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Caso clínico para responder às questões de 52 a 56.
Um paciente de 42 anos de idade, morador de uma comunidade de baixa renda, foi diagnosticado com obesidade grau III (IMC 42 kg/m²) e diabetes tipo 2 mal controlada há mais de 10 anos, mesmo com o uso de múltiplos medicamentos orais e insulina. Diante da dificuldade de controlar o peso e a glicemia, ele foi submetido a uma cirurgia metabólica por bypass gástrico. Após o procedimento, que foi realizado ontem, o paciente apresenta preocupações com sua recuperação, com as mudanças dietéticas, com possíveis deficiências nutricionais e com a continuidade do cuidado depois da alta hospitalar.
Após a alta hospitalar, qual é a estratégia de encaminhamento mais adequada para o paciente, considerando a sua condição socioeconômica e de saúde?
Garantir o acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS) para atendimento multiprofissional em um centro de referência em obesidade e diabetes, incluindo acompanhamento médico, nutricional e psicológico.
Priorizar o retorno às consultas com o cirurgião responsável, pois os acompanhamentos nutricional e psicológico podem ser dispensados após a alta hospitalar.
Fornecer medicamentos e suplementos por meio de programas de farmácia popular, sem necessidade de consultas frequentes com especialistas.
Encaminhar o paciente para atendimento em unidades de saúde básicas, sem necessidade de centros especializados, porque ele já realizou o procedimento cirúrgico e está em recuperação.