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Leia o que segue.
A realização do Inquérito Nacional de Saúde e Nutrição Indígena (daqui para frente referido simplesmente como Inquérito Nacional) constitui um importante marco da saúde coletiva brasileira por ser a primeira iniciativa do gênero que almejou uma amostra representativa da população indígena no país.
COIMBRA Jr. Saúde e povos indígenas no Brasil: reflexões a partir do I Inquérito Nacional de Saúde e Nutrição Indígena. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 30(4):855-859, abr, 2014.
Fundamentando-se no texto-base, naquilo que concerne ao Inquérito Nacional de Saúde e Nutrição Indígena, assinale a alternativa correta.
Embora o Inquérito Nacional tenha sido elaborado com algumas décadas de atraso se comparado com os estudos envolvendo a população não indígena, pode-se dizer que atualmente essa diferença na atenção à saúde e nutrição indígena já está em nível de igualdade entre a população indígena e não indígena.
“Ser indígena no país implica maior chance de não completar o primeiro ano de vida”. Tal afirmação corrobora os dados do Inquérito Nacional que dizem que a taxa de anemia da criança indígena ultrapassa os 50% no território nacional.
O Inquérito Nacional analisou que, nas quatro macrorregiões (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste), não houve diferença expressiva entre os domicílios indígenas e não indígenas nos aspectos referentes à condição de saneamento.
Apesar das dificuldades enfrentadas pela população indígena no que diz respeito a uma condição de saneamento adequada, o acesso à água em boas condições de uso está disponível em mais de 70% dos domicílios indígenas.
O Inquérito Nacional revela que em relação à desnutrição crônica em crianças indígenas a prevalência de déficit de crescimento foi de 11,0%, ou seja, o dobro do encontrado nos dados nacionais entre não indígenas, a exemplo da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS2006), que foi de 5,5%.