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Existem diferentes modelos de visitas educativas em museus. A visita __________ é focada principalmente na fala do mediador, que oferece informações aos visitantes e responde às suas dúvidas. Esse tipo de visita está associada a um modelo __________ de comunicação. A visita __________ oferece aos visitantes ferramentas e atividades estruturadas para que eles mesmos definam seu percurso na exposição. Esse tipo de visita pode ser associada a um modelo de comunicação __________.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas.
palestra – leigo – teatralizada – participativo
palestra – passivo – dirigida – transdisciplinar
palestra – passivo – orientada – participativo
mediada – dinâmico – estratégica – participativo
mediada – ativo – dirigida – passivo
A educação museal e a educação patrimonial tem se consolidado como campos de conhecimento distintos, com a criação de diretrizes, normativas e políticas públicas próprias.
Certo
Errado
Teoria que enfatiza o papel da interação social e da cultura no desenvolvimento cognitivo da criança, postulando que o conhecimento é construído em um contexto social e histórico:
Teoria sociocultural de Lev Vygotsky.
Teoria do desenvolvimento psicossocial de Erik Erikson.
Teoria do condicionamento clássico de Ivan Pavlov.
Teoria da aprendizagem social de Albert Bandura.
Os estudos sobre o público de museus abarcam diversos temas relativos a serviços, marketing, educação, pesquisa, difusão, aprendizado, comunicação, entre outros. Mesmo só considerando as pesquisas com objetivos educacionais, são muitos os objetos de estudo, as metodologias utilizadas, assim como os referenciais teóricos adotados. No que se refere a pesquisas educacionais com visitantes, deve-se evitar totalmente:
A participação de crianças de 0 a 6 anos, pois não possuem a maturidade para expressar seus conhecimentos e experiências de forma objetiva.
Pesquisas com foco no ensino e aprendizagem, pois é um consenso entre profissionais de museus que, devido ao pouco tempo e à diversidade das experiências prévias dos visitantes, o aprendizado não ocorre nesses locais.
Uso de teorias histórico-culturais, já que estas possuem como pressuposto o fato de que as pessoas se apropriam da cultura por meio de instrumentos (técnicos ou simbólicos) e através da mediação com o outro.
A falta da consulta aos participantes quanto ao seu desejo de fazer parte da investigação. É fundamental que eles sejam informados dos objetivos, das formas de coleta, armazenamento e análise de dados e dos riscos que a pesquisa pode causar no participante.
Parcerias entre pesquisadores em educação e educadores museais, pois estes pertencem a áreas distintas de atuação e qualquer aproximação pode levar a obtenção de dados enviesados.
Numa dimensão mais interna, ela [interação dialógica] se dá entre alunos, técnicos e professores que nele atuam e desenvolvem ações. A esse respeito, a dialogicidade interna deriva, de um lado, do fato de o museu ser um espaço de trabalho interdisciplinar onde cada um aporta seu conhecimento e precisa se abrir aos conhecimentos dos outros. De outro, ocorre porque, frequentemente, as ações têm diferentes desdobramentos e não são unidirecionais: uma pesquisa sobre coleções ou ações do museu pode se tornar uma ação extensionista ou ser a base para uma disciplina. Em dimensão mais externa, o MAE caminha para o entendimento de que as ações são antes produto da colaboração, mais do que um conhecimento que a universidade leva para a sociedade.
Disponível em: https://doi.org/10.11606/issn.1980-4466. v15i30espp247-277. Acesso em: 23 nov. 2023.
Os autores, ao realizarem uma reflexão sobre as atividades realizadas pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal do Paraná, MAE-UFPR, destacam a relevância da “transformação da concepção do museu como ferramenta para externalizar o conhecimento produzido na universidade para uma concepção do museu como espaço de e para o diálogo” e explicam a ocorrência de interação dialógica em diversos planos.
Tais perspectivas adotadas pelo MAE-UFPR, alinhadas às diretrizes para a extensão na educação superior brasileira, expressam a relação entre
ensino, pesquisa e extensão universitária e museus universitários, priorizando as interações dialógicas externas através das quais a universidade leva o conhecimento para a sociedade.
ensino, extensão e museus universitários, na qual os museus devem ser prioritariamente considerados laboratórios de ensino acadêmicos para as disciplinas do ensino superior.
extensão universitária e museus universitários, destacando a possibilidade de centralidade dos museus como espaços privilegiados para a curricularização da extensão, por meio de interações dialógicas internas e externas.
extensão universitária e museus universitários, priorizando as interações dialógicas internas através das quais a universidade leva o conhecimento para alunos e sociedade
pesquisa, extensão e museus universitários, na qual as pesquisas realizadas são centrais para externalizar o conhecimento produzido pela universidade, sendo os demais agentes sociais passivos no processo.
Os museus têm o papel de promover a formação continuada dos educadores e educadoras. Por outro lado, já existem experiências de cursos de licenciatura em ciências naturais, sociais e humanas que incorporaram tópicos da educação museal na formação inicial de professores. Sobre a formação de educadores, é correto afirmar:
A possibilidade de os alunos de licenciatura realizarem estágios nos setores educativos dos museus é inócua, pois museus e escolas são espaços educativos totalmente distintos.
Incluir tópicos sobre comunicação, educação não formal, história e as práticas educativas dos museus na formação inicial de professores pode aprofundar e qualificar as relações entre museu e escola.
Museus e escolas sempre disputaram espaço na formação dos indivíduos. O apoio de políticas públicas educacionais para o fortalecimento da parceria entre essas duas instituições não possui perspectiva de êxito.
Museus são escolas e educadores museais são professores. Deste modo, a formação de educadores de museus deve ser fundamentada nos conteúdos das áreas específicas, sejam eles de arte, de história ou de ciências naturais.
Os educadores museais vêm ganhando espaço profissional. Mas deve-se ter cuidado em delimitar a sua função no museu quanto ao atendimento do público. Educadores não devem participar no desenvolvimento das exposições, nem realizar estudos de público.
Na década de 1950, três seminários sobre a função educativa dos museus, organizados pela UNESCO, promoveram tanto o debate quanto a sistematização das práticas educativas museais já desenvolvidas. Qual deles estimulou as publicações nacionais acerca do tema e no qual o Brasil teve papel fundamental?
O Seminário Internacional “Sobre o papel educativo dos museus na Educação”, realizado em 1952.
O Seminário Internacional realizado em 1954.
O Seminário Regional “A Função Educativa dos Museus”, realizado em 1958.
O Seminário Internacional Fazendo Museus Relevantes para o Público, realizado em 1956.
O Seminário Latino-americano “O Museu Inclusivo”, realizado em 1950.
A educação em museus
foi criada por meio de portarias do Ministério da Educação para normatizar a recepção de estudantes nos museus brasileiros.
é uma das funções dos museus criada pela Nova Museologia, a partir da reunião realizada em Caracas.
ganhou legislação própria no Brasil, com a Portaria no 422/2017, que estabelece Política Nacional de Educação Museal – PNEM.
baseia-se em métodos da educação formal especial desenvolvida por teóricos construtivistas.
foi tema de conferência internacional organizada pela UNESCO no Brasil em 1964.
A Unesco realizou grande investimento pós-Segunda Guerra Mundial, na década de 1950, no aprofundamento dos estudos teóricos e práticos sobre museus. Tal investimento se revela na realização de três seminários que terminaram com a publicação de uma declaração que é a reflexão do conjunto dos profissionais e que servem como um norte no trabalho em museus.
Um ponto fundamental da declaração do Rio de Janeiro, em 1958, foi:
mudar o foco da museologia, do objeto museológico para a comunidade;
realizar uma crítica à antiga museologia, enfatizando uma nova museologia de caráter social;
enfatizar o caráter educacional das exposições e dos museus e a importância da formação profissional;
enfatizar a função educativa dos museus com relação ao território, patrimônio e comunidade;
enfatizar o patrimônio cultural como instrumento e agente de transformação social.
Os estudos de públicos de museus, podem ser apresentados como:
a investigação sobre a relação da equipe do museu com o público visitante.
a metodologia de levantamento de informações sobre o acervo do museu.
a análise do quantitativo de públicos que frequentam museus nacionais.
a ferramenta que monitora o nível de participação ativa dos indivíduos em espaços culturais.
o processo de conhecimento sistemático sobre os visitantes de museus, sejam eles frequentes, potenciais ou não públicos.
Os estudos de públicos em museus
são muito caros e, em regra geral, não contribuem para a gestão institucional.
são ferramentas para obter informações sobre visitantes e não visitantes de museus.
baseiam-se na tabulação de dados dos livros em que os visitantes indicam seus nomes e locais de origem, para mensurar o grau de satisfação dos visitantes.
buscam recolher informações para subsidiar a escolha dos cidadãos sobre qual museu visitar.
buscam obter informações para definir o valor do ingresso de exposições temporárias em museus.
A educação museal pode ser definida como:
as atividades sociais e culturais desenvolvidas entre o museu e as escolas.
o meio que possibilita uma compreensão sobre o perfil e tipos de públicos que visitam o museu.
a ação que transforma os públicos de museus em participantes frequentes das exposições museológicas.
o conjunto de valores, de conceitos, de saberes e de práticas que têm como fim o desenvolvimento do visitante.
o ensino formal que estabelece as diretrizes pedagógicas para o conhecimento cultural dos indivíduos.
A chamada nova museologia nasce das discussões acerca da função social dos museus aproximado a museologia dos estudos da sociedade, ampliando seu campo e reforçando seu caráter interdisciplinar e social. Alguns autores passam a trabalhar com o conceito de ‘fato museal’ como objeto privilegiado do estudo da museologia que, sinteticamente, pode ser definido como:
a relação do homem com o objeto em um cenário.
a relação entre os testemunhos da cultura material e sua patrimonialização.
a relação entre o museu e os colecionadores, origem de seus acervos.
a relação entre o patrimônio cultural, a paisagem e as comunidades locais.
a relação das coleções etnográficas de museus e as questões de repatriação desses acervos.
A Política Nacional de Museus (PNM) entende os museus como práticas e processos socioculturais colocados a serviço da sociedade e do seu desenvolvimento e adota em seus princípios a seguinte orientação:
adotar uma política geral que vise dar ao patrimônio cultural e natural uma função e integrar a proteção desses bens nos programas de planificação geral.
facilitar a criação ou o desenvolvimento de centros nacionais ou regionais de formação no campo da proteção coletiva do patrimônio natural.
estabelecer um sistema de assistência internacional destinado à proteção do patrimônio mundial cultural e natural.
desenvolver no âmbito dos museus práticas e políticas educacionais orientadas para o respeito à diferença e à diversidade cultural do povo brasileiro.
reconhecer a importância das boas práticas na gestão do patrimônio cultural.
Quais são os pontos principais do Programa Educativo Cultural de um museu?
Caracterização do museu, planejamento conceitual, diagnóstico e objetivos estratégicos da instituição.
Planejamento estratégico, gestão técnica e administrativa do museu, além dos processos de articulação e de cooperação entre a instituição e os diferentes agentes.
Processamento e disseminação de informações, destacando-se as linhas de pesquisa institucionais e os projetos voltados para estudos de público, patrimônio cultural, museologia, história institucional e outros.
Planejamento estratégico abrangendo a organização e utilização de todos os espaços e processos de exposição do museu, intra ou extramuros, de longa ou curta duração.
Diagnóstico, referências teóricas e conceituais, públicos-alvos, missão educativa, objetivos educacionais, ação educativa, sustentabilidade, financiamento e avaliação.
Uma questão recorrente em diversas cartas patrimoniais é a salvaguarda das relações entre educação, ciência e cultura e a proteção por meio do inventário. Cada carta se relaciona com um aspecto do patrimônio e é formulada conforme o contexto de sua época.
No entanto, todas foram elaboradas como:
questões que aprofundam a educação patrimonial como forma de preservação;
recomendações delineadas por órgãos nacionais e internacionais com vistas a nortear a proteção aos valores patrimoniais;
recomendações internacionais que incentivam o inventário e o colecionamento como formação de patrimônio;
constatação de problemas decorrentes do crescimento da população mundial e da necessidade de educação patrimonial;
formas de ressaltar o caráter integral do patrimônio cultural e paisagístico.
Atualmente a Educação Museal caracteriza-se por
atuar estritamente na educação formal.
compreender o Patrimônio Cultural como fonte de conhecimento e reconhecer sua diversidade.
valorizar as Belas Artes em detrimento dos saberes populares.
propor um processo de aprendizagem passivo, em que o educando recebe e absorve o conhecimento de um especialista.
transmitir a verdade absoluta dentro de um paradigma de neutralidade científica.
O tema da aprendizagem em exposições é um dos mais pesquisados pelos estudiosos da educação museal. Diferentes aspectos estão presentes no processo de aprendizagem em exposições, para além dos processos cognitivos, tais como:
a quantidade de visitas a museus realizadas pelo público escolar.
as dimensões afetivas, motoras, sociais e lúdicas.
o volume de textos utilizado na exposição.
as dimensões político econômicas da instituição.
a ausência de educadores treinados para acompanhamento dos visitantes.
Os museus desempenham uma importante função educativa na sociedade contemporânea. Sobre esse assunto, analisar os itens abaixo:
I. Na contemporaneidade, reconhece-se que o papel dos museus vai além da mera documentação, envolvendo também a responsabilidade de denunciar, criticar e promover reflexões.
II. Os museus são menos relevantes atualmente devido à disponibilidade generalizada de informações online e às tecnologias digitais interativas.
III. A função educativa atribuída ao museu na sociedade permitiu uma ampliação das práticas museológicas, bem como uma abertura para a discussão sobre o papel do museu na sociedade contemporânea.
Está(ão) CORRETO(S):
Somente o item I.
Somente o item II.
Somente os itens I e II.
Somente os itens I e III.
Para muitos museus, especialmente os relacionados com a comunidade, o conhecimento de tradições locais e cultura regional é crucial para estabelecer uma política museológica porque
a definição do seu público-alvo e das ações educativas a serem propostas para a rede informal de educação são a base da programação museológica.
o museu é o local perfeito para promover e incentivar a conscientização para o patrimônio natural, cultural e artístico, por meio do estudo, preservação e comunicação do patrimônio material e imaterial salvaguardado pela instituição.
o museu deve preparar a linguagem expositiva buscando se integrar às tendências internacionais.
o acervo da instituição deve apresentar objetos que tragam uma nova visão de mundo e reflitam a realidade do planeta.
o acervo deve garantir preferencialmente que o patrimônio material seja salvaguardado.