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De acordo com Bezerra (2018), na publicação "Educação Alimentar e Nutricional - articulação de saberes", a falta de diálogo entre saber acadêmico e saber popular e entre campos de conhecimento acadêmicos prejudica a efetividade da ação educativa em alimentação e nutrição. A partir dessa reflexão, é correto afirmar:
A ausência de relações dialógicas entre profissionais – nutricionistas e outros atores sociais – e a população constitui um dos principais obstáculos para o enfrentamento da insegurança alimentar e nutricional e de situações problemáticas específicas envolvidas no processo educativo.
O profissional baseado nos conhecimentos adquiridos na sua formação acadêmica, além dos saberes que domina pela experiência profissional, possui competência para realizar as orientações e para suprir as falhas apresentadas pelo paciente ou grupo populacional com o qual desenvolve suas ações educativas.
A especialização do conhecimento científico auxilia o profissional na tomada de decisões ampliadas uma vez que esse domínio de saber leva a orientações mais gerais de acordo com a demanda apresentada pelo paciente ou grupo populacional com o qual desenvolve suas ações educativas.
O paciente ou grupo populacional, o qual desenvolve suas ações educativas, muitas vezes apresenta deficiências ligadas a aspectos técnicos de natureza linguística, dificultando a interpretação de suas situações de insegurança alimentar e nutricional pelo profissional que o está acompanhando.
O profissional comprometido com o processo educativo atua como tutor na sua relação com o paciente ou grupo populacional com o qual desenvolve suas ações educativas, visando a superação das situações de segurança alimentar e nutricional encontradas no território.