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A relação entre museus e turismo, na contemporaneidade, pode ser caracterizada como:
Uma relação de dependência, em que os museus se tornam meros atrativos turísticos, subordinando suas atividades e conteúdos às demandas do mercado.
Uma relação de conflito, em que os museus resistem à instrumentalização turística, defendendo sua autonomia e seu papel educativo e cultural.
Uma relação de indiferença, em que os museus ignoram o potencial do turismo como ferramenta de divulgação e valorização do patrimônio cultural.
Uma relação de colaboração, em que museus e agentes turísticos trabalham em conjunto para promover o desenvolvimento sustentável do território, valorizando a cultura local e o patrimônio cultural.
As instituições museológicas vinculadas ao poder público são consideradas museus públicos.
Sobre as diretrizes associadas aos museus públicos, é incorreto afirmar que:
O poder público deve firmar um plano anual prévio, de modo a garantir o funcionamento dos museus públicos.
Os museus públicos devem ser regidos por ato normativo específico.
É vedada a participação direta de pessoal técnico dos museus públicos em atividades ligadas à comercialização de bens culturais.
É permitida a participação indireta de pessoal técnico dos museus públicos em atividades ligadas à comercialização de bens culturais.
Os museus devem manter funcionários devidamente qualificados, observada a legislação vigente.
Com base nos avanços recentes na Museologia, analise as afirmações a seguir:
I. Os modelos contemporâneos de Museologia têm buscado superar o caráter limitado do modelo custodial/tecnicista ao incorporar contribuições teóricas e práticas que surgiram ao longo do século XX, como os ecomuseus e a Nova Museologia. A Nova Museologia, especificamente, redefiniu o papel do museu, transformando-o de uma instituição voltada para a transmissão de conhecimento para um veículo de expressão da identidade comunitária.
II. O movimento dos ecomuseus, inicialmente associado ao impacto de ideias ambientalistas e à criação de museus ao ar livre, foi consolidado pelo movimento da Nova Museologia, que incorporou a participação comunitária no tratamento e cuidado do patrimônio. A Declaração de Quebec, de 1984, formalizou o Movimento Internacional para uma Nova Museologia (MINOM), estabelecendo uma rede de conceitos fundamentada em território, patrimônio e comunidade.
III. As tecnologias digitais também desempenharam um papel crucial na transformação dos museus contemporâneos. O conceito de museu virtual não só reconfigura o papel das exposições e dos acervos, mas também transforma os museus em sistemas de informação. A musealização de objetos imateriais, como as tradições orais, rituais e artes do espetáculo, deixou de ser um desafio teóricos para uma refulgente prática de campo.
IV. A musealização refere-se ao processo de transformação de objetos materiais e imateriais em testemunhos históricos. No entanto, somente a partir de 1972, o conceito de patrimônio passou a incluir a dimensão imaterial, dada pela Convenção da UNESCO de 1972, sobre a proteção do Patrimônio Mundial Cultural e Natural.
V. O desenvolvimento da Nova Museologia e dos ecomuseus contribuiu diretamente para a problematização do papel tradicional do museu, ampliando sua função para além da simples exposição de objetos materiais. A perspectiva contemporânea busca integrar os museus como agentes de transformação social, o que se reflete no movimento dos museus virtuais, que dispensam o edifício físico e os acervos tradicionais, redefinindo completamente a função da instituição museal.
É correto afirmar que há:
Apenas duas afirmativas verdadeiras.
Apenas três afirmativas verdadeiras.
Apenas quatro afirmativas verdadeiras.
Todas as afirmativas verdadeiras.
Um caso nos EUA é a colaboração no ‘steve.museum’, que desde 2006 reúne um grupo de museus de arte para avaliar a etiquetagem social e fortalecer a relação entre as pessoas e as coleções dos museus. Inclui instituições como o Guggenheim, o Metropolitan Museum of New York e a Tate Modern.
[A etiquetagem social] é um conceito que se refere, especificamente, à etiquetagem/catalogação pública em um ambiente compartilhado e que leva, como resultado, a uma folksonomia, isto é, uma taxonomia feita por pessoas.
Disponível em: DADUN: La participación de audiencias en museos de arte. Bibliografía general y estudio de caso del Museo de Navarra (unav.edu). Acesso em: 23 nov. 2023.
No âmbito dos museus, a etiquetagem social é utilizada como estratégia para
cobrir a lacuna entre o conteúdo da documentação de coleções on-line e o conhecimento e a interpretação dos objetos pelos usuários, adicionando camadas e conectando termos a classificações institucionais.
garantir a responsabilidade permanente pelos objetos e pelos registros documentais associados.
garantir que a documentação de verificação do estado de conservação seja efetuada por pessoas treinadas.
fornecer um registro documental do local de um objeto quando esse objeto não se encontra no seu local habitual.
permitir o uso de objetos por usuários internos e externos para fins de pesquisa, exposição e operação.
A Museologia renovou-se e com isso atualizou o papel do Museu, colocando como seu objetivo maior:
O público usuário
Os profissionais do museu
A privatização dos espaços
As coleções
No contexto da documentação museológica, a utilização de um thesaurus especializado apresenta vantagens em relação a um tesauro genérico, pois:
Permite a utilização de termos coloquiais e regionais, aproximando a linguagem do museu ao público visitante.
Facilita a integração de dados com outras instituições, adotando um vocabulário controlado universalmente aceito.
Incorpora termos específicos do domínio museológico, refletindo a diversidade tipológica e conceitual dos objetos.
Simplifica o processo de indexação, dispensando a necessidade de pesquisa e análise aprofundada dos objetos.
Por meio do planejamento institucional é possível definir prioridades, indicar os caminhos a serem tomados, acompanhar as ações e avaliar o cumprimento dos objetivos, ele é um instrumento que permite a compreensão das funções e a operação dos museus. Pela legislação brasileira, todos os museus, incluindo os museus de arte, devem desenvolver e seguir o estabelecido nesse instrumento de gestão, denominado:
Plano diretor.
Planejamento estratégico.
Plano museológico.
Programa de metas.
Planejamento plurianual.
Sobre os Museus de História e as narrativas de construção do passado, não é correta, a seguinte afirmação:
O museu situa-se à margem da escrita da história, ao lado da compilação e da preservação de indícios do passado.
O museu de história trabalha com o repertório das fontes do historiador, sanciona a emergência de novas curiosidades, tem seu próprio peso nas vicissitudes dos interesses sábios, enquanto vulgariza mais ou menos bem os conhecimentos eruditos junto aos visitantes.
O espetáculo do museu ilustra a discrepância entre a escrita da história e uma representação do passado capaz de evocar, de outro modo que o da memória, o reconhecimento do passado como tendo sido, embora já não mais seja.
O museu, assim como a escola, constituiu uma matriz cultural, por meio da invenção intelectual dos escritos e dos reescritos.
Numa instituição cultural como o museu de arte, a programação cultural envolve:
todas as atividades presenciais relacionadas às exposições em cartaz, desenvolvidas especifica mente para os públicos especiais do museu.
um conjunto de ações presentes no planejamento museológico, detalhadas no programa institucional.
um conjunto de ações de divulgação junto aos meios de comunicação, buscando aumentar a frequência do público.
todas as atividades voltadas para os públicos-alvo do museu, sejam elas presenciais ou online, incluindo exposições, música, debates, festivais, cursos e oficinas, entre outras.
atividades presenciais e online ligadas às ações de formação e publicação em museus.
São tipologias de museus:
Bibliotecas, Arquivos, Exposições permanente.
Museus de Arte, Zoológicos, Arquivos públicos.
Museus Comunitários, Ecomuseus, Coleções visitáveis.
Museus de percurso, Museus de História, Galerias de Arte.
Ecomuseus, Museus Virtuais, Parques Nacionais, Cidades Monumentos.
Museu Virtual é uma tipologia de museu que:
possui acervos físicos e utiliza plataformas digitais para sua divulgação.
nasceu no espaço físico e migrou para o espaço digital, devido à falta de recursos humanos e financeiros.
utiliza recursos digitais para suas exposições museológicas no espaço físico do museu.
é estabelecida de forma híbrida, possui um espaço de atuação físico e outro digital e preserva as duas tipologias de acervo.
é constituída no ambiente web, seu acervo é formado em bytes e utiliza das tecnologias digitais para mediação entre seus acervos e os públicos.
São considerados museus públicos:
instituições museológicas vinculadas ao poder público, situadas no território nacional.
Instituições museológicas que permitem a entrada de públicos sem cobrança de ingresso.
Instituições detentoras de patrimônio brasileiro, situadas ou não em território nacional.
Instituições responsáveis pela preservação do patrimônio histórico e artístico nacional.
Instituições registradas no Cadastro Nacional de Museus.
Museu universitário é uma tipologia que corresponde a:
todo museu que tenha coleção organizada e na qual possa ser realizada pesquisa científica.
todo museu e/ou coleção que esteja sob responsabilidade total ou parcial de uma instituição de ensino superior e/ou universidade.
todo museu que seja ligado ao uma instituição de ensino básico e que sua coleção possa ser utilizada como material pedagógico.
todo museu no qual suas coleções foram coletadas em campo a partir de realização de pesquisas acadêmicas científicas.
todo museu estruturado para representar por meio de seu acervo e/ou exposições como se dá o ensino superior.
Em 2014 Nina Vincent recebeu o prêmio da Associação Nacional de Pesquisadores de Ciências Sociais/ANPOCS e teve sua dissertação publicada em formato de, conforme a autora, “objeto-livro”. Sua pesquisa acerca das relações entre Antropologia, Arte e Museus, teve como objeto central a exposição de curadoria nativa “Maori. Seus tesouros têm alma” no Museu do Quai Branly, na França. “A exposição apresentou a arte e a cultura dos maori, povo indígena da Nova Zelândia, que levou para a França ‘sua própria visão’ da particular relação que estabelecem com seus objetos” (VINCENT, 2014, p. 19).
Considerando que muitos objetos do atual Museu do Quai Branly foram herdados do antigo Museu do Homem, avalie criticamente como a cultura é estudada em uma perspectiva antropológica e coloque (V) para verdadeiro e (F) para falso.
( ) A distinção entre artesanato, artefato e arte é uma polêmica constante quando se trata de objetos produzidos fora do campo institucional da Arte Ocidental.
( ) Tanto o antigo Museu do Homem como o atual Museu do Quai Branly são herdeiros de projetos coloniais que colecionavam objetos exóticos de uma comunidade que, para aqueles, fatalmente iria desaparecer.
( ) A história dos museus antropológicos e das coleções etnográficas europeias está relacionada como a própria história da disciplina Antropologia e acompanharam as transições paradigmáticas ocorridas na área.
( ) O objeto etnográfico musealizado deixa de cumprir as funções para as quais foi concebido. Entretanto, no museu, eles são inseridos em novas relações podendo, inclusive, mudar de categoria constantemente.
( ) Uma das maiores críticas feitas à apropriação da Arte Primitiva pelo Ocidente Europeu é o apagamento das individualidades e a falta de importância dada aos artistas nativos através do anonimato.
A sequência, de cima para baixo, que completa os parênteses corretamente é a da alternativa:
V, V, V, V, V
F, V, F, F, V
V, F, V, F, V
F, V, F, F, F
F, V, F, V, F
Consideram-se museus:
Bibliotecas, arquivos, centros de documentação e coleções visitáveis.
Conjuntos de bens culturais conservados por uma pessoa física ou jurídica, abertos à visitação, ainda que esporadicamente.
Instituições de proteção ao patrimônio nacional, que preservam, pesquisam e comunicam informações de teor histórico, científico ou artístico de relevância nacional.
Instituições sem fins lucrativos que conservam, investigam, comunicam e expõem, para fins de preservação, pesquisa, educação, coleções de valor histórico, artístico, científico, abertas ao público, a serviço da sociedade e de seu desenvolvimento.
Processos museológicos, com ou sem fins lucrativos, voltados para o trabalho com o patrimônio cultural e o território visando ao desenvolvimento cultural e socioeconômico e à participação das comunidades.
Assinale a opção que contém o conjunto de palavras que melhor completa a definição de “musealização” citada abaixo:
“Segundo o sentido comum, a musealização designa o tornar-se _____ou, de maneira mais geral, a transformação de um centro de vida, que pode ser um centro de atividade humana ou um sítio natural, em algum tipo de museu. A expressão ‘_____’ descreve melhor, sem dúvida, este princípio, que repousa essencialmente sobre a ideia de preservação de um _____ ou de um lugar, mas que não se aplica ao conjunto do processo museológico. O neologismo ‘_____’ traduz a ideia pejorativa da “petrificação” (ou mumificação) de um lugar vivo, que pode resultar de um processo e que encontramos em diversas críticas ligadas à ideia de “musealização do mundo”. De um ponto de vista mais estritamente museológico, a _____ é a operação de extração, física e conceitual, de uma coisa de seu meio natural ou cultural de origem, conferindo a ela um estatuto _____ – isto é, transformando-a em _____ ou musealia, em um “objeto de museu” que se integre no campo _____.” (DESVALLÉES, André; MAIRESSE, François. Conceitos-chave de Museologia. São Paulo: Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Museus: Pinacoteca do Estado de São Paulo: Secretaria de Estado da Cultura, 2013. p. 56-57.)
museu, patrimonialização, objeto, museificação, musealização, museal, musealium, museal
patrimônio, museificação, acervo, sacralizar, musealização, informacional, coleção, patrimonial
patrimônio, museificação, objeto, sacralizar, patrimonialização, museal, coleção, preservacional
museu, patrimonialização, bem tangível, muzealizar, seleção, museal, relíquia, informacional
As primeiras instituições museológicas do Brasil datam do século XIX e têm sua expansão no século XX. Identifique, na lista a seguir, se as datas de fundação estão condizentes com os museus elencados:
I Museu Nacional, 1818.
II Museu Nacional de Belas Artes, 1937.
III Museu Paranaense, 1876.
IV Museu Paulista, 1895.
V Museu Paraense Emílio Goeldi, 1866.
Assinale a alternativa que indica as afirmativas corretas:
Apenas as afirmativas I e II estão corretas.
Apenas as afirmativas III e IV estão corretas.
Apenas as afirmativas III e V estão corretas.
Apenas as afirmativas I, II e V estão corretas.
As afirmativas I, II, III, IV e V estão corretas.
Há uma tipologia de museus que considera a musealização in situ, envolvendo o ambiente em sua integralidade no processo museal e subdividindo-se entre: ecomuseus, museus comunitários, parques naturais, sítios musealizados e museus a céu aberto. Qual é esta tipologia museal? Assinale a alternativa correta:
Museu Tradicional.
Museu Virtual.
Museu de Território.
Museu com Coleções Vivas.
Museu de Ciências.
Os jardins botânicos, zoológicos e oceanários se enquadram sumariamente na tipologia dos:
sítios naturais musealizados.
museus clássicos/tradicionais com coleções vivas.
museus de território.
ecomuseus.
museus acadêmicos.
A Imperatriz Catarina II (1729 - 1796) passou a permitir visitas públicas às suas coleções, desde que as pessoas se encontrassem vestidas com os trajes de cerimonial da corte.
Palácio de Luxemburgo.
Museu do Louvre.
Museu Britânico.
Museu de São Petersburgo.
Palácio Hermitage.