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Hoje está claro que diferentes padrões dietéticos modulam diferentes aspectos do processo aterosclerótico e fatores de risco cardiovasculares, como níveis lipídicos no plasma, resistência à insulina e metabolismo glicídico, pressão arterial, fenômenos oxidativos, função endotelial e inflamação vascular. Consequentemente, o padrão alimentar interfere na chance de eventos ateroscleróticos. Acerca da influência da alimentação no risco cardiovascular, analise os itens a seguir assinalando a opção INCORRETA.
Deve–se reduzir o consumo de gordura saturada, pois eleva a concentração plasmática de colesterol, especialmente o ácido mirístico, enquanto o esteárico é neutro em seus efeitos sobre o colesterol, cujos mecanismos são: redução dos receptores de LDL hepáticos, maior atividade da ACAT (acil colesteril acil transferase), aumentando a esterificação do colesterol das lipoproteínas contendo apo B17 entre outros.
Estimativas derivadas de vários estudos sugerem um consumo de pelo menos 5%-10% de energia total a ser consumida ao dia oriunda de ácido linoleico.
Os ácidos graxos trans estão presentes em diversos produtos industrializados, mas, em função de seus efeitos sobre o risco cardiovascular, foram implementadas políticas públicas para redução do consumo de gorduras trans, o que obrigou a indústria de alimentos a alterar com superioridade comprovada a fonte de gordura utilizada para gorduras interesterificadas.
Estudos epidemiológicos clássicos evidenciam forte associação entre o alto consumo de colesterol com maior incidência de aterosclerose. Apesar disso, no tratamento da hipercolesterolemia, sabe-se que o colesterol alimentar exerce pouca influência sobre a concentração plasmática de colesterol e aterosclerose precoce. Aproximadamente, 56% do colesterol da dieta são absorvidos. Os ácidos graxos exercem maior influência sobre a colesterolemia.
Requer cautela a substituição de ácidos graxos saturados por carboidratos, pois há evidências que provocam diminuição colesterol total, LDL-c e HDL-c, aumento TG, aumento da incidência de obesidade, diabetes, doença cardíaca e risco para síndrome metabólica.