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A Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) mantém -se orientada pelos princípios do Sistema Único de Saúde, agregando outros, como, por exemplo, o respeito à diversidade e à cultura alimentar. Esse princípio da PNAN reconhece que
a alimentação brasileira, com suas particularidades regionais, é a síntese do processo histórico de intercâmbio cultural entre as matrizes indígena, portuguesa e africana que se somam, por meio dos fluxos migratórios, às influências de práticas e saberes alimentares de outros povos que compõem a diversidade sociocultural brasileira.
a abordagem relacional da alimentação e da nutrição contribui para o conjunto de práticas ofertadas pelo setor de saúde, na valorização do ser humano, para além da condição biológica e do reconhecimento de sua centralidade no processo de produção de saúde.
o fortalecimento ou a ampliação dos graus de autonomia para as escolhas e para as práticas alimentares implica, por um lado, um aumento da capacidade de interpretação e de análise do sujeito sobre si e sobre o mundo e, por outro, a capacidade de fazer escolhas, governar e produzir a própria vida.
o conhecimento das determinações socioeconômicas e culturais da alimentação e nutrição dos indivíduos e das coletividades contribui para a construção de formas de acesso a uma alimentação adequada e saudável, colaborando com a mudança do modelo de produção e com o consumo de alimentos que determinam o atual perfil epidemiológico.