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O Inquérito Nacional de Saúde e Nutrição dos Povos Indígenas, realizado entre 2008 e 2009, foi o primeiro (e até hoje o único) que avaliou as condições de saúde e estado nutricional de mulheres com idades entre 14 e 49 anos e crianças menores de cinco anos. Nesse estudo, foram visitadas 113 aldeias nas regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste, Sul e Sudeste, tendo sido entrevistadas 6.692 mulheres e 6.128 crianças. De acordo com os achados desse inquérito, publicado por Coimbra Jr. (2014), a respeito das crianças indígenas menores de cinco anos, assinale a alternativa correta.
Cerca de 70,6% das crianças examinadas apresentaram déficit de crescimento para idade, sendo a região Centro-Oeste a que apresentou a pior prevalência (80,5%).
A prevalência de anemia nas crianças indígenas verificada no Inquérito Nacional foi de 65,8%, um pouco acima da média nacional não indígena.
Cerca de um quarto (25,7%) das crianças examinadas apresenta déficit de crescimento para idade, sendo que, na região Norte, a prevalência de déficit estatural chegou a 40,8%.
A prevalência de anemia nas crianças indígenas verificada no Inquérito Nacional foi de 18,2%, sendo que a região Norte apresentou a frequência mais alta, com 20,5% das crianças anêmicas.
Cerca de 15,1% das crianças que fizeram parte do inquérito tiveram diarreia no último ano, sendo que 10,2% apresentaram diarreia na semana anterior à pesquisa.