e II.
I e III.
II e III.
A criação de museus virtuais
decorre das grandes transformações tecnológicas surgidas no século passado.
segue as normas e submete-se aos padrões dos museus tradicionais.
observa a mesma política de aquisição e descarte instituída para os demais patrimônios musealizados por uma instituição.
depende da aquisição de peças museais que podem e devem ser tocadas pelo público.
segue a organização dos museus convencionais, promovendo o academismo artístico.
Instituições museológicas de grande porte estão ampliando o escopo de seus organogramas, subdividindo departamentos e criando setores específicos que facilitem sua dinâmica funcional como empresas que empregam, oferecem produtos e visam lucros. Nessa questão, há um grande distanciamento gerencial entre estes museus e os tradicionais e pequenos que não estão preparados para tamanha mudança. Dadas as afirmativas quanto ao exposto,
I. A captação de recursos, a ampliação de estruturas arquitetônicas e organizacionais e o avanço tecnológico dos museus nordestinos de médio porte têm alavancado a museologia regional a um patamar de modernidade que abrange até mesmo os museus de pequeno porte de áreas inóspitas.
II. É inegável a importância do setor de planejamento e orçamento para os museus de grande porte, mas os de médio e pequeno porte prescindem dessa necessidade pelo caráter de improvisação que caracteriza suas ações permanentes e eventuais.
III. Os museus de grande porte, no sentido de bem estruturados e equipados, não abrem mão da elaboração de seus planos museológicos institucionais, que norteiam o planejamento anual ou semestral da instituição, definindo suas atividades museográficas de longa, média e curta duração.
verifica-se que está(ão) correta(s)
I, apenas.
II, apenas.
III, apenas.
I e II, apenas.
I, II e III.
Museus de ciência são espaços de educação; museus de arte, por sua vez, são espaços de cultura.
O ecomuseu, definido por Hugues de Varine e George Henri Rivière, constitui uma prática social estruturada a partir da relação entre determinado grupo social, determinado patrimônio e determinado território.