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O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 24.
Leia atentamente o caso clínico a seguir:
Paciente G. K. P, 58 anos, sexo feminino, com diagnóstico de Diabetes Mellitus (DM) tipo 2 há 12 anos. Apresenta obesidade grau I (IMC de 32 kg/m²) e hipertensão arterial controlada com medicação. Durante a última consulta, relatou cansaço constante, sede excessiva, e poliúria. A paciente segue uma dieta desbalanceada, com alta ingestão de carboidratos simples e alimentos ultraprocessados, e apresenta dificuldade em aderir a um plano alimentar saudável. Seus exames laboratoriais recentes mostraram glicemia de jejum de 160 mg/dL, hemoglobina glicada de 8,2%, colesterol LDL de 160 mg/dL, e triglicerídeos de 220 mg/dL. A paciente também relatou pouca atividade física e com histórico familiar de doenças cardiovasculares.
A Terapia Nutricional (TN) para o paciente cirúrgico adulto oncológico tem como meta principal a melhora clínica e nutricional no perioperatório. Nesse contexto, é INCORRETO afirmar que:
A dieta via oral deve ser modificada e adaptada às preferências e às necessidades individuais do paciente. Essa conduta individualizada, aliada ao aconselhamento nutricional, visa a garantir uma ingestão adequada de todos os nutrientes, maximizando a perda de peso corporal e a piora clínica no pré e no pós-operatório.
A TN deve ser iniciada dentro das primeiras 24 h da internação, ou seja, logo após a realização da triagem e da avaliação do estado nutricional e na presença de estabilidade hemodinâmica.
Todos os pacientes candidatos a operações eletivas de médio e grande portes, desnutridos ou em risco de desnutrição, devem receber uma dieta por via oral, enteral ou parenteral ou a combinação dessas, adequada em calorias, proteínas e com imunonutrientes.
A fórmula hiperproteica e imunomoduladora deve ser oferecida, por via oral ou enteral, para o paciente em risco nutricional ou desnutrido, candidato a operação de médio e grande portes.