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Os principais ácidos graxos da série ômega 3 são o ácido alfa-linolênico (ALA) (C18:3), de origem vegetal (soja, canola e linhaça), e os ácidos eicosapentaenóico (EPA) (C20:5) e docosaexaenoico (DHA) (C22:6), provenientes de peixes e crustáceos de águas muito frias dos oceanos Pacífico e Ártico. EPA e DHA também podem ser obtidos por ação enzimática de dessaturases e elongases sobre o ALA, que é um ácido graxo essencial e apresenta recomendação de consumo pelas Dietary Reference Intakes (DRIs), que pode ser alcançada pela ingestão moderada de óleo de soja ou canola, não sendo necessária sua suplementação na dieta (Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2017). Nesse contexto, marque a opção INCORRETA:
A conversão de ALA em EPA e DHA é limitada e sofre interferência de fatores fisiológicos e externos. Especialmente, EPA e DHA têm sido investigados quanto ao seu potencial na redução do risco cardiovascular.
Os mecanismos propostos para os benefícios cardiovasculares incluem redução de marcadores inflamatórios e da agregação plaquetária, melhora da função endotelial, redução da pressão arterial e redução da trigliceridemia.
O consumo≥ 2 porções de peixes ricos em EPA e DHA por semana está associado à redução do risco cardiovascular entre indivíduos em prevenção primária e secundária, com grau de recomendação I e nível de evidência A.
O uso de suplementos de EPA e DHA deve ser instituído para a prevenção cardiovascular, visto o nível de evidência dessa recomendação pela diretriz brasileira de dislipidemia ser A.
A suplementação de ômega 3 (EPA e DHA) pode reduzir a concentração plasmática de triglicerídeos em até 25 a 30%.