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A epidemia de beribéri no Brasil possui registros do final do século XVII, como o estudo realizado no Asilo São João de Deus, entre 1897-1904, pelo médico Raimundo Nina Rodrigues, que relata os casos de doença desconhecida que levou inúmeros pacientes a óbito. Considerando isso, analise as afirmativas abaixo:
IA elevada ingestão de bebidas alcoólicas pode agravar a deficiência de tiamina por aumentar a demanda metabólica dessa vitamina, reduzir o autocuidado e comprometer tanto a ingestão quanto a absorção de nutrientes.
II. A ocorrência de beribéri em populações que consomem dieta monótona à base de arroz polido está relacionada ao baixo teor de tiamina desse alimento e ao predomínio de carboidratos simples na dieta.
III. Em grupos vulneráveis, como lactentes filhos de mães com deficiência de tiamina, o risco de beribéri infantil é ampliado, configurando um problema de insegurança alimentar e nutricional, mesmo quando o aleitamento materno está presente.
IV. A ingestão habitual de café, por ser uma bebida estimulante, aumenta a biodisponibilidade de tiamina e, portanto, reduz o risco de desenvolvimento de beribéri em populações vulneráveis.
É CORRETO o que se afirma em:
I, II e III, apenas.
II, III e IV, apenas.
I e lV, apenas.
l e III, apenas.
No Brasil, o processo de transição nutricional tem imposto importantes desafios à agenda de alimentação e nutrição. Embora os programas nessa área sejam reconhecidos como essenciais para a atenção integral à saúde, a compreensão dos fatores socioeconômicos que influenciam os hábitos alimentares e intensificam as desigualdades em saúde evidencia a necessidade de uma abordagem intersetorial, que ultrapasse o âmbito exclusivo da saúde. Por conseguinte, é CORRETO afirmar que:
o sistema alimentar, desde o processo de produção, passando pela transformação, distribuição, publicidade e consumo, não está diretamente relacionado à transição nutricional.
a implementação da Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) não prevê responsabilidades específicas entre as esferas federal, estadual e municipal, sendo sua execução centralizada em um único nível de governo. Além disso, a política não estabelece relação com estratégias internacionais da Organização Mundial da Saúde (OMS) nem considera a participação de diferentes atores sociais na formulação de ações voltadas à prevenção das doenças não transmissíveis.
a única estratégia global para a promoção da alimentação saudável é a sensibilização sobre a influência da dieta e da atividade física na saúde, e não considera os impactos positivos das ações de prevenção.
a transição nutricional refere-se às mudanças do padrão alimentar tradicional, caracterizado por dieta rica em fibras e com baixo teor de lipídios para um padrão alimentar com alto valor calórico e elevado consumo de gorduras, especialmente de origem animal. Esse processo também envolve alterações nos níveis de atividade física, na composição corporal e no perfil epidemiológico, com aumento das doenças relacionadas à nutrição, especialmente as Doenças Não Transmissíveis (DNT).
no Brasil, não existe um departamento específico no Ministério da Saúde responsável pela alimentação e nutrição, e, portanto, não há Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição (CGAN) encarregada de elaborar, implementar ou coordenar ações, programas ou estratégias nessa área.
Durante uma reunião de planejamento em uma secretaria municipal de saúde, Carla, profissional da equipe técnica, analisa dados provenientes de diferentes Sistemas de Informação em Saúde, com o objetivo de avaliar o perfil epidemiológico da população, acompanhar indicadores e definir prioridades de intervenção. Nesse contexto, considera-se o papel estratégico desses sistemas no âmbito do Sistema Unico de Saúde (SUS). A luz dessa finalidade, um dos principais objetivos dos Sistemas de Informação em Saúde é:
registrar exclusivamente dados financeiros da gestão em saúde
substituir a vigilância epidemiológica nas esferas federal e estadual
limitar o acesso da população às informações sobre sua própria saúde
fornecer subsídios para tomada de decisão e formulação de políticas públicas
A Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA) é o principal instrumento de medida direta da percepção de insegurança alimentar no Brasil. Segundo a metodologia adotada pelo IBGE, como se caracteriza a "Insegurança Alimentar Moderada" em um domicílio?
Pela incerteza quanto à disponibilidade de alimentos no futuro e pela substituição de alimentos habituais por outros de menor custo, sem que haja redução na quantidade total consumida.
Pela privação severa de alimentos que atinge todos os membros da família, inclusive as crianças, caracterizando a experiência da fome no domicílio.
Pela redução quantitativa de alimentos entre os adultos e/ou ruptura nos padrões de alimentação resultante da falta de alimentos, indicando que os moradores passaram a comer menos do que o necessário.
Pelo consumo predominante de produtos ultraprocessados e hipercalóricos em substituição aos alimentos in natura, independentemente da quantidade total disponível.
Ao analisar dados epidemiológicos e demográficos de uma população que passou por um processo de urbanização acelerada e mudanças nos padrões de consumo alimentar (maior acesso a ultraprocessados), um nutricionista observa uma redução drástica nos índices de desnutrição infantil, concomitante a um aumento exponencial da obesidade e de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) em adultos. Esse fenômeno de mudança no perfil de saúde, associado ao desenvolvimento do país, caracteriza:
Insegurança alimentar estrutural
Dupla carga de doenças infecciosas
Transição nutricional
Polarização alimentar


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“A epidemiologia nutricional é a aplicação de métodos epidemiológicos ao estudo da relação entre dieta, saúde e doença em populações humanas.
A exposição a fatores nutricionais tem sido estudada em relação a uma ampla gama de desfechos de saúde, como doenças infecciosas, doenças crônicas, câncer e malformações congênitas.”
Disponível em: https://doi.org/10.1016/B978-0-12-384947-2.00494-3. Acesso em 26 fev. 2026
Sobre os conceitos básicos de epidemiologia, assinale a alternativa que indica CORRETAMENTE os conceitos de incidência e prevalência, respectivamente.
Incidência corresponde ao número total de casos (novos e antigos) de uma doença em determinada população e período; prevalência se refere apenas aos casos novos diagnosticados em um intervalo de tempo específico.
Incidência é a proporção de indivíduos expostos a um fator de risco em uma população específica, considerando determinado período de tempo e as condições que favorecem essa exposição; prevalência, por sua vez, corresponde à taxa de mortalidade associada a uma doença em determinada população, refletindo o impacto dos óbitos relacionados a esse agravo em um contexto epidemiológico definido.
Incidência representa o número de óbitos por uma doença em um período; prevalência corresponde ao número de internações decorrentes dessa doença na população.
Incidência é o número total de casos existentes de uma doença em uma população em determinado momento; prevalência é o número de novos casos surgidos ao longo de um período específico.
Incidência é o número de casos novos de uma doença em uma população sob risco em determinado período; prevalência é o total de casos existentes (novos e antigos) em uma população em um momento ou período específico.
Os indicadores demográficos constituem instrumentos analíticos utilizados para caracterizar a dinâmica populacional, permitindo compreender a estrutura, distribuição e evolução das populações, bem como sua interface com o processo saúde-doença em determinado território. Com base nesse contexto, assinale a alternativa que representa corretamente um indicador demográfico.
Prevalência de diabetes mellitus.
Taxa de incidência de tuberculose.
Taxa de letalidade hospitalar.
Taxa de mortalidade infantil.
Distribuição etária e crescimento populacional.
No contexto da vigilância alimentar e nutricional no Brasil, a utilização de indicadores antropométricos é essencial para o monitoramento do estado nutricional de diferentes grupos populacionais. Considerando a aplicação desses indicadores na prática da epidemiologia nutricional, assinale a alternativa correta:
O índice de massa corporal (IMC) é o indicador mais sensível para detectar desnutrição crônica em crianças menores de 5 anos.
O indicador peso para idade é o mais específico para identificar excesso de peso em adultos.
O indicador altura para idade permite identificar déficits nutricionais de longa duração, sendo útil na avaliação de desnutrição crônica infantil.
O perímetro da cintura é o principal indicador recomendado para diagnóstico de desnutrição energético-proteica em idosos.
O indicador peso para altura é o mais indicado para avaliar alterações nutricionais em gestantes ao longo do pré-natal.
A transição nutricional no Brasil é caracterizada por mudanças no perfil alimentar e nutricional da população, com redução da desnutrição grave e aumento expressivo do sobrepeso e da obesidade, além da substituição de dietas tradicionais. Nesse contexto, o que caracteriza a transição nutricional?
O impacto nas populações de áreas urbanas, rurais ou vulneráveis, sendo as primeiras as mais afetadas.
O aumento do consumo de alimentos minimamente processados, processados e ultraprocessados, associado à melhoria da qualidade da dieta e à redução das doenças crônicas.
A presença simultânea de desnutrição e obesidade na população, que caracteriza a chamada dupla carga da má nutrição, exigindo estratégias integradas de promoção da alimentação adequada e saudável.
A redução da desnutrição, minimizando a necessidade de políticas públicas voltadas aos grupos mais vulneráveis para garantia de segurança alimentar e nutricional.
A epidemiologia das doenças nutricionais é o campo científico que aplica métodos epidemiológicos para investigar a relação entre a ingestão de alimentos, o estado nutricional e a ocorrência de doenças em populações humanas. Sobre o assunto, assinale a alternativa correta.
O inquérito nacional POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) é essencial para a epidemiologia nutricional brasileira, porque é um estudo de coorte que acompanha os mesmos indivíduos por 20 anos.
O conceito de Risco Relativo (RR) é fundamental em estudos de coorte, em epidemiologia. Então, se o RR de uma exposição alimentar para o desenvolvimento de hipertensão na gestação for igual a 1,0, significa que não há associação entre a exposição e o desfecho.
Na avaliação epidemiológica do estado nutricional de populações, o “Escore-Z” é preferível aos percentis, pois permite quantificar o nível do desvio em relação à mediana devido a ser calculado dividindo-se o peso pela altura ao cubo.
O Viés de Memória (Recall Bias) é um desafio constante na epidemiologia nutricional, afetando especialmente estudos de coorte prospectivos com diários alimentares em tempo real.


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Estudos recentes indicam que o consumo elevado de alimentos ultraprocessados está associado ao(à):
Aumento da densidade de nutrientes essenciais, como proteínas, fibras e gorduras saudáveis.
Redução dos riscos de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes tipo 2.
Substituição de alimentos in natura ou minimamente processados, levando a um perfil nutricional inadequado.
Redução do impacto ambiental, devido ao menor uso de recursos naturais e embalagens.
Promoção de hábitos alimentares saudáveis e aumento do consumo de preparações caseiras.
A população brasileira atravessa um rápido e complexo processo de transição nutricional. Não temos aqui uma transição no sentido tradicional, em que as deficiências nutricionais são substituídas gradualmente pelo sobrepeso e obesidade, em toda a população. Nossa amplitude geográfica e diversidade ecológica, assim como a largura do fosso que separa pobres de ricos dentro de cada uma de nossas regiões, muito contribuem para a complexidade desse processo.
(Cesar G. Victora, Professor titular de epidemiologia, Universidade Federal de Pelotas, 2007.)
Sobre a epidemiologia nutricional do Brasil, analise as afirmativas a seguir.
I. Os estudos de prevalência que contemplaram amostras representativas do Brasil e de suas cinco macrorregiões indicaram que, nos últimos anos, a prevalência de desnutrição em crianças aumentou.
II. De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018, a região Norte destacou-se pelo maior percentual de despesas com o grupo carnes, vísceras e pescados; e menores percentuais com os grupos leites e derivados, panificados e legumes e verduras.
III. A anemia afeta, em maior ou menor escala, toda a população e todas as classes de renda; entretanto, a ocorrência do problema tende a se concentrar em idosos.
IV.Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018, a análise regional aponta que os menores percentuais com alimentação fora do domicílio ocorreram na região Norte.
Está correto o que se afirma apenas em
I e II.
II e III.
II e IV.
III e IV.
II, III e IV.
A epidemiologia nutricional é a ciência que se ocupa em estudar o efeito da dieta no desenvolvimento de doenças específicas, buscando compreender como a alimentação e fatores relacionados ao estado nutricional estão envolvidos no surgimento dessas doenças. Diante deste conceito, é CORRETO afirmar que:
a anemia ferropriva é particularmente prevalente em mulheres, crianças e pessoas de baixa renda e regiões em desenvolvimento. Esta doença pode ser classificada de acordo com a gravidade (leve, moderada ou grave), com base nos níveis de hemoglobina no sangue. Ademais, classifica-se pela causa subjacente, como ingestão insuficiente de ferro, problemas de absorção gastrointestinal ou perda crônica de sangue.
o desenvolvimento da Hipertensão Arterial Sistêmica está relacionado à idade, à obesidade, ao histórico familiar, à raça/cor, à redução do número de néfrons, a uma dieta rica em cálcio, ao consumo excessivo de álcool e a certos tipos de medicamentos.
a Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1) está associada à resistência à insulina e a fatores de risco, como obesidade e sedentarismo. Já a DM2, geralmente autoimune, requer administração de insulina para prevenir complicações graves. O DMG, prevalente durante a gravidez, exige intervenção nutricional para prevenir complicações perinatais.
a dislipidemia é uma doença caracterizada por alterações nos níveis de lipídios no sangue, incluindo o colesterol e triglicerídeos. O diagnóstico de dislipidemia é confirmado quando há associação das alterações nos níveis de lipídios com a glicemia elevada.
segundo o Ministério da Saúde (Brasil, 2020), o aumento da ingestão de fibras e carne vermelha se faz necessário no tratamento dietético para dislipidemia.
A epidemiologia da anemia ferropriva, por definição, deve tratar dos determinantes da distribuição deste agravo nutricional causado pela deficiência de ferro no organismo humano, que afeta, sobretudo, o desempenho de uma das funções mais nobres do sangue, o transporte de oxigênio. Com base nesse contexto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
Fonte: Epidemiologia nutricional. / Organizado por Gilberto Kac, Rosely Sichieri e Denise Petrucci Gigante. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz/Atheneu, 2007.
(__) Conhecer os determinantes da distribuição da anemia ferropriva significa descrever e explicar o que é anemia ferropriva, quantos e quem são os atingidos pelo agravo nutricional, assim como saber onde, quando, como e por que grupos populacionais são afetados pela doença, com a finalidade de contribuir para o enfrentamento do problema.
(__) A deficiência de ferro é reconhecida como uma condição na qual não há ferro mobilizável nos estoques e há sinais de comprometimento da oferta de ferro aos tecidos, incluindo os eritrócitos, e é o resultado de um desequilíbrio entre a oferta, a utilização e as perdas do mineral.
(__) A anemia está presente (em um indivíduo) quando a concentração de hemoglobina está abaixo de dois desvios-padrão da média de uma distribuição de uma população de referência, com a mesma idade, sexo, condição de gravidez e vivendo na mesma altitude.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
F, F, F.
V, V, V.
V, F, F.
F, V, F.
Em inquérito nacional, a prevalência de magreza grave (IMC < 16kg/m²) em adultos foi 2%, e a de obesidade (IMC ≥ 30kg/m²) atingiu 28%. Assinalar a alternativa que apresenta CORRETAMENTE o indicador demográfico que expressa esse quadro de polarização nutricional.
Desvios relativos no coeficiente de variação do índice de massa corporal populacional total.
Convivência simultânea de déficits e excessos conhecida como dupla carga da má-nutrição.
Razão aritmética entre índice de massa corporal (IMC) médio urbano e mediana rural evidenciando transição epidemiológica.
Medida padronizada de dispersão Z-score obtida pela soma de todas as prevalências extremas.


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As mudanças climáticas extremas vivenciadas desde o ano passado colocaram o planeta em estado de alerta máximo. Num futuro próximo, os impactos das mudanças climáticas sobre a saúde agravarão significativamente esse alto ônus para a saúde.
Sobre o conceito de sindemia global é CORRETO afirmar o seguinte:
É a forma de atuação e de organização do agronegócio e das grandes indústrias alimentícias para combater a obesidade e a desnutrição mundial.
Aponta que as três pandemias — obesidade, desnutrição e mudanças climáticas — interagem umas com as outras, compartilham determinantes e, portanto, exercem uma influência mútua em sua carga para a sociedade.
É o estudo que analisa as mudanças climáticas e sua interferência na saúde, podendo influenciar na propagação de vetores, na qualidade das águas e na produção de alimentos, além de contribuir para a poluição do ar.
É a relação das mudanças climáticas com o aumento do risco do surgimento de doenças infecciosas, a exemplo dos processos de hipertermia, podendo levar até a morte devido ao aumento da temperatura do planeta.
É o estudo de doenças infecciosas mais sensíveis às mudanças climáticas, como leishmaniose, malária e dengue e outras arboviroses.
A transição nutricional corresponde a um processo histórico e dinâmico de transformação nos padrões alimentares e no perfil nutricional das populações, resultante das profundas mudanças econômicas, sociais, demográficas e sanitárias. Com relação a transição nutricional, é CORRETO afirmar que:
A transição nutricional é caracterizada pela redução uniforme do consumo calórico em todas as faixas etárias, independentemente do contexto socioeconômico.
A transição nutricional é caracterizada pela redução da prevalência de desnutrição e aumento da prevalência da obesidade.
A transição nutricional é caracterizada pela predominância exclusiva de dietas ricas em proteínas animais, sem impacto sobre micronutrientes.
A transição nutricional é caracterizada pela ausência de influência de fatores sociais, econômicos ou culturais sobre os hábitos alimentares.
“Como a maioria das doenças nutricionais, grande parte dos surtos de _________ associa-se a condições de pobreza e fome relacionando-se a situações graves de insegurança alimentar e nutricional, alimentação monótona baseada em arroz polido, elevado teor de carboidratos simples e também a alguns grupos de risco específicos como alcoolistas, gestantes, crianças e pessoas que exercem atividade física extenuante.”
escorbuto.
beribéri.
raquitismo.
botulismo.
alcoolismo.
A desnutrição proteico-calórica se caracteriza por uma alteração no estado nutricional decorrente da deficiência na ingestão de nutrientes, levando principalmente ao baixo-peso. A relevância epidemiológica dessa patologia no Brasil tem reduzido nos últimos anos, porém continua sendo uma importante entidade clínica, já que está relacionada a sérias complicações, principalmente, quando acomete crianças.
Em relação à epidemiologia da desnutrição proteico-calórica na população brasileira, de acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009 (Ministério da Saúde), é CORRETO o seguinte:
A prevalência de déficit de peso se mostra relativamente baixa, indicando que casos atuais de desnutrição tendem a ser poucos em todas as faixas etárias, independente da região
A prevalência de déficit de peso se mostra relativamente alta, indicando que casos atuais de desnutrição tendem a ser mais frequentes na faixa etária de 5 a 9 anos.
Existe uma tendência declinante do déficit de peso, e aumento contínuo do excesso de peso e obesidade caracterizam a população de adolescentes de todas as regiões brasileiras.
Existe uma tendência declinante do déficit de peso e aumento contínuo do excesso de peso e obesidade na população de adolescentes das regiões sudeste e sul do Brasil.
A tendência secular dos indicadores antropométricos na população adulta demonstra declínios contínuos do déficit de peso no sexo masculino e aumento do excesso de peso no sexo feminine, em todas as regiões brasileiras.
De acordo com Popkin et al. (The Nutrition Transition, 2020), padrões alimentares globais demonstram substituição crescente de alimentos minimamente processados por ultraprocessados, impactando microbiota, metabolismo e risco cardiometabólico. Em análises epidemiológicas, qual fator emerge como elo fisiopatológico predominante associado a esse padrão?
Redução significativa da capacidade vital pulmonar em adultos sedentários.
Aumento absoluto da densidade mineral óssea em populações urbanizadas.
Inflamação subclínica crônica sustentada por disfunção metabólica adipocitária.
Elevação fisiológica da secreção gástrica ácida em indivíduos obesos.
Supressão seletiva da eritropoiese medular em pacientes desnutridos crônicos.


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