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Em países em desenvolvimento, como o Brasil, doenças cardiovasculares atingiram mais de três quartos das causas de morte em 2015. Reconhecidas como um dos principais fatores de risco para a doença arterial coronariana, as dislipidemias contribuem de modo significativo para o desenvolvimento da placa aterosclerótica e têm influência potencial na sua instabilização. A intervenção nutricional deve ser a primeira medida não farmacológica a ser adotada no tratamento das dislipidemias e deve ser considerada parte da mudança de estilo de vida e não uma estratégia passageira. Sobre as recomendações para a dieta de um indivíduo com dislipidemia, pode-se afirmar que
as fibras insolúveis, como aveia, cevada e leguminosas, atuam diretamente na redução da colesterolemia, além de aumentar o apetite e auxiliar a redução da ingestão alimentar.
os flavonoides do chocolate exercem efeito vasodilatador, promovendo efeitos cardioprotetores, por isso o consumo de 10g de chocolate amargo deve ser incentivado diariamente.
os ácidos graxos poli-insaturados destacam-se por reduzir os níveis e alterarem a estrutura de lipoproteínas de baixa densidade (LDL), porém não têm a capacidade de alterar o nível sérico do colesterol.
o colesterol alimentar exerce muita influência sobre a concentração plasmática de colesterol e aterosclerose precoce e também na mortalidade cardiovascular, por isso seu consumo deve ser reduzido.
embora o baixo consumo de gordura esteja associado a níveis mais baixos de colesterol, o tipo de gordura presente em uma dieta moderada nesse nutriente é mais importante que a quantidade de gordura ingerida.