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O diagnóstico da obesidade é realizado por meio do cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC); no entanto, é importante ressaltar que a principal limitação desse método é a não avaliação da adiposidade corporal total e dos compartimentos visceral e subcutâneo. Por isso, é necessário ter cautela na interpretação dos valores do IMC na aplicação clínica, sendo recomendável o uso de métodos complementares. Considerando os diferentes métodos usados para diagnóstico da obesidade e avaliação da gordura no compartimento visceral, pode-se afirmar que
a medida da circunferência da cintura (CC) avalia a indiretamente a quantidade de gordura visceral, diferenciando a gordura abdominal subcutânea da gordura visceral.
a relação cintura/quadril avalia a distribuição da gordura corporal, mas não é um índice confiável para predizer a quantidade absoluta de gordura visceral.
a bioimpedância elétrica (BIA) é o padrão-ouro para diagnosticar obesidade, pois mensura diretamente a massa magra, óssea e a adiposidade corporal.
a tomografia computadorizada (TC) e a ressonância magnética (RM) além de serem métodos de custo elevado possuem a desvantagem de serem influenciados pelo estado de hidratação.
o IMC é o método mais amplamente utilizado por considerar a compartimentalização da gordura corporal e sua heterogeneidade.