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Já é sabido que a desnutrição está associada a resultados clínicos adversos durante uma internação hospitalar, incluindo períodos mais longos de ventilação, maior risco de infecção hospitalar, maior tempo de internação na UTI pediátrica e no hospital, e aumento da mortalidade. E.B.S., sexo feminino, foi admitida na unidade de terapia intensiva pediátrica devido a infecção grave do trato respiratório. Com apenas 6 anos de idade, ela apresenta comprometimento respiratório agudo, astenia muscular, palidez cutânea e edema nas extremidades. Na avaliação nutricional apresentou escore - 2,85 em E/I (Estatura/Idade). Ficou em jejum devido a necessidade de intubação.
Considerando o caso clínico da paciente, assinale a alternativa CORRETA em relação à abordagem nutricional específica durante a internação para minimizar o risco de desnutrição.
A terapia nutricional enteral pode ser interessante para o fornecimento de nutrientes à criança gravemente doente, no entanto, só precisa ser iniciada quando a desnutrição estiver evidente, a fim de evitar riscos associados à intervenção nutricional precoce.
O consumo de proteínas deve ser bem estabelecido para evitar perda de massa muscular durante a hospitalização, portanto, deve-se realizar cálculo de proteínas com base na RDA (Recommended Dietary Allowance) e iniciar uma dieta rica em proteínas e calorias por via oral assim que a paciente mostrar sinais de melhora clínica.
A nutrição parenteral é altamente recomendada dentro das 24h de admissão na UTI pediátrica, uma vez que é a forma de administração mais eficiente de todos os nutrientes necessários para evitar a desnutrição na paciente.
A terapia nutricional enteral deve ser iniciada gradualmente assim que possível, preferencialmente, por meio de sonda nasogástrica para estimular a função gastrointestinal.