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Entre os critérios mais importantes e práticos que determinam a qualidade da carne estão pH, cor e capacidade de retenção de água. Como o pH influencia os aspectos tecnológicos e sensoriais da carne?
O aumento do pH muscular em decorrência do acúmulo de ácido láctico no músculo é uma das mais significativas mudanças post mortem que ocorrem no processo de conversão do músculo em carne.
A musculatura de um animal sadio tem um pH ligeiramente abaixo de 7,0 e uma reserva de glicose como glicogênio que corresponde a cerca de 1% do peso do músculo.
Com a sangria, inicia-se o metabolismo anaeróbico envolvendo o glicogênio (glicólise), o que provoca produção e acúmulo de ácido láctico nos músculos, com consequente abaixamento do pH.
As características de aumento do pH são determinadas pelas condições fisiológicas do músculo na hora da insensibilização e podem ser relacionadas com a produção de lactato ou, mais especificamente, com a capacidade do músculo de produzir energia como ATP.
Dependendo do aumento do pH post mortem, podem ocorrer dois tipos de anomalias da carne: incidência de carnes do tipo PSE (do inglês pale, soft and exsudative – pálida, flácida e exsudativa), e do tipo DFD (do inglês, dark, firm and dry – escura, dura e seca).